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Avianca Brasil e Ivete Sangalo no Carnaval de Salvador

23 de fevereiro de 2017 0 comentário

Vamos participar dos desfiles de Ivete Sangalo no Carnaval de Salvador de 2017

A cantora baiana conduzirá a multidão em um trio sem cordas no dia 23 de fevereiro. Depois disso, em 25 e 27, comandará os blocos Cerveja & Cia e Coruja, respectivamente. As três saídas acontecerão no Circuito Barra/Ondina. Com essa parceria, vamos ativar a marca em diversas ações ao longo da programação, além de disponibilizar o transporte aéreo.

“Temos orgulho em participar da maior festa popular do planeta. O Carnaval é a manifestação mais brasileira, alegre, plural e agregadora no nosso calendário cultural. Ivete personifica o que há de mais bonito no nosso povo; é a estrela completa”, destaca Flavia Zulzke, gerente geral de Marketing da Avianca Brasil.

“A parceria com a Avianca agrega um valor muito positivo ao nosso Carnaval. Salvador está entre os principais destinos da Avianca e é muito bom estar junto de empresas que investem na nossa cidade e no nosso Estado”, diz Fábio Almeida, empresário da IESSI Music Entertainment, que representa Ivete Sangalo.

Somos uma das maiores companhias em capacidade no aeroporto internacional de Salvador, com 40 voos diários regulares que ligam a cidade a Aracaju, Brasília, Ilhéus, Maceió Petrolina, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, e, via conexões, a outros 1.300 destinos domésticos e internacionais – estes últimos, via parceiras na aliança global Star Alliance. Durante o período do Carnaval, vamos reforçar as operações diretas entre a capital baiana e Aracaju, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Você pode conferir todos os destinos e rotas atendidas pela Avianca Brasil aqui. Para comprar sua passagem, acesse o site.

Cultura

Estamos patrocinando o Burlesque Paris 6 by Night

16 de setembro de 2016 0 comentário

A Avianca Brasil trouxe o Burlesque Paris 6 by Night a bordo para um voo especial e cheio de charme!

A ação foi realizada durante um voo, para promover o patrocínio da nova casa de shows e entretenimentos de São Paulo, o Burlesque Paris 6 by Night.

Patrocinados pela Avianca Brasil

Seremos a transportadora oficial do Burlesque Paris 6 by Night. O empreendimento reunirá atrações de música, humor, dança e atos circenses sob as assinaturas de Sandro Chaim, da Chaim Produções, e Isaac Azar, do Paris 6.

O espaço está dividido em dois ambientes independentes. O primeiro deles é o Paris 6 By Night, lounge com bar e bistrô que funciona todos os dias, entre 18h e 6h. O segundo é o Burlesque, que tem capacidade para acomodar até 300 pessoas sentadas e apresenta o conceito de Dinner Show (atração com serviço de jantar durante o intervalo). O local poderá receber também uma programação variável de festas e eventos corporativos.

Burlesque Paris 6

“O Brasil já é rota das maiores casas de shows do mundo, mas este novo espaço insere o diferencial de cabaré e envolve o público em uma experiência exclusiva. O Burlesque Paris 6 by Night traz muito mais charme e enriquece a noite paulistana com cultura, entretenimento e excelentes opções gastronômicas”. Destaca Flavia Zülzke, gerente geral de Marketing da Avianca Brasil. “Para nós, é muito importante apoiar novos projetos de entretenimento com a qualidade artística da Chaim Produções”.

“O projeto reinventa os paradigmas de entretenimento no Brasil. É gratificante ter a Avianca Brasil, uma das maiores companhias aéreas do país, como nossa transportadora oficial em mais um produto da Chaim Produções”, afirma o produtor Sandro Chaim.

“Banquete” será o espetáculo que vai estrear a nova casa de shows. Criado, dirigido e coreografado por Maicon Clenk, ficará em cartaz durante um ano, sempre de quinta-feira a domingo. O elenco conta com artistas internacionais e é formado por bailarinos, cantores, atores e acrobatas de alto nível técnico. A equipe tem experiência em alguns dos maiores espetáculos do mundo, como os do Cirque du Soleil.

Serviço

Burlesque Paris 6 by Night
Site: burlesqueparis6.com
Endereço: Rua Augusta, 2.809 – Jardins – São Paulo-SP
Telefone: (11) 3086-0009
E-mail: contato@burlesqueparis6.com

Confira mais matérias sobre os patrocínios da Avianca Brasil aqui.

Cultura

A terapia de riso de Paulo Gustavo

1 de dezembro de 2015 0 comentário

Em cartaz há quase dois anos com “220 Volts”, Paulo Gustavo diz que seu maior desafio é “parecer que se está fazendo a peça pela primeira vez”.

 

Paulo Gustavo é dono de um humor eletrizante. Na TV, no cinema ou nos palcos, ele canta, dança, interpreta, imita, debocha e arranca gargalhadas por onde quer que passe.

Nem a rainha do POP escapa de suas paródias hilárias:

 

Depois de rodar o Brasil de Norte a Sul, o espetáculo 220 Volts, entra em sua reta final. “Já estou com saudade antes de acabar”, desabafa o ator.

Há quase dois anos em cartaz, Paulo Gustavo relembra em bate-papo com a equipe do Blog da Avianca alguns dos principais momentos do espetáculo. Confira.

Quais foram os principais desafios ao adaptar esquetes do programa de televisão para o teatro?

Quando a gente faz TV, a gente interpreta pra câmera; quando a gente faz teatro a gente interpreta para o público. São duas linguagens diferentes: quando é do teatro pra TV, acho mais complicado do que da TV para o teatro, por que é só a gente subir um tom. Por exemplo, foi um mega desafio transformar a Dona Ermínia [do espetáculo Minha Mãe é uma Peça] do teatro pra TV e depois para o cinema. Eu acho que o caminho inverso é sempre mais difícil. Para aproveitar que a gente está falando de desafio, o maior deles no teatro é ficar tanto tempo em cartaz, como eu que estou há quase dois anos com o 220V e manter o frescor de todos os dias, parecer que se está fazendo a peça pela primeira vez. É sempre um salto no escuro: o que vai acontecer quando abrir a cortina? Como vai estar o público? Como é que a gente vai falar o texto? A gente tem que estar presente no palco, enxergar o colega de cena, estar com uma escuta boa.

 

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Foto: Paprica Fotografia

“220 volts” é praticamente uma metáfora da sua personalidade eletrizante. De onde você tira fôlego para manter um espetáculo de 75 minutos assim ligado no 220V?

Eu não preciso de muitos artifícios para deixar “o meu 220” ligado na peça, não! Eu sou ligado 24h por dia assim. Eu não consigo dormir direito, eu estou sempre agitado, sempre pensado em alguma coisa. Quando eu chego no palco é só diversão. A minha maior dificuldade nem é estar “no 220” dentro palco, é desfazer na hora de dormir. Meu problema é o contrário.

 

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Foto: Dado Marietti

Você é um artista multifacetado: interpreta, faz stand –up comedy, escreve e, mais recentemente, tem surpreendido o público como dançarino também. Como é trabalhar com o coreógrafo Dudu Pacheco?

Trabalhar com o Dudu Pacheco é o máximo, eu o conheço há muitos anos. Eu já era fã dele porque ele é um excelente bailarino, ele já viajou o mundo inteiro dançando e quando ele fez escola do Wolf Maia, eu estava em cartaz em São Paulo [com o espetáculo Hiperativo]. Ele queria morar no Rio de Janeiro e dar uma pausa do balé contemporâneo. Aí eu falei que eu ia fazer um espetáculo musical e que teriam bailarinos e eu adoraria que ele não só coreografasse como também ficasse em cartaz comigo. O Dudu é uma pessoa mega divertida, é meu amigo, eu morro de rir com ele, a gente se diverte sempre que está junto, e pra mim é um prazer estar em cena com ele sempre e ele tá sempre junto como não só em cena como fora  e como bailarino, como amigo, como ator, como tudo. Uma pena que vai acabar em janeiro agora, até falei com ele na coxia esses dias: “Poxa, vai acabar!” e ele falou “Ai, Paulo, vou sentir tanta saudade dessa peça!”. E eu, gente?!?

 

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Por que você escolheu interpretar apenas personagens femininas nesse espetáculo?

Foi através de uma pesquisa mesmo. Eu pensei com o [Sandro] Chaim [produtor do espetáculo] “Será que eu faço todos os masculinos? São vários, temos que escolher quem são os mais queridos. Ou será que eu faço as femininas?”. A gente começou a pesquisar na internet quais eram os vídeos que bombavam mais, que eram o do “Sem Noção”, o do “Playboy”, e outros como “a Senhora dos Absurdos”, “a mulher feia”, “Ivonete”, “a famosa”… eu vi que elas viravam “viralzinho” na internet. Hoje eu to afim de exageraaar!” virou uma coisa meio que do Carnaval desse ano, todo mundo mandava por Whatsapp. Da “Senhora dos Absurdos” também, todos os vídeos são muito bem assistidos. Com essa mini pesquisa que a gente fez, vimos logo de cara mais personagens femininas fazendo sucesso que os masculinos. Os femininos eram sete – e ainda ficou a “Periquita” de fora, aquela romântica apaixonada que gruda nos caras que nem ventosa, que gente não colocou pra não ficar muito longa a peça.

 

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Qual delas é a sua preferida? Por quê?

Eu não consigo dizer qual eu prefiro. Eu me divirto fazendo todos. Se eu tiver que escolher um personagem pra fazer vai ser, claro, a Dona Ermínia do “Minha Mãe é uma Peça”, que foi o personagem que mudou a minha vida pra sempre, mas todos os outros personagens eu amo fazer. Eu acho até que por eu me divertir tanto fazendo que o público se diverte tanto assistindo. Eu trabalho muito, mas também me divirto muito no meu trabalho.

Cultura

Cássio Scapin e Sérgio Mamberti: 20 anos de magia

10 de novembro de 2015 0 comentário

Acabaram as desculpas para visitar a Cidade Maravilhosa.

Depois do sucesso absoluto de público e crítica no Museu de Arte e Som (MIS), em São Paulo, Castelo Rá-Tim-Bum: a exposição desembarca no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, tendo a Avianca Brasil como sua transportadora oficial. A exposição fica em cartaz até 11 de janeiro de 2016 e a entrada é franca.

Tanto o programa como seus personagens dispensam apresentações. Conversamos com os atores Cássio Scapin e Sérgio Mamberti, famosos por encantarem gerações ao interpretarem, respectivamente, o bruxinho Nino e o mago Dr. Victor. Confira a conversa.

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Foto: Letícia Godoy/MIS

Já faz quase 20 anos que o Castelo Rá-Tim-Bum acabou e, ainda assim, a exposição foi sucesso absoluto em São Paulo e, agora, chega ao Rio. O que passa pela sua cabeça ao ver que você é parte fundamental de uma obra atemporal como essa?

Sergio Mamberti: A emoção é sempre bem intensa, só em realizar que uma obra como o Castelo Rá-Tim-Bum tenha com o passar do tempo, adquirido esse caráter paradoxalmente atemporal, fazendo parte do imaginário nacional e da memória afetiva de tantas gerações de brasileiros.

Cássio Scapin: É algo muito estranho pensar e ver que já faço parte de uma história da cultura do nosso país e de uma maneira tão positiva! É uma mistura de alegria, realização e responsabilidade.

 

Na opinião de vocês, qual era o diferencial do Castelo Rá-Tim-Bum? O que acham que falta no conteúdo infantil nacional feito hoje em dia para televisão para outro programa faça sucesso como vocês fizeram?

Sergio Mamberti: O diferencial do Castelo Rá-Tim-Bum, foi desde sua idealização até o seu formato final, o respeito à cidadania da criança e a excelente qualidade artística e educacional de sua proposta.

Não surgiu até hoje, nem houve antes, sem falsa modéstia, nenhuma obra dirigida à criança, no segmento audiovisual brasileiro, comparável ao Castelo.

A maior parte das realizações nesse campo, infelizmente, tem sido comprometida por um viés mercadológico, que restringe e empobrece seu autentico caráter de respeito ao universo criativo da criança, daí sua atualidade até os dias de hoje.

Cássio Scapin: O diferencial foi o absoluto envolvimento afetivo de todos os artistas que contribuíram com esse projeto. O que falta hoje é a despretensão, é parar de almejar o tiro certo, é parar de tentar descobrir uma formula para atingir e satisfazer o mercado.

 

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 Foto: Letícia Godoy/MIS

Na época das gravações do Castelo, qual momento vocês consideram como o mais marcante? Por quê?

Sergio Mamberti: As gravações tiveram sempre uma característica autoral, presente no trabalho de todos que participaram do processo. Eu diria que foi a paixão e o talento de cada um, se sobrepondo muitas vezes à precariedade de recursos tecnológicos, que privilegiou o desenvolvimento de uma linguagem artesanal, conferindo à obra essa qualidade autoral tão acentuada e tão criativa.

Cássio Scapin: Eu não sei dizer, foram tantos acontecimentos, tantas ocasiões, durante o projeto. Alegres e tristes, de muito prazer e às vezes muito difíceis. Sempre de muito trabalho árduo! Que não saberia destacar um!

 

Até hoje quando alguém fala de vocês, a reação geralmente é “Ah, o Nino/Tio Victor!”. Como é, depois de tanto tempo, ainda estar tão conectado com os personagens?

Cássio Scapin: Acho ótimo o carinho das pessoas. Sempre sou recebido com um grande carinho, um sorriso aberto, olhos doces de gente que imediatamente vira criança ou é agradecida por termos feito parte da infância de um filho! Sou alguém onde as pessoas identificam um referencial de conforto e coisas boas por causa do personagem. Isso é uma grande responsabilidade! Mas é sempre bom.

Sergio Mamberti: A permanência da relação entre o mago Dr. Victor, que integrava ciência e arte, conferindo um sentido de encantamento e magia, através dos ensinamentos que transmitia ao jovem sobrinho Nino e seus amigos, fez com que esses personagens adquirissem uma dimensão de ícones desses arquétipos, unificando diferentes gerações. É como se o Dr.Victor tivesse se tornado meu alter ego, uma espécie de dupla personalidade, para sempre.

É muito gratificante e me orgulho muito desse resultado, como uma contribuição pessoal à formação de inúmeras gerações de brasileiros.

 

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 Foto: Letícia Godoy/MIS

Quais foram as principais inspirações para compor os seus personagens?

Cássio Scapin: Na minha própria infância, sempre meio internado dentro de casa. Alguns personagens de seriados que eu gostava, alguns desenhos animados que gostava de ver, atores cômicos, os de cinema mudo… Foi tanta coisa misturada! Muito difuso na minha memória já fiz tantas coisas depois…

Sergio Mamberti: Inicialmente, pela proposta feita pelos autores da série, senti que seria importante para as crianças, que apesar do Dr. Victor pertencer a outra geração e de ter as características de um mago, elas pudessem reconhecer nele, alguém bem próximo de sua realidade cotidiana: um pai, um avô, um tio, um velho amigo com quem contassem como parceiro de aventuras e ao mesmo tempo  alguém que lhes revelasse conhecimentos e princípios, preparando-os para enfrentar a vida adulta.

Procurei também, acrescentar à essa receita, imagens de alguns personagens que me encantaram durante a infância: o mago do Mágico de Oz, o velho Gepeto, artesão e criador de Pinóquio o boneco de madeira com alma de gente e a sabedoria doméstica de D. Benta no Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Mas sobretudo, procurei passar para eles, a ideia de que é através do lúdico e  dando asas à imaginação, que é no jogo e na brincadeira, que surgem e se recriam os sonhos que povoam nossa existência e nos transformam em verdadeiros cidadãos.

Sucesso de público e crítica por sua interpretação como o “Velho Guerreiro”, o ator fala com exclusividade sobre a nova turnê de “Chacrinha, o musical”

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Um dos atores de maior sucesso da televisão brasileira, Stepan Nercessian manteve-se, por opção própria, longe dos palcos por mais de dez anos. À época de sua decisão radical, ele declarou: “só volto para um projeto especial”.

Dito e feito: a oportunidade de trabalhar no teatro com o diretor – e seu amigo pessoal – Andrucha Waddington marcou não só a volta de Stepan aos palcos, mas também uma interpretação que foi chamada de a “reencarnação de Chacrinha”, considerado um dos maiores ícones da história da comunicação brasileira.

O sucesso foi tanto que ele topou dar continuidade ao projeto. A segunda turnê de “Chacrinha, o Musical” já passou por cidades como Belo Horizonte, Recife e Brasília e, ainda esse mês, chega a Porto Alegre e Curitiba.

Com exclusividade ao Blog da Avianca, o ator fala sobre a experiência de voltar aos palcos – mais uma vez – para dar vida à Chacrinha.

 


 

Blog Avianca: Em 2014, na ocasião das primeiras apresentações de “Chacrinha, o musical”, o senhor disse que “só voltaria [aos palcos, depois de 10 anos] se fosse para participar de um projeto muito especial”. O que há de tão singular nesse espetáculo que fez com que o senhor retornasse até para uma segunda temporada?

Stepan Nercessian: O mais especial é o próprio Chacrinha. O maior comunicador de todos os tempos do rádio e da TV brasileira. Morto há vinte e sete anos, continua insubstituível. Poder trazer a memória desse gênio para os dias de hoje é muito especial. Apresentá-lo às novas gerações, mais especial ainda.

Blog Avianca: Em entrevista ao jornal O Globo, o senhor comparou interpretar Chacrinha com “fazer Hamlet” [famoso personagem de Willian Shakespeare]. Como é o seu processo criativo para compor um personagem dessa complexidade?

Stepan Nercessian: Procurei não imitar o Chacrinha e sim compreender o Abelardo Barbosa com toda sua complexidade. Além do “palhaço” Chacrinha existia o pai de família, o profissional exigente, o artista revolucionário e temperamental. Foi isso que fiz: um Chacrinha de dentro para fora.


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“O mais especial é o próprio Chacrinha. Apresentá-lo às novas gerações, mais especial ainda”

Blog Avianca: Como é trabalhar com o diretor Andrucha Waddington?

Stepan Nercessian: Já éramos parceiros no cinema: Os PenetrasRio Eu Te Amo. No teatro a parceria continuou. O Andrucha é um talento raro. Um jovem com a sabedoria de um veterano. Nosso espetáculo é teatro audiovisual. E isso ele sabe fazer melhor que ninguém. O Andrucha não prende, ele liberta.  Sou muito grato a ele.

Blog Avianca: O que o público das cinco capitais pelas quais passa o espetáculo pode esperar dessa nova turnê? Que surpresas vem por aí?

Stepan Nercessian: O que foi mostrado no Rio e SP será mostrado pelo Brasil. O que temos é um dos mais belos espetáculos musicais de todos os tempos. Elenco primoroso, produção esmerada. Quem for ver, vai viajar, curtir, ser feliz e voar. Como temos viajado com a AVIANCA. E olha que o Chacrinha odiava avião. Mas agora: roda, roda, roda e avisa!

Cultura

“Chacrinha, o musical” está de volta!

1 de outubro de 2015 0 comentário

Com Stepan Nercessian e texto de Pedro Bial, a nova turnê do espetáculo que já conquistou mais de 200mil espectadores passa por 5 capitais brasileiras

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Um dos maiores comunicadores do rádio e da TV brasileira, Abelardo Barbosa costumava dizer que “na televisão nada se cria, tudo se copia”. Ainda assim, até hoje ninguém conseguiu copiar a espontaneidade do Velho Guerreiro. Comandante de extravagantes concursos de calouros, responsável por revelar grandes nomes da música nacional e inventor de bordões infames, o apresentador agora é homenageado em “Chacrinha, o musical”, que já passou por Belo Horizonte e, agora em outubro, chega a Recife, Brasília, Porto Alegre e Curitiba.

A montagem é assinada pela Aventura Entretenimento e já foi assistida por mais de 200 mil espectadores em temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo, que contaram com a participação especial de artistas que batiam ponto nos programas do Chacrinha, como Xuxa, Fábio Jr, Paulo Ricardo, Biafra e Wanderléa.

Com texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, o espetáculo marca a primeira direção teatral de Andrucha Waddington e o fim da trilogia Uma Aventura Brasileira, iniciada por ‘Elis, A Musical’ e ‘Se eu fosse você, o musical’. Com apresentação do Bradesco Seguros, “Chacrinha, o musical” tem a Avianca como sua transportadora oficial.

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“Quem não se comunica, se trumbica!”

O espetáculo acompanha a trajetória do apresentador desde sua infância em Surubim, Pernambuco, até o auge da carreira na TV Globo, comandando o programa de auditório “Cassino do Chacrinha”, com espaço para as eternas “chacretes”, os trocadilhos hilários, as buzinadas e até mesmo o famigerado “troféu abacaxi”. Dois atores dão vida ao protagonista: Stepan Nercessian, interpreta o Chacrinha consagrado no rádio e na TV, enquanto Pedro Henrique Lopes incorpora o jovem Abelardo Barbosa.

Aos 61 anos, Nercessian retornou aos palcos depois de mais de 10 anos sem trabalhar no teatro. “Eu sempre disse que só voltaria se fosse para participar de um projeto muito especial. É uma atividade que requer muita dedicação, esforço e disciplina. Falei desde o início que não sou um imitador. O Chacrinha aconteceu naturalmente”, explica Stepan.

Pedro Henrique Lopes está no teatro há mais de 10 anos e ficou quatro anos e meio em cartaz com a comédia musical “O meu sangue ferve por você”, onde também fez o roteiro original. Nas duas temporadas do espetáculo, Pedro integrava o elenco como os personagens Jece Valadão e Benito di Paula. “É muito louco trabalhar com uma figura que existiu e que impactou tanto na vida de muita gente. Tento sempre entrar na cabeça dele. O Chacrinha era muito divertido, muito intenso, muito criativo. Ele acreditou que poderia ser o que queria e se tornou um dos maiores comunicadores do Brasil”, comenta Pedro.

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Já o diretor Andrucha Waddington faz sua estreia na atividade teatral depois de quase três décadas de carreira dedicada à produção cinematográfica. “O importante para mim neste trabalho é fazer um musical fora da caixa, algo novo. Só assim para honrarmos o espírito do Chacrinha. Dirijo como se fosse um filme, que é a atividade com a qual estou acostumado. Mas ambos os trabalhos partem do mesmo ponto fundamental, que é a dramaturgia”, explica o diretor.

Completam o elenco 18 atores-cantores-bailarinos, que vão dar vida a familiares do Velho Guerreiro e personalidades que fizeram parte da vida do apresentador como Boni (Saulo Rodrigues) e Elke Maravilha (Laura Carolinah).

 

CHACRINHA, O MUSICAL

Belo Horizonte – dias 25 e 26 de setembro

Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537 – Centro – Belo Horizonte/MG

Recife – dias 03 e 04 de outubro

Teatro de Santa Isabel – Praça da República, s/n – Santo Antônio – Recife/PE

Brasília – dias 09 a 11 de outubro

Teatro NET Live – SHTN Trecho 2 – Quadra 05 – Bloco A – Asa Norte – Brasília/DF

Porto Alegre – dias 16 e 17 de outubro

Teatro SESI – Av. Assis Brasil, 8787 – Porto Alegre/RS

Curitiba  – dias 27 e 28 de outubro

Teatro Positivo – Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido – Curitiba / PR

Cultura

Como identificar, ou não, um farsante musical

9 de setembro de 2015 0 comentário

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Nos anos 90, os jornalistas Jimmy Gutterman e Owen O´Donnel escreveram o livro “Os piores discos de rock de todos os tempos”, um verdadeiro exercício de ironia. Na verdade, os discos listados não importavam tanto, mas algo que merece destaque, pelo seu sarcasmo e exatidão atemporal, é a lista de trinta e três regras de como ser original no rock’n’roll e não ter um disco seu inserido em uma lista dos piores de todos os tempos.

Vivemos e um época de muita informação e pouca sabedoria, na qual artistas são formados em “reality shows”, portanto, seguindo essas regras não haverá jurado que não se encante pela banda:

1) Não continue com o nome da banda se um de seus membros fundamentais sair do grupo.

2) Nunca cante uma música sobre Elvis Presley.

3) Nunca grave pela gravadora ARISTA. Ela foi responsável pelos maiores nomes do rock farofa dos anos 80.

4) Rock e coral são detestáveis. Nunca grave um som que tenha um arranjo com um grande coral, a única exceção é “You can´t always get what you want”, dos Rolling Stones, e acabou por aí!

5) Letras de rock não são poesias.

6) A qualidade de um rock é inversamente proporcional ao número de instrumentos utilizados na sua gravação, a menos que você seja Van Morrison!

7) Nunca existirão super grupos (aqueles conjuntos formados por famosos de várias bandas, não adianta, não dá certo nunca!).

8) Rock stars não são atores.

10) Roqueiros brancos que falam de suas raízes negras estão mentindo, assim como quem tenha gravado no Sun Studio depois de 1956. E na maioria das vezes, “revisitar” raízes é um desastre.

11) Não cante uma música falando do seu falecido pai, principalmente se ele foi um grande ídolo.

12) Elvis está morto!

13) Não faça uma escola de arte.

14) Não abrace causas óbvias. Quanto mais controversa for sua bandeira, mais atitude você terá. Você já viu alguém ser contrário a salvar os famintos ou apoiar uma guerra?

15) Qualquer coisa que você pense em fazer para chocar, Jerry Lee Lewis já fez, e certamente de uma forma melhor!

16) Uma lista não é uma canção.

17) Artistas de verdade não podem permitir parentes na banda.

18) Não é admissível ser patrocinado por uma marca ou griffe!

19) Um disco ao vivo deve ser gravado ao vivo (sacou?).

20) Videoclipes são como comerciais, não é cinema de arte.

21) A boa política não se transforma em uma boa letra.

22) Técnica de tocar formidável não quer dizer nada, senão o rock progressivo seria eternamente imbatível.

23) Não existe um cabelo maravilhoso para sempre. A moda passa!

24) Cuidado com quem usa botas de cowboy ou colete.

25) Artistas chamados “cult” acabam sendo tão ou mais previsíveis do que os astros pop!

26) Um heavy metal sempre pode ser tocado com mais velocidade; não há limite!

27) O punk aconteceu (note o tempo do verbo).

28) Se você conseguir gravar mais de três discos, parabéns! Vai merecer uma compilação e possivelmente sobreviver de música.

29) Museu do rock é coisa de xarope. Se você quiser ser eternizado num lugar assim, aprenda a pintar.

30) Admita quando ficar careca, ou barrigudo; nunca tente disfarçar; e pelo amor de Deus: esqueça que já usou roupas justas!

31) O amor não é tudo que precisamos. Veja como soam estúpidas certas letras quando estamos putos da vida.

32) Nunca regrave clássicos da soul music. o resultado é patético!

33) O rock é uma pequena parcela da música mundial. Se você acredita que vai mudar o mundo tocando rock, caia na real!

Cultura

CHRISTIANE TORLONI EM: MASTER CLASS

3 de setembro de 2015 0 comentário

Estreia hoje, dia 04 de Setembro no Teatro das Artes

Um dos mais premiados e aclamados espetáculos da Broadway chega

ao Brasil numa grandiosa produção estrelada por uma das

maiores atrizes do teatro, cinema e televisão brasileira. Mais um sucesso patrocinado pelo projeto Avianca Cultural

FOTO MARCOS MESQUITA

FOTO MARCOS MESQUITA

Master Class é uma maravilhosa Comédia-Dramática escrita pelo premiado autor norte americano Terrence McNally que chega ao Brasil através da Maestro Entretenimento (nova identidade da empresa maestrobrazil), com patrocínio do Grupo Bradesco Seguros e conta com a direção do encenador brasileiro José Possi Neto, sob a direção musical do Maestro Fábio G. Oliveira, ambos a frente de um elenco formado por consagrados atores/cantores do atual cenário teatral brasileiro: as sopranos líricas Julianne Daud (Master Class ,Beijo da Mulher Aranha, Opera Joanna de Flandres, A Flauta Mágica, New York, New York o musical) e Bianca Tadini (Evita, O Rei e Eu, West Side Story, New York New York o musical, O Fantasma da Opera), o tenor Leandro Lacava (Avenida Q, Meu Amigo Charlie Brown, Il Barbiere di Siviglia, La Cenerentola, Les Troyens,), o ator e pianista Thiago Rodrigues (A Madrinha Embriagada, O Mágico de Oz, A Família Addams, Mamma Mia), além dos cantores líricos Thiago Soares (Operas LElisir dAmore, Madama Butterfly, Don Giovanni), Jayana Gomes Paiva (O Barbeiro de Sevilha, La Bohème ,Carmen de G. Bizet).

Master Class é um dos poucos espetáculos produzidos na Broadway a alcançar enorme sucesso internacional tendo sido realizadas nada menos do que 598 apresentações apenas em sua temporada de estreia em 1995 quando então recebeu o prêmio Desk Drama Award de “Melhor Espetáculo da Broadway”, além de três prêmios Tony Award (o Oscar do teatro americano):   “Melhor Atriz” (para Zoe Caldwel), “Melhor Atriz Coadjuvante” (para Audra MacDonald) e o cobiçado prêmio de “Melhor Espetáculo da Broadway”

Após a sua estrondosa temporada de estreia,  percorreu o mundo tendo sido apresentado em quase uma centena de países tão diferentes como Japão, Polônia, Alemanha, Coréia, Itália, Espanha, Portugal, Filipinas, Grécia, Brasil, além dos principais centros teatrais do mundo como o West End em Londres e Paris, onde o papel de Maria Callas foi interpretado pela grande atriz francesa Fanny Ardant sob a direção de Roman Polansky.

Em 2011 uma nova produção de  foi realizada na Broadway alcançando um sucesso não menos estrondoso, desta vez tendo como protagonista a atriz americana Tyne Daly e, exatamente como já havia acontecido em 1995, além do grande sucesso o espetáculo também tem recebido ”revivals” em várias partes do mundo incluindo esta nossa produção Brasileira, protagonizada por Christiane Torloni.

Atualmente, está em andamento em Hollywood a adaptação de  para as telas do cinema tendo como protagonista a grande atriz Meryl Streep.

Terrence McNally baseou o enredo de  nas lendárias séries de aulas magnas (master classes) proferidas pela diva maior da ópera mundial a greco-americana Maria Callas no início dos anos 70 na Julliard School famosa escola de música de Nova York. Na peça, Callas repreende os alunos, da mesma maneira enérgica com que os encoraja a seguir e perseguir seus sonhos. Durante esses encontros, também confronta os desapontamentos e dissabores de sua própria vida e de seu relacionamento com o célebre bilionário, o armador grego Aristóteles Onassis. De forma genial e habilidosa, o espetáculo faz o público rir e se emocionar com este que é considerado um dos mais belos textos da literatura teatral de todos os tempos e que, desde a sua estreia- há vinte anos – tem angariado legiões de fãs, envolvendo plateias de todo o mundo!

A Produção e Os Produtores

A produção de  conta com o talento de alguns dos melhores profissionais da área artística de nosso país:

Os cenários foram criados e executados por Renato Theobaldo; experiente cenógrafo que tem contribuído enormemente não só para o teatro quanto para o universo da ópera além dos principais espetáculos musicais. Seu projeto para a cenografia de  procurou trazer para o palco o clima das grandes casas de ópera do mundo através de estruturas criadas em tecido especialmente tratado para receber luz e projeções. O design de luz foi criado pelo veterano iluminador Wagner Freire.

Os figurinos são assinados pelo renomado figurinista Fabio Namatame sendo que os modelos femininos (incluindo os da própria Maria Callas) foram confeccionados pela renomada boutique paulistana Claudeteedeca o que garantiu a eles a alta qualidade, autenticidade e elegância.

A trilha sonora do espetáculo não poderia ser mais apropriada para um espetáculo de tão alta qualidade artística: trechos famosos de obras de três dos maiores compositores da história da música: Bellini, Puccini e Verdi executados ao vivo pelos atores/cantores e acompanhados pelo ator/pianista.

A produção e realização de  está inteiramente a cargo da Maestro Entretenimento: empresa brasileira que desde a sua fundação em 1996 apresenta intensa atividade nas mais variadas vertentes artísticas.

 

 

MARIA CALLAS:

Foi uma cantora lírica norte-americana de ascendência grega, considerada a mais renomada e influente cantora de ópera do século XX e a maior Soprano de todos os tempos. Apesar de também muito famosa pela sua conturbada vida pessoal, principalmente devido ao seu relacionamento com o bilionário grego Aristóteles Onassis, o seu legado mais duradouro deve-se ao impulso a um novo estilo de atuação nas produções operísticas, à raridade e distintividade de seu tipo de voz e ao resgate de óperas há muito esquecidas do bel canto, estreladas por ela.

 

Serviço:

Teatro das Artes (769 lugares)

Avenida Rebouças, 3970 – Shopping Eldorado – 3º Piso

Informações: 3034-0075

Quinta e Sábado às 21h | Sexta às 21h30 | Domingo às 19h

 

Duração: 90 minutos

Recomendação: 12 anos

 

Temporada: até 22 de Novembro

 

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.

Foto: Leo Aversa – Crédito obrigatório.

Talvez a obra mais emblemática da carreira de Chico Buarque, a ‘Ópera do Malandro’ já pode ser considerada um clássico do teatro musical brasileiro. Quase quatro décadas após a estreia original (1978), o malandro – como diz uma das célebres canções – surgiu na praça outra vez em uma nova montagem, com direção de João Falcão.
Esta atual versão, que estreou em julho de 2014 no Rio de Janeiro em uma bem-sucedida temporada, tem elenco basicamente masculino, com uma única atriz, Larissa Luz. O cantor Moyseis Marques interpreta Max Overseas e o grupo de atores que se formou em ‘Gonzagão – A Lenda’ se reencontrou em cena para dar continuidade à pesquisa sobre musicais brasileiros e à parceria com João Falcão. Não à toa, ‘Gonzagão – A Lenda’ estará em cartaz no mesmo Teatro João Caetano, às quintas e em matinês aos sábados e domingos.
Sobre a ‘Ópera do Malandro’
Inspirado em ‘A Ópera do Mendigo’ (1728), de John Gay, e em ‘A Ópera dos Três Vinténs’ (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a ‘Ópera do Malandro’ conta a história do contrabandista Max Overseas, que casa em segredo com Teresinha, filha de Duran, poderoso dono de bordéis e cabarés da Lapa dos anos 40. Com produção da Sarau Agência, o musical estreia dia 7 de agosto e fica em cartaz no Rio de Janeiro até 27 de setembro.
‘Chico Buarque foi a figura artística que mais me influenciou. A ‘Ópera’ é um mito, um desafio imenso para o diretor, ao lidar com canções eternas da música popular brasileira e com um texto que marcou época’, conta João Falcão, que já assinou a dramaturgia – com Adriana Falcão – e a direção de ‘Cambaio’, cuja trilha foi especialmente composta por Chico e Edu Lobo em 2001.
Para esta nova montagem, João pinçou músicas do espetáculo original e também do álbum ‘Malandro’, de Chico, e do filme homônimo, dirigido por Ruy Guerra em 1985. No roteiro, as clássicas ‘Folhetim’, ‘Teresinha’, ‘O Meu Amor’, ‘Geni e o Zepelim’ e ‘Pedaço de Mim’ se misturam a canções menos conhecidas do cancioneiro buarqueano, como ‘Sentimental’, ‘Hino da Repressão’ e ‘Uma Canção Desnaturada’.
‘É incrível perceber a qualidade da produção de um compositor para um mesmo projeto, é um momento muito inspirado e consagrador para o Chico. As canções da ‘Ópera’ ganharam fôlego fora do teatro, se tornaram tão conhecidas que muitos nem sabem que foram feitas para o palco’, admira João.
 
De Luiz Gonzaga a Chico Buarque
Ainda que bastante fiel ao texto, a concepção de João para o musical é original, ao convocar homens para todas as personagens femininas da peça. Já Larissa Luz, única mulher do elenco, viverá João Alegre, uma espécie de narrador e comentarista da trama.
‘Colocar atores para interpretar mulheres vem ao encontro de uma tradição teatral secular e também com uma antiga pesquisa minha’, explica João, responsável por ‘inverter os gêneros’ em outros trabalhos, como a série ‘Sexo Frágil’ (TV Globo) e em peças como ‘Mamãe Não Pode Saber’ e ‘Gonzagão – A Lenda’’.
Foi justamente o elenco deste musical inspirado na trajetória de Luiz Gonzaga que motivou João a trabalhar com a ‘Ópera’. Depois de uma extensa turnê nacional e com mais de cem mil espectadores, o grupo que se formou – elenco, produção e direção – quis dar continuidade com o trabalho e agora repete a parceria.
Integrantes do elenco de ‘Gonzagão’, Adren Alves, Alfredo Del Penho, Eduardo Rios, Fabio Enriquez, Larissa Luz, Renato Luciano e Ricca Barros estão novamente em cena, ao lado de atores aprovados em uma concorrida audição (Bruce de Araújo, Eduardo Landim, Rafael Cavalcanti e Thomas Aquino).
Já Max Overseas encontrou um intérprete bastante familiarizado com o seu habitat: a Lapa carioca. Moyseis Marques, experiente sambista e cantor de shows nos bares da região, fez seu primeiro trabalho como ator neste musical. João assistiu a uma apresentação de Moyseis e encontrou a essência do célebre malandro da peça. Passado no teste de atuação, o cantor – e agora também ator – embarcou de cabeça no desafio.
A Sarau Agência, produtora de Gonzagão, assina novamente a empreitada, assim como a figurinista Kika Lopes e o iluminador Cesar de Ramires. Aurora dos Campos se junta à equipe criativa e fica responsável pela cenografia, que – dentro de toda a proposta da direção – fugirá do realismo, enquanto os figurinos vão brincar com a mistura de épocas e estilos. ‘É um espetáculo de época (se passa nos anos 40) e teve uma primeira e mítica montagem nos anos 70, que hoje já é de época. Os figurinos vão brincar com isso também’, conta João.
 
Esta nova versão forma mais um capítulo deste clássico sui generis que estreou em junho de 1978 no Teatro Ginástico (RJ) e seguiu com sessões lotadas por mais de um ano, em apresentações de terça a domingo. Baseado em ‘A Ópera do Mendigo’ (1728), de John Gay, e em ‘A Ópera dos Três Vinténs’ (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, o texto da ‘Ópera do Malandro’ teve direção original de Luís Antonio Martinez Correa, que conduziu meses de estudo sobre o tema e as tramas das peças.
No elenco original constavam nomes como Ary Fontoura (Duran), Claudia Jimenez (Mimi Bibelô), Elba Ramalho (Lucia), Emiliano Queiroz (Geni), Maria Alice Vergueiro (Vitória), Marieta Severo (Teresinha). A direção musical ficou a cargo do maestro John Neshling, que também assinou os arranjos. A cenografia e os figurinos eram de Maurício Sette e a iluminação de Jorginho de Carvalho.
Nos últimos 15 anos, o musical ganhou montagens de Gabriel Villela (em 2000) e da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho (2003).

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Considerada a comédia de maior sucesso de 2013 na Broadway, “Vanya e Sonia e Masha e Spike” chega ao Rio na montagem dirigida por Jorge Takla, que celebra os 40 anos de trajetória artística com sua estreia nesse gênero. Com texto de Christopher Durang, o espetáculo tem tradução de Bianca Tadini e Luciano Andrey, realização da Takla Produções e um elenco formado por Marília Gabriela – que há 20 anos iniciou sua carreira como atriz no filme Jenipapo e agora completa 15 anos de teatro -, Elias Andreato, Patrícia Gasppar, Bruno Narchi, Juliana Boller e Teca Pereira. A peça faz referências aos personagens do escritor russo Tchekhov e mostra os acontecimentos inesperados e confusões de uma família a partir da visita de uma das irmãs, uma estrela de Hollywood. “Em 40 anos fiz todos os gêneros de teatro. Dirigi óperas, musicais e dramas. Eu gosto muito de comédia, mas nunca tinha encontrado nenhuma que me tocasse ao coração, além de rir, naturalmente”, diz o diretor sobre a peça que estreia dia 30 de julho no Teatro dos Quatro.

Marília Gabriela, que estava fora dos palcos desde 2008, interpreta Masha, uma artista rica e famosa que namora um rapaz 30 anos mais jovem. “Sou a irmã que foi embora e virou atriz de cinema, e volta para uma visita trazendo o namorado. Quando Jorge Takla me convidou tive um momento de hesitação, pois estava envolvida em outro projeto. Ele elegantemente disse que não era para logo e sugeriu que eu lesse a peça, o danado. Me mandou o texto por e-mail rapidinho, e eu, enxugando as lágrimas das gargalhadas que soltei desde o primeiro parágrafo até o final, liguei e disse para ele: sou sua! “.

                A comédia transcorre nos tempos atuais em uma tranquila cidadezinha, no verão da Pensilvânia. Até quando a irmã famosa Masha (Marília Gabriela), grande estrela de cinema de Hollywood, com cinco casamentos no currículo, decide visitar seus irmãos acompanhada do namorado, o jovem sensual Spike (Bruno Narchi), ator iniciante, que ambiciona a fama.

Os irmãos solteirões de Masha são Vanya (Elias Andreato), um cinquentão resignado com sua vida, desde a infância na casa de campo dos pais com sua irmã adotada, e Sonia (Patrícia Gasppar), melancólica, que sonha com o impossível, e nunca teve um namorado. A trama também conta com a inocente e sincera Nina (Juliana Boller), jovem aspirante à atriz, deslumbrada com o teatro e cheia de energia, e com a faxineira Cassandra (Teca Pereira), inteligente e ardilosa, que acredita ter poderes de vidência e profetiza todo o fim de semana memorável, cheio de rivalidade e arrependimento da família explosivamente engraçada.

“Vanya e Sonia e Masha e Spike” traz através do humor de seu texto e personagens, uma reflexão sobre a busca por identidade e sentido na vida no mundo contemporâneo. “A força desta deliciosa comédia se deve aos seus personagens loucamente humanos, a esta família adoravelmente maluca, a esta “fatia de vida” situada num momento em que um mundo está acabando e outro começando. Seres humanos se adequando (ou não) a novos valores, esperneando, mas descobrindo, com leveza e humor, que apesar de tudo, o nosso único porto-seguro ainda é a família”, opina Takla.

Dramaturgo americano, Christopher Durang é conhecido por suas obras de humor negro e por tratar de questões polêmicas como dogmas religiosos, abuso infantil e homossexualidade. Com seu trabalho reconhecido nos EUA, Durang teve diversos espetáculos montados no circuito Broadway e Off-Broadway, entre eles Miss Witherspoon e Beyond Therapy. Contando com nomes como David Hyde Pierce, Kristine Nielsen, Sigourney Weaver e Billy Magnussen no elenco, “Vanya and Sonia and Masha and Spike” teve grande receptividade do público e da crítica em sua montagem americana, sendo considerada pelo The New York Times como “delirantemente engraçada”.

Jorge Takla é formado pelo Conservatório de Artes Dramáticas de Paris. Trabalhou como assistente de direção de Bob Wilson. Atuou e dirigiu La Mamma, em Nova York e  tem no currículo mais de 100 espetáculos entre teatro, musicais e ópera. “Nada na montagem brasileira é réplica da encenação americana. Quis um espetáculo bem realista. O cenário é uma casa na Pensilvânia com 14 metros de comprimento e 3,5 de altura. Estilo casa de campo americano, mas bem específica, com grama, árvores, flores, panelas, móveis de vime, etc”, detalha Takla sobre a sua encenação de “Vanya e Sonia e Masha e Spike”.

Assinado por Attilio Baschera e Gregorio Kramer o cenário reproduz a casa dos irmãos Sonia e Vanya. Theodoro Cochrane é responsável pelos figurinos, entre eles uma fantasia de Branca de Neve usada por Marília Gabriela. Completam a ficha técnica Feliciano San Roman e Duda Molinos com as perucas e o visagismo, e Ney Bonfante na iluminação.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO- Vanya e Sonia e Masha e Spike

 

Direção: Jorge Takla

Texto: Christopher Durang

Tradução: Bianca Tadini e Luciano Andrey

Elenco: Marilia Gabriela, Elias Andreato, Patrícia Gasppar, Bruno Narchi, Teca Pereira e Juliana Boller

Cenário: Attilio Baschera e Gregorio Kramer

Figurinos: Theodoro Cochrane

Iluminação: Ney Bonfante

Sonoplastia: Fernando Fortes

Maquiagem: Duda Molinos

Perucas: Feliciano San Roman

Realização: Takla Produções

 

SERVIÇO

Temporada: de 30 de Julho a 27 de setembro

Local: Teatro dos Quatro – Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52 , Gávea

Horários: Quinta a sábado às 21h;  domingo às 20h

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Marcelo Serrado, Mariana Rios e Leonardo Miggiorin em  “Memórias de um Gigolô”

Uma superprodução brasileira baseada na obra de Marcos Rey, com adaptação e direção de Miguel Falabella, músicas e letras de Josimar Carneiro e Miguel Falabella.

A história de um triângulo amoroso irreverente na próspera e efervescente São Paulo das décadas de 20 e 30, apogeu do ciclo do café e do progresso trazido pela industrialização da cidade. As lembranças de Mariano (Leonardo Miggiorin), um dos protagonistas da superprodução musical totalmente brasileira “Memórias de um Gigolô”, conduzem a narrativa desse romance cheio de reviravoltas, boemia e humor.

Durante o espetáculo, o público acompanha os principais acontecimentos da vida do órfão Mariano. Criado no meio dos trambiques da cartomante Madame Antonieta (Mariana Baltar) – a famosa “La Buena Dicha” – ele aprende, ainda na infância, a se livrar de enrascadas. Com o falecimento da cartomante, é adotado por Madame Iara (Alessandra Verney), a dona de bordel a quem passa a tratar como madrinha, e que o insere em um mundo cercado de volúpia, jogo de interesses e também muita diversão.

Lu, Valete e Tumache

É por lá que Mariano conhece as duas pessoas que mudam completamente sua vida: a charmosa e encantadora Guadalupe (Mariana Rios), que pouco a pouco o transforma num gigolô de uma mulher só, e Esmeraldo (Marcelo Serrado), mais um gigolô e amante da boa vida – o valete de espadas que “La Buena Dicha” previu que apareceria em seu caminho. Lu passa a chamar Mariano carinhosamente de Tumache depois que ele se declara em inglês para a moça: “I love you too much”.

Entre os três surge um jogo de sedução vivido sem pudores ou repressão, em meio ao luxo, ao brilho e ao requinte que envolvem os magnatas da indústria cafeeira. Para levar esse universo para o palco do Teatro Procópio Ferreira, um cenário deslumbrante conta com os principais itens do bom gosto paulistano e remonta quadro a quadro a época retratada.

“Memórias de um Gigolô” é originalmente um romance do autor Marcos Rey e já foi adaptado para a TV em uma minissérie exibida pela TV Globo em 1986, com roteiro de Walter AvanciniWalter George Durst e Marcos Rey.

Uma homenagem à terra da garoa

Além de contar a história deste triângulo amoroso, “Memórias de um Gigolô” é também uma grande homenagem à cidade de São Paulo. A Esmeraldo cabe a missão de convidar o público a se transportar para atmosfera da terra da garoa: “Tente imaginar uma São Paulo que desapareceu aos poucos, mas da qual ainda se pode encontrar vestígios, aqui e ali, como fragmentos de um mundo que se foi. Muito diferente da cidade que conhecemos hoje. Ah! Os anos trinta! Se a revolução constitucionalista deixara um travo amargo na boca, o progresso da cidade nos apontava irremediavelmente para o futuro”, anuncia no início desta viagem no tempo.

“Chegou progresso

São Paulo partiu!

Vamos em frente

Que atrás vem gente

De todo canto desse meu Brasil!”

Com 461 anos de existência, a terra da garoa tem atributos suficientes para justificar a escolha do escritor Marcos Rey – também presente nesta adaptação teatral da obra –, especialmente em se tratando de suas características nos anos 30, 40 e 50, época em que se passa a narrativa.

Uma das cidades mais populosas do planeta, São Paulo abriga importantes monumentos, parques e museus, além de ser um dos principais polos econômicos brasileiros. Na década de 30, a cidade viu o fim da longeva política do “café com leite” que mantinha com o estado de Minas Gerais para o posto de presidente da república e, na mesma época, foi palco da revolução constitucionalista, que trouxe grande crescimento industrial e urbano, fazendo de São Paulo o berço da prosperidade no Brasil.

As mudanças na cidade entre as décadas de 30 e 50 foram percebidas tanto política quanto econômica e culturalmente. A paisagem urbana foi alterada, a indústria se tornou o principal motor econômico e a população viveu a efervescência do nascimento de uma grande metrópole – característica que São Paulo mantém até hoje, dentre as cidades do Brasil e do mundo.

Preparação e bastidores

Para atuar em “Memórias de um Gigolô”, os atores se dedicaram durante dois meses a ensaios de voz e texto com duração de oito horas por dia, quatro vezes por semana. Sob a direção de Miguel Falabella, eles buscaram as principais características de seus personagens e trabalharam em cima dos “tipões” da década de 30.

No papel do protagonista que conduz a narrativa do espetáculo, Leonardo Miggiorin conta que o trabalho é uma realização pessoal e profissional. Para viver Mariano, o ator fez aulas de canto e também musculação – para ganhar resistência física –, além de pilates e quiropraxia para aliviar a tensão do ritmo acelerado dos ensaios. “Tenho facilidade com a construção do personagem, é um processo que flui naturalmente para mim. Já em relação à música precisei me fortalecer psicologicamente porque muitas vezes o nervosismo me atrapalha. Mas com os ensaios e as aulas estou muito mais seguro para cantar em cena”, comemora. Miggiorin realizou também um trabalho de pesquisa e imersão em que leu o livro de Marcos Rey que deu origem ao espetáculo, assistiu filmes das décadas de 30, 40 e 50 e ouviu artistas da Era do Rádio, como Orlando Silva, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran e Nelson Gonçalves.

Para o ator, Mariano é um homem doce, apaixonado, vívido e destemido. “Ele é órfão desde pequeno e foi criado num ambiente festivo, noturno, onde precisou lidar com todo tipo de gente. Com isso, adquiriu habilidade e tornou-se um gigolô das palavras. O que ele mais sabia fazer era usar sua lábia para conseguir o que queria. Mas no meio do caminho ele acaba se apaixonando pela única mulher que não poderia: Guadalupe (Mariana Rios), a amada de Esmeraldo (Serrado), que se torna seu rival para a vida toda. É uma responsabilidade grande, pois meu personagem é o fio condutor da trama”, declara.

Mariana Rios, que vive a prostituta Guadalupe, exercita o lado musical profissionalmente e conta que a maior dificuldade com sua personagem foi a adaptação dos primeiros dias de ensaio: “As dificuldades são as de qualquer trabalho em que você se entrega: quer que seja perfeito, incrível. No começo, enquanto estamos aprendendo as músicas, ajustando os tons e outros detalhes, dá um pouco de medo. Mas depois da segunda semana você se apropria das músicas e do texto e fica tudo tão incrível que é gostoso, não tem mais dificuldade. O resto é só alegria”, conta a atriz, que fez aulas de dança, canto e preparação com uma fonoaudióloga para o musical.

Como resultado do trabalho de composição de personagem, uma Guadalupe encantadora é apresentada por Mariana ao público: “Ela não sabe quem escolher, para onde ela vai, e ao mesmo tempo tem um olhar perdido de uma pessoa sofrida, que passou por muita coisa. A história de Guadalupe é linda e a história do musical todo é muito bonita, contada de uma forma lúdica e com músicas maravilhosas”, elogia a atriz.

Já Marcelo Serrado precisou de mais dedicação à voz para aprimorar a parte musical. Para atuar em “Memórias de um Gigolô”, ele fez aulas de canto durante mais de seis meses com professores no Rio de Janeiro e em São Paulo. Dando vida a um personagem ao mesmo tempo muito chique e bastante violento, Marcelo revela os pontos fortes de Esmeraldo: “É um personagem muito rico, cheio de nuances, e ao mesmo tempo bem divertido”.

O diretor, Miguel Falabella, além de acompanhar toda a parte cênica é responsável também pelas letras das 20 canções do espetáculo. Josimar Carneiro assina a direção musical e as músicas. Com um trabalho primoroso nas mãos, Miguel revela que adora trabalhar com musicais: “Descanso trabalhando. Meu emprego é uma farra! Gosto de musicais e principalmente de entregar ao público uma coisa brasileira. Sempre fui apaixonado por esse romance”, conta, declarando-se à obra de Marcos Rey.

O trabalho de Miguel Falabella foi muito elogiado por toda a equipe e elenco, dentre eles Marcelo Serrado, que revela sua admiração: “Trabalhar com o Miguel é um prazer. Ele é um grande diretor, roteirista, sempre o admirei. Para mim é uma honra estar em um projeto com ele, o Miguel é um geniozinho”, vibra o ator.

Também sobram elogios ao diretor vindos de Leonardo Miggiorin: “Aos doze anos de idade, no Rio de Janeiro, eu pedi um autógrafo para o Miguel Falabella. Vinte anos depois, estou sendo dirigido por este grande homem do teatro que tanto respeita a arte e seus artistas. Estou muito feliz em trabalhar com ele e com toda a equipe que tanto admiro”.

Números e curiosidades de uma grande produção

“Memórias de um Gigolô” conta com 21 atores em cena e soma 130 pessoas envolvidas em toda a equipe do espetáculo, entre produção, elenco e pessoal técnico. Para dar vida e embalar esse grande musical, 14 canções foram compostas por Miguel Falabella em parceria com Josimar Carneiro.

A cenografia foi construída com elementos que remetem à cidade de São Paulo, não de forma literal ou realista, mas na sua essência. No total foram utilizados mais de 2 mil metros de tecido e mais de 8 toneladas de ferragem e madeira no suporte do cenário, que cria um jogo de cenas ágil e delicado para abrigar uma história tipicamente paulistana.

O visagismo é temporal e retoma as décadas de 30, 40 e 50, tanto na maquiagem dos personagens quanto nos elementos de postiçaria. Ao todo, o elenco usa 23 perucas e 10 bigodes, além de 125 figurinos completos.

 

SERVIÇO

 

Período: até 30 de agosto de 2015

Local: Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823)

Horários: Quinta 21h; Sexta 21h30; Sábado 18h e 21h30; Domingo 18h

Preços dos ingressos: de R$ 50,00 a R$ 180,00

Classificação etária: 14 anos

Cultura

Voltando as origens: Música virou Música

2 de julho de 2015 0 comentário

Numa determinada época de minha vida, como todo bom cultuador dos anos 60, flertei com o orientalismo e acabei mergulhando fundo na filosofia ZEN.

Em uma das primeiras lições comentava-se que: ”… quando você não entende o ZEN, as árvores são árvores e as montanhas são montanhas, quando você começa a entender e estudar o ZEN as árvores são montanhas e montanhas são árvores, quando você compreende o ZEN as árvores novamente são árvores e as montanhas são também, novamente, montanhas… ”.
Transportando este ensinamento para a atual situação da música, que passou por um momento de tanta divagação sobre o seu futuro, a conclusão é bem simples, ou zen: a música voltou a ser música, ou seja, a dúvida deve ser transportada para a questão: o que sobrou do disco no formato que ficou conhecido convencionalmente?
Sou da era do vinil, ou pior, do compacto, quando uma música era uma entidade única e independente e quando vários singles ou compactos se juntavam , resultando em um disco de sucesso. Todos já devem ter visto nos porões de suas casas ou dos seus avós aqueles pesados discos de 78 rpm, que só continham uma música e sua vida útil dependia de quantas vezes fosse executado no toca discos, portanto, voltamos ao passado e a música virou música novamente, sem disco de longa duração, ou um suporte material definido.
O disco agora, em sua maioria, é virtual; a democracia digital permite a cada um criar seu próprio disco, sua própria rádio, sua seleção que pode durar os muitos giga do mais sofisticado player. A indústria do disco se matou com a ganância que ela própria inventou, sobrou o indomável, o resultado final do sonho do artista, sua pequena partícula abstrata de se expressar, uma música que de nada mais depende, ou seja, só depende do ar para existir!

Mas o que isto te a ver com o nosso assunto?

Tudo, pois muitas bandas me procuram perguntado sobre os caminhos do sucesso, ou de um lugar ao sol dentro do mundo musical, mas como tudo, a reposta está dentro do próprio artista.

Estamos começando do zero, um artista poderá ser aquele do single digital, do LP conceitual, do novo CD, ou exótico ao ponto de lançar um Cassete. A chamada “Cauda Longa”, já é uma realidade da Internet; vamos celebrar e alimentar isso. Só não podemos ter medo do agora, nem cultuar a nostalgia, nem esperar que o futuro nos redima!

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Foto: Leo Aversa.

Mais um patrocínio do projeto Avianca Cultural, chega a São Paulo amanhã, 11 de junho, para curta temporada no teatro CETIP.

Dono de uma das mais controversas histórias da música brasileira, Wilson Simonal está tendo a oportunidade de se reencontrar com seu público. Após morrer em uma espécie de exílio artístico, o astro tem sua trajetória contada em ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’, um dos grandes sucessos da temporada teatral carioca de 2015, sendo visto por mais de 30 mil pessoas, com todas as sessões esgotadas.

Apesar de sua vida polêmica, Simonal tem uma obra atemporal, como comprova o sucesso do musical, que tem texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade e direção de Pedro Brício.

Nelson Motta, Patrícia Andrade e Pedro Brício fizeram uma série de reuniões e trocaram muitas ideias até chegarem ao formato final do musical. “Queríamos descobrir que espetáculo queríamos fazer, o que focar na história do Simonal. Tem muitas atmosferas dramáticas, porque a vida dele foi assim. Fazemos um resgate do riquíssimo repertório dele, mostrando essa figura improvável, pobre, negro, que se tornou o maior astro popular do país, fazendo música de altíssima qualidade. Ele é um personagem único”, exalta Pedro.

O musical, contudo, não se furta a falar sobre a decadência de Simonal, condenado a um “exílio” involuntário, e toca nos temas polêmicos que cercaram a carreira do artista, sem tomar partido. “Ele é um mistério, não é um herói romântico, pelo contrário. É uma figura contraditória, com múltiplas facetas, mas a peça não faz um julgamento. O espetáculo tem essa riqueza, essa multiplicidade: vai da ascensão absoluta do primeiro artista negro pop à sua total decadência”, define o diretor.

O roteiro final foi sendo formatado no decorrer dos ensaios. Os autores fizeram toda a seleção do repertório, mas Pedro Brício fez sugestões, juntamente com o diretor musical, Alexandre Elias. Algumas cenas de dramaturgia foram surgindo no ensaio, já que a música está diretamente ligada à encenação.

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.

Foto: Leo Aversa.

Ascensão e queda de um astro

A trajetória de Simonal não encontra paralelos na história da música brasileira. O prólogo parecia ser comum: garoto pobre tem que batalhar muito para conseguir mostrar o seu talento. Mas, no momento em que foi descoberto por Carlos Imperial – personagem fundamental na história do futuro astro e narrador da peça -, ele explodiu. O Brasil inteiro cantou ‘Balanço Zona Sul’ (seu primeiro sucesso), ‘Sá Marina’, ‘País Tropical’, ‘Meu limão, meu limoeiro’, ‘Lobo bobo’, ‘Mamãe passou açúcar em mim’, todas presentes no roteiro do espetáculo.

Na década de 60, Simonal era um astro da televisão e do rádio e apontado por muitos como o maior cantor brasileiro, com público e crítica a seus pés. “Ele era um grande entertainer, contava piadas, dançava e dominava a plateia como nenhum artista do seu tempo, fazendo o Maracanãzinho lotado cantar como um coral em que ele era o maestro”, exalta Nelson.

Já no início da década de 70, sua carreira começou a se desestruturar: Simonal encerrou um contrato com a TV Globo, brigou com o Som Três, que o acompanhava desde o início, e desfez o escritório da Simonal Produções. A gota d´água aconteceu quando ele, desconfiado do seu contador, pediu ajuda a amigos policiais (agentes do DOPS), que o sequestraram para que denunciasse quem o estava roubando na sua produtora. O episódio culminou na prisão do cantor, que, posteriormente, em uma cadeia de equívocos, foi acusado de delator a serviço da ditadura militar. Embora nada nunca tenha sido provado, Simonal dizia que até torturadores e terroristas foram anistiados, menos ele, que se transformou em um morto-vivo e foi condenado a um ostracismo artístico até sua morte, em 2000.

A peça é também um importante panorama da política e sociedade brasileira da época. “Ela não apenas fala da história de um homem, mas sobre nosso país, como era nossa sociedade, não só em termos de preconceitos, mas de conflitos políticos. O que aconteceu com ele tem a ver com o período, talvez não tivesse acontecido em outro contexto histórico”, explica Pedro.

A cenografia é de Hélio Eichbauer, que assinou o cenário de montagens históricas, como ‘O rei da Vela’, de José Celso Martinez Corrêa, além de ter profunda ligação com a música brasileira, já tendo dirigido shows de Gal Costa (‘Mina d´agua do meu canto’) e  assinado a cenografia de inúmeros shows de Caetano Veloso, como ‘O Estrangeiro’ e ‘Cê’, entre outros. “É muito importante termos o Hélio na equipe. O cenário será muito especial, não fica buscando o espetacular pelo espetacular. É uma estética intrinsicamente brasileira, que tem muito a ver com a época, mas não é alegórico. É teatral, musical, mais minimalista. Tem um impacto pela beleza estética. Nada é decorativo, ele tem uma síntese que está em sintonia o pensamento arquitetônico do Hélio”, define Pedro.

Marília Carneiro concebeu mais de 250 figurinos para o espetáculo, em uma média de 17 por personagem, com exceção do próprio Simonal (que terá 12) e de Carlos Imperial, com três figurinos, além de uma dezena de perucas, usadas por todo o elenco.

A direção musical de Alexandre Elias e os arranjos de Max de Castro, filho de Simonal, são fieis à obra do Simonal, mas trazem um olhar criativo, contemporâneo. “O importante é resgatar e sublinhar a obra dele. Independente do que aconteceu, ele deixou um legado para a black music brasileira”, afirma Pedro.

Nos últimos anos, foram lançadas biografias e documentários sobre sua trágica história, reconhecendo seus erros, mas o reabilitando como um dos maiores cantores do país. Os discos também foram relançados; suas músicas, redescobertas pelos DJs; vários projetos criados, como O baile do Simonal, organizado pelos filhos dele, Max de Castro e Simoninha.

Essa retomada da importância histórica do artista ganha nova página com a estreia de ‘S’imbora, o musical’. Simonal passeou por todos os gêneros: cantou rock, calipso, bossa nova e samba, ajudou a criar a pilantragem e ainda inaugurou uma escola de canto no Brasil, reunindo, ao mesmo tempo, o cool da bossa nova, o suingue da música negra e uma notável potência vocal.

‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’ segue para São Paulo em junho, no Teatro Cetip, para curtíssima temporada até o final de julho. A montagem ainda traz na ficha técnica nomes como Renato Vieira (coreografia) e Rico Vilarouca (projeções), em uma realização da Planmusic.

 

SERVIÇO

‘S´IMBORA, O MUSICAL  – A HISTÓRIA DE WILSON SIMONAL’

Estreia: 11 de Junho (quinta-feira)

Temporada: até 26 de Julho

Teatro Cetip

Rua Coropés, 88 – Pinheiros. Tel.: (11) 4003-5588

Horários

Quinta a sábado – 21h

A partir da 3 semana sáb às 17h e 21h

Domingo – 19h

Classificação etária: não recomendado para menores de 12 anos

 

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Jarbas Homem de Mello e Marcello Antony em ‘Chaplin, O Musical’

Superprodução baseada na história do gênio da sétima arte chega a São Paulo. O grande espetáculo da Broadway, produzido por Claudia Raia e Sandro Chaim, traz cinco músicas inéditas e características de estreia mundial.

Das ruas de Londres aos estúdios de Hollywood, o nascimento de um gênio do cinema. ‘Chaplin, O Musical’ refaz os passos que levaram sir Charles Spencer Chaplin ao estrelato e transporta a plateia ao universo do eterno Carlitos, o Vagabundo.

O espetáculo é estrelado por Jarbas Homem de Mello que, no papel de Chaplin, divide com o irmão mais velho, Sydney (Marcello Antony), o sonho de uma realidade melhor do que a que lhes é oferecida. Desde muito novo, Chaplin observou e admirou o talento de sua mãe, Hannah (Naíma), que brilhava como cantora de teatro. Herdeiro de sua desenvoltura sob os refletores, não demorou para que tudo que ele aprendeu da coxia despertasse a atenção dos produtores de teatro e, mais tarde, dos donos de estúdios de cinema.

Durante o musical, o público acompanha os detalhes que fizeram nascer, ao mesmo tempo, um grande personagem e seu empenhado mestre criador. O cenário dessa história é um grande estúdio, onde tudo está em mutação o tempo todo, com a intenção de trazer o público para dentro do backstage.

Para contar essa trajetória, que inclui uma agitada vida amorosa, a relação de cumplicidade com Sydney e escolhas políticas e profissionais, estão também no palco: Oona O’Neill (Giulia Nadruz), sua quarta e última esposa; a colunista e crítica ferrenha Hedda Hooper (Paula Capovilla); o grande empresário do Music Hall londrino Fred Karno (Leandro Luna); e Mack Sennett (Paulo Goulart Filho), fundador dos estúdios Keystone, responsável pela estreia de Chaplin no cinema.

Produzido por Claudia Raia- dessa vez atuando apenas nos bastidores- e Sandro Chaim, ‘Chaplin, O Musical’ estreou originalmente no New York Musical Theatre Festival (2006) e passou pelo La Jolla Playhouse (2010) antes de chegar à Broadway, em 2012. Nos palcos do Theatro NET SP, o espetáculo traz interpretações musicais grandiosas que incluem canções originais adaptadas e também cinco músicas inéditas, compostas especialmente para a montagem brasileira.

A narrativa ainda é enriquecida com projeções de trechos dos principais filmes dirigidos e encenados por Chaplin. Com classificação livre, o espetáculo é familiar como define Claudia Raia. “As crianças têm de ver porque é tudo muito encantador e emocionante. Meninos e meninas vão se identificar e curtir O Vagabundo”, afirma a produtora.

A dedicação da equipe e do elenco ao espetáculo foi enorme, tudo em prol de um resultado grandioso como a figura de Chaplin merece, é o que conta Jarbas Homem de Mello: “É uma responsabilidade imensa, não só porque o seu grande personagem, Carlitos, está no inconsciente de todos, mas principalmente por revelar ao público a história e aspectos da personalidade de Charles Chaplin que são completamente desconhecidos”.

Protagonizando o musical ao lado de Jarbas, Marcello Antony destaca o papel de Sydney na vida do irmão: “Pouca gente sabe da importância do Sydney na vida do Chaplin. Eles começaram atuando em comédia juntos, como uma dupla. Ele era uma espécie de chefe da família e abdicou da carreira para cuidar da mãe deles, que ficou muito doente, dando tranquilidade para o irmão brilhar. Mais tarde, se tornou o empresário do irmão talentoso” conta.

O espetáculo brasileiro traz a história de Chaplin em uma montagem precedida de grande expectativa, com características de premiére mundial. “O público vai conhecer a vida do homem por trás do gênio. Nós contamos sua infância em um bairro pobre de Londres. Foi o talento de Chaplin para fazer rir que o levou a Hollywood. A peça tem cenas muito engraçadas, mas também muito emocionantes. Durante os ensaios é comum ver alguém chorando no final. O público vai rir e vai se emocionar”, garante o diretor, Mariano Detry.

 

Números e curiosidades de uma megaprodução

– 21 atores envolvidos (19 adultos, 2 crianças)

– 34 técnicos

– 65 pessoas empregadas

– 300 horas de ensaio

– 120 figurinos

– 5 músicas extras compostas especialmente para a versão brasileira

– 32 perucas (2 só para o Chaplin)

– 25 itens de postiçaria (bigodes, sobrancelhas e barbas) + 20 bigodes só para o Chaplin

– 1 hora de caracterização para Jarbas Homem de Mello virar Chaplin

– 9 décadas é o tempo que o espetáculo atravessa e o visagismo foi feito dentro delas

– 3 bengalas vindas de Londres, do mesmo tipo das que o Chaplin usava estão em cena

– O musical tem uma parte circense que traz elementos de visagismo como perucas volumosas e outros adereços

– Réplicas de objetos e peças de antiquários de São Paulo são utilizadas no espetáculo

– O projeto do cenário é inglês

– O diretor do espetáculo é argentino e mora em Londres há 15 anos

 

Serviço: 

Período: 14 de maio a 12 de Julho de 2015

Local: Theatro NET SP | Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas 360 – Itaim Bibi) | 5º piso

Horários: Quinta, 21h; Sexta, 21h; Sábado, 18h e 21h30; Domingo, 18h.