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As mulheres mandam na lista dos melhores discos do ano.

11 de dezembro de 2014 0 comentário

fERNANDA takai

Com certeza no idiossincrático mundo das listas de melhores discos do ano, um fato devera ser unanime, cinco mulheres deverão aparecer na maioria destas listas. E com certeza vale muito a pena ouvir o que estas meninas estão dizendo em suas composições…

Mas que são elas?

Brody Dalle – ‘Diploid Love’

A australiana Brody Dalle ficou famosa por liderar a competente banda The Distillers, e mais tarde, outra banda de destaque no cenário  alternativo, Spinnerette. Pode ser um detalhe, mas ela é casada com um dos nomes mais influentes e criativo do rock atual, Josh Homme, líder do grupo Queens Of  Stone Age, e critico feroz da musica contemporânea  descartável, se ela convenceu Homme já um bom caminho andado no cenário do rock. Brincadeiras sexistas a parte, Brody estreou em carreira solo este ano com álbum, Diploid Love , produzido por Alain Johannes, lançado em  de fevereiro de 2014, teve como  primeiro single a impactante, “Meet the Foetus / Oh the Joy”, com participação especial de Shirley Manson, vocalista da banda Garbage. O disco traz as nove faixas que podem representar um kit de sobrevivência da musica pop do século 21, surpreendendo com um “hardcore  fluente”, futurista e com pitadas retrô ao mesmo tempo; uma delicia para noites de balada.

Tune-Yards – ‘Nikki Nack’

Tune-Yards é um projeto musical da multi-instrumentista e compositora americana,  Merrill Garbus.  Seu primeiro disco Bird Brains, em 2009,  teve sua primeira tiragem lançada em Fitas Cassete recicladas e depois uma versão em Vinil, o que já chamou a atenção do antenados; o segundo disco, “Whokill” lançado em abril de 2011, consagrou Garbus em termos críticos. Neste ano, ‘Nikki Nack’ sela definitivamente o talento desta banda projeto.  No seu terceiro trabalho,  definido como uma música bem humorada, aparece um  ativismo sonoro são incorporados elementos de jazz  e blues, mas sua criatividade é explicita um álbum para se ouvir de tarde, ou em um fim de semana!

Sharon Van Etten – ‘Are We There’

Esta cantora e compositora americana, nascida em New Jersey,  nasceu em uma família que valoriza as artes, teve a sorte de crescer rodeado por uma enorme coleção de disso de vinil, e junto de seus quatro irmãos cresceu em um ambiente musical onde a brincadeira predileta era todos os irmãos fingirem que eram membros de uma banda de sucesso. Depois de tantas brincadeiras, Sharon aprendeu sozinha a tocar violão e  começou a escrever músicas. Na época do colégio, ela ainda da os créditos de ter aprendido sofisticadas harmonias vocais no coro da escola, pois na 6ª série, fez parte de um coral chamado “The Mini Singers”. Seu primeiro disco oficial, “Because I Was in Love” saiu em 2009, e dois outros álbuns solidificaram sua carreira: Epic (2010) e Tramp (2012). Neste ano com o lançamento de “Are We There”, ele muda o rumo de sua carreira, mais crua, revela  sua realidade  de uma forma do que vive no presente ao contrario de suas outras narrativas que falavam de experiências passadas, um disco atual que pode ser um ótimo companheiro para uma noite de insônia!

St. Vincent  – St. Vincent

Erin “Annie” Clark é mais conhecida pelo seu nome artístico de St. Vincent, cantora, compositora e multi-instrumentista e. Ela começou sua carreira musical como membro dos grupos The Polyphonic Spree e Sufjan Stevens, antes de criar est seu  próprio projeto  em 2006. Sua discografia é composta por, seu álbum de estreia, Marry Me (2007), seguido por Actor (2009) e Strange Mercy (2011). Ela ainda lançou um álbum junto de David Byrne (Talking Heads) em 2012 intitulado  ”Love This Giant”.  Neste ano se consagra com Seu quarto álbum solo, autointitulado St. Vincent, para muitos críticos já foi considerado o disco do ano. Sua presença no placo é hipnótica e sua musica rejeita rótulos; music a para ouvir a qualquer hora do dia ou de noite, mas sempre com muita atenção e de preferência com fones de ouvido de alta definição.

EMA – ‘The Future’s Void’

Erika M. Anderson, mais conhecida pelo seu nome artístico de “EMA”, é outra cantora e compositora americana que vem de South Dakota. Originalmente, foi a vocalista da cultuada banda “Gowns” que pertencia ao movimento do chamado  “Drone-Folk” um estilo que usa estrutura repetitiva e mínima do estilo Drone, com elementos e instrumentação Folk. Sua discografia solo é composta por Little Sketches on Tape (2010)m Past Life Martyred Saints (2011) e The Future’s Void lançado este ano. The Future’s Void é um disco que discute o papel da tecnologia atual em nossas vidas, um mix de “noisy- pop” com psicodelia, pilotado por um artista charmosíssima, para ser ouvido a partir do cair da tarde e sem hora para parar de ouvir.

E para dizer que não falei das flores… Aqui estão as brasileiras

No Brasil as mulheres também tem feito a grande diferença, infelizmente os reality-calouros, os programas “caça talentos” e os, viciados, prêmios da “nova” musica brasileira, que provocam uma emoção tão artificial como uma comercial do “american way of life” dos anos 50, passam ao largo das meninas que poderiam injetar mais energia por aqui. Elas estão no underground emocionam muita gente, mas mereciam muito mais!

Vou começar por Érika Martins , apesar de uma longa carreira, não tem ainda o reconhecimento merecido, lançou este ano um dos melhores discos brasileiros dos últimos tempos “Modinhas” um conceito seríssimo que precisava  ser no mínimo tocado nas rádios. Fernanda Takai nos brindou com disco, “Na Medida do Impossível” que concilia o inconciliável, incrível! No quesito bandas, não deixe de experimentar o “garagem iê iê iê” das Radioativas, o “pop metal” da Constantine e o “hard cabeça” da Mafalda  Morfina! Muita coisa boa, só falta aparecer mais na midia!

Feliz 2015!

Descubra mais aqui:

http://modinhasdaerika.wordpress.com/

http://fernandatakai.com.br/

https://www.facebook.com/asradioativas

http://www.constantinerock.com.br/

http://mafaldamorfina.com.br/

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