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O temido jet-lag

26 de fevereiro de 2015 0 comentário

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Escrevo esse texto totalmente atrasado, pois já era para estar seguindo para o aeroporto com destino a mais uma viagem. Dessa vez, de férias!!!  Mas, como alguém acostumado e experiente em viagens, acabo deixando mesmo tudo para a última hora: procurar os documentos, trocar dinheiro, fazer a mala e… escrever minha coluna para a Avianca.

 

Mas, parte da culpa pelo meu atraso, está na minha tática tradicional de combater o jet-lag. Bom, para deixar meu texto mais didático explico que jet-lag é aquela sensação de muito sono ou sono nenhum que é o sintoma de quem ainda não de adaptou ao fuso horário de seu destino. Quem já passou madrugadas fritando em uma cama em Tóquio ou só queria dormir o dia inteiro durante um roteiro romântico na Grécia sabe bem o que estou falando. E a minha tática, como eu ia dizendo, para tentar evitá-lo é bem simples: tente entrar no fuso horário de seu destino um ou dois dias antes de embarcar. Claro, não estou incentivando ninguém a passar o dia dormindo embaixo da mesa do escritório, e nem a ficar fazendo polichinelo em casa de madrugada. Mas dormir um pouco mais cedo, ou acordar um pouco mais tarde podem ser uma mão na roda e lhe salvar um dia que, de outra maneira, seria desperdiçado na cama do hotel enquanto sua(s) companhia(s) passeia por praias paradisíacas ou estoura o cartão de crédito em um frenesi de outlet.

 

Claro que tem gente que prefere se entupir de remédios, pílula para dormir, e até suplemento alimentar (dizem que funciona), mas eu prefiro as vias naturais. E tem dado certo (na medida do possível e de quanto consigo me empenhar em minha missão). Ah, vale a pena se lembrar de se manter sempre hidratado! Beba muita água durante o vôo (vôos longos tendem a ressecar o organismo) e evite álcool e cafeína em demasia. Refrigerantes, xícaras de café e aquele vinhozinho para dormir podem cobrar seu preço quando você quiser desbravar um novo destino no dia seguinte.

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No final das contas, o que impera sempre deve ser o bom senso. O importante é estar em forma, bem alimentado e descansado para aproveitar ao máximo, e na melhor das condições, cada minuto da sua viagem. Como sempre digo: faça o que eu digo, não faça que eu faço. ; )

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A melhor maneira de conhecer um país a fundo é interagir com os locais. Em tempos antigos, isso era quase que uma parte intrínseca do ato de viajar. Você invariavelmente tinha que pedir informações, direções, tinha que conhecer pessoas da área para saber os melhores detalhes de seus roteiros, muitas vezes entrava em contato com um guia para apresentar um roteiro especial… Mas, com o advento da tecnologia, especialmente da internet móvel, todas essas necessidades e funções começaram a caber na palma da mão. Mapas, roteiros, dicas locais, informações de trânsito, moeda, idioma… Tudo isso estava disponível através de apps nativos de qualquer aparelho ou gratuitos e a distância de um clique.

Hoje em dia você pode comprar sua passagem, reservar o hotel, criar um mapa de atividades, calcular o troco, traduzir placas.. tudo isso de forma quase instantânea com seu aparelho celular pessoal. A praticidade foi ganhando lugar da interação pessoal tão importante e necessária. Uma viagem de mochilão em que você não precisa falar com ninguém, um jantar romântico em que o casal não tira os olhos de suas telinhas iluminadas, um roteiro dos sonhos registrado em muitas fotos no Instagram e poucas memórias de verdade. Mas eis que, para nossa surpresa, a própria tecnologia começa a tentar buscar a solução para essa questão.

Alguns sites e apps estão sendo criados para promover essa interação pessoal que tanto faz falta no mundo acelerado, otimizado, prático e insensível de hoje.

Swap and Surf- troca de casas no estilo airbnb só que entre surfistas. A ideia é não só ter um local para ficar em sua viagem mas também contra com um amigo para lhe apresentar os melhores picos para pegar onda no local.

EatWith- sensacional ideia onde em vez de ir comer em um restaurante tradicional, você pode escolher jantar na casa de um chef local, cozinhando em sua própria cozinha e apresentando alguns dos menus típicos de sua cidade.

Spinlister quer fazer trekking, andar de bicicleta, fazer snowboard? Alugue o equipamento direto de um local que vai poder te dar dicas, orientar detalhes do que você vai usar e mostrar onde e como melhor fazer uso desses.

Meet2Talk- pratique uma língua estrangeira conversando com um local sobre os seus interesses reais. Você seleciona no site o país, seu estilo, temas favoritos, assuntos que gosta de debater e encontra alguém com essas características e fluente no idioma que você quer aprender.

A tecnologia, as redes sociais, os aplicativos e sites são ferramentas, quem escolhe se isolar ou interagir é você. Faça o esforço, sobretudo em viagens, vale muito a pena. Sempre!

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Eu já disse no meu livro e não canso de repetir, uma das dicas mais importantes ao traçar um roteiro de viagem é: qualidade de internet. Não vamos ser hipócritas de dizer que na viagem queremos nos desconectar, que na hora da refeição o importante é a companhia, que mais importante é curtir o passeio do que registra-lo… bla, bla, bla. Ok, grande parte disso é verdade, mas hoje em dia já aprendemos a (com uma boa dose de bom senso) saber utilizar o melhor da internet para o nosso proveito. Óbvio que não estou aconselhando alguém a ficar checando o Twitter durante um jantar romântico, mas de volta ao hotel após um dia intenso de passeios também é legal editar e selecionar fotos para mostrar a amigos e parentes.

 

A internet móvel então se tornou uma mão na roda que pode inclusive otimizar a sua viagem em 90% (números não-oficiais oriundos de nenhum estudo, apenas chute meu)! Ninguém quer perder tempo perdido na estrada quando poderia ter um GPS na palma da mão? Google Maps e Waze estão aí para isso. Porque jantar em uma lanchonete sem graça de uma cadeia de restaurante sem personalidade só porque não sabia que bem ao lado havia uma descolada e convidativa taverna com o melhor da comida típica do país que você está visitando? Foursquare pode te salvar de uma enrascada como essa. Está rodando há horas atrás daquele local especial e escondido que seus amigos reais lhe recomendaram só porque não consegue pedir informação no idioma local? Language Translator. Perdeu grana na conversão do seu dindin em moeda local? XE Currency.

 

Por esses e muitos outros motivos eu tento sempre incluir passeios interessantes, visitas culturais, museus inovadores, restaurantes imperdíveis e…. um hotel com acesso bom e rápido a internet. Por mais que não tenha como ou eu não esteja a fim de pagar as taxas exorbitantes para ter acesso a internet celular no estrangeiro, ao menos no hotel eu quero poder checar meus e-mails e fazer uso dos benefícios que a grande rede pode trazer para a minha viagem (seja ela de mochilão ou de casal ou aventureira ou cultural…).

 

E o grande destaque dessa coluna é o site que descobri recentemente e que muito tem me ajudado nessa tarefa. Hotel WiFi Speed Test (http://www.hotelwifitest.com/). A função do site é simplesmente elencar um ranking de hotéis baseados na qualidade de seus WiFis. Você entra nas principais cidades turísticas do mundo e em cada uma delas tem um ranking listando seus hotéis de acordo com o poder de suas conexões. Você pode também procurar por hotel e fazer a sua avaliação. O site recomenda que se todos compartilharmos nossas avaliações nas redes sociais estaremos forçando os hotéis e garantirem um bom serviço de internet. Eu vou fazer a minha parte! E você? J

Dicas de ViagemNo Destino

Dicas para viajar sem stress

10 de julho de 2014 0 comentário

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Escrevo essa coluna alguns dias após a derrota do Brasil para a Alemanha. A ficha infelizmente já caiu, a dor amenizou, mas a cabeça não consegue sair do jogo. Fico conjecturando, traçando planejamentos como se fosse um diretor da CBF e lamentando a cada minuto o fato de nossos queridos hermanos (que odeio no campo futebolístico!!!) estarem com passaporte carimbado para jogar uma final no Maraca.

 

Minha vontade é de sumir, tomar doril, escafedecer… Quem sabe ir para a Alemanha, onde Oktoberfests fora de época prometem inebriar os mais belos sonhos do povo alemão. Ou para a Argentina, engrossar a massa de milhares que já ocupa as redondezas da 9 de Julho em uma festa que não se via há décadas. Mas, nesse momento doloroso, qualquer um dos mini entraves e aporrinhações que surgem naturalmente em uma viagem se tornariam uma provação hedionda que tornaria minha experiência mais desagradável do que uma fuga dessa trágica realidade.

 

Foi pensando nisso que resolvi listar algumas dicas oportunas que pode minimizar a pentelhação daqueles pequenos detalhes que podem nos irritar em qualquer viagem.

 

1-    Logo de cara: faça sua mala de forma eficiente. Muita gente não leva em consideração isso e depois se irrita na volta quando os souvenirs, compras e presentes não cabem na bagagem.

 

 

2-    Chegando ao seu destino, nada de trocar dinheiro no aeroporto. O câmbio é muito pior e você vai querer se esmurrar quando estiver rodando pelo centro e ver uma taxa bem menor da que você pagou ao desembarcar.

 

3-    Ainda sobre sua bagagem: coloque sua identificação em tudo. Caso algum contratempo aconteça, ficará mais fácil a identificação da sua bagagem.

 

4-    Nada pior do que estar passeando no meio do dia e começar a chover. Roupas molhadas, material encharcado, perda de tempo secando, equipamento estragado. Como se prevenir? Simples: forre o interior de sua mochila com uma saco plástico. Pode ser até de lixo. De nada. 😉

 

5-    Sim, use seu celular. Sabiamente, é claro. De mapas a tradutores, de roteiros a localizador de hospitais… Há sempre um app que pode facilitar sua vida. É só saber quais baixar e quando usar.

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Tecnologia a serviço da PROMOÇÃO de viagens. A serviço de promover o nobre e engrandecedor ato de VIAJAR que tanto valorizo aqui nessa coluna a cada semana. Todos sabemos, e também já destaquei nos meus textos, as inúmeras maneiras que o combo internet + celular + criatividade trouxeram em termos de ajudas fundamentais (e outras nem tanto) aos viajantes de todo o planeta, mas a revolução digital e tecnológica não tem seu foco específico no turismo, né? Acontece que viajar faz parte da alma humana (como já abordei por aqui), e o resultado é o homem botando a criatividade para funcionar a serviço dessa sua veia exploradora.

 

É aí que entram os dois destaques da vez. Poucas coisas estão chamando mais a atenção da comunicação audiovisual recentemente do que as câmeras Go Pro. Pequenas, portáteis, resistentes, fáceis de manusear e produzem imagens lindíssimas. Perfeito para qualquer viajante, né? A publicidade e o consumidor final perceberam isso rápido e trataram de usar essas pequenas maravilhas posicionadas em lugares estratégicos onde só ela podia chegar: embaixo de carros, na trave dos gols no futebol, pranchas de surfe, topo de balões… Nos permitindo olhar por ângulos nunca antes imaginados. O “GoPro marketing” tomou de assalto agencias e secretarias de turismo em todo o mundo.

 

A outra novidade são os drones. O que começou com um projeto militar que permitia alcançar com um olhar espião ou bombas fatais territórios ermos e perigosos, acabou sendo adaptado para o cidadão comum. Pequenos helicópteros guiados por controle remoto se tornaram brinquedos sérios para aficionados mundo a fora. E juntando um drone teleguiado com uma câmera portátil: voilá! Cenas inacreditáveis de cenários deslumbrantes registradas de uma perspectiva única e nunca antes explorada.

 

Claro que esses registros incríveis uns mais profissionais, outros mais amadores, todos espetaculares, acabaram favorecendo o turismo, as agências de turismo e impulsionando viagens em todo o mundo. Afinal, se alguns lugares são irresistíveis em fotos e em filmagens, imagina quando vistos por ângulos incríveis e em momentos surreais!

 

 

Agora, se você for fera mesmo, consegue unir os tais ângulos incríveis e imagens surreais que resultam em vídeos que parecem saídos diretamente de um filme de ficção cientifica! Como nesse registro de Singapura feito pelo brasileiro Rodrigo Cebrian.  Enjoy! https://vimeo.com/90975668

Em qualquer lugar, em qualquer cultura, em qualquer situação, um sorriso pode fazer uma grande diferença. Seja na imigração do aeroporto de Estocolmo, no Coffee shop de Amsterdam ou tomando uma dura no trânsito de Bali, um simples sorriso pode ser determinante para o sucesso (ou fracasso) do restante de sua viagem. E isso é meramente o indicativo de uma postura que só pode trazer benefícios. Alguns pequenos detalhes que emanam boas energias e positividade são vitais para qualquer aventura em terras estrangeiras. Seguem então algumas dicas acumuladas ao longo das muitas e diferentes viagens que tive a oportunidade de realizar.

 

 

Sorria, você está viajando- Como disse no início, se você está viajando, de ferias, explorando, aberto a novas experiências e amizades, não é de cara amarrada que você vai conseguir extrair o melhor que o momento pode lhe oferecer. Estar de bem com a vida e com uma atitude positiva em relação a sua viagem como um todo é o primeiro passo para ser abraçado de volta pela vida!

 

Thank You! Merci! Arigato!- Se você tem dificuldades em falar outras línguas e só quiser aprender (ou se você só consegue aprender) uma única palavra em um idioma estrangeiro, que essa palavra seja “obrigado”. Um simples obrigado mostra consideração em um nível que, dependendo do lugar onde você esteja, pode ser algo extremamente simpático. E, vamos combinar, nada mais arrogante que o gringo que manda um “thank you” em inglês independente de onde esteja e como se o mundo fosse obrigado a entender a sua língua natal.

 

Quanto mais, melhor- Quanto mais palavras, expressões e frases decoradas/ aprendidas no idioma do país que você está visitando, melhor. Obrigado, Olá, Tudo bem, Adeus… Você vai ver que essa simples atitude geralmente desperta uma expressão acolhedora no seu interlocutor. Na maioria das vezes é um misto de surpresa, admiração e gratidão.

 

Silêncio com simpatia- Essa eu aprendi no livro “O Poder dos Quietos”, de Susan Cain. O fato de você ser tímido ou introvertido não quer dizer que você seja antipático ou antissocial. Falar muito não é de grande utilidade em território estrangeiro, então é só saber manifestar com gestos e atitudes a sua alegria e respeito por seus hóspedes.

 

Curiosidade NÃO matou o gato- Mostrar interesse pela história, pela cultura e pelas pessoas que você conhece em suas andanças talvez seja o maior sinal de respeito que alguém pode manifestar. E é o que mais vai te acrescentar enquanto viajante. Essa é a regra de ouro!

MOVICH CHICO 97 - Bogotá

Hotel Movich Chicó 97 – Bogotá Colombia

 

Ficar em hotéis de aeroporto é sempre a última solução. Além de serem totalmente provisórios, a própria noção de que são a única opção do viajante extenuado os torna incrivelmente caros. Sem graça e sem luxo, geralmente apenas a possibilidade do viajante em escalas longas e cansados de voos em sequencia poder tomar uma chuveirada razoavelmente decente e deitar em algo que não seja os assentos do aeroporto ou o chão.

 

Mas hoje em dia alguns aeroportos e cadeias de hotel veem essas estalagens provisórias com mais carinho. Uma forma inteligente de criar um diferencial onde a maioria não se esforça muito em oferecer algo mais do que o básico.

 

Colômbia- Ao lado do aeroporto de El Dorado, em Boigotá, há um hotel Aloft que prima pelo design moderno, cores fortes e ambientes dignos de um longe super cool! Descanso em ambiente agradável que pode render até uma diversão no movimentado bar durante a noite.

 

Chile– Considerados um dos hotéis de aeroporto mais bonitos do mundo, o Hilton Garden Inn, de Santiago, combina uma decoração de pedras e madeira criando um ar rústico e ao mesmo tempo elegante para quem precisa de nada além de um pouso seguro para o pernoite. Tem até lareira!

 

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Hotel Movich City Business – Bogotá Colombia

 

Nova Zelândia– O Novotel do aeroporto de Aukland tem decoração no estilo Maori, em homenagem a cultura local. Além de usar várias espécies de plantas em sua decoração. Mas o que faz a diferença mesmo são os vidros especiais reforçados que não deixam passar o barulho infernal dos aviões que pousam e decolam por ali.

 

Coreia do Sul– O hotel interno do aeroporto de Seoul tem um shopping temático e todos os seus quartos tem entretenimento particular com telas de touch screen. Coisa rara de ver nos melhores hotéis em qualquer cidade!

 

Los Angeles– O Custom Hotel a minutos do famoso LAX se destaca pelo design divertido de sua arquitetura, decoração e até o uniforme dos funcionários que faz referencia à clássica indumentária das aeromoças da PanAm.

 

Berlim– Inaugurado no início desse ano, o  Steingerberger Hotel talvez seja o ápice dos hotéis de aeroporto. São mais de 300 quartos, piscina de fundo infinito, salão de ginástica, sauna, restaurantes… É para dar vontade de nem sair dali.

 

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!