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Austin, Texas: música escorrendo pelas ruas!

2 de junho de 2014 0 comentário

 

 

Fotos Maia

Seu apelido é “Capital Mundial da Música ao Vivo”. Devido ao grande número de músicos e bares com esse tipo de entretenimento, recentemente, adotou o slogan “Mantenha Austin Esquisita” (Keep Austin Weird). Isso por culpa do estilo de vida pouco convencional e progressista da maioria dos residentes. Reza a lenda que tudo foi acontecendo devido à mudança de Willie Nelson para lá, e pode ter sido mesmo. Ser o lar do decano da união da música com a cannabis deve sim ter contribuído muito para isso, embora não deixe de ser um paradoxo esse “oásis alternativo” ficar na capital de um estado tão conservador como o Texas!

Outra boa hipótese da mente aberta de Austin é que ela sedia muitas companhias de alta tecnologia, o que dá à cidade outro título: “Colinas do Silício” (trocadilho com o Vale do Silício [Silicon Valley] na Califórnia, e também expoente tecnológico). Considerada a segunda melhor cidade grande para se morar, apesar de não parecer tão grande com o seus 800 mil habitantes (principalmente para um paulistano que está acostumado a dividir o espaço com mais 11 milhões), é, sem duvida, bem agradável passar um dias como turista por lá! E para aqueles que insistem na improfícua discussão de como conciliar bicicletas com a selvageria de uma cidade como São Paulo, bastaria ver o mar de bicicletas estacionado num parque local e ver que realmente a grama do vizinho “ali” é muito mais verde!

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Os “austinites”, denominação para os habitantes locais, são simpáticos e receptivos e se mostram desencanados, pouco apressados e curtem passear pelas ruas planas e de arquitetura impecável. Durante esses passeios a pé, pode se sentir o cheiro da cerveja e da boa música saindo dos mais diversos estilos de bares. Por falar em bares, nada mais tradicional que o “Antone´s”, chamado de o “Lar do Blues” e criado por Clifford Antone, em 1975. Esta “landmark” já recebeu nomes como Muddy Waters, B.B. King, Buddy Guy, John Lee Hooker, Pinetop Perkins, James Cotton entre centenas de outros, em uma época que isso não era nem moda, nem chique. A resistência valeu e hoje mais que um bar, o local é um verdadeiro centro cultural.

Em 2011, tive a sorte de estar por lá durante o “Austin City Limits Music Festival” (http://www.aclfestival.com/), um festival anual de três dias que reúne o que existe de melhor em termos de tendências e da musica atual, alma de nomes consagrados.  A edição deste ano que acontece em outubro terá de Pearl Jam e Eminem a excelentes novidades com St. Vincent e Tune-Yards.

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Porém, depois de tanta informação, uma pequena lojinha pode sintetizar todo o espírito de Austin: “Wild About Music” (http://www.wildaboutmusic.com/). É impossível ficar indiferente ao apelo lúdico da loja. De roupas aos “brinquedos” que todos os amantes de música adoram, mesmo os leigos ficariam tentados a comprar algo que “sem saber bem para que serve”, iriam querer levar para casa. A loja não é o reduto de suvenires locais, mas um microcosmo dos que gostam de música e miniaturas, roupas, objetos de decoração e uma infinidade de boas ideias. Bem, depois de tanta descoberta, nada melhor que se fartar no autointitulado “Pior Churrasco do Texas”. Este “oxymoron” mostra como o marketing pode ser algo divertido, levando filas a um local onde se come com a mão se auto serve de bebidas, mas que se come muito bem e nos motiva a escrever sobre o assunto do outro lado do hemisfério.

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