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A Nova Cara do Humor

22 de julho de 2013 0 comentário

Paulo Gustavo

De um lado, a irreverência irresistível de Paulo Gustavo: “Fala na entrevista que eu sou genial? A palavra é GE-NI-AL”. O pedido feito em tom de humor não deixa de caracterizar o brilhante dom deste humorista de representar fatos da vida seja nos palcos, na TV ou no cinema. Após o sucesso de seu espetáculo “Minha Mãe é uma Peça”, sete anos atrás, Paulo entrou de vez para o time do humor brasileiro. O espetáculo, ainda em cartaz, acaba de ganhar uma versão para o cinema.

Do outro, a naturalmente linda Fiorella Mattheis. Com um sorriso no rosto e muita simpatia, a atriz e apresentadora estreia no humor ao lado de Paulo e de outros nomes que ela mesma admira, como Samantha Schmutz e Fernando Caruso. Os dois estão juntos no novo seriado do canal Multishow, “Vai que Cola”, que estreia no dia 8 deste mês em uma temporada exibida diariamente pelo canal a cabo.

O seriado segue os moldes de programas como “Sai de Baixo” e “Toma Lá da Cá”, com plateia durante as gravações realizadas no Rio de Janeiro. A inovação fica por conta do cenário, que é giratório e muda o cômodo conforme a necessidade durante a gravação. Na história, após se meter em uma falcatrua, o malandro Valdomiro (Paulo Gustavo) vai morar em uma pensão, localizada no subúrbio carioca, tentando fugir da Polícia Federal. A trabalhadora Dona Jô (Catarina Abdala), dona do estabelecimento, o recebe como hóspede e vê que nele existe um bom coração.

Enquanto tenta reescrever sua história por linhas tortas, Valdo tem que lidar com as provocações do criado insolente Ferdinando (Marcus Majella), do assédio da fogosa Terezinha (Cacau Protásio), das esquisitices do misterioso Wilson (Fernando Caruso) e das confusões do jovem casal Jéssica (Samantha Schmutz) e Máicol (Emiliano D’Avila). Para completar, chega à pensão a linda, alta e loira Velna (Fiorella Mattheis), que se passa por uma gringa e deixa os homens enlouquecidos.

 

PAULO GUSTAVO

Você participou da criação do seriado?

O texto deste projeto e a idealização não são meus, mas tenho total liberdade de alterar as falas, cortar e acrescentar situações. Além disso, meu personagem tinha duas linhas para seguir e eu defini qual gostaria de fazer.

Como tem sido sua rotina para conciliar as gravações com o teatro?

Insano! Sexta-feira, por exemplo, é um dia que fico que nem zumbi. Tenho que chegar aqui na gravação do programa às 7h, saio às 13h e pego o voo pra São Paulo às 16h. Faço check in no hotel às 19h, vou para o teatro, a peça começa às 21h30 e às 23h falo com o público. Aí, eu faço assim: ou eu morro, vou para o CTI, ou tomo uma cerveja fico empolgado e vou pra balada, que é o que sempre acontece!

Você tem fama de ter um certo medo de voar, como está a sua relação com as alturas atualmente?

Estou super tranquilo! Sério. E não é porque é para você que vou falar isso, mas nos voos que pego da Avianca eu fico bem sossegado, de verdade.

 Mas dizem que você é superinteressado neste assunto de aviões e pilotos, é verdade?

Totalmente! Se chegar um piloto aqui agora eu não olho mais na sua cara! (Risos). Vou querer saber de tudo.

 

Fiorella FIORELLA MATTHEIS

Este projeto de humor é algo novo em sua carreira? Como rolou?

Totalmente novo. Fazer humor em canal fechado e com plateia! É uma delícia e um grande desafio também. Fiz um teste a convite de uma produtora de elenco e passei. Fiquei encantada com a ideia desde o início.

 Quem são as pessoas que você admira no humor?

Paulo Gustavo, Fernando Caruso e Samantha Schmutz que estão todos em cena comigo sempre foram pessoas que admirei muito. Tem também o Fábio Porchat e o Marcelo Adnet. Mas na verdade nunca fui comediante ou me imaginei fazendo comédia.

Mas sua personagem é cômica, certo?

No caso da Velna, a comédia está nela mesma e não nas coisas que ela fala. A minha personagem não faz piada, ela é engraçada por natureza. Ela se chama Aparecida, estagiária de golpista que se passa por uma tcheca: a Velna! Ela chega na pensão atrás do dinheiro da herança do finado Tizio, marido da Terezinha, personagem da Cacau Potássio. A tal da Velna se passa por ingênua, fala russo, tcheco, português – tudo meio enrolado para confundir as pessoas, mas na verdade ela está ali atrás de dinheiro.

 

 

Para ler a entrevista completa é fácil, é só voar em qualquer um dos nossos aviões ou acessar: www.aviancaemrevista.com.br

 

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