Relatos

Mi Fin de Año. Ou melhor, MEU REVEIÃO.

19 de agosto de 2014 0 comentário

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Estima-se que 2 milhões de brasileiros vão passar o Réveillon em Copacabana. Os outros 198 milhões com certeza estarão em Buenos Aires.

Eu já fui um desses.

Sem querer pagar de chato, mas é estranho fazer uma viagem internacional e ver as mesmas pessoas que você está acostumado a ver todos os dias. É que nem ir a uma casa de strip-tease pra ver um, digamos, pessoal diferente e encontrar a sua própria esposa.

Tinha horas que eu pensava.

– Poxa, eu queria só ver uma argentininha. Acho que vou pra Floripa.

Dica: se você quer viajar com sua amante ou fazer alguma coisa errada no final de ano, não vá para Buenos Aires. Você não está se escondendo de ninguém. Fica em São Paulo que tem menos gente.

Agora eu entendo porque acham que Buenos Aires é a capital do Brasil. O americano chega lá e só encontra brasileiro.

Nem castelhano mais o pessoal fala. Você entra numa loja e a galera se comunica em português com as atendentes. Dá muita dó.

-Aí ó, essa parada aqui ó,….tem essa bagacinha muito louca na cor vermelha???

– Como??? No compreendo!!!!

-Veeeeeeeerrrrrrrrr meeeeeeeeeee lhaaaaaaaaaa….po, num fala minnha lingua???

Pior que na maioria dos casos, os argentinos é que têm que se adaptar. Juro que uma vez vi um argentino mandando um “ És Nosotros”. Juro.

Quem nunca foi em Buenos Aires no final do ano nem tem ideia. Tem tanto brasileiro que uma hora eu jurava que o funcionário da loja ia perguntar:

-Nota fiscal paulista, senhor?

Me dá a impressão que os argentinos ficam em Buenos Aires no fim de ano só para aprender português. Eles pensam:

– Carnaval tá chegando e eu preciso aprender português? Vou trabalhar na loja da Nike então. Pra aprender português. És nosotro.

Mas enfim, tirando isso meu réveillon foi bem legal. Peguei 9 suecas durante os fogos de artifício e no fim subi num palco e toquei Sweet Child O Mine para 55 mil pessoas. Tá bom vai, não vou mentir. Com certeza você tava por lá e viu que não foi assim.

Saco, viu? Que vantagem tem você viajar para um lugar e quando voltar não poder mentir? Eu hein, que falta de graça.

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