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Atrações em Miami Beach

Miami Beach é uma cidade da Flórida que fica ao leste de Miami. Isso mesmo, a ilha é um município independente, apesar de alguns visitantes acreditarem que faça parte de Miami.

No local estão concentrados Resorts, spas, centros de compras, restaurantes, casas noturnas, bares e museus. Além das lindas praias, que são ótimas para relaxar, se divertir e praticar esportes aquáticos, e dos edifícios de arquitetura art déco.

Acha que acabou? Miami Beach é um dos destinos mais populares do mundo para curtir as festas de spring break. Para facilitar as suas escolhas na hora de visitar a cidade, reunimos as Top 8 coisas para se fazer em Miami Beach. Confira:

#1 Divirta-se em South Beach

South Beach é o distrito mais badalado de Miami Beach.  A agitação ocorre tanto durante o dia quanto à noite. É nessa área ao sul da ilha que estão as opções mais famosas de entretenimento, como: casas noturnas, shows, eventos, clubes de praia, bares, restaurantes, cafés e boutiques. Aqui ficam as ruas Ocean Drive e Lincoln Road. Vale desbravar!

#2 Passeie pela Ocean Drive

A Ocean Drive é a principal rua de Miami Beach e uma das vias mais famosas dos Estados Unidos. Caminhe, alugue uma bicicleta ou um carro conversível, observe as peculiaridades dos edifícios em art déco, aproveite as opções no asfalto e na areia, descanse no Lummus Park e seja visto!

#3 Desbrave a Lincoln Road Mall

O Lincoln Road Mall é um shopping a céu aberto que fica na Lincoln Road, entre a Alton Road e a Washington Avenue. O centro comercial é uma boa dica para quem quer passear, comer e, é claro, fazer compras. Aqui é possível encontrar lojas como a Macy´s, MAC, Guess, Diesel, Gap e Fossil.

#4 Faça o Art Deco Historic District Tour

O tour guiado é oferecido por diferentes agências e leva os visitantes a saberem mais sobre o Art Deco Historic District de Miami Beach. O passeio é feito a pé e passa por hotéis, fachadas de lojas, restaurantes e edifícios que possuem o estilo arquitetônico implementado nas décadas de 1920 e 1930 na cidade. Além da art déco, ainda são discutidos os movimentos Mediterranean Revival e o MIMO (Miami Modern).

#5 Leve a família ao South Pointe Park and Pier

O South Pointe Park é ótimo para levar a família, andar de bicicleta, fazer piquenique, passear com o cachorro e deixar as crianças brincarem livremente nos playground. Outro ponto alto é o pier que permite uma vista incrível da cidade de Miami.

#6 Visite o Bass Museum of Art

O Bass Museum of Art é bastante recomendado não somente por sua coleção permanente, mas também por suas mostras temporárias. Em seu acervo há peças de arte contemporânea local e internacional. Temporariamente, o espaço dedicado ao museu está em reforma, porém suas exposições estão em outros pontos da cidade.

#7 Conheça o Holocaust Memorial

O Holocaust Memorial foi construído em tributo às vítimas e aos sobreviventes do holocausto. O local abriga uma série de estátuas, peças arquitetônicas, um jardim de meditação e um muro. A escultura principal apresenta dezenas de pessoas em busca de ajuda, compondo um braço estendido em direção ao céu.

#8 Relaxe no Haulover Beach Park

O Haulover Beach Park é um parque que fica na beira da praia e é mais tranquilo do que South Beach. A paisagem é linda, o local é propício para a prática de esportes e o grande diferencial é que nele a roupa é um artigo opcional. Portanto, esteja preparado para ver algumas pessoas aproveitando a praia nuas.

 

Voe para Miami (MIA) com a Avianca Brasil!

São Paulo (GRU): 23:55 (saída) – 07:25 (chegada)

 

Conheça o A330 o avião da Avianca Brasil que faz o voo Guarulhos (SP) – Miami!

Saiba mais sobre as atrações da cidade de Miami e seus arredores!

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O que visitar em Madrid?

5 de janeiro de 2017 1 Comentário

Uma viagem a Madrid deve começar pela visita a Puerta del Sol, é o que dizem… Depois de seguir à risca esse conselho, discordo que seu roteiro também deva começar assim.

Madrid

Existe muita história por trás do burburinho de um dos pontos mais movimentados de Madrid. Em formato circular e com várias ruas saindo como raios em direção à cidade – daí vem o nome Puerta del Sol –, a praça tem duas estátuas importantes: a de Carlos III, sempre lembrado pelas melhorias que fez por Madrid durante seu reinado da Espanha, entre 1759 e 1788; e o famoso monumento “El Oso y el Madroño”, símbolo madrilenho que representa a fertilidade e as terras de cultivo com a imagem de uma ursa e um arbusto.

Também é aqui que fica a Casa de Correios e o emblemático relógio que dá as 12 badaladas à meia-noite do 31 de dezembro, quando muitos festejam a chegada do ano novo com o curioso ritual espanhol de comer 12 uvas nos primeiros 12 segundos – uma a cada campanada. Um olhar atento para as laterais da Puerta del Sol também revela uma placa que faz referência à batalha dos mamelucos de 1808 e outra em agradecimento às ajudas recebidas após o atentado de março de 2004 na estação de trem Atocha.

Madrid

A Plaza Mayor

Com uma importância histórica sem igual, a Puerta del Sol é um ícone de Madrid, mas está longe de ser o passeio mais apaixonante para a estreia da visita à cidade. O charme das construções antigas, da efervescência cultural, dos jardins bem cuidados e da rica gastronomia está em outro lugar. A própria Plaza Mayor, que fica a uma rápida caminhada da Puerta del Sol, ganha a cena com seus prédios baixos de arquitetura barroca pintados de vermelho e branco, rodeando toda a praça e acolhendo restaurantes com mesas na rua e guarda-sóis.

Criada para ser um mercadão do século 16, a Plaza Mayor teve seus dias de zona comercial de pães, carnes, legumes, verduras e frutas. Hoje, por trás de cada janelinha vivem famílias – à exceção da pequena fachada de desenhos coloridos que abriga a secretaria de turismo. De todos os lados, o acesso à Plaza Mayor é feito por arcos e passarelas, que levam em direção a esse marco madrilenho já reconstruído três vezes por conta de incêndios. Não há dúvidas de que, vira e mexe, suas andanças pela capital desembocarão – quase sem querer – na Plaza Mayor.

 

Madrid
Da Plaza Mayor à realeza

Caminhando para o outro lado de Madrid, o Palácio Real fica a menos de 1km de distância da Plaza Mayor.  Carlos III foi o primeiro rei a morar no suntuoso palácio de mais de 4 mil cômodos. A visita pelo interior impressiona pela riqueza dos quartos. Eles são excessivamente decorados com tapeçarias, porcelana e obras de arte de artistas, como Goya, Velázquez e Caravaggio. Ao lado do Palácio estão a Catedral de la Almudena, construção em homenagem a uma santa árabe, inaugurada em 1983, e os Jardins de Sabatini, tão bem cuidados quanto o francês de Versalhes.

A guia brasileira Andrea Lima nos acompanha por essas andanças. Mostrou o prédio onde morava Velázquez, pintor oficial da corte espanhola nos anos 1620.

“É do lado do Teatro Real, onde acontecem apresentações de ópera, por isso é comum ver pessoas com roupas de gala e segurando seus binóculos passando por aqui”. Explica Andrea, fundadora da empresa de turismo Descubra Madrid que, há cinco anos, oferece tours para brasileiros. Podem ser feitos a pé ou de carro e incluem passeios de um dia para as cidades vizinhas.

Clássico madrilenho

Para fechar uma autêntica viagem madrilenha, o roteiro inclui a “hora do vermute”. A bebida é à base de vinho, vodca, ervas e especiarias. Voltou à moda e virou a queridinha para começar o dia “tapeando”. As tapas viraram verbo  e motivo para seguir de bar em bar no sábado ou domingo à tarde.

“A hora do vermute começa ao meio-dia. Vamos indo pela rua em vários bares, até terminar o dia em uma balada, teatro ou jantar”. Conta Carlos Calvo, gerente do hotel ME Madrid, revelando que a Calle Ponzano é o destino preferido para a noite.

Aos domingos à tarde, é a região La Latina que vibra com bares e mesas ao ar livre. Muitas pessoas “salindo de caña” – outra expressão importantíssima, que significa sair para beber cerveja. Os domingos também são movimentados nessa região. El Rastro é uma feirinha de rua que acontece aos domingos há 400 anos na rua Ribera de Curtidores. Vendedores de antiguidades e quinquilharias se reúnem entre fotogênicos prédios baixos com sacada de ferro. Atraindo milhares de pessoas para suas barraquinhas. Uma muvuca boa para deixar lembranças animadas de Madrid.

Hotel Ritz - Madrid
Onde ficar

No palácio da Belle Époque, o hotel Ritz nos leva de volta aos tempos de sua inauguração. Nesta época, ela foi exclusiva para os convidados do rei Afonso XIII. Muitos detalhes são preservados: os tapetes persas feitos à mão, a fachada de pedra branca, os lençóis de linho. Além do deslumbrante jardim que fazia parte do Real Jardim Botânico. Hoje recebe eventos, jantares e o tradicional brunch de domingo.

As 108 suítes já hospedaram celebridades, como Nelson Mandela, Frank Sinatra e Eva Perón. Elas têm decoração palaciana e varandinha com vista para o Museu do Prado e Triângulo de Ouro da Arte. O hotel foi comprado pelo grupo Mandarin Oriental em 2015 e passará por uma restauração em breve.

Como chegar

A Avianca Brasil tem acordo de codeshare com a Air Europa, companhia aérea espanhola. Com isso, o bilhete aéreo pode ser comprado pelo site da Air Europa ou da própria Avianca Brasil. Operado diariamente em um avião Boeing 777-300, o voo é direto.

Voo para Madrid (MAD): 16:05 São Paulo (GRU) – 05:30 Madrid (MAD)

Por Camila Silva Balthazar

Agora você pode comprar passagens para Toronto com a Avianca Brasil a partir de expansão com a Air Canadá.

Nós e a Air Canada, anunciamos uma expansão do acordo de voos compartilhados. A partir de hoje, vamos passar a comercializar passagens para o destino canadense Toronto em conexão com as cidades:

  • Brasília,
  • Chapecó,
  • Cuiabá,
  • Curitiba,
  • Florianópolis,
  • Fortaleza,
  • Juazeiro do Norte,
  • Natal,
  • Petrolina,
  • Porto Alegre,
  • Recife,
  • Rio de Janeiro,
  • Salvador.

As vendas de passagens para Toronto valerão para embarques realizados a partir do dia 16 de janeiro de 2017 e o trecho internacional será realizado em aeronave da Air Canada.

“A ampliação da parceria demonstra o nosso empenho em oferecer as melhores opções de conectividade internacional aos clientes”, disse Frederico Pedreira, presidente da Avianca Brasil. “Membros do nosso programa de fidelidade, Amigo, e do Aeroplan, da Air Canada, podem utilizar os pontos e milhas acumulados em trechos voados nas duas empresas para elevar seu status e emitir passagens em todos os 18.500 voos diários operados pelas 28 companhias da Star Alliance, em 1.330 aeroportos de 192 países”.

Acordos de code-share oferecem vantagens aos passageiros de avião, como a possibilidade de realizar o check-in apenas uma vez e despachar as bagagens diretamente até o destino final, além de receber assistência extra durante as conexões. Clientes das categorias Gold e Diamond dos programas Amigo e Aeroplan têm benefícios adicionais, como direito a check-in preferencial, franquia de bagagem adicional, embarque prioritário e acesso a Salas VIP.

Como comprar as passagens para Toronto?

Você pode adquiri-las por:

  • Telefones 4004-4040 (São Paulo e principais capitais) ou 0300-789-8160 (demais localidades),
  • Lojas da Avianca Brasil
  • Agências de viagens.

Em breve, o destino também estará disponível no site www.avianca.com.br.

Veja os destinos atendidos pela Avianca Brasil aqui.

Abu Dhabi é um constante encontro entre o passado e o futuro. Veja quais lugares conhecer no destino.

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Menos de 50 anos atrás, apenas beduínos habitavam a imensidão de dunas de areia da desértica Abu Dhabi e arredores. A descoberta do petróleo na península do Oriente Médio motivou sheiks da família real a transformarem o skyline da cidade com construções bilionárias, circuito de fórmula 1 e atraç̧ões culturais.

Passado e Futuro

A capital dos Emirados Árabes Unidos faz fronteira com Omã e Arábia Saudita, perto do Iraque e Irã, e tem 2,6 milhões de habitantes, sendo que mais de 80% deles são estrangeiros.
O skyline de prédios modernosos que beiram o calçadão da avenida principal e famosa “praia” de Corniche, bem como todos os empreendimentos futuristas que estão por vir, contrastam com o passado recente da imensidão desértica de Abu Dhabi. Até o final dos anos 1960, os 46 mil árabes que viviam por ali se espalhavam sobre a areia, em casas de bambu ou barro, vivendo da pesca e do comércio de pérolas.

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A autêntica experiência árabe está no dia a dia. Nas conversas com quem mora em Abu Dhabi para entender mais dessa cultura tão distante da nossa. Alguns locais são bastante frequentados por Emirati, como o souk – nome dado aos mercados árabes – localizado ao lado do hotel Shangri-La. Com restaurantes, lojas de artesanato mais sofisticadas e supermercado. Nossos olhos brilham com tapetes persas, almofadas, joias e objetos de design.

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A viagem é um mergulho nas tradições de uma região. As diferenças vão muito além de um alfabeto indecifrável ou de questionamentos sobre a vida dos muçulmanos. Como a exigência das roupas que escondem o corpo, o papel da mulher na sociedade e o funcionamento do governo. A grande lição é que não podemos avaliar outra cultura utilizando nossa própria cultura. Nossos valores de machismo, feminismo ou capitalismo, por exemplo, não valem para esse lado do mundo. A mente viaja aberta para admirar as belezas da vida no Oriente.

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Para ler a matéria completa sobre Abu Dhabi, acesse a Avianca em Revista online.

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Bogotá em 10 atos

12 de agosto de 2015 0 comentário

FOTO BOG NOVA

Você sabia que desde setembro de 2014 nós voamos para Bogotá? E é por isso que hoje, nós aqui do blog vamos listar 10 coisas imperdíveis da cidade.

Mas antes de começar a nossa lista, aqui vão algumas curiosidades para você já ir se preparando.

Bogotá tem um clima ameno, com temperatura média de 14°C no ano. Isso se deve à cidade estar 2.640 metros de altitude, sendo a 3ª Capital mais alta do mundo! Ela é a 4ª cidade mais populosa da América do Sul, perdendo apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires, mas seus mais de 350 km de ciclovias dão uma boa aliviada no trânsito. Sua localização, em um planalto da Cordilheira do Andes, da um charme todo especial à capital colombiana.

Ela pode ser visitada o ano todo por conta do clima ameno, mas são nas duas estações secas, de dezembro a fevereiro e de junho a setembro, que costuma receber mais visitantes. Se você puder escolher, sem dúvida indicamos algum desses 2 períodos.

Com as informações básicas em mãos, vamos a nossa lista?

– Caminhar pela Candelária: É o bairro histórico da cidade. Caminhar por aqui é ótimo para conhecer um pouco da cultura dos bogotanos. Existem muitos museus, igrejas e casas com arquitetura dos tempos de colonização espanhola. É na Candelária que ficam algumas das nossas próximas dicas, também!

– Curtir a vista do Cerro Montserrate: É o ponto mais alto da cidade, a aproximadamente 500 metros acima de Bogotá. Para subir existem 3 opções: A primeira é de teleférico que funciona apenas no período da tarde. A segunda é o Funicular, que funciona no período da manhã. Agora, se você está com o fôlego em dia nós recomendamos subir a pé! Lá no alto, além da vista, você vai poder admirar 14 esculturas que representam a via crúcis, além do Santuário do Senhor Caído. Tem também uma feirinha de produtos locais e 2 opções de restaurantes, dá pra passar boa parte do dia!

– Visitar o Museu do Ouro: Dentre os mais de 60 museus da cidade, sem dúvida o Museu do Ouro é o principal. Em seu acervo, verdadeiros tesouros dos tempos pré-hispânicos. São mais de 34 mil peças de ouro em uma área de 13 mil metros quadrados. O museu usa o Ouro para contar a história dos povos que habitavam a Colômbia, antes da chegada dos espanhóis.

– Conhecer o Museu Botero: Impossível falar da Colômbia e não lembrar de Botero.  O museu tem  123 peças do artista mais emblemático do país. Suas famosas pinturas de “gordinhos” estão por todos os lados. É uma verdadeira escola para os amantes das artes plásticas. Detalhe, tanto o Museu Botero, quanto o Museu do Ouro estão na Candelária!

Visitar a Catedral de Sal de Zipaquirá: Ela não fica propriamente em Bogotá, mas está no roteiro de 10 entre 10 turistas que vistam a capital colombiana. E não é por menos, a Catedral de Sal está a 300 metros abaixo da terra, e tem um visual espetacular. Existem várias opções de pacotes para conhecer um ou mais lugares do complexo, mas a nossa dica é comprar o pacote completo por aproximadamente R$ 35,00 e curtir todos os cantos.

– Pedalar em alguns dos 340km de ciclovia da cidade: Diferente das grandes cidades Brasileiras, Bogotá tem um grande oferta de ciclovias! São 340km ao todo que permitem que o turista possa escolher conhecer todos os cantos da cidade sob duas rodas. E não são só os turistas que aproveitam dessa opção, cada vez mais bogotanos estão deixando os carros em casa e optando por esse meio de transporte.

– Comer um lanche no La Puerta Falsa: Aberto desde 1816 é um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. O espaço é pequeno, mas muito aconchegante. É uma excelente pedida para experimentar a culinária colombiana.

– Curtir a noite na badalada zona T: A zona T está localizada no norte da cidade. Por lá ficam os melhores bares, restaurantes e baladas de Bogotá. É o lugar ideal para curtir a noite, seja a dois ou com os amigos! Destaque para o Rock Garden e a sua vasta carta de cervejas importadas.

– Visitar o Centro Cultural Gabriel Garcia Marquez: Mais um centro localizado na Candelária, o CCGGM tem exposições temporárias e uma livraria com mais de 70 mil títulos! Depois de curtir a exposição e a livraria, que tal tomar o famoso café colombiano no último andar, contemplando o a vista do centro de Bogotá?

– Passear pelo Parque Metropolitano Simón Bolívar: Falamos de Museus, restaurantes e catedrais, mas ainda não falamos de parques. E se você está procurando um na cidade, o Simón Bolivar é o indicado. É uma ótima opção para relaxar com a família, fazer atividade física ou ainda curtir a natureza.

 

Programe sua viagem para Bogotá com a gente e confira de perto esses e muitos outros pontos incríveis da cidade!

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Um dia de Rei

8 de julho de 2015 0 comentário

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Viajar não é só uma realocação física. Viajar muitas vezes é como se transportar para um outro tempo. É incrível passear por entre resquícios de monumentos históricos, ruínas de templos espetaculares ou galerias com artefatos milenares, é como ter uma amostra do que nossos antepassados vivenciaram séculos atrás. Mas nada pode ser mais decepcionante do que após um dia inteiro passeando pelas raízes históricas de nosso mundo, ser trazido de volta a realidade ao voltar para um hotel . Quartos funcionais com decoração asséptica, lobbys moderninhos deslocados de seu cenário, tentativas de luxo que resultam na tradução mais perfeita da cafonice… são um choque para o imaginário de qualquer viajante. Mas há um lugar onde esse drama não só é evitado como a experiência lúdica de sua viagem ainda é elevada a décima potencia: o Four Seasons Hotel emFlorença, na Itália.

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Poucos países do mundo permitem ao turista ter a sensação de atravessar uma fenda temporal como na Itália. E, entre tantas cidades e regiões italianas belíssimas e ricas em história, Florença consegue ter um lugar especial. O charme de uma das mais bonitas e antigas cidades do mundo, capital da bela região da Toscana.  Um dia passeando pela histórica Ponte Vecchio ou degustando um Gelattoapreciando a inigualável fachada da Catedral Duomo só poderia ficar ainda mais especial quando seu porto seguro é uma das luxuosas suítes do Four Seasons local.

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Você se sente como um Rei medieval adentrando seu palácio do momento que pisa no lobby do hotel. Até porque o hotel fica de fato em um palácio Renascentista com mais de quinhentos anos totalmente reformado.  O luxo característico da rede de Four Seasons ganha aqui uma decoração de época que parece um passaporte para um dos quadros de Michelangelo pendurado nas paredes da Galeria Uffizi. Você sente um membro da nobreza real italiana adentrando seus aposentos alguns séculos atrás. Mas tudo com os serviços e amenidades dos reis modernos: wifi, spa, restaurante quatro estrelas Michelin e etc.

A cada manhã era difícil acordar naquele quarto de delicada opulência digna de Luís XIV e deixar a cama que parecia um ninho gigantesco de edredons brancos. O esforço era recompensado quando você chegava no banheiro e se deparava com uma banheira branca daquelas que Maria Antonieta devia tomar seus banhos de leite. O café da manhã era outra dificuldade, dessa vez para escolher entre as opções dos melhores queijos, prosciutos locais, bolos, paninis e sucos feitos na hora. Se você preferisse não deixar o hotel, poderia aproveitar para percorrer um dos maiores jardins particulares de Florença, decorado com obras de arte modernas e uma vista privilegiada da cúpula do Duomo ao entardecer. As diversas opções de massagem no SPA só reforçam seu imaginário de sultão renascentista, enquanto cada nó de seu corpo é desfeito por uma profissional massoterapeuta em um ambiente decorado com esculturas e afrescos que remetem a Itália de reis e rainhas.

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Mais do que todo esse luxo e cuidado arquitetônico, o que encanta no Four Seasons de Firenze é a forma como ele se insere no imaginário de uma Florença antiga, uma das cidades mais ricas da Europa medieval e berço da Renassença. Não que Florença hoje esteja em decadência, pelo contrário. A cidade permanece uma das grandes atrações da Europa para quem procura história, cultura, beleza clássica, boa cozinha e ambientes cosmopolitas. Mas nada como, mesmo que por uma dia, poder viajar no tempo para um ambiente de luxo e nobreza. Nada como morar em um castelo medieval, mesmo que n centro da moderna Florença. E nada como se sentir como um Rei, mesmo sendo… bom, sendo você! 😉

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Mangia che te fa bene!

2 de abril de 2015 0 comentário

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Como disse no enunciado de minha última coluna, é difícil comprimir, organizar e sintetizar um roteiro de viagem pela maravilhosa região da Toscana, na Itália. Dei uma pincelada rápida no texto anterior (AQUI) mas, obviamente, impossível ser 100% completo ao escrever sobre uma viagem por mais de uma dezena de cidades, museus incríveis, restaurantes deliciosos, vinhos, cidades medievais, obras de arte… Por isso, resolvi dedicar essa coluna apenas aos restaurantes maravilhosos que conheci nas diversas cidades que visitei pela Toscana!

Restaurantes:

Cacio e Pepe- o restaurante fica no simpático bairro cool de Trastevere e seu destaque é o tradicional prato italiano: Cacio e Pepe, o macarrão com queijo e pimenta. Parece básico, mas o preparo impecável mostra como é possível

 

Trattoria Mario- Uma típica trattoria italiana no coração de Florença. Salão pequeno e abarrotado de clientes espalhados pelas mesas comunitárias. Faz parte da tradição do lugar esperar na fila do lado de fora (que anda rapidinho). A decoração mostra a paixão dos donos e cozinheiros da casa pelo time local, a Fiorentina. A cozinha ocupa o canto do salão, onde é possível ver os simpáticos chefs cozinhando bistecas de 1 kg e tirando fotos divertidas com os clientes. Cardápio simples e experiência tradicional e imperdível.

Osteria Spirito Santo- Uma osteria super rústica em uma parte moderninha de Florença. Ambiente parece casa de uma vozinha, com pratos de tamanhos variados, paredes descascando contrastando com quadros modernos. O nhoque com queijo gratinado vem fumegando e uma das grandes atrações da casa. O preço é justo e a meia porção dos pratos é IMENSA!

Gelateria Dondoli- San Gimignano é uma das cidades favoritas de quem passa pela Toscana. Uma pequena e aconchegante cidade medieval, espetada por diversas torres (é conhecida como a “Manhattan Medieval”), uma praça central que parece uma viagem no tempo e… o melhor sorvete do mundo! As casquinhas variam de $2,50 a $5,00 (gigante e com cobertura de chocolate e amenoim) e os sabores fogem ao creme ou morango tradicionais e são mais na linha: Gorgonzola, Açafrão com Mel, Chocolate Branco com Pimenta… e a tradicional Nutella! A sensação é de morder uma saborosa nuvem que derrete na boca.

Fries Trastevere- Essa é pra larica da noite. Frequentado pelos jovens que saem e seguem para diferentes casas noturnas, essa lanchonete que serve apenas batatas fritas em um saquinho em formato de cone consegue se destacar. Um: pelas batatas fresquinhas feitas na hora no ponto certinho, dois: pela variedade de molhos (mais de 50 tipos). Vale a pena pra comer sentado na calçada vendo o povo italiano passar em um fim de noite qualquer.

Divina Pizza- Pizzaria familiar feita só com produtos orgânicos de produtores locais. Sabores variados e combinações criativas. Assim como diversas casas italianas, um restaurante familiar comandado pelo pai (cozinha), filho (ajudante de cozinha) e a Mãe (atende com simpatia contagiante os clientes e apresenta o perfil da casa e as variedades incríveis). Melhor pizza que comi na Itália.

Foquei mais nas diversas dicas e não me dei ao trabalho de colocar os endereços ou sites porque viajante que se preze sabe mexer no Google e GPS, né, gente? 😉

 

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Uma das partes mais legais de uma viagem de férias é traçar o roteiro. Mas, ao mesmo tempo, é uma das partes mais complicadas. Ainda mais quando você tem poucos dias para ver muita coisa. E esse é justamente o caso de minhas férias pela região da Toscana, na Itália. São dezenas de cidadezinhas, atrações, restaurantes, gelaterias (hmmmm…) e aí aparecem as questões: Que cidades conhecer? Onde ficar? Que roteiros fazer? Onde comer?

 

Nada melhor para responder todas essas questões e ajudar o viajante do que narrar aqui o meu roteiro. Ou pelo menos parte dele, a parte mais importante e imprescindível. Porque, na verdade, dá para passar mais de um mês na região e explorar cada esquina, colina e cidadezinha murada medieval.

 

Roma- Em primeiro lugar, se você não conhece Roma, não passe batido. Pode parecer óbvio, mas muita gente reserva poucos dias para essa que é uma das cidades mais lindas, ricas em história do mundo na ânsia de ir logo para a Toscana. Independente do seu roteio, Roma merece no mínimo uns 5 dias (que você vai gastar a sola do sapato de tanto andar). Vale cada minuto!

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Siena- Essa pode ser a sua cidade base. Florença, a lendária rival de Siena, é igualmente interessante a seu próprio modo, mas Siena é ideal por estar localizada bem próximo a trechos que você vai conseguir explorar duas a três cidades por dia. Se você conseguir ficar na cidade na época do Il Palio, a tradicional corrida de cavalos entre bairros locais, é uma experiência memorável! Uma tradição medieval que parece uma viagem no tempo.

 

Florença-  Depois de Roma, Florença é a cidade mais charmosa do país. Menorzinha, com referencias artísticas que passam por Michelangelo, Dante Alighieri, Rafael, Boticelli… e uma aura de cidade pequena, aconchegante, histórica e ao mesmo tempo com gente jovem, moderna e atrações gastronômicas e culturais das melhores.

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Lucignano, Volterra, Arezzo- partindo de Siena, esse pode ser seu primeiro roteiro pela Toscana. Em ordem de tamanho você vai conhecer uma mini-cidade linda (Lucignano), uma outra um pouco maior mas com uma estrutura legal para você fazer compras de souvenir, ir a um restaurante  comer um gelato de sobremesa (Volterra) e fechar com uma cidade “grande” para os padrões da Toscana (na verdade, se tiver pouco tempo, Arezzo é uma boa cidade para ser cortada do roteiro. Só vale por ter sido cenário do clássico “A Vida é Bela”, do Roberto Benini).

 

As cidades M e Pienza– Também partindo de Siena, no segundo dia na Toscana vale conhecer Monteriggioni, praticamente uma cidade-castelo que foi a inspiração do castelo do game “Assassins Creed”, Montalcino, onde você vai saborear o espetacular vinho Brunello di Montalcinno (cate uma safra pré-2008) e Pienza, que parece um souvenir de cidade, e onde você tem que comer o tradicional queijo pecorino.

DestinosInternacionalRelatos

Roteiros do Fran

16 de janeiro de 2015 1 Comentário

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Escrevo aqui na coluna sempre com o intuito de apresentar algo diferente dos demais sites e blogs de viagem. Nada contra ambos, mas é porque quero colaborar e minhas experiências acabam sendo um pouco diferentes das viagens mais tradicionais. Acabo falando sobre pensadores de viagem, dicas de filmes, como fazer a mala, características de outras culturas, etc. Mas tenho percebido que os leitores acabam curtindo e se beneficiando muito com roteiros daqueles bem explicadinhos e destrinchados. E porque não unir o útil ao agradável: roteiro de destinos pouco usuais, mas que ao mesmo tempo sejam tranquilos de realizar.

 

E o primeiro destino dos Roteiros do Fran é….

 

Japão!

Não pense que dá para se virar fácil no inglês. Então, nada melhor que dicas mastigadinhas. Começando já pelo aeroporto. Você vai chegar no aeroporto de Narita. Leve dólar. Chegando lá, após a imigração (que já é um caso a parte e super tecnológica), assim que você sair a sua direita tem uma casa de “Currency Exchange” a uns 3 metros. Pode trocar grana ali que o câmbio é bom. Depois, siga em frente que tem um balcão de “information” e ao lado esquerdo dele uma escadinha pro metro-trem. Você vai comprar passagem pro Narita Express. É o trem expresso que te deixa em Shinjuku, onde é o hotel e a principal estação de trem (JR, guarda esse nome porque você vai usar o tempo todo).

Hotel: sugestão Best Western Shinjuku Astina – http://eng.bw-shinjuku.com/

Em Shinjuku a estação JR te liga a todos os lugares com poucas trocas de trem. O mapa é mole de se guiar. Procure o seu destino, em cima dele tem o valor da passagem e vc compra na maquininha automática. Assusta, mas no segundo dia você já está em casa. Easy!

Dicas de coisas pra fazer:

– Shinjuku: Shinjuku Goyen, parque grandão que é abrigo de terremotos, tem um lago de carpas gigantes e árvores de cerejeira (as famosas Sakuras – Cherry Blossom-). Vale a pena ir no Park Hyatt Hotel (uns 10 minutos andando), hotel chique onde foi filmado o filme Lost in translation. Lá no fundo tem uma delicatessen, sobe a escada e pega o elevador até o New York Bar, onde tem uma vista incrível da cidade e dá para tomar uns drinks românticos (e caros)! Chegando antes das 19h30 não paga couvert, e em um dia claro dá pra ver o Monte Fuji.

– Harajuku: pertinho de Shinjuku. Takeshita street, a rua da moda com várias lojinhas transadas. Se for domingo ou sábado você esbarra com o pessoal fantasiado de cosplay, hentai, sei lá. No final dela você chega em Omotesando.

– Yoyogi Park: do lado de Harajuku. Parque para um piquinique descolado.

– Omotesando: bairro com as lojas mais chiques, onde tem a Prada côncava (famosa). E não deixe de ir de jeito nenhum a loja de brinquedos Kiddy Land!

– Akihabara: bairro de eletrônicos e muitas lojas de mangás (revistas e bonequinhas).

– Roppongi: bairro cool, high class. Tem umas boites e tem o restaurante onde foi inspirado o kill Bill, nem e tão caro. Vale jantar lá um dia que tem um visual lindo. Se chama Gonpachi.

– Shibuya: um dos bairros mais famosos e movimentados do mundo. Tem o maior cruzamento do mundo e a estátua do lendário cãozinho Hachiko logo na saída da estação do metro.

– Shimokitazawa: bairro vintage, com lojinhas cool, meio hipster, flea market, brechó.

Museu da GuerraYushukan Museum, fica no templo Yasukuni Jinja. É um museu espetacular para quem curte história, com artefatos de todas as guerras do Japão. E o parque em volta vale a pena conhecer! Fica próximo a praça onde tá o palácio imperial.

– Tsukiji Fish Market: maior mercado de peixe do mundo! Tem que chegar tipo 6AM e tem os atuns gigantes pra leiloar. E ali mesmo uns restaurantes rústicos que dizem ter o melhor sushi do mundo.

– Tokyo Disney! Imagine o Mickey falando japonês.

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Dicas Extras:

– Você tem que comer em um sushi kaiten. A esteirinha vai passando com os pratos pela sua mesa, você escolhe o que quer em um monitor, sai pegando o que quer comer e paga pela quantidade e cor dos pratos no final.

– Dependendo do tempo no país, você pode pegar um Shinkansen (trêm-bala) e em 4 horas estar em Kyoto (cidade mais pacata e cheia de templos)

– O Simulador de Terremoto é meio longe e fora de mão. Mas é de graça e parece uma atração de parque de diversão. http://www.ktr.mlit.go.jp/showa/tokyorinkai/english/72h/1f.htm

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Ha uns seis anos eu e mais três amigos iniciamos um projeto onde viajaríamos pelo mundo conhecendo culturas distantes, realidades inóspitas, roteiros fora do tradicional, nações em conflito, países vitima de desastre natural e algumas outras grandes questões da humanidade.  Desde então, entre momentos de tensão e alegria, já cruzamos fronteiras proibidas, entrevistamos terroristas, apertamos a mão de Premio Nobel da paz, demos rolé de tanque com a ONU, levamos ajuda humanitária em tsunami… entre outros feitos daqueles de contar para os netinhos no futuro. As vezes penso que já vi de tudo, mas a cada nova temporada do NCLC eu quebro a cara e me surpreendo com situações e pessoas que provam o quão vasto e maravilhoso e o nosso planeta.

Esse ano a temporada do programa foi bem especial e com uma abordagem bem diferente de todas as outras que fizemos. Nossa missão não era exatamente traçar um perfil de um pais mal interpretado ou vivendo algum tipo de situação complexa e singular, partimos do Brasil para os confins da Escandinávia (mais precisamente para as Ilhas Faroe) para acompanhar o trabalho de uma organização de proteção a vida marinha. Através de um amigo ativista, acompanhamos de perto o trabalho da Sea Shepherd (quem já viu a serie Whale Wars deve conhecer bem) em sua luta para evitar que centenas de baleias-piloto sejam brutalmente assassinadas em cenas dantescas onde barcos cercam os animais e os conduzem ate as praias onde são assassinados pela população ensandecida em um frenesi de imagens fortíssimas e mar tingido de sangue. Aprendemos muito, ouvimos relatos emocionantes de ativistas que lutaram e foram presos tentando evitar essa matança, conhecemos lugares lindos mas carregados de uma energia pesada e, procurando ouvir os dois lados das questão, percebemos o quanto algumas noções que parecem tao cruéis e distantes na verdade estão diretamente ligadas a hábitos alimentares e muito próximas de nossa própria realidade.
 
Serão dois episódios (dia 07/11 e 14/11) de cenários paradisíacos, imagens fortes e muita informação para fazer todo mundo pensar sobre o papel do homem na natureza e nossa relação com os outros animais com quem dividimos esse planeta.
 
De lá, seguimos para a Islândia, onde vivemos a realidade de um lugar onde a ameaça de um vulcão, algo completamente idílico e surreal para três brasileiros, por mais atemorizante que seja é parte da rotina desse país. Muita gente não sabe, mas em 2008 a Islândia vivia uma crise financeira gravíssima, bancos quebraram, moeda desvalorizou e a situação ficou muito complicado. Difícil imaginar para quem hoje visita a capital de Reykjavik, com seus prédios baixos e coloridos, clima de cidade pequena e pacata e lojinhas de souvenir e casacos (o clima frio, como se deve imaginar, impera o ano todo praticamente) ou percorre de carro as estradas lisas que circundam o país e atravessam paisagens que variam de montanhas cobertas de gelo a desertos de lava vulcânica. Parte das iniciativas que tiraram a Islândia da crise foram o foco em economia sustentável, ecologia etc. Parte disso passa por encarar seus vulcões (fenômeno preocupante que já fechou todo o espaço aéreo da Europa por alguns dias) como algo não tão assustador. Pelo contrário, camisetas engraçadinhas, canecas, slogans, livros… fazem uso dos característicos vulcões islandeses como uma atração a mais do país. E nós tivemos a oportunidade raríssima de ver de perto um desses vulcões em plena erupção! Autorizações especiais nos levaram por estradas no meio do deserto e até bem próximo aos “portões do inferno”, ou do paraíso seria mais apropriado pela beleza da dança do magma explodindo pelos ares e da lava escorrendo pelo chão. Para fechar com chave de ouro: testemunhamos uma belíssima Aurora Boreal rasgando os céus de verde. Dois fenômenos dos mais raros da natureza em uma viagem de 5 dias. Tá bom, né?
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Completando a temporada, o destino seguinte foi a Ucrânia. Queríamos ver os dois lados da recente revolução no país e da guerra que segue rolando em algumas regiões do país. A Kyev mais aliada a Europa e os valores ocidentais, e a Crimeia, recém anexada a Rússia com muito orgulho, com muito amor. Conversamos com gente que viu de perto os manifestantes lutando e sendo mortos às centenas por snipers em pleno centro da capital ucraniana, a agora famosa Maidan Square (#EuroMaidan) e andamos por essas ruas que até hoje carregam as cicatrizes desses violentos confrontos. Fomos então para a Crimeia onde nos alertavam dos riscos de violência, espionagem, instabilidade e confusão e na verdade vimos uma península pacata e muito evoluída que simplesmente identifica nos valores culturais e na sociedade russa a sua própria identidade. 
 
Para variar, mais uma aula de história, cultura, política e vida. In loco, e ao vivo e a cores como deve ser. Viajar é a maior aula!
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Desde a criação das cameras GoPro, em 2004, ficou muito mais fácil fazer registros de viagem pessoais. A praticidade e o fato de terem um preço relativamente acessível, possibilitou que hordas de viajantes e turistas passassem a filmar de pontos de vista originais (ou nem tanto) algumas de suas aventuras pelo mundo. Embaixo da água, acopladas em carros, taxis, tuk-tuks, dentro de trens, na janela de avião, filmando refeições exóticas, trilhas aventureiras e, mais recentemente, até anexadas a drones fazendo registros incríveis que até pouco tempo atrás custariam algumas dezenas de milhares de dólares para serem obtidos.
A industria de viagens logo passou a enxergar e absorver o fenômeno. Videomakers descobriram linguagens interessantes utilizando o equipamento simples mas com potencial incrível e a criatividade e a beleza dos registros deu conta do resto. Entre muita coisa feita de forma primária, tecnicamente tosca e sem nenhuma ambição de qualidade, muitos filmes legais começaram a aparecer.
Destaco aqui alguns bem interessantes que descobri em recente pesquisa, e adianto que em breve estarei produzindo algo nessa linha especialmente para a Avianca. Fiquem ligados!
1- Olhos de Águia
Os caras conseguiram colocar uma GoPro nas costas de uma águia que estava sendo solta de seu cativeiro em Chamonix, nos Alpes franceses.
2- Holi
O Festival das Cores, na India, é sempre um momento especial para registros em video. O videomaker Dan aproveita os ângulos singulares da camera e a possibilidade de slow-motion para criar um divertido show de imagens e cores.
3- Fiji Multi-Camera
Usando imagens em drones, pranchas de surfe, debaixo da água, time lapses e camera lenta, esse video consegue passar a exata sensação de deixar sua realidade urbana e mergulhar em um paraíso como as Ilhas Fiji. Dos prédios cinza de um centro qualquer para as praias de areia branca e água de um azul translúcido mais belas do mundo.
4- Por dentro da Coreia do Norte
Realmente é bem difícil registrar qualquer coisa dentro da Coreia da Norte, sei bem porque já fiz um programa de TV lá dentro (escondido heheheh). Mas com uma pequena GoPro presa no capô de um carro dá até para conseguir fazer e filmar um city tour da capital Pyongyang. Incrível e raro registro!

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Não canso de me impressionar com a beleza dessa imensa bola azul onde vivemos. São centenas de milhares de obras fantásticas da natureza conhecidas e reconhecidas por todos que estão presentes em destaque nos guias de viagem dos mais variados países pelos cinco continentes. Mas, atualmente, o que mais me comove são aquelas descobertas insuspeitas. Manifestações incríveis de beleza natural, verdadeiras catedrais do ecossistema esculpidas pelas mãos da mãe natureza que seriam atrações recomendadas no mundo inteiro mas que, por diferentes razões, encontram-se totalmente escondidas dos olhos humanos e alheias ao frenesi das hordas de turistas que não medem esforços por um clique em um cenário especial. Algumas vezes a dificuldade de acesso é um impeditivo natural, outras vezes os conflitos humanos afastam ou até mesmo destroem esculturas naturais das mais incríveis. Mas, não raro, é possível descobrir um local que resuma essa confluência de características que o tornam uma das grandiosas atrações da Terra. Ou pelo menos deveriam tornar.

 

Pensei nisso recentemente ao visitar as reclusas e pouco conhecidas Ilhas Faroé, na Escandinávia. Cheguei até lá por motivos de trabalho, ou seja: o pequeno arquipélago de pouco mais de 50 mil habitantes jamais esteve na minha lista de destinos a visitar. Fui parar lá por obrigação e não por causa de seus atrativos naturais. E olha que se encontra bem ao lado de alguns de meus países favoritos na Escandinávia. Apesar de ser um país autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, as Ilhas Faroé ficam mais ou menos no meio do caminho entre a Noruega e a Islândia. Imaginava um país pequeno, frio, chuvoso, aconchegante porém distante, com paisagens meio desinteressantes. Eu não podia estar mais enganado.

 

Apesar do país ser conhecido por polêmicas como a caça de baleias, o que me chamou a atenção foi a quantidade infindável de cachoeiras. A cada 50 metros era uma nova cachoeira que se apresentava diante de meus olhos. Em meio a uma cadeia de montanhas de um verde denso, pincelada por casinhas de madeira e telhado de grama e centenas de ovelhas espalhadas como que estrategicamente para tornar tudo mais bucólico e idílico.

 

Uma lição do quanto nosso mundo tem a oferecer, do quanto não o conhecemos, e do quanto é importante desbrava-lo!

Mar-Morto

Fiquei profundamente surpreso e triste ao receber essa semana a notícia de que um dos lugares mais interessantes que já conheci estava morrendo. Sim, literalmente morrendo! Estou falando do Mar Morto, o mar de alta concentração de sal em Israel/ Palestina onde turistas boiam como se estivessem flutuando (sempre com cuidado pra não deixar a água salgada cair nos olhos! Auuu!). A ação do homem, sempre ele, e alguns fenômenos geológicos estão fazendo com que o deserto diminua cerca de 4 metros por ano. Daqui a algum tempo, já era. Fiquei triste ao imaginar que talvez meus netos não possam conhecer e viver essa experiência única que tive no Oriente Médio. E aí fui pesquisar que outros locais e fenômenos se extinguirão e daqui a algum tempo serão apenas uma memória na foto de algum viajante.

As Neves de Kilimanjaro talvez seja a paisagem mais tragicamente emblemática do aquecimento global. Cientistas descobriram que 85% da neve que cobria a montanha mais alta da África no início do século passado já derreteu. E com a poluição e outros agentes, a tendência é isso só aumentar.

Um dos alvos favoritos dos fotógrafos de celular, ironicamente, o Salar de Yuni, na Bolivia, pode ser vítima de seu próprio sucesso. O lugar fica em cima de uma reserva imensa de lítio que compões justamente as baterias de celular. Com a crescente popularidade dos aparelhinhos, o governo boliviano tem extraído cada vez mais o mineral por ali, o que pode selar o destino do salar mais famoso do mundo.

Destino favorito de dez entre dez casais em lua de mel, as Ilhas Maldivas podem ser outra vítima da ação humana, do aquecimento global e da consequente subida do nível dos oceanos. O paraíso azul de mergulhadores e amantes das mais belas praias do mundo ocupa um pequeno território de altura muito baixa que nos últimos anos vem “afundando” em ritmo avançado. A hora de casar é agora!

Cenário de desenhos animados e fonte de inspiração para diversos personagens através de sua curiosa e adorável fauna, a Floresta de Madagascar com seus camaleões e lêmures pode não servir mais de referencia para futuros cineastas. Quase 90% de sua vegetação natural já foi extinta.

Infelizmente, esses não são os únicos destinos incríveis que correm risco de sumir do mapa. Fenômenos naturais e a ação humana estão se encarregando de tornar esses desaparecimentos cada vez mais frequentes. Ou seja, se você quer viajar e conhecer aquele destino único e especial: embarque nesse avião, AGORA!

DestinosInternacional

Irã

21 de agosto de 2014 0 comentário

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Depois de fazer roteiros sobre o Campeão da Copa do Mundo de Futebol (Munique, na Alemanha), de listra meus programas alternativos favoritos de nossa vizinha Argentina (Buenos Aires) e de voltar ao meu país realizando um outro sobre a cidade de Salvador, Bahia, percebi que era hora de radicalizar. Ninguém espera de um “viajante radical” roteiros tradicionais ou caretas, e acho que quanto a isso eu estava cumprindo bem meu papel. Apesar dos destinos não serem assustadores ou impressionantes, fiz questão de manter a originalidade nas sugestões . Pontos turísticos e atrações manjadas não entram nas minhas colunas. Mas estava sentindo falta de apresentar um roteiro totalmente inovador ao meu querido leitor. Então, se você também estava esperando por isso prepare-se, vem aí: um roteiro para o Irã.

 

Confesso que antes de conhecer o lugar a minha imaginação flertava com termos como terroristas, fundamentalistas, extremistas… Mas, depois de conhecer a fundo a capital e rodar bastante pelo país, me sinto totalmente a vontade para inclui-lo entre meus roteiros recomendados. A pérsia (eles fazem questão de frisar que não são árabes e que inclusive sua língua principal é o farsi) tem uma variedade intensa de atrações e é um oásis no deserto para quem curte culturas diferentes e história. E o povo iraniano talvez seja um dos mais hospitaleiros que já conheci! Um passeio incrível e porta de entrada perfeita para um delicioso, diferente e encantador mundo.

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Teerã– ponto inicial de sua viagem. O trânsito é intenso e a cidade é meio caótica, mas é o ponto de partida ideal para se acostumar com as diferenças culturais. Sobretudo para as mulheres. Para os homens, não é legal andar de bermuda ou camisa de manga curta. Mulheres: roupas compridas também e um lenço cobrindo a cabeça (não é necessária a burka, como muitas podem pensar). O grande bazar é um mercado oriental incrível com tapetes persas clássicos a preço de banana! A simpatia dos vendedores um caso a parte (você vai ser convidados para vários tchais). Outro ponto de interesse é a antiga embaixada americana protagonista do sequestro aos embaixadores, hoje cheia de pichações anti-EUA.  A Azadi Tower, ou Torre da Liberdade, é um dos marcos principais do inicio da cidade. Muito interessante!

 

Persepolis– era a capital do império Persa. Hoje, um amontoado de ruínas muito bem conservadas dá a dimensão do tamanho do lugar! Patrimonio da Humanidade dos mais fantásticos que já conheci. É de encher os olhos de quem ama história. Imperdível!

 

Shiraz– a cidade dos poetas tem como destaque justamente o túmulo de Hafez.

 

Isfahan- uma viagem no tempo. A praça grandiosa Imã Khomeini com seus jardins vastos situados entre mesquitas e palácios é arrebatadora!

 

Yazd- é a cidade oásis. Toda cor de barro no meio do deserto. O lema é: “se perca em Yazd”. O que não é difícil de acontecer passeando por suas pequenas ruas e vielas.