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Ilhas Faroé, mais um paraíso escondido

25 de setembro de 2014 0 comentário

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Não canso de me impressionar com a beleza dessa imensa bola azul onde vivemos. São centenas de milhares de obras fantásticas da natureza conhecidas e reconhecidas por todos que estão presentes em destaque nos guias de viagem dos mais variados países pelos cinco continentes. Mas, atualmente, o que mais me comove são aquelas descobertas insuspeitas. Manifestações incríveis de beleza natural, verdadeiras catedrais do ecossistema esculpidas pelas mãos da mãe natureza que seriam atrações recomendadas no mundo inteiro mas que, por diferentes razões, encontram-se totalmente escondidas dos olhos humanos e alheias ao frenesi das hordas de turistas que não medem esforços por um clique em um cenário especial. Algumas vezes a dificuldade de acesso é um impeditivo natural, outras vezes os conflitos humanos afastam ou até mesmo destroem esculturas naturais das mais incríveis. Mas, não raro, é possível descobrir um local que resuma essa confluência de características que o tornam uma das grandiosas atrações da Terra. Ou pelo menos deveriam tornar.

 

Pensei nisso recentemente ao visitar as reclusas e pouco conhecidas Ilhas Faroé, na Escandinávia. Cheguei até lá por motivos de trabalho, ou seja: o pequeno arquipélago de pouco mais de 50 mil habitantes jamais esteve na minha lista de destinos a visitar. Fui parar lá por obrigação e não por causa de seus atrativos naturais. E olha que se encontra bem ao lado de alguns de meus países favoritos na Escandinávia. Apesar de ser um país autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, as Ilhas Faroé ficam mais ou menos no meio do caminho entre a Noruega e a Islândia. Imaginava um país pequeno, frio, chuvoso, aconchegante porém distante, com paisagens meio desinteressantes. Eu não podia estar mais enganado.

 

Apesar do país ser conhecido por polêmicas como a caça de baleias, o que me chamou a atenção foi a quantidade infindável de cachoeiras. A cada 50 metros era uma nova cachoeira que se apresentava diante de meus olhos. Em meio a uma cadeia de montanhas de um verde denso, pincelada por casinhas de madeira e telhado de grama e centenas de ovelhas espalhadas como que estrategicamente para tornar tudo mais bucólico e idílico.

 

Uma lição do quanto nosso mundo tem a oferecer, do quanto não o conhecemos, e do quanto é importante desbrava-lo!

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