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André Fran

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Um dia de Rei

8 de julho de 2015 0 comentário

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Viajar não é só uma realocação física. Viajar muitas vezes é como se transportar para um outro tempo. É incrível passear por entre resquícios de monumentos históricos, ruínas de templos espetaculares ou galerias com artefatos milenares, é como ter uma amostra do que nossos antepassados vivenciaram séculos atrás. Mas nada pode ser mais decepcionante do que após um dia inteiro passeando pelas raízes históricas de nosso mundo, ser trazido de volta a realidade ao voltar para um hotel . Quartos funcionais com decoração asséptica, lobbys moderninhos deslocados de seu cenário, tentativas de luxo que resultam na tradução mais perfeita da cafonice… são um choque para o imaginário de qualquer viajante. Mas há um lugar onde esse drama não só é evitado como a experiência lúdica de sua viagem ainda é elevada a décima potencia: o Four Seasons Hotel emFlorença, na Itália.

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Poucos países do mundo permitem ao turista ter a sensação de atravessar uma fenda temporal como na Itália. E, entre tantas cidades e regiões italianas belíssimas e ricas em história, Florença consegue ter um lugar especial. O charme de uma das mais bonitas e antigas cidades do mundo, capital da bela região da Toscana.  Um dia passeando pela histórica Ponte Vecchio ou degustando um Gelattoapreciando a inigualável fachada da Catedral Duomo só poderia ficar ainda mais especial quando seu porto seguro é uma das luxuosas suítes do Four Seasons local.

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Você se sente como um Rei medieval adentrando seu palácio do momento que pisa no lobby do hotel. Até porque o hotel fica de fato em um palácio Renascentista com mais de quinhentos anos totalmente reformado.  O luxo característico da rede de Four Seasons ganha aqui uma decoração de época que parece um passaporte para um dos quadros de Michelangelo pendurado nas paredes da Galeria Uffizi. Você sente um membro da nobreza real italiana adentrando seus aposentos alguns séculos atrás. Mas tudo com os serviços e amenidades dos reis modernos: wifi, spa, restaurante quatro estrelas Michelin e etc.

A cada manhã era difícil acordar naquele quarto de delicada opulência digna de Luís XIV e deixar a cama que parecia um ninho gigantesco de edredons brancos. O esforço era recompensado quando você chegava no banheiro e se deparava com uma banheira branca daquelas que Maria Antonieta devia tomar seus banhos de leite. O café da manhã era outra dificuldade, dessa vez para escolher entre as opções dos melhores queijos, prosciutos locais, bolos, paninis e sucos feitos na hora. Se você preferisse não deixar o hotel, poderia aproveitar para percorrer um dos maiores jardins particulares de Florença, decorado com obras de arte modernas e uma vista privilegiada da cúpula do Duomo ao entardecer. As diversas opções de massagem no SPA só reforçam seu imaginário de sultão renascentista, enquanto cada nó de seu corpo é desfeito por uma profissional massoterapeuta em um ambiente decorado com esculturas e afrescos que remetem a Itália de reis e rainhas.

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Mais do que todo esse luxo e cuidado arquitetônico, o que encanta no Four Seasons de Firenze é a forma como ele se insere no imaginário de uma Florença antiga, uma das cidades mais ricas da Europa medieval e berço da Renassença. Não que Florença hoje esteja em decadência, pelo contrário. A cidade permanece uma das grandes atrações da Europa para quem procura história, cultura, beleza clássica, boa cozinha e ambientes cosmopolitas. Mas nada como, mesmo que por uma dia, poder viajar no tempo para um ambiente de luxo e nobreza. Nada como morar em um castelo medieval, mesmo que n centro da moderna Florença. E nada como se sentir como um Rei, mesmo sendo… bom, sendo você! 😉

Gastronomia

Rio Burger Tour

26 de junho de 2015 0 comentário

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Depois da onda das temakerias, das iogurterias e, mais recentemente, das gelatterias (sorveterias metidas a chique) parece que o queridinho dos chefs é o bom e velho hamburger! A moda agora no Rio e no Brasil são as hamburguerias!

Sendo assim, eu e mais uma confraria de amigos glutões nos reunimos com o objetivo de fazer análises divertidas e criteriosas desses grandes expoentes burgerísticos de nossa cidade. Na verdade, o objetivo é se empanturrar de hamburger, mas tudo bem. O resultado acabou virando o Instagram @RioBurgerTour, onde depositamos belas fotos e nossas críticas sinceras, por vezes duras ,mas sempre bem-humoradas!

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Para vocês terem uma noção desse árduo trabalho, segue nosso Top 3 até o momento!

Meating Homemade Burgers (Gávea)
O hamburger, ponto central do tipo de sanduba em questão, deixa um pouco a desejar. A suculência orgásmica está lá, mas meio aguado e de sabor pouco marcante (retrogosto fraco). O pão é saboroso na medida certa, não ofuscando a harmonia do “prato” e contribui muito para o sabor geral da refeição. Amarelo, gostoso e fofo como um filhote de labrador. O queijo, apesar de ser um esnobe Ementhal, poderia ter mais personalidade, parece um mero acompanhamento obrigatório. O bacon caramelado e curado no whisky Jack Daniels é delicioso e eleva a nota geral, mas poderia contribuir ainda mais se tivesse presença mais generosa e não uma mísera tirinha depressivamente solitária. O molho é interessante e bem servido. O tamanho não é grande de assustar mas é suficiente para deixar o comensal satisfeito. Ah, apesar de não entrar na avaliação, os milk-shakes de “pumpkin” (a boa e velha abóbora) e “cheesecake” nos fizeram gemer de prazer tão alto que fomos expulsos da casa por atentado violento ao pudor.
Nota: 7,1

– Puro Restaurante (Jardim Botânico)
Nossa renomada equipe de especialistas foi conhecer hoje o Puro, no JB (RJ). Sei que nossa missão é exclusivamente focar e destrinchar os mistérios dos burgers cariocas, mas é impossível não mencionar a decoração, atendimento e, principalmente, a apresentação dos pratos. É tudo tão bem pensado e perfeito que a própria cozinha do estabelecimento fica à mostra. E uma casa tem que se garantir muito pra exibir sua cozinha. Porque todo mundo sabe, né? Cozinha de restaurante é que nem passado de mulher: se você conhece, acaba não comendo. Mas vamos às burguesas.
O Puro Burger é bem servido, o pão é macio e saboroso, o tomate vem cozido e temperadinho, as cebolas são caramelizadas, a carne é bem alta e vem no ponto certo, até o queijo mineiro, que poderia ser simples, tem sabor especial. Única observação talvez seja a ausência de um molho especial para dar uma graça.
Um burger correto tem que ter uma presença maior (tamanho x-large! Não regulem miséria, burger chefs!) e um gourmet burger precisa ter uma graça a mais (#ficaadica).
Nota: 7,7

– Hellish Pub (Tijuca)
Tamanho que impressiona e sabor do hamburger digno de um churrasco nos pampas! O pão é generoso mas podia puxar um pouco mais no sabor (mtas hamburgerias consideram o pão um mero invólucruo do sanduíche-iche-iche). O queijo é derretido no ponto e vem em quantidade, um charme especial para esse ingrediente fundamental do clássico x-burgui. Tem que ser aquela lava amarela derretendo-se para fora, tal e qual nos anúncios de burger americanos. Os acompanhamentos variados e bem feitos (com direito a Onio Rings do tamanho do pneu de um pequeno veículo automotor) tornam esse espécime de burger um verdadeiro caso de amor!
Nota: 8,0

– Hamburger do Kabeça: esse é só para convidados. Em se tratando de hamburger não poderia deixar de mencionar o cheeseburger do meu amigo Ricardinho Cabeça. Economista metido a chef, ele recebe um seleto grupo de amigos em sua piscina e prepara na churrasqueira um hambúrguer que leva gema de ovo, cebola, molho inglês e queijo ementhal entre outros ingredientes secretos. O tamanho é grosseiro (não cabe na boca) e o sabor é incomparável! Mas, como eu disse, é só para VIPs: vocês vão ter que confiar na minha palavra. 😉

Nota: 10!

Se quiser conferir mais dicas, fotos e reviews divertidíssimos: @RioBurgerTour! 😉

 

Sociais

Terremoto no Nepal: O que fazer? Como ajudar?

7 de maio de 2015 0 comentário

NEPAL

Grande parte do desenvolvimento do Nepal depende do turismo. Para se ter uma ideia, turistas foram importante parte das primeiras forças de resgate quando o terremoto de 7.9 na escala Richter devastou enorme área em uma das partes mais populosas da região. Alguns deles foram vistos até mesmo desenterrando vítimas e prestando primeiros socorros improvisado em meio ao caos que havia se instalado. A situação do país já não era das melhores e, agora, esses mesmos turistas se pergunta: o que será do futuro do Nepal?

 

Uma das grandes atrações do país é o Himalaia, onde está localizado o Monte Everest.  O Everest, também afetado pelo terremoto e onde morreram pelo menos 18 alpinistas, atrai milhares de turistas todo ano que pagam uma pequena fortuna ao governo nepalês para realizar uma das escaladas mais famosas e perigosas do mundo. O famoso “base camp”, primeira parada para o início da escalada, foi totalmente destruído. A temporada de escaladas desse ano estava apenas começando. Além do lendário Everest, os sítios históricos do famoso Vale de Kathmandu são o que mais atrai visitantes para o país. Alguns dos templos e casas nesse local foram construídos com uma arquitetura típica e datam dos séculos 17 e 18. A torre Bimhsen, de 61 metros e maior atrativo da cidade, foi derrubada pelos tremores e hoje se resume a uma triste lápide de escombros amontoados no centro da cidade. O maior templo hindu do Nepal, Pashupatinath, também foi parcialmente destruído. As pequenas cidades históricas e suas construções de tijolos vermelho são hoje pilhas de destroços com vítimas enterradas as dezenas.

 

Como se não bastasse, a temporada das monções está para começar, o que afetará diretamente os esforços de resgate e também de reconstrução.

 

O Nepal depende imensamente de seu turismo. Tentando se recuperar de uma guerra civil de uma década, com uma infraestrutura muito precária, problemas sociais e corrupção generalizada que impede de chegar a quem precisa toda a grana proveniente de doações (problema que deve se repetir agora), o dinheiro que o turismo levava para a região era fundamental.

 

Por todos esses motivos, a ajuda física e presencial agora é extremamente necessária. Claro que, por mais nobre que seja, não é tão simples abandonar a rotina e buscar um dos meios oficiais para ajudar diretamente na emergência e reconstrução do país. Mas, caso alguém esteja interessado, a agência de experiências voluntárias “Volunteer Vacations” está ajudando sem objetivos financeiros alguns potenciais voluntários a chegarem ao Nepal. Para aqueles que não tem condição de partir para a Ásia nesse momento, algumas iniciativas bem interessantes surgiram através das Mídias Sociais.

 

O Facebook criou uma ferramenta para alertar e auxiliar quem quiser encontrar um contato na área afetada pelos tremores. Além disso, desenvolveu uma página para doações e se comprometeu a dobrar o valor de cada depósito feito para o povo nepalês. O Google também criou o Person Finder para ajudar quem estiver procurando por vítimas ou pessoas desaparecidas. Além desses mega sites da internet, vários outros apareceram oferecendo ajuda através de doações. Pelos motivos apresentados nesse texto, sua doação é extremamente útil e necessária. Mas, também por razões explicadas aqui e que pude testemunhar me primeira mão em diversos países e cenários de desastre natural, pesquise bem a empresa que se encarregará de sua doação para ter a certeza de que ele chegará a quem realmente está precisando.

 

E, como sempre… #PrayForNepal!

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Uma das partes mais legais de uma viagem de férias é traçar o roteiro. Mas, ao mesmo tempo, é uma das partes mais complicadas. Ainda mais quando você tem poucos dias para ver muita coisa. E esse é justamente o caso de minhas férias pela região da Toscana, na Itália. São dezenas de cidadezinhas, atrações, restaurantes, gelaterias (hmmmm…) e aí aparecem as questões: Que cidades conhecer? Onde ficar? Que roteiros fazer? Onde comer?

 

Nada melhor para responder todas essas questões e ajudar o viajante do que narrar aqui o meu roteiro. Ou pelo menos parte dele, a parte mais importante e imprescindível. Porque, na verdade, dá para passar mais de um mês na região e explorar cada esquina, colina e cidadezinha murada medieval.

 

Roma- Em primeiro lugar, se você não conhece Roma, não passe batido. Pode parecer óbvio, mas muita gente reserva poucos dias para essa que é uma das cidades mais lindas, ricas em história do mundo na ânsia de ir logo para a Toscana. Independente do seu roteio, Roma merece no mínimo uns 5 dias (que você vai gastar a sola do sapato de tanto andar). Vale cada minuto!

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Siena- Essa pode ser a sua cidade base. Florença, a lendária rival de Siena, é igualmente interessante a seu próprio modo, mas Siena é ideal por estar localizada bem próximo a trechos que você vai conseguir explorar duas a três cidades por dia. Se você conseguir ficar na cidade na época do Il Palio, a tradicional corrida de cavalos entre bairros locais, é uma experiência memorável! Uma tradição medieval que parece uma viagem no tempo.

 

Florença-  Depois de Roma, Florença é a cidade mais charmosa do país. Menorzinha, com referencias artísticas que passam por Michelangelo, Dante Alighieri, Rafael, Boticelli… e uma aura de cidade pequena, aconchegante, histórica e ao mesmo tempo com gente jovem, moderna e atrações gastronômicas e culturais das melhores.

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Lucignano, Volterra, Arezzo- partindo de Siena, esse pode ser seu primeiro roteiro pela Toscana. Em ordem de tamanho você vai conhecer uma mini-cidade linda (Lucignano), uma outra um pouco maior mas com uma estrutura legal para você fazer compras de souvenir, ir a um restaurante  comer um gelato de sobremesa (Volterra) e fechar com uma cidade “grande” para os padrões da Toscana (na verdade, se tiver pouco tempo, Arezzo é uma boa cidade para ser cortada do roteiro. Só vale por ter sido cenário do clássico “A Vida é Bela”, do Roberto Benini).

 

As cidades M e Pienza– Também partindo de Siena, no segundo dia na Toscana vale conhecer Monteriggioni, praticamente uma cidade-castelo que foi a inspiração do castelo do game “Assassins Creed”, Montalcino, onde você vai saborear o espetacular vinho Brunello di Montalcinno (cate uma safra pré-2008) e Pienza, que parece um souvenir de cidade, e onde você tem que comer o tradicional queijo pecorino.

Dicas de ViagemNo Destino

O temido jet-lag

26 de fevereiro de 2015 0 comentário

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Escrevo esse texto totalmente atrasado, pois já era para estar seguindo para o aeroporto com destino a mais uma viagem. Dessa vez, de férias!!!  Mas, como alguém acostumado e experiente em viagens, acabo deixando mesmo tudo para a última hora: procurar os documentos, trocar dinheiro, fazer a mala e… escrever minha coluna para a Avianca.

 

Mas, parte da culpa pelo meu atraso, está na minha tática tradicional de combater o jet-lag. Bom, para deixar meu texto mais didático explico que jet-lag é aquela sensação de muito sono ou sono nenhum que é o sintoma de quem ainda não de adaptou ao fuso horário de seu destino. Quem já passou madrugadas fritando em uma cama em Tóquio ou só queria dormir o dia inteiro durante um roteiro romântico na Grécia sabe bem o que estou falando. E a minha tática, como eu ia dizendo, para tentar evitá-lo é bem simples: tente entrar no fuso horário de seu destino um ou dois dias antes de embarcar. Claro, não estou incentivando ninguém a passar o dia dormindo embaixo da mesa do escritório, e nem a ficar fazendo polichinelo em casa de madrugada. Mas dormir um pouco mais cedo, ou acordar um pouco mais tarde podem ser uma mão na roda e lhe salvar um dia que, de outra maneira, seria desperdiçado na cama do hotel enquanto sua(s) companhia(s) passeia por praias paradisíacas ou estoura o cartão de crédito em um frenesi de outlet.

 

Claro que tem gente que prefere se entupir de remédios, pílula para dormir, e até suplemento alimentar (dizem que funciona), mas eu prefiro as vias naturais. E tem dado certo (na medida do possível e de quanto consigo me empenhar em minha missão). Ah, vale a pena se lembrar de se manter sempre hidratado! Beba muita água durante o vôo (vôos longos tendem a ressecar o organismo) e evite álcool e cafeína em demasia. Refrigerantes, xícaras de café e aquele vinhozinho para dormir podem cobrar seu preço quando você quiser desbravar um novo destino no dia seguinte.

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No final das contas, o que impera sempre deve ser o bom senso. O importante é estar em forma, bem alimentado e descansado para aproveitar ao máximo, e na melhor das condições, cada minuto da sua viagem. Como sempre digo: faça o que eu digo, não faça que eu faço. ; )

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A melhor maneira de conhecer um país a fundo é interagir com os locais. Em tempos antigos, isso era quase que uma parte intrínseca do ato de viajar. Você invariavelmente tinha que pedir informações, direções, tinha que conhecer pessoas da área para saber os melhores detalhes de seus roteiros, muitas vezes entrava em contato com um guia para apresentar um roteiro especial… Mas, com o advento da tecnologia, especialmente da internet móvel, todas essas necessidades e funções começaram a caber na palma da mão. Mapas, roteiros, dicas locais, informações de trânsito, moeda, idioma… Tudo isso estava disponível através de apps nativos de qualquer aparelho ou gratuitos e a distância de um clique.

Hoje em dia você pode comprar sua passagem, reservar o hotel, criar um mapa de atividades, calcular o troco, traduzir placas.. tudo isso de forma quase instantânea com seu aparelho celular pessoal. A praticidade foi ganhando lugar da interação pessoal tão importante e necessária. Uma viagem de mochilão em que você não precisa falar com ninguém, um jantar romântico em que o casal não tira os olhos de suas telinhas iluminadas, um roteiro dos sonhos registrado em muitas fotos no Instagram e poucas memórias de verdade. Mas eis que, para nossa surpresa, a própria tecnologia começa a tentar buscar a solução para essa questão.

Alguns sites e apps estão sendo criados para promover essa interação pessoal que tanto faz falta no mundo acelerado, otimizado, prático e insensível de hoje.

Swap and Surf- troca de casas no estilo airbnb só que entre surfistas. A ideia é não só ter um local para ficar em sua viagem mas também contra com um amigo para lhe apresentar os melhores picos para pegar onda no local.

EatWith- sensacional ideia onde em vez de ir comer em um restaurante tradicional, você pode escolher jantar na casa de um chef local, cozinhando em sua própria cozinha e apresentando alguns dos menus típicos de sua cidade.

Spinlister quer fazer trekking, andar de bicicleta, fazer snowboard? Alugue o equipamento direto de um local que vai poder te dar dicas, orientar detalhes do que você vai usar e mostrar onde e como melhor fazer uso desses.

Meet2Talk- pratique uma língua estrangeira conversando com um local sobre os seus interesses reais. Você seleciona no site o país, seu estilo, temas favoritos, assuntos que gosta de debater e encontra alguém com essas características e fluente no idioma que você quer aprender.

A tecnologia, as redes sociais, os aplicativos e sites são ferramentas, quem escolhe se isolar ou interagir é você. Faça o esforço, sobretudo em viagens, vale muito a pena. Sempre!

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Roteiros do Fran

16 de janeiro de 2015 1 Comentário

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Escrevo aqui na coluna sempre com o intuito de apresentar algo diferente dos demais sites e blogs de viagem. Nada contra ambos, mas é porque quero colaborar e minhas experiências acabam sendo um pouco diferentes das viagens mais tradicionais. Acabo falando sobre pensadores de viagem, dicas de filmes, como fazer a mala, características de outras culturas, etc. Mas tenho percebido que os leitores acabam curtindo e se beneficiando muito com roteiros daqueles bem explicadinhos e destrinchados. E porque não unir o útil ao agradável: roteiro de destinos pouco usuais, mas que ao mesmo tempo sejam tranquilos de realizar.

 

E o primeiro destino dos Roteiros do Fran é….

 

Japão!

Não pense que dá para se virar fácil no inglês. Então, nada melhor que dicas mastigadinhas. Começando já pelo aeroporto. Você vai chegar no aeroporto de Narita. Leve dólar. Chegando lá, após a imigração (que já é um caso a parte e super tecnológica), assim que você sair a sua direita tem uma casa de “Currency Exchange” a uns 3 metros. Pode trocar grana ali que o câmbio é bom. Depois, siga em frente que tem um balcão de “information” e ao lado esquerdo dele uma escadinha pro metro-trem. Você vai comprar passagem pro Narita Express. É o trem expresso que te deixa em Shinjuku, onde é o hotel e a principal estação de trem (JR, guarda esse nome porque você vai usar o tempo todo).

Hotel: sugestão Best Western Shinjuku Astina – http://eng.bw-shinjuku.com/

Em Shinjuku a estação JR te liga a todos os lugares com poucas trocas de trem. O mapa é mole de se guiar. Procure o seu destino, em cima dele tem o valor da passagem e vc compra na maquininha automática. Assusta, mas no segundo dia você já está em casa. Easy!

Dicas de coisas pra fazer:

– Shinjuku: Shinjuku Goyen, parque grandão que é abrigo de terremotos, tem um lago de carpas gigantes e árvores de cerejeira (as famosas Sakuras – Cherry Blossom-). Vale a pena ir no Park Hyatt Hotel (uns 10 minutos andando), hotel chique onde foi filmado o filme Lost in translation. Lá no fundo tem uma delicatessen, sobe a escada e pega o elevador até o New York Bar, onde tem uma vista incrível da cidade e dá para tomar uns drinks românticos (e caros)! Chegando antes das 19h30 não paga couvert, e em um dia claro dá pra ver o Monte Fuji.

– Harajuku: pertinho de Shinjuku. Takeshita street, a rua da moda com várias lojinhas transadas. Se for domingo ou sábado você esbarra com o pessoal fantasiado de cosplay, hentai, sei lá. No final dela você chega em Omotesando.

– Yoyogi Park: do lado de Harajuku. Parque para um piquinique descolado.

– Omotesando: bairro com as lojas mais chiques, onde tem a Prada côncava (famosa). E não deixe de ir de jeito nenhum a loja de brinquedos Kiddy Land!

– Akihabara: bairro de eletrônicos e muitas lojas de mangás (revistas e bonequinhas).

– Roppongi: bairro cool, high class. Tem umas boites e tem o restaurante onde foi inspirado o kill Bill, nem e tão caro. Vale jantar lá um dia que tem um visual lindo. Se chama Gonpachi.

– Shibuya: um dos bairros mais famosos e movimentados do mundo. Tem o maior cruzamento do mundo e a estátua do lendário cãozinho Hachiko logo na saída da estação do metro.

– Shimokitazawa: bairro vintage, com lojinhas cool, meio hipster, flea market, brechó.

Museu da GuerraYushukan Museum, fica no templo Yasukuni Jinja. É um museu espetacular para quem curte história, com artefatos de todas as guerras do Japão. E o parque em volta vale a pena conhecer! Fica próximo a praça onde tá o palácio imperial.

– Tsukiji Fish Market: maior mercado de peixe do mundo! Tem que chegar tipo 6AM e tem os atuns gigantes pra leiloar. E ali mesmo uns restaurantes rústicos que dizem ter o melhor sushi do mundo.

– Tokyo Disney! Imagine o Mickey falando japonês.

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Dicas Extras:

– Você tem que comer em um sushi kaiten. A esteirinha vai passando com os pratos pela sua mesa, você escolhe o que quer em um monitor, sai pegando o que quer comer e paga pela quantidade e cor dos pratos no final.

– Dependendo do tempo no país, você pode pegar um Shinkansen (trêm-bala) e em 4 horas estar em Kyoto (cidade mais pacata e cheia de templos)

– O Simulador de Terremoto é meio longe e fora de mão. Mas é de graça e parece uma atração de parque de diversão. http://www.ktr.mlit.go.jp/showa/tokyorinkai/english/72h/1f.htm

Relatos

Viajando pelas Redes Sociais

27 de novembro de 2014 1 Comentário

 

As Mídias Sociais sempre foram um de meus temas favoritos. Ok, não exatamente um tema, como se eu estudasse (apesar de que sim, eu estudo mesmo essas coisas). Sou early adopter e hard user, esses termos em inglês que indicam o fulano que assim que surge uma nova rede social ele já se inscreve para ver como é que depois de inserido na mesma, está sempre por lá comentando, divulgando seus negócios, interagindo com os outros e fuxicando a vida alheia eventualmente que ninguém é de ferro. No quesito viagem, destaco o Instagram e suas fotos que resumem e sintetizam as vezes todo o prazer e encanto de um destino ou de um roteiro especifico.

Acontece que usa-se as Mídias Sociais de diferentes maneiras. E alguns se destacam justamente pela especialização, foco e pela popularidade que conseguem na internet. E o segmento de viagens é especialmente farto nesse ramo. São centenas de milhares de viajantes, fotógrafos, jornalistas e aventureiros que acumulam centenas de milhares de seguidores. Estes acabam se tornando autênticos (e legítimos) formadores de opinião de turismo. E conseguem de modo bastante natural influenciar uma galera que tem a viagem como prioridade ou parte bem presente em seu cotidiano.

O Mercado, que não é bobo nem nada, esta de olho e já percebeu esses influenciadores. E começa a descobrir as maneiras mais legais para incentive-los e usar de seu poder em favor de seus negócios. As associações, campanhas, ações e promoções são das mais divertidas e eficientes.

A interação do público/consumidor com estes “ viajantes referência” é muito natural e espontânea, coisa que os planos de marketing buscam em campanhas de cifras milionárias e muitas vezes (quase sempre) acabam morrendo na praia. A distância entre os profissionais e esses geradores de conteúdo relevante na internet esta cada vez menor. Na internet, é impossível prever o que vai vingar (ou viralizar). Muitas vezes uma GoPro presa nas costas de uma águia sobrevoando os Alpes Franceses faz mais pelo turismo da região do que uma campanha multimilionária envolvendo uma equipe gigantesca e dias de filmagem.

Tentativa, feeling, erro e experimentação. O caminho do sucesso para quem quer (tentar…) fazer sucesso divulgando turismo nas redes sociais.

 

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Ha uns seis anos eu e mais três amigos iniciamos um projeto onde viajaríamos pelo mundo conhecendo culturas distantes, realidades inóspitas, roteiros fora do tradicional, nações em conflito, países vitima de desastre natural e algumas outras grandes questões da humanidade.  Desde então, entre momentos de tensão e alegria, já cruzamos fronteiras proibidas, entrevistamos terroristas, apertamos a mão de Premio Nobel da paz, demos rolé de tanque com a ONU, levamos ajuda humanitária em tsunami… entre outros feitos daqueles de contar para os netinhos no futuro. As vezes penso que já vi de tudo, mas a cada nova temporada do NCLC eu quebro a cara e me surpreendo com situações e pessoas que provam o quão vasto e maravilhoso e o nosso planeta.

Esse ano a temporada do programa foi bem especial e com uma abordagem bem diferente de todas as outras que fizemos. Nossa missão não era exatamente traçar um perfil de um pais mal interpretado ou vivendo algum tipo de situação complexa e singular, partimos do Brasil para os confins da Escandinávia (mais precisamente para as Ilhas Faroe) para acompanhar o trabalho de uma organização de proteção a vida marinha. Através de um amigo ativista, acompanhamos de perto o trabalho da Sea Shepherd (quem já viu a serie Whale Wars deve conhecer bem) em sua luta para evitar que centenas de baleias-piloto sejam brutalmente assassinadas em cenas dantescas onde barcos cercam os animais e os conduzem ate as praias onde são assassinados pela população ensandecida em um frenesi de imagens fortíssimas e mar tingido de sangue. Aprendemos muito, ouvimos relatos emocionantes de ativistas que lutaram e foram presos tentando evitar essa matança, conhecemos lugares lindos mas carregados de uma energia pesada e, procurando ouvir os dois lados das questão, percebemos o quanto algumas noções que parecem tao cruéis e distantes na verdade estão diretamente ligadas a hábitos alimentares e muito próximas de nossa própria realidade.
 
Serão dois episódios (dia 07/11 e 14/11) de cenários paradisíacos, imagens fortes e muita informação para fazer todo mundo pensar sobre o papel do homem na natureza e nossa relação com os outros animais com quem dividimos esse planeta.
 
De lá, seguimos para a Islândia, onde vivemos a realidade de um lugar onde a ameaça de um vulcão, algo completamente idílico e surreal para três brasileiros, por mais atemorizante que seja é parte da rotina desse país. Muita gente não sabe, mas em 2008 a Islândia vivia uma crise financeira gravíssima, bancos quebraram, moeda desvalorizou e a situação ficou muito complicado. Difícil imaginar para quem hoje visita a capital de Reykjavik, com seus prédios baixos e coloridos, clima de cidade pequena e pacata e lojinhas de souvenir e casacos (o clima frio, como se deve imaginar, impera o ano todo praticamente) ou percorre de carro as estradas lisas que circundam o país e atravessam paisagens que variam de montanhas cobertas de gelo a desertos de lava vulcânica. Parte das iniciativas que tiraram a Islândia da crise foram o foco em economia sustentável, ecologia etc. Parte disso passa por encarar seus vulcões (fenômeno preocupante que já fechou todo o espaço aéreo da Europa por alguns dias) como algo não tão assustador. Pelo contrário, camisetas engraçadinhas, canecas, slogans, livros… fazem uso dos característicos vulcões islandeses como uma atração a mais do país. E nós tivemos a oportunidade raríssima de ver de perto um desses vulcões em plena erupção! Autorizações especiais nos levaram por estradas no meio do deserto e até bem próximo aos “portões do inferno”, ou do paraíso seria mais apropriado pela beleza da dança do magma explodindo pelos ares e da lava escorrendo pelo chão. Para fechar com chave de ouro: testemunhamos uma belíssima Aurora Boreal rasgando os céus de verde. Dois fenômenos dos mais raros da natureza em uma viagem de 5 dias. Tá bom, né?
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Completando a temporada, o destino seguinte foi a Ucrânia. Queríamos ver os dois lados da recente revolução no país e da guerra que segue rolando em algumas regiões do país. A Kyev mais aliada a Europa e os valores ocidentais, e a Crimeia, recém anexada a Rússia com muito orgulho, com muito amor. Conversamos com gente que viu de perto os manifestantes lutando e sendo mortos às centenas por snipers em pleno centro da capital ucraniana, a agora famosa Maidan Square (#EuroMaidan) e andamos por essas ruas que até hoje carregam as cicatrizes desses violentos confrontos. Fomos então para a Crimeia onde nos alertavam dos riscos de violência, espionagem, instabilidade e confusão e na verdade vimos uma península pacata e muito evoluída que simplesmente identifica nos valores culturais e na sociedade russa a sua própria identidade. 
 
Para variar, mais uma aula de história, cultura, política e vida. In loco, e ao vivo e a cores como deve ser. Viajar é a maior aula!
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Desde a criação das cameras GoPro, em 2004, ficou muito mais fácil fazer registros de viagem pessoais. A praticidade e o fato de terem um preço relativamente acessível, possibilitou que hordas de viajantes e turistas passassem a filmar de pontos de vista originais (ou nem tanto) algumas de suas aventuras pelo mundo. Embaixo da água, acopladas em carros, taxis, tuk-tuks, dentro de trens, na janela de avião, filmando refeições exóticas, trilhas aventureiras e, mais recentemente, até anexadas a drones fazendo registros incríveis que até pouco tempo atrás custariam algumas dezenas de milhares de dólares para serem obtidos.
A industria de viagens logo passou a enxergar e absorver o fenômeno. Videomakers descobriram linguagens interessantes utilizando o equipamento simples mas com potencial incrível e a criatividade e a beleza dos registros deu conta do resto. Entre muita coisa feita de forma primária, tecnicamente tosca e sem nenhuma ambição de qualidade, muitos filmes legais começaram a aparecer.
Destaco aqui alguns bem interessantes que descobri em recente pesquisa, e adianto que em breve estarei produzindo algo nessa linha especialmente para a Avianca. Fiquem ligados!
1- Olhos de Águia
Os caras conseguiram colocar uma GoPro nas costas de uma águia que estava sendo solta de seu cativeiro em Chamonix, nos Alpes franceses.
2- Holi
O Festival das Cores, na India, é sempre um momento especial para registros em video. O videomaker Dan aproveita os ângulos singulares da camera e a possibilidade de slow-motion para criar um divertido show de imagens e cores.
3- Fiji Multi-Camera
Usando imagens em drones, pranchas de surfe, debaixo da água, time lapses e camera lenta, esse video consegue passar a exata sensação de deixar sua realidade urbana e mergulhar em um paraíso como as Ilhas Fiji. Dos prédios cinza de um centro qualquer para as praias de areia branca e água de um azul translúcido mais belas do mundo.
4- Por dentro da Coreia do Norte
Realmente é bem difícil registrar qualquer coisa dentro da Coreia da Norte, sei bem porque já fiz um programa de TV lá dentro (escondido heheheh). Mas com uma pequena GoPro presa no capô de um carro dá até para conseguir fazer e filmar um city tour da capital Pyongyang. Incrível e raro registro!
Relatos

Sobre os lugares mais bonitos do mundo…

2 de outubro de 2014 0 comentário

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Como na última coluna eu falei sobre um lugar insuspeito que me chamou a atenção (e surpresa), me perguntaram sobre alguns outros destinos como esses que conheci em minhas viagens pelo mundo. Locais pouco conhecidos, pouco divulgados, raramente incluídos em listas de Top Destinos de Férias, roteiros esquecidos por diferentes motivos mas que me surpreenderam pela sua beleza. Claro que existem diferentes maneiras de impressionar, a mim pelo menos. Alguns lugares me impressionaram pela sua beleza natural, outros por alguma história tão desconhecida quanto inspiradora, alguns por seus valores culturais, políticos ou sociais. Mas como no último texto destaquei um destino de beleza natural acachapante, resolvi fazer um exercício e lembrar qual o lugar mais visualmente incrível e ao mesmo tempo desconhecido que já vi. Não foi difícil.

 

Criado no Rio de Janeiro, acostumado a beleza das praias, dos oceanos, cachoeiras… nunca esperava que um pequeno país no sudeste do Pacífico fosse me deixar tão estupefato justamente pela sua região costeira. Tuvalu é um pequeno país com pouco mais de 26 quilômetros quadrados e uma população de mil habitantes (maior apenas que o Vaticano e a ilha de Nauru). O que me levou até lá foi o fato de que justamente devido a seu tamanho e pouca altitude (o “pico” mais alto do país tem 4 metros de altura), o país corre o risco de ser o primeiro do mundo a desaparecer em função do aquecimento global e a consequente elevação do nível do mar. Fomos tentar entender qual o tamanho do problema (urgente!), o que está acarretando isso (a ação destrutiva e poluidora do homem, claro) e o que ainda pode ser feito (por Tuvalu em si, muito pouco. Infelizmente).

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Triste constatar que esse legítimo paraíso da natureza está ameaçado de extinção. O prazo de validade dessas praias de água azul cristalina e a areia mais lisinha e branca que já vi em minha vida é de apenas algumas décadas. Uma nação inteira ficará debaixo d`água. Um povo que terá que emigrar para algum porto salvador, uma cultura que será afogada. Uma mudança de atitude de governos e pessoas em seu cotidiano pode, no máximo, retardar o lamentável destino de Tuvalu. Mas podemos evitar que outras ilhas (Maldivas e Kiribati podem ser as próximas) tenham o mesmo destino e que países maiores, costas, praias e outras áreas tenham a mesma sorte.

 

 

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Não canso de me impressionar com a beleza dessa imensa bola azul onde vivemos. São centenas de milhares de obras fantásticas da natureza conhecidas e reconhecidas por todos que estão presentes em destaque nos guias de viagem dos mais variados países pelos cinco continentes. Mas, atualmente, o que mais me comove são aquelas descobertas insuspeitas. Manifestações incríveis de beleza natural, verdadeiras catedrais do ecossistema esculpidas pelas mãos da mãe natureza que seriam atrações recomendadas no mundo inteiro mas que, por diferentes razões, encontram-se totalmente escondidas dos olhos humanos e alheias ao frenesi das hordas de turistas que não medem esforços por um clique em um cenário especial. Algumas vezes a dificuldade de acesso é um impeditivo natural, outras vezes os conflitos humanos afastam ou até mesmo destroem esculturas naturais das mais incríveis. Mas, não raro, é possível descobrir um local que resuma essa confluência de características que o tornam uma das grandiosas atrações da Terra. Ou pelo menos deveriam tornar.

 

Pensei nisso recentemente ao visitar as reclusas e pouco conhecidas Ilhas Faroé, na Escandinávia. Cheguei até lá por motivos de trabalho, ou seja: o pequeno arquipélago de pouco mais de 50 mil habitantes jamais esteve na minha lista de destinos a visitar. Fui parar lá por obrigação e não por causa de seus atrativos naturais. E olha que se encontra bem ao lado de alguns de meus países favoritos na Escandinávia. Apesar de ser um país autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, as Ilhas Faroé ficam mais ou menos no meio do caminho entre a Noruega e a Islândia. Imaginava um país pequeno, frio, chuvoso, aconchegante porém distante, com paisagens meio desinteressantes. Eu não podia estar mais enganado.

 

Apesar do país ser conhecido por polêmicas como a caça de baleias, o que me chamou a atenção foi a quantidade infindável de cachoeiras. A cada 50 metros era uma nova cachoeira que se apresentava diante de meus olhos. Em meio a uma cadeia de montanhas de um verde denso, pincelada por casinhas de madeira e telhado de grama e centenas de ovelhas espalhadas como que estrategicamente para tornar tudo mais bucólico e idílico.

 

Uma lição do quanto nosso mundo tem a oferecer, do quanto não o conhecemos, e do quanto é importante desbrava-lo!

Mar-Morto

Fiquei profundamente surpreso e triste ao receber essa semana a notícia de que um dos lugares mais interessantes que já conheci estava morrendo. Sim, literalmente morrendo! Estou falando do Mar Morto, o mar de alta concentração de sal em Israel/ Palestina onde turistas boiam como se estivessem flutuando (sempre com cuidado pra não deixar a água salgada cair nos olhos! Auuu!). A ação do homem, sempre ele, e alguns fenômenos geológicos estão fazendo com que o deserto diminua cerca de 4 metros por ano. Daqui a algum tempo, já era. Fiquei triste ao imaginar que talvez meus netos não possam conhecer e viver essa experiência única que tive no Oriente Médio. E aí fui pesquisar que outros locais e fenômenos se extinguirão e daqui a algum tempo serão apenas uma memória na foto de algum viajante.

As Neves de Kilimanjaro talvez seja a paisagem mais tragicamente emblemática do aquecimento global. Cientistas descobriram que 85% da neve que cobria a montanha mais alta da África no início do século passado já derreteu. E com a poluição e outros agentes, a tendência é isso só aumentar.

Um dos alvos favoritos dos fotógrafos de celular, ironicamente, o Salar de Yuni, na Bolivia, pode ser vítima de seu próprio sucesso. O lugar fica em cima de uma reserva imensa de lítio que compões justamente as baterias de celular. Com a crescente popularidade dos aparelhinhos, o governo boliviano tem extraído cada vez mais o mineral por ali, o que pode selar o destino do salar mais famoso do mundo.

Destino favorito de dez entre dez casais em lua de mel, as Ilhas Maldivas podem ser outra vítima da ação humana, do aquecimento global e da consequente subida do nível dos oceanos. O paraíso azul de mergulhadores e amantes das mais belas praias do mundo ocupa um pequeno território de altura muito baixa que nos últimos anos vem “afundando” em ritmo avançado. A hora de casar é agora!

Cenário de desenhos animados e fonte de inspiração para diversos personagens através de sua curiosa e adorável fauna, a Floresta de Madagascar com seus camaleões e lêmures pode não servir mais de referencia para futuros cineastas. Quase 90% de sua vegetação natural já foi extinta.

Infelizmente, esses não são os únicos destinos incríveis que correm risco de sumir do mapa. Fenômenos naturais e a ação humana estão se encarregando de tornar esses desaparecimentos cada vez mais frequentes. Ou seja, se você quer viajar e conhecer aquele destino único e especial: embarque nesse avião, AGORA!

Relatos

Viajando pelo Pinterest

28 de agosto de 2014 0 comentário

PinterestTravel (1)

Estou de mudança. Sim, começo esse texto falando de minha vida pessoal mas calma que o link com viagens já vem aí.  Passada a parte chata de mudar de casa (negociar contrato, burocracia, papelada e, claro, a grana absurda que se gasta geralmente com imóvel aqui no Rio) finalmente estou encarando o lado mais leve e divertido desse processo. Já devidamente instalado em meu novo espaço, é hora de transforma-lo em um lar. Escolher a TV ideal, a decoração mais bacana, o papel de parede mais moderno, os enfeites que mais tem a ver com minha personalidade…. E uma ferramenta que muito tem minha ajudado nessa missão é o site Pinterest.

É tipo uma rede social de referencias, onde os usuários postam imagens mais bacanas em seus murais divididos por temas: Arte, Moda, Lar, Comida e… Viagens! Logo que percebi que ali era um excelente local para navegar por horas a fio por imagens acachapantes de destinos dos mais variados, me peguei deixando de lado meu objetivo doméstico de pesquisar cadeiras, tapetes e quadros e me peguei divagando por fotos fantásticas da Ásia Central. São milhares de viajantes que tem o cuidado de garimpar roteiros incríveis retratados em fotos magistrais e alinhados em pastas temáticas. Um achado!

Resolvi criar então o meu Pinterest, e assim fui montando meus boards e separando na pastinha Viagens as minhas referencias favoritas. (Ainda está bem no começo, mas você pode dar uma bisbilhotada aqui). E fui pesquisar melhor a relação do Pinterest com as Viagens.

Pesquisando bem, você consegue passear por referencias macro (fotos de paisagens, retratos culturais…) até as mais micro (restaurantes interessantes, lugares escondidos…). Os próprios criadores do site já viram a força do foco em viagens por ali, e prometeram criar em breve uma opção de Mapa. Nele, os usuários poderão “pinar” suas referencias organizadas por local, criando assim roteiros colaborativos e super úteis. Vou seguir usando e navegando e recomendo aos amantes de viagem darem uma passeada por lá!