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Dez filmes para entender a paixão pela musica

18 de novembro de 2014 0 comentário

 

 

Há tempos que a música se vale do suporte da imagem para fortalecer seu recado para as novas gerações, que já nascem de olha em uma tela. Porém a união do cinema e da musica é muito mais antiga do que qualquer conceito multimídia; em cima desta ideia e baseado em muitas listas e compilações críticas sobre este tema, segue aqui uma pequena lista de dez filmes que sintetizam das formas mais diversas, da fábula a um hiper-realismo, a paixão pela musica traduzida em imagens…

High Fidelity (2000)  – Alta fidelidade é um livro genial de Nick Hornby. Nesta versão cinematográfica americana, a loja de discos, cenário simbólico do livro, se transfere para Chicago (como poderia estar em qualquer grande cidade do mundo) e não perde a força. Cena musical clássica: a cena em que Jack Black se rende ao clássico de Marvin Gaye: ‘Let’s Get It On”.

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This Is Spinal Tap (1984) – Este clássico absoluto é praticamente desconhecido no Brasil; uma sátira ao mundo dos roqueiros, utilizando uma linguagem de documentário para narrar uma história ficcional do declínio de um trio que foi o máximo dentro do seu estilo. Cena musical clássica: as cenas são clássicas do começo ao fim, o que fica quase impossível para se destacar só uma, aqui você confere a cena hilária que eles se perdem no backstage de um show e não encontram a entrada do palco!

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Don’t Look Back (1967) – Este documentário, além de trazer a visão de Bob Dylan sobre o mundo da musica, é um exercício de criatividade e vanguarda cinematográfica. Maravilhoso do ponto de vista plástico e sonoro. Cena musical clássica: a cena antológica que é copiada a exaustão até hoje, por cineastas e principalmente por publicitários é um clipe de “Subterranean Homesick Blues”.

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Quadrophenia (1979) – Baseado na ópera rock homônima, de 1973, do grupo The Who, o filme, às vezes, foi visto como retratando especificamente um grupo de jovens britânicos chamados de “Mod”, mas o filme vai além; mostra a essência do rebelde sem causa, o conflito e a desilusão da juventude e suas inquietações, atravessa países e gerações. Cena musical clássica: o personagem principal, Jimmy Cooper, faz uma reflexão solitária ao som de “Love Reign O’er Me”.

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Trainspotting (1996) – O filme de 1996, época da explosão do Britpop, permite ao diretor Danny Boyle mostrar de forma focada um momento especifico da cultura jovem inglesa, que briga e pode vencer seus desafios, ainda que isso seja chegar ao limite. Uma trilha brilhante que faz parte da narrativa do filme. Cena musical clássica: a faixa “Born Slippy’” do grupo Underworld serve de moldura para o personagem Reton abandonar sua turma e se tornar careta.

Some Kind Of Monster (2004) – Um documentário sobre o Metallica de uma forma diferente: não mostra um show, nem um estúdio, nem bastidores; mostra o relacionamento de uma banda em um momento de crise de forma verdadeira e realista. O filme vira quase um psicodrama. Cena musical clássica: “Some Kind Of Monster” e “Frantic”, mas o filme, como um todo, narra um assunto nunca explorado no rock: a crise da criatividade.

Almost Famous (2000) – O escritor da revista americana Rolling Stone, Cameron Crowe, baseou seu roteiro na sua experiência pessoal; o filme não poderia soar mais autêntico. Uma mistura de realização e decadência como pode ser a essência do rock, o sonho e a realidade entediante. Cena musical clássica: a cena do ônibus da excursão ao som de “Tiny Dancer”, de Elton John.

Control (2007) – Anton Corbijn, que já foi fotógrafo do NME, criou uma das mais intensas e bonitas biografias para o cinema, transpondo a história de Ian Curtis, do grupo Joy Division e que cometeu suicido aos 23 anos de idade. Baseado no livro de Deborah Curtis “Touching from a Distance”, o filme mostra a trajetória de Ian curtis dos tempos de colégio aos inesperados problemas que fama e sucesso trazem. Cena musical clássica: a cena de shows ao vivo, refeita pelos atores de uma maneira inacreditavelmente realista.

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Anvil: The Story of Anvil (2008) – Este filme mostra de uma maneira incrível toda a dificuldade que uma banda pode ter em sua carreira. Narra a historia real do grupo canadense Anvil, desconhecido para muitos, mas que praticamente fez toda base do metal moderno. Consegue mostrar uma realidade de fracassos de uma banda, outrora famosa; uma espécie de Spinal Tap real, para Michael Moore o documentário mais incrível que ela já viu. Um filme que todo mundo, antes de ter uma banda deveria ver. Cena musical clássica: a cena final, quando a banda sai do palco no Japão.

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24 Hour Party People (2002) – Este é um filme tipicamente britânico, com humor britânico e que só poderia ser entendido plenamente por um britânico, mas no fundo é um bom filme se você conhecer um pouco da música inglesa e se um dia teve a oportunidade de ir para a Inglaterra. O filme mostra a cena de Manchester e o apogeu e queda de uma das mais importantes gravadoras indie de todos os tempos: Factory Records. Porem é um raio-X da realidade de uma gravadora independente.

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Todos estes filmes são relativamente fáceis de serem localizados e estão disponíveis em vários formatos, vale a pena uma rápida busca.

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