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Grandes e boas mentiras do mundo musical

12 de setembro de 2014 0 comentário

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O cineasta americano, John Ford, memorável pelos seus filmes de western, tem a seguinte citação: “Aqui é o Oeste, senhor. Quando a lenda é maior que o fato, publica-se a lenda”.

O mundo da música e da mídia, em geral, é muito parecido com o “velho oeste”, por isso já ouvimos lendas como a que Gene Simmons, do Kiss, implantou uma língua de um animal para ela parecer maior que o normal; Alice Cooper matava galinhas no palco; Elvis está vivo e mora em uma ilha, mas de vez em quando, só por diversão, vem trabalhar em uma loja de conveniência; Jim Morrison também estaria vivo na mesma ilha. Ou ainda, outras mentiras pontuais lançadas em datas especiais, como a do músico Kid Rock que anunciou ter adquirido os direitos e renomearia o estádio do “Detroit Tigers” para “KID ROCK STADIUM”, algo tão doido como o Morumbi virar “Estádio Luan Santana”, ou o grupo Coldplay que anunciou que estava gravando seu novo álbum em gravidade zero.

Certamente, todos já ouviram algumas destas mentiras, ou melhor, teorias da conspiração dentro mundo pop, que ganharam ainda mais amplitude com a era da internet; com sites, vídeos, fotos, spam,  factoides e muita imaginação que se espalham com a velocidade da luz.
O mundo pop não deve ser levado muito a sério, dizem críticos e músicos brilhantes; sua essência confusa e misteriosa faz o charme do meio musical.

Vamos, então, recordar cinco dos muitos casos que renderam lendas no mundo do rock.

KISS significa:”Knights in Satan’s Service

O verdadeiro significado do nome da banda Kiss seria: “Knights in Satan’s Service” (cavaleiros ao serviço de satã). Essa foi demais, pois quem conhece um pouco mais da história de Gene Simmons sabe que ele é um dos mais centrados, caretas e dedicados músicos do mundo, um mestre do entretenimento e dos negócios. E ainda o “SS” do final do nome seria uma alusão nazista; piada para um grupo liderado por judeus: Paul Stanley e Genne Simmons. Mas o que poderia fazer surgir boatos desses achando que um nome tão simples e bem bolado fosse um acrônimo de tanto mau gosto? Só mesmo a imaginação fertil do ser humano!

 

O sério Phil Collins teria escrito In the Air Tonight” depois de testemunhar uma mulher se afogando

O álbum solo de estréia de Phil Collins, “Face Value”, de 1981, foi escrito na sequência de um divórcio doloroso, por isso mesmo, seria um disco cheio de terrores e mágoas. Canções como “If Leaving Me Is Easy” e “You Know What I Mean” explicitavam isso, mas surgiram de imediato inúmeras lendas urbanas sobre a canção mais popular do álbum: In the Air Tonight”. Todas diziam sobre Collins assistir a uma mulher se afogando. Em algumas versões, Collins estaria bêbado demais para ajudá-la. Em outras versões, Collins teria conversado com o assassino para compor a canção.

 

Charles Manson teria feito o teste para ser um dos membros do The Monkees!
O psicopata Charles Manson, conhecido como o fundador, mentor intelectual e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos, entre eles o da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski, teria feito o teste para ser um dos membros do grupo “The Monkees”, série de televisão que virou fenômeno musical nos anos 60; apesar de ser um fato que muitos fizeram o teste, o tipo de Mason estava longe de combinar com o estilo da proposta dos produtores do seriado.

 

O dicionário do Grunge!

Publicado no New York Times em 1992, falava sobre a então famosa cena do surgimento do grunge de Seattle; o artigo pretendia oferecer ao leitor um guia de gírias sendo usadas por roqueiros daquela cena; surgiram termos absurdos como: “swingin’ on the flippity-flop”, “cob nobbler”e “lamestain”entre outras. Na verdade, a lista era uma farsa, criada por um representante da parte de vendas da famosa gravadora Sub Pop, o primeiro selo do Niravna, criada por Megan Jasper, que, após ser importunado por um repórter do jornal Times, inventou tudo na hora.

 

Os Beatles se reuniram com o nome Klaatu

Em 1976, começaram os boatos de que os Beatles tinham se reunido e gravado um novo álbum sob o nome de “Klaatu” (o nome do protagonista do clássico filme de fição científica de 1951: “O Dia que a Terra Parou”, que teve um remake em 2008 com Keanu Reeves no papel de Klaatu) Alguns jornalistas e disc jockeys foram  responsáveis pelo início da coisa toda, e a Capitol Records – que lançou o álbum – não desmentiu os boatos ao perceber a boa vendagem. Na verdade, Klaatu era uma banda de rock-prog do Canadá, que gravou até 1981 e em seguida, se reuniu em 2005.

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