Relatos

Como ser expulso do avião – Algumas dicas (só que não)-

14 de junho de 2013 2 Comentários

André Padrão

Já dei aqui várias dicas relacionadas ao ato mais básico e primordial de toda e qualquer viagem: o ato de voar. De estar em um avião, para ser mais preciso. As regras de convivência para estes delicados períodos de convivência quando mais de uma centena de seres humanos de diferentes origens e estilos precisam ir além do mero bom senso. Enlatados em um pássaro metálico de algumas toneladas a mais de 10 mil metros de altitude há de se convir que algumas regras extras são necessárias para manter a paz, a ordem e, em muitos casos, a segurança (física e mental) de todos. É por isso que todas as companhias aéreas tem um regulamento interno descriminando como proceder nas mais básicas às mais improváveis situações.

Comandante e tripulação são autorizados a, em alguns casos, solicitar segurança, polícia, médicos, conter algum passageiro, negar algum serviço ou, em situações realmente extremas, expulsar o passageiro do voo. Ok, aposto que como eu você imaginou um baderneiro sendo retirado da poltrona A23, algemado, amarrado em um paraquedas e lançado para fora da aeronave em movimento sem a menor cerimônia. Claro que não é assim que ocorre. Mas, “a título de pesquisa” , analisemos as situações absurdas que podem levar a um cartão vermelho aéreo. (*esses procedimentos variam de companhia para companhia, peguei os mais inusitados e corriqueiros)

 

Cinto muito- É lei afivelar os cintos quando solicitado durante um voo. Parece básico, né? Mas tem gente que, por ignorância, loucura ou motivos desconhecidos se recusa a faze-lo. Esse aí nem chega a deixar o solo, é convidado a desembarcar ali mesmo.

 

Piri, Piri, Piri… Piriguete– Essa fica a cargo do senso estético e fashion das comissárias (e comissários. Por que, não?). Mas, se alguém decide usar roupas “inapropriadas”, com dizeres ofensivos (racistas, nazistas, sexistas…), ou vulgares… Pode ser solicitado a deixar o avião.

 

Lado A, Lado B-  Pode ser desnecessário dizer, mas não é tão infrequente assim. Cair na pancada nos espremidos corredores de um avião lhe garantirão uma passagem só de ida para fora do mesmo. Já tive o desprazer de presenciar um UFC aéreo. Na verdade, o avião ainda não tinha decolado. Um patético misto de boxe com salto com barreiras e dança moderna. Obstruídos pelas poltronas que os separavam, os dois valentões pareciam dois cangurus bêbados no cio. Triste…

 

Off- Ignorar o pedido para desligar aparelhos eletrônicos já provocou a expulsão até do famoso ator hollywoodiano, Alec Baldwin. Teve que jogar Candy Crush, Draw Something, Farm Ville, sei lá, na sala de embarque, mesmo.

 

Bebê Chorão- Sim, o tradicional neném fazendo escândalo pode ser expulso (devidamente acompanhado da mãe ou babá, obviamente) do avião. Eu mesmo já tive vontade de ejetar alguns de uns voos que encarei. Pobrezinhos… Mas passar um voo intercontinental com os berros de um recém nascido é provação para o mais sereno dos monges.

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!

Veja Também

2 Comentários

Elson Bega 15 de junho de 2013 at 12:22

Eu concordo com todos os quesitos possíveis, mas no quesito bebê chorão, eu iria aplicar uma outra regra. É sabido que no voo muitas pessoas tem sérios problemas com dor de ouvido intensa por conta de pressurização ou despressurização na hora do pouso. Então eu penso que antes de embarcar com um bebê, a mãe deveria ter que apresentar um laudo médico com receita de um analgésico que sendo dado preventivamente (e isso é possível pois eu tomo de 3 a 4 comprimidos de dipirona em alta dose quando estamos a mais ou menos metade do tempo do voo, por conta de um sério problema no ouvido), e com isso conseguiríamos eliminar não só o sofrimento dos passageiros em geral com o choro, mas principalmente do bebê em questão que podem ter certeza deve estar sentindo uma dor terrível nos ouvidos.

Responder
Márcia 15 de junho de 2013 at 15:03

Bacana a matéria. Só não concordo com o ultimo item “bebê chorão”. Não acho q um bebê (juntamente com sua mãe ou babá) possa ser expulso por chorar. Claro q ouvir a criança em um espaço limitado e por muito tempo incomoda…sem duvida…mas assim como gatos miam, cachorros latem, pássaros voam e pessoas precisam se alimentar, crianças choram. Infelizmente não se pode evitar o choro de uma criança. De qq modo se isso pode ocasionar a expulsão, seria melhor que as cias aereas em todo o mundo já nem aceitasse o embarque de crianças recém nascidas ou limitassem as idades para voar (o que comprometeria viagens à lazer, em familia).
De mais, Parabéns!!! 😉

Responder