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Faremos o transporte dos profissionais do escritório brasileiro da Médicos Sem Fronteiras através de nova parceria

AviaoMedicos

Anunciamos uma parceria com a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF).  Será feito o transporte dos profissionais do escritório brasileiro da entidade. O contrato envolve a cessão de passagens aéreas para os destinos domésticos contemplados na malha da empresa, que opera cerca de 220 voos diários em 22 cidades do país.

Os profissionais da MSF utilizarão este apoio para participar de reuniões sobre temas humanitários e outros eventos. Como exposições para sensibilizar o público brasileiro sobre as crises enfrentadas pelas populações atendidas pela organização. Também divulgaremos na revista de bordo e no sistema de áudio e vídeo das aeronaves. Informando sobre como os passageiros podem colaborar no esforço de ajuda.

Sobre a parceria

“É a primeira vez que a Avianca Brasil abraça uma causa com amplitude global, o que faz todo sentido neste momento da companhia, que se internacionalizou com a entrada na Star Alliance. Colaborar para que esses profissionais viajem pelo Brasil para realizar atividades de apoio ao trabalho da organização é apenas uma pequena ação, se comparada ao gesto desses grandes exemplos de altruísmo. Divulgaremos o trabalho deles em nossos canais de comunicação, como fazemos com todos os projetos sociais e culturais que apoiamos”. Destacou Flavia Zülzke, gerente geral de Marketing da Avianca Brasil.

“Estamos muito felizes com o apoio da Avianca Brasil. Esta parceria possibilitará que mais recursos sejam direcionados para nossa missão social: salvar vidas. Isso demonstra que essa é uma empresa que valoriza a ajuda humanitária”. disse Flavia Tenenbaum, diretora de Captação de Recursos de Médicos Sem Fronteiras-Brasil.

Médicos Sem Fronteiras chegou ao Brasil em 1991, para combater uma epidemia de cólera na Amazônia. Nos anos 2000, deu início a atividades que incluem o recrutamento de profissionais brasileiros. Além da captação de recursos financeiros para apoiar os projetos da organização. Atualmente, cerca de 160 profissionais brasileiros, de várias especialidades, participam regularmente dos projetos de assistência médica da MSF em cerca de 70 países.

Sucesso de público e crítica por sua interpretação como o “Velho Guerreiro”, o ator fala com exclusividade sobre a nova turnê de “Chacrinha, o musical”

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Um dos atores de maior sucesso da televisão brasileira, Stepan Nercessian manteve-se, por opção própria, longe dos palcos por mais de dez anos. À época de sua decisão radical, ele declarou: “só volto para um projeto especial”.

Dito e feito: a oportunidade de trabalhar no teatro com o diretor – e seu amigo pessoal – Andrucha Waddington marcou não só a volta de Stepan aos palcos, mas também uma interpretação que foi chamada de a “reencarnação de Chacrinha”, considerado um dos maiores ícones da história da comunicação brasileira.

O sucesso foi tanto que ele topou dar continuidade ao projeto. A segunda turnê de “Chacrinha, o Musical” já passou por cidades como Belo Horizonte, Recife e Brasília e, ainda esse mês, chega a Porto Alegre e Curitiba.

Com exclusividade ao Blog da Avianca, o ator fala sobre a experiência de voltar aos palcos – mais uma vez – para dar vida à Chacrinha.

 


 

Blog Avianca: Em 2014, na ocasião das primeiras apresentações de “Chacrinha, o musical”, o senhor disse que “só voltaria [aos palcos, depois de 10 anos] se fosse para participar de um projeto muito especial”. O que há de tão singular nesse espetáculo que fez com que o senhor retornasse até para uma segunda temporada?

Stepan Nercessian: O mais especial é o próprio Chacrinha. O maior comunicador de todos os tempos do rádio e da TV brasileira. Morto há vinte e sete anos, continua insubstituível. Poder trazer a memória desse gênio para os dias de hoje é muito especial. Apresentá-lo às novas gerações, mais especial ainda.

Blog Avianca: Em entrevista ao jornal O Globo, o senhor comparou interpretar Chacrinha com “fazer Hamlet” [famoso personagem de Willian Shakespeare]. Como é o seu processo criativo para compor um personagem dessa complexidade?

Stepan Nercessian: Procurei não imitar o Chacrinha e sim compreender o Abelardo Barbosa com toda sua complexidade. Além do “palhaço” Chacrinha existia o pai de família, o profissional exigente, o artista revolucionário e temperamental. Foi isso que fiz: um Chacrinha de dentro para fora.


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“O mais especial é o próprio Chacrinha. Apresentá-lo às novas gerações, mais especial ainda”

Blog Avianca: Como é trabalhar com o diretor Andrucha Waddington?

Stepan Nercessian: Já éramos parceiros no cinema: Os PenetrasRio Eu Te Amo. No teatro a parceria continuou. O Andrucha é um talento raro. Um jovem com a sabedoria de um veterano. Nosso espetáculo é teatro audiovisual. E isso ele sabe fazer melhor que ninguém. O Andrucha não prende, ele liberta.  Sou muito grato a ele.

Blog Avianca: O que o público das cinco capitais pelas quais passa o espetáculo pode esperar dessa nova turnê? Que surpresas vem por aí?

Stepan Nercessian: O que foi mostrado no Rio e SP será mostrado pelo Brasil. O que temos é um dos mais belos espetáculos musicais de todos os tempos. Elenco primoroso, produção esmerada. Quem for ver, vai viajar, curtir, ser feliz e voar. Como temos viajado com a AVIANCA. E olha que o Chacrinha odiava avião. Mas agora: roda, roda, roda e avisa!

Culturais

Como identificar, ou não, um farsante musical

9 de setembro de 2015 0 comentário

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Nos anos 90, os jornalistas Jimmy Gutterman e Owen O´Donnel escreveram o livro “Os piores discos de rock de todos os tempos”, um verdadeiro exercício de ironia. Na verdade, os discos listados não importavam tanto, mas algo que merece destaque, pelo seu sarcasmo e exatidão atemporal, é a lista de trinta e três regras de como ser original no rock’n’roll e não ter um disco seu inserido em uma lista dos piores de todos os tempos.

Vivemos e um época de muita informação e pouca sabedoria, na qual artistas são formados em “reality shows”, portanto, seguindo essas regras não haverá jurado que não se encante pela banda:

1) Não continue com o nome da banda se um de seus membros fundamentais sair do grupo.

2) Nunca cante uma música sobre Elvis Presley.

3) Nunca grave pela gravadora ARISTA. Ela foi responsável pelos maiores nomes do rock farofa dos anos 80.

4) Rock e coral são detestáveis. Nunca grave um som que tenha um arranjo com um grande coral, a única exceção é “You can´t always get what you want”, dos Rolling Stones, e acabou por aí!

5) Letras de rock não são poesias.

6) A qualidade de um rock é inversamente proporcional ao número de instrumentos utilizados na sua gravação, a menos que você seja Van Morrison!

7) Nunca existirão super grupos (aqueles conjuntos formados por famosos de várias bandas, não adianta, não dá certo nunca!).

8) Rock stars não são atores.

10) Roqueiros brancos que falam de suas raízes negras estão mentindo, assim como quem tenha gravado no Sun Studio depois de 1956. E na maioria das vezes, “revisitar” raízes é um desastre.

11) Não cante uma música falando do seu falecido pai, principalmente se ele foi um grande ídolo.

12) Elvis está morto!

13) Não faça uma escola de arte.

14) Não abrace causas óbvias. Quanto mais controversa for sua bandeira, mais atitude você terá. Você já viu alguém ser contrário a salvar os famintos ou apoiar uma guerra?

15) Qualquer coisa que você pense em fazer para chocar, Jerry Lee Lewis já fez, e certamente de uma forma melhor!

16) Uma lista não é uma canção.

17) Artistas de verdade não podem permitir parentes na banda.

18) Não é admissível ser patrocinado por uma marca ou griffe!

19) Um disco ao vivo deve ser gravado ao vivo (sacou?).

20) Videoclipes são como comerciais, não é cinema de arte.

21) A boa política não se transforma em uma boa letra.

22) Técnica de tocar formidável não quer dizer nada, senão o rock progressivo seria eternamente imbatível.

23) Não existe um cabelo maravilhoso para sempre. A moda passa!

24) Cuidado com quem usa botas de cowboy ou colete.

25) Artistas chamados “cult” acabam sendo tão ou mais previsíveis do que os astros pop!

26) Um heavy metal sempre pode ser tocado com mais velocidade; não há limite!

27) O punk aconteceu (note o tempo do verbo).

28) Se você conseguir gravar mais de três discos, parabéns! Vai merecer uma compilação e possivelmente sobreviver de música.

29) Museu do rock é coisa de xarope. Se você quiser ser eternizado num lugar assim, aprenda a pintar.

30) Admita quando ficar careca, ou barrigudo; nunca tente disfarçar; e pelo amor de Deus: esqueça que já usou roupas justas!

31) O amor não é tudo que precisamos. Veja como soam estúpidas certas letras quando estamos putos da vida.

32) Nunca regrave clássicos da soul music. o resultado é patético!

33) O rock é uma pequena parcela da música mundial. Se você acredita que vai mudar o mundo tocando rock, caia na real!

Culturais

CHRISTIANE TORLONI EM: MASTER CLASS

3 de setembro de 2015 0 comentário

Estreia hoje, dia 04 de Setembro no Teatro das Artes

Um dos mais premiados e aclamados espetáculos da Broadway chega

ao Brasil numa grandiosa produção estrelada por uma das

maiores atrizes do teatro, cinema e televisão brasileira. Mais um sucesso patrocinado pelo projeto Avianca Cultural

FOTO MARCOS MESQUITA

FOTO MARCOS MESQUITA

Master Class é uma maravilhosa Comédia-Dramática escrita pelo premiado autor norte americano Terrence McNally que chega ao Brasil através da Maestro Entretenimento (nova identidade da empresa maestrobrazil), com patrocínio do Grupo Bradesco Seguros e conta com a direção do encenador brasileiro José Possi Neto, sob a direção musical do Maestro Fábio G. Oliveira, ambos a frente de um elenco formado por consagrados atores/cantores do atual cenário teatral brasileiro: as sopranos líricas Julianne Daud (Master Class ,Beijo da Mulher Aranha, Opera Joanna de Flandres, A Flauta Mágica, New York, New York o musical) e Bianca Tadini (Evita, O Rei e Eu, West Side Story, New York New York o musical, O Fantasma da Opera), o tenor Leandro Lacava (Avenida Q, Meu Amigo Charlie Brown, Il Barbiere di Siviglia, La Cenerentola, Les Troyens,), o ator e pianista Thiago Rodrigues (A Madrinha Embriagada, O Mágico de Oz, A Família Addams, Mamma Mia), além dos cantores líricos Thiago Soares (Operas LElisir dAmore, Madama Butterfly, Don Giovanni), Jayana Gomes Paiva (O Barbeiro de Sevilha, La Bohème ,Carmen de G. Bizet).

Master Class é um dos poucos espetáculos produzidos na Broadway a alcançar enorme sucesso internacional tendo sido realizadas nada menos do que 598 apresentações apenas em sua temporada de estreia em 1995 quando então recebeu o prêmio Desk Drama Award de “Melhor Espetáculo da Broadway”, além de três prêmios Tony Award (o Oscar do teatro americano):   “Melhor Atriz” (para Zoe Caldwel), “Melhor Atriz Coadjuvante” (para Audra MacDonald) e o cobiçado prêmio de “Melhor Espetáculo da Broadway”

Após a sua estrondosa temporada de estreia,  percorreu o mundo tendo sido apresentado em quase uma centena de países tão diferentes como Japão, Polônia, Alemanha, Coréia, Itália, Espanha, Portugal, Filipinas, Grécia, Brasil, além dos principais centros teatrais do mundo como o West End em Londres e Paris, onde o papel de Maria Callas foi interpretado pela grande atriz francesa Fanny Ardant sob a direção de Roman Polansky.

Em 2011 uma nova produção de  foi realizada na Broadway alcançando um sucesso não menos estrondoso, desta vez tendo como protagonista a atriz americana Tyne Daly e, exatamente como já havia acontecido em 1995, além do grande sucesso o espetáculo também tem recebido ”revivals” em várias partes do mundo incluindo esta nossa produção Brasileira, protagonizada por Christiane Torloni.

Atualmente, está em andamento em Hollywood a adaptação de  para as telas do cinema tendo como protagonista a grande atriz Meryl Streep.

Terrence McNally baseou o enredo de  nas lendárias séries de aulas magnas (master classes) proferidas pela diva maior da ópera mundial a greco-americana Maria Callas no início dos anos 70 na Julliard School famosa escola de música de Nova York. Na peça, Callas repreende os alunos, da mesma maneira enérgica com que os encoraja a seguir e perseguir seus sonhos. Durante esses encontros, também confronta os desapontamentos e dissabores de sua própria vida e de seu relacionamento com o célebre bilionário, o armador grego Aristóteles Onassis. De forma genial e habilidosa, o espetáculo faz o público rir e se emocionar com este que é considerado um dos mais belos textos da literatura teatral de todos os tempos e que, desde a sua estreia- há vinte anos – tem angariado legiões de fãs, envolvendo plateias de todo o mundo!

A Produção e Os Produtores

A produção de  conta com o talento de alguns dos melhores profissionais da área artística de nosso país:

Os cenários foram criados e executados por Renato Theobaldo; experiente cenógrafo que tem contribuído enormemente não só para o teatro quanto para o universo da ópera além dos principais espetáculos musicais. Seu projeto para a cenografia de  procurou trazer para o palco o clima das grandes casas de ópera do mundo através de estruturas criadas em tecido especialmente tratado para receber luz e projeções. O design de luz foi criado pelo veterano iluminador Wagner Freire.

Os figurinos são assinados pelo renomado figurinista Fabio Namatame sendo que os modelos femininos (incluindo os da própria Maria Callas) foram confeccionados pela renomada boutique paulistana Claudeteedeca o que garantiu a eles a alta qualidade, autenticidade e elegância.

A trilha sonora do espetáculo não poderia ser mais apropriada para um espetáculo de tão alta qualidade artística: trechos famosos de obras de três dos maiores compositores da história da música: Bellini, Puccini e Verdi executados ao vivo pelos atores/cantores e acompanhados pelo ator/pianista.

A produção e realização de  está inteiramente a cargo da Maestro Entretenimento: empresa brasileira que desde a sua fundação em 1996 apresenta intensa atividade nas mais variadas vertentes artísticas.

 

 

MARIA CALLAS:

Foi uma cantora lírica norte-americana de ascendência grega, considerada a mais renomada e influente cantora de ópera do século XX e a maior Soprano de todos os tempos. Apesar de também muito famosa pela sua conturbada vida pessoal, principalmente devido ao seu relacionamento com o bilionário grego Aristóteles Onassis, o seu legado mais duradouro deve-se ao impulso a um novo estilo de atuação nas produções operísticas, à raridade e distintividade de seu tipo de voz e ao resgate de óperas há muito esquecidas do bel canto, estreladas por ela.

 

Serviço:

Teatro das Artes (769 lugares)

Avenida Rebouças, 3970 – Shopping Eldorado – 3º Piso

Informações: 3034-0075

Quinta e Sábado às 21h | Sexta às 21h30 | Domingo às 19h

 

Duração: 90 minutos

Recomendação: 12 anos

 

Temporada: até 22 de Novembro

 

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Considerada a comédia de maior sucesso de 2013 na Broadway, “Vanya e Sonia e Masha e Spike” chega ao Rio na montagem dirigida por Jorge Takla, que celebra os 40 anos de trajetória artística com sua estreia nesse gênero. Com texto de Christopher Durang, o espetáculo tem tradução de Bianca Tadini e Luciano Andrey, realização da Takla Produções e um elenco formado por Marília Gabriela – que há 20 anos iniciou sua carreira como atriz no filme Jenipapo e agora completa 15 anos de teatro -, Elias Andreato, Patrícia Gasppar, Bruno Narchi, Juliana Boller e Teca Pereira. A peça faz referências aos personagens do escritor russo Tchekhov e mostra os acontecimentos inesperados e confusões de uma família a partir da visita de uma das irmãs, uma estrela de Hollywood. “Em 40 anos fiz todos os gêneros de teatro. Dirigi óperas, musicais e dramas. Eu gosto muito de comédia, mas nunca tinha encontrado nenhuma que me tocasse ao coração, além de rir, naturalmente”, diz o diretor sobre a peça que estreia dia 30 de julho no Teatro dos Quatro.

Marília Gabriela, que estava fora dos palcos desde 2008, interpreta Masha, uma artista rica e famosa que namora um rapaz 30 anos mais jovem. “Sou a irmã que foi embora e virou atriz de cinema, e volta para uma visita trazendo o namorado. Quando Jorge Takla me convidou tive um momento de hesitação, pois estava envolvida em outro projeto. Ele elegantemente disse que não era para logo e sugeriu que eu lesse a peça, o danado. Me mandou o texto por e-mail rapidinho, e eu, enxugando as lágrimas das gargalhadas que soltei desde o primeiro parágrafo até o final, liguei e disse para ele: sou sua! “.

                A comédia transcorre nos tempos atuais em uma tranquila cidadezinha, no verão da Pensilvânia. Até quando a irmã famosa Masha (Marília Gabriela), grande estrela de cinema de Hollywood, com cinco casamentos no currículo, decide visitar seus irmãos acompanhada do namorado, o jovem sensual Spike (Bruno Narchi), ator iniciante, que ambiciona a fama.

Os irmãos solteirões de Masha são Vanya (Elias Andreato), um cinquentão resignado com sua vida, desde a infância na casa de campo dos pais com sua irmã adotada, e Sonia (Patrícia Gasppar), melancólica, que sonha com o impossível, e nunca teve um namorado. A trama também conta com a inocente e sincera Nina (Juliana Boller), jovem aspirante à atriz, deslumbrada com o teatro e cheia de energia, e com a faxineira Cassandra (Teca Pereira), inteligente e ardilosa, que acredita ter poderes de vidência e profetiza todo o fim de semana memorável, cheio de rivalidade e arrependimento da família explosivamente engraçada.

“Vanya e Sonia e Masha e Spike” traz através do humor de seu texto e personagens, uma reflexão sobre a busca por identidade e sentido na vida no mundo contemporâneo. “A força desta deliciosa comédia se deve aos seus personagens loucamente humanos, a esta família adoravelmente maluca, a esta “fatia de vida” situada num momento em que um mundo está acabando e outro começando. Seres humanos se adequando (ou não) a novos valores, esperneando, mas descobrindo, com leveza e humor, que apesar de tudo, o nosso único porto-seguro ainda é a família”, opina Takla.

Dramaturgo americano, Christopher Durang é conhecido por suas obras de humor negro e por tratar de questões polêmicas como dogmas religiosos, abuso infantil e homossexualidade. Com seu trabalho reconhecido nos EUA, Durang teve diversos espetáculos montados no circuito Broadway e Off-Broadway, entre eles Miss Witherspoon e Beyond Therapy. Contando com nomes como David Hyde Pierce, Kristine Nielsen, Sigourney Weaver e Billy Magnussen no elenco, “Vanya and Sonia and Masha and Spike” teve grande receptividade do público e da crítica em sua montagem americana, sendo considerada pelo The New York Times como “delirantemente engraçada”.

Jorge Takla é formado pelo Conservatório de Artes Dramáticas de Paris. Trabalhou como assistente de direção de Bob Wilson. Atuou e dirigiu La Mamma, em Nova York e  tem no currículo mais de 100 espetáculos entre teatro, musicais e ópera. “Nada na montagem brasileira é réplica da encenação americana. Quis um espetáculo bem realista. O cenário é uma casa na Pensilvânia com 14 metros de comprimento e 3,5 de altura. Estilo casa de campo americano, mas bem específica, com grama, árvores, flores, panelas, móveis de vime, etc”, detalha Takla sobre a sua encenação de “Vanya e Sonia e Masha e Spike”.

Assinado por Attilio Baschera e Gregorio Kramer o cenário reproduz a casa dos irmãos Sonia e Vanya. Theodoro Cochrane é responsável pelos figurinos, entre eles uma fantasia de Branca de Neve usada por Marília Gabriela. Completam a ficha técnica Feliciano San Roman e Duda Molinos com as perucas e o visagismo, e Ney Bonfante na iluminação.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO- Vanya e Sonia e Masha e Spike

 

Direção: Jorge Takla

Texto: Christopher Durang

Tradução: Bianca Tadini e Luciano Andrey

Elenco: Marilia Gabriela, Elias Andreato, Patrícia Gasppar, Bruno Narchi, Teca Pereira e Juliana Boller

Cenário: Attilio Baschera e Gregorio Kramer

Figurinos: Theodoro Cochrane

Iluminação: Ney Bonfante

Sonoplastia: Fernando Fortes

Maquiagem: Duda Molinos

Perucas: Feliciano San Roman

Realização: Takla Produções

 

SERVIÇO

Temporada: de 30 de Julho a 27 de setembro

Local: Teatro dos Quatro – Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52 , Gávea

Horários: Quinta a sábado às 21h;  domingo às 20h

Novidades

AVIANCA BRASIL SE UNE À REDE STAR ALLIANCE

22 de julho de 2015 0 comentário

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Em uma cerimônia realizada hoje, as companhias membros da Star Alliance deram as boas vindas ao seu mais novo membro, a Avianca Brasil.

“Adicionar a Avianca Brasil à nossa rede é um passo importante no aprimoramento da nossa proposta junto aos clientes da América Latina. O Brasil é o mais importante mercado de aviação no continente e nós estamos satisfeitos porque, a partir de hoje, nós podemos mais uma vez oferecer conexões domésticas no Brasil”, disse Mark Schwab, CEO da Star Alliance.

“Temos orgulho em fazer parte do maior grupo de alianças de companhias aéreas do mundo. Foram dois anos dedicados a este desafio. Alteramos nossa plataforma tecnológica, treinamos os profissionais e aperfeiçoamos os processos internos para garantir os melhores serviços para os nossos clientes. Estamos entusiasmados e prontos para colocar o Brasil de volta no mapa da Star Alliance”, disse Jose Efromovich, presidente da Avianca Brasil.

A Avianca Brasil é a companhia área que mais cresce no país. De 2010 a 2014, aumentou sua participação de mercado de 2,6% para 8,4%. Até maio de 2015, a companhia aérea manteve esta tendência, atingindo 9% de participação de mercado brasileiro. A expectativa é manter um crescimento contínuo, já que a Avianca Brasil e as demais empresas da Star Alliance, que prestam serviços no país, conectarão mais passageiros por meio dos principais hubs.

No total são 13 companhias-membro (Air Canada, Air China, Avianca, Avianca  Brasil, Copa Airlines, Ethiopian Airlines, Lufthansa, Singapore Airlines, South African Airways, SWISS, TAP, Turkish Airlines e United) que agora servem o Brasil, o que reforça ainda mais a posição da Star Alliance como a aliança com o maior número de companhias aéreas neste mercado. A Avianca Brasil adiciona 15 novos destinos no país aos 12 existentes que as companhias-membro da Star Alliance já atendem, elevando o total para 27.

Pela rede doméstica da Avianca Brasil, os clientes podem embarcar internacionalmente em 88 voos semanais em 12 aeroportos no Brasil, para destinos da América do Norte e do Sul, da Europa, Ásia e África. Ao conectarem-se por meio dos hubs da Star Alliance nestas regiões, os passageiros conquistam acesso à rede mundial fornecida pelas 28 companhias aéreas membro, oferecendo mais de 1.500 voos diários para 1.330 aeroportos em 192 países.

Os mais de 2,7 milhões de participantes do programa de fidelidade Amigo, agora podem fazer uso de todos os benefícios do FFP (Frequent Flyer Program) da Star Alliance. Eles poderão acumular e resgatar milhas em todos os voos das companhias aéreas parceiras. Os classificados na categoria Amigo Ouro ou Diamante podem acessar mais de 1.000 lounges ao redor do globo, utilizar os benefícios de bagagem (extra ou prioritária), balcões de check-in exclusivos e prioridade de embarque. O mesmo é válido para os clientes das companhias parceiras ao viajarem pela Avianca Brasil.

Todos os voos da empresa, sob o código IATA “O6”, agora serão parte dos produtos tarifários da Star Alliance. O mais popular é a tarifa Volta ao Mundo, que permite aos clientes dar a volta ao redor do globo usando qualquer combinação das 28 companhias-membro. Além disso, a Avianca Brasil também participará dos produtos empresariais, como Star Alliance Corporate Plus.

A fim de apoiar a união da Avianca Brasil, a Star Alliance lançou uma campanha especial de marketing, criada em torno do slogan “AVIANCA BRASIL CONECTA COM O MUNDO”. Ela usa a metáfora visual da bandeira brasileira formada a partir de prédios icônicos em 3D ao redor do globo.

Fotos do evento estarão disponíveis em: http://www.xturnover.dk/staralliance/aviancainbrazilevent/

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Marcelo Serrado, Mariana Rios e Leonardo Miggiorin em  “Memórias de um Gigolô”

Uma superprodução brasileira baseada na obra de Marcos Rey, com adaptação e direção de Miguel Falabella, músicas e letras de Josimar Carneiro e Miguel Falabella.

A história de um triângulo amoroso irreverente na próspera e efervescente São Paulo das décadas de 20 e 30, apogeu do ciclo do café e do progresso trazido pela industrialização da cidade. As lembranças de Mariano (Leonardo Miggiorin), um dos protagonistas da superprodução musical totalmente brasileira “Memórias de um Gigolô”, conduzem a narrativa desse romance cheio de reviravoltas, boemia e humor.

Durante o espetáculo, o público acompanha os principais acontecimentos da vida do órfão Mariano. Criado no meio dos trambiques da cartomante Madame Antonieta (Mariana Baltar) – a famosa “La Buena Dicha” – ele aprende, ainda na infância, a se livrar de enrascadas. Com o falecimento da cartomante, é adotado por Madame Iara (Alessandra Verney), a dona de bordel a quem passa a tratar como madrinha, e que o insere em um mundo cercado de volúpia, jogo de interesses e também muita diversão.

Lu, Valete e Tumache

É por lá que Mariano conhece as duas pessoas que mudam completamente sua vida: a charmosa e encantadora Guadalupe (Mariana Rios), que pouco a pouco o transforma num gigolô de uma mulher só, e Esmeraldo (Marcelo Serrado), mais um gigolô e amante da boa vida – o valete de espadas que “La Buena Dicha” previu que apareceria em seu caminho. Lu passa a chamar Mariano carinhosamente de Tumache depois que ele se declara em inglês para a moça: “I love you too much”.

Entre os três surge um jogo de sedução vivido sem pudores ou repressão, em meio ao luxo, ao brilho e ao requinte que envolvem os magnatas da indústria cafeeira. Para levar esse universo para o palco do Teatro Procópio Ferreira, um cenário deslumbrante conta com os principais itens do bom gosto paulistano e remonta quadro a quadro a época retratada.

“Memórias de um Gigolô” é originalmente um romance do autor Marcos Rey e já foi adaptado para a TV em uma minissérie exibida pela TV Globo em 1986, com roteiro de Walter AvanciniWalter George Durst e Marcos Rey.

Uma homenagem à terra da garoa

Além de contar a história deste triângulo amoroso, “Memórias de um Gigolô” é também uma grande homenagem à cidade de São Paulo. A Esmeraldo cabe a missão de convidar o público a se transportar para atmosfera da terra da garoa: “Tente imaginar uma São Paulo que desapareceu aos poucos, mas da qual ainda se pode encontrar vestígios, aqui e ali, como fragmentos de um mundo que se foi. Muito diferente da cidade que conhecemos hoje. Ah! Os anos trinta! Se a revolução constitucionalista deixara um travo amargo na boca, o progresso da cidade nos apontava irremediavelmente para o futuro”, anuncia no início desta viagem no tempo.

“Chegou progresso

São Paulo partiu!

Vamos em frente

Que atrás vem gente

De todo canto desse meu Brasil!”

Com 461 anos de existência, a terra da garoa tem atributos suficientes para justificar a escolha do escritor Marcos Rey – também presente nesta adaptação teatral da obra –, especialmente em se tratando de suas características nos anos 30, 40 e 50, época em que se passa a narrativa.

Uma das cidades mais populosas do planeta, São Paulo abriga importantes monumentos, parques e museus, além de ser um dos principais polos econômicos brasileiros. Na década de 30, a cidade viu o fim da longeva política do “café com leite” que mantinha com o estado de Minas Gerais para o posto de presidente da república e, na mesma época, foi palco da revolução constitucionalista, que trouxe grande crescimento industrial e urbano, fazendo de São Paulo o berço da prosperidade no Brasil.

As mudanças na cidade entre as décadas de 30 e 50 foram percebidas tanto política quanto econômica e culturalmente. A paisagem urbana foi alterada, a indústria se tornou o principal motor econômico e a população viveu a efervescência do nascimento de uma grande metrópole – característica que São Paulo mantém até hoje, dentre as cidades do Brasil e do mundo.

Preparação e bastidores

Para atuar em “Memórias de um Gigolô”, os atores se dedicaram durante dois meses a ensaios de voz e texto com duração de oito horas por dia, quatro vezes por semana. Sob a direção de Miguel Falabella, eles buscaram as principais características de seus personagens e trabalharam em cima dos “tipões” da década de 30.

No papel do protagonista que conduz a narrativa do espetáculo, Leonardo Miggiorin conta que o trabalho é uma realização pessoal e profissional. Para viver Mariano, o ator fez aulas de canto e também musculação – para ganhar resistência física –, além de pilates e quiropraxia para aliviar a tensão do ritmo acelerado dos ensaios. “Tenho facilidade com a construção do personagem, é um processo que flui naturalmente para mim. Já em relação à música precisei me fortalecer psicologicamente porque muitas vezes o nervosismo me atrapalha. Mas com os ensaios e as aulas estou muito mais seguro para cantar em cena”, comemora. Miggiorin realizou também um trabalho de pesquisa e imersão em que leu o livro de Marcos Rey que deu origem ao espetáculo, assistiu filmes das décadas de 30, 40 e 50 e ouviu artistas da Era do Rádio, como Orlando Silva, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran e Nelson Gonçalves.

Para o ator, Mariano é um homem doce, apaixonado, vívido e destemido. “Ele é órfão desde pequeno e foi criado num ambiente festivo, noturno, onde precisou lidar com todo tipo de gente. Com isso, adquiriu habilidade e tornou-se um gigolô das palavras. O que ele mais sabia fazer era usar sua lábia para conseguir o que queria. Mas no meio do caminho ele acaba se apaixonando pela única mulher que não poderia: Guadalupe (Mariana Rios), a amada de Esmeraldo (Serrado), que se torna seu rival para a vida toda. É uma responsabilidade grande, pois meu personagem é o fio condutor da trama”, declara.

Mariana Rios, que vive a prostituta Guadalupe, exercita o lado musical profissionalmente e conta que a maior dificuldade com sua personagem foi a adaptação dos primeiros dias de ensaio: “As dificuldades são as de qualquer trabalho em que você se entrega: quer que seja perfeito, incrível. No começo, enquanto estamos aprendendo as músicas, ajustando os tons e outros detalhes, dá um pouco de medo. Mas depois da segunda semana você se apropria das músicas e do texto e fica tudo tão incrível que é gostoso, não tem mais dificuldade. O resto é só alegria”, conta a atriz, que fez aulas de dança, canto e preparação com uma fonoaudióloga para o musical.

Como resultado do trabalho de composição de personagem, uma Guadalupe encantadora é apresentada por Mariana ao público: “Ela não sabe quem escolher, para onde ela vai, e ao mesmo tempo tem um olhar perdido de uma pessoa sofrida, que passou por muita coisa. A história de Guadalupe é linda e a história do musical todo é muito bonita, contada de uma forma lúdica e com músicas maravilhosas”, elogia a atriz.

Já Marcelo Serrado precisou de mais dedicação à voz para aprimorar a parte musical. Para atuar em “Memórias de um Gigolô”, ele fez aulas de canto durante mais de seis meses com professores no Rio de Janeiro e em São Paulo. Dando vida a um personagem ao mesmo tempo muito chique e bastante violento, Marcelo revela os pontos fortes de Esmeraldo: “É um personagem muito rico, cheio de nuances, e ao mesmo tempo bem divertido”.

O diretor, Miguel Falabella, além de acompanhar toda a parte cênica é responsável também pelas letras das 20 canções do espetáculo. Josimar Carneiro assina a direção musical e as músicas. Com um trabalho primoroso nas mãos, Miguel revela que adora trabalhar com musicais: “Descanso trabalhando. Meu emprego é uma farra! Gosto de musicais e principalmente de entregar ao público uma coisa brasileira. Sempre fui apaixonado por esse romance”, conta, declarando-se à obra de Marcos Rey.

O trabalho de Miguel Falabella foi muito elogiado por toda a equipe e elenco, dentre eles Marcelo Serrado, que revela sua admiração: “Trabalhar com o Miguel é um prazer. Ele é um grande diretor, roteirista, sempre o admirei. Para mim é uma honra estar em um projeto com ele, o Miguel é um geniozinho”, vibra o ator.

Também sobram elogios ao diretor vindos de Leonardo Miggiorin: “Aos doze anos de idade, no Rio de Janeiro, eu pedi um autógrafo para o Miguel Falabella. Vinte anos depois, estou sendo dirigido por este grande homem do teatro que tanto respeita a arte e seus artistas. Estou muito feliz em trabalhar com ele e com toda a equipe que tanto admiro”.

Números e curiosidades de uma grande produção

“Memórias de um Gigolô” conta com 21 atores em cena e soma 130 pessoas envolvidas em toda a equipe do espetáculo, entre produção, elenco e pessoal técnico. Para dar vida e embalar esse grande musical, 14 canções foram compostas por Miguel Falabella em parceria com Josimar Carneiro.

A cenografia foi construída com elementos que remetem à cidade de São Paulo, não de forma literal ou realista, mas na sua essência. No total foram utilizados mais de 2 mil metros de tecido e mais de 8 toneladas de ferragem e madeira no suporte do cenário, que cria um jogo de cenas ágil e delicado para abrigar uma história tipicamente paulistana.

O visagismo é temporal e retoma as décadas de 30, 40 e 50, tanto na maquiagem dos personagens quanto nos elementos de postiçaria. Ao todo, o elenco usa 23 perucas e 10 bigodes, além de 125 figurinos completos.

 

SERVIÇO

 

Período: até 30 de agosto de 2015

Local: Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823)

Horários: Quinta 21h; Sexta 21h30; Sábado 18h e 21h30; Domingo 18h

Preços dos ingressos: de R$ 50,00 a R$ 180,00

Classificação etária: 14 anos

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Curitiba dos Curitibanos

21 de maio de 2015 0 comentário

Curitiba

Aqui no Blog nós sempre contamos um pouco da história e de curiosidades da cidade, e depois listamos algumas dicas para você curtir ainda mais a sua viagem. Hoje vamos fazer um pouco diferente.

Separamos algumas dicas fora dos guias de viagem, aquelas lugares que são frequentados muito mais pelos curitibanos do que por turistas, e que você não pode deixar de conhecer. Vamos lá?
Praça do Japão: Localizada no bairro da Água Verde, a Praça do Japão é pequena, mas muito charmosa. Remonta os tradicionais jardins japoneses, com lagos com carpas, museu, cerejeiras e até cerimônia do chá (todas ás quintas feiras).

Bar do Torto: Típico Boteco Brasileiro: Mesa de sinuca, petiscos consagrados como empadas de frango, de palmito, bolinho de carne, bolinho de arroz etc. Suas paredes são tomadas por fotos e recordes de boleiros das antigas. Destaque para Garrincha! Como não podia deixar de ser, a Cerveja aqui é o “prato principal” e sai estupidamente gelada da geladeira do “Magrão”. :

Caminhar e se perder pelas ruas do Juvevê até chegar a pé no Museu do Olho: Famoso pela sua generosa oferta de bons restaurantes, o bairro do Juvevê agrada a todos os paladares. A dica aqui é caminhar pelas ruas do bairro, escolher um bom restaurante e depois ir ao Museu do Olho. Mais uma impressionante obra de Oscar Niemeyer, o Museu do Olho surpreende pela arquitetura e pelo rico acervo. Em seus 2 prédios, um deles em formato de olho, o Museu tem como foco as artes visuais, a arquitetura e o design.

Caminho do vinho: O ponto de partida é em São José dos Pinhais, cidade vizinha de Curitiba. São aproximadamente 5 horas de passeio onde o visitante aprende os costumes dos imigrantes italianos, o processo produtivo do vinho, e passa por lugares muito interessantes como o tanques de vinho, adegas, cafés coloniais e restaurantes. Para saber mais acesse: http://www.caminhodovinho.tur.br/

– Bar Baran: Bar tipicamente Ucraniano, o Baran fica quase escondido em uma entrada lateral do prédio da Sociedade Ucraniana do Brasil. Por lá você saboreia os petiscos clássicos de um bar, mas também as receitas típicas ucranianas. Destaque para Varenique e Holoptchi. Ficou curioso? Visite o Bar Baran e depois nos conte se valeu a pena!

– Comer um Carne de Onça no Fantinato: Sem dúvida a melhor Carne de onça do Brasil! Mas você sabe o que é Carne de Onça? Ela é feita de carne bovina mesmo, moída muitas vezes. O prato tem ainda alho, cebola, azeite, cebolinha, conhaque, páprica, sal e pimenta. Tudo é bem misturado para que você coloque sobre o pão como se fosse uma pasta! Sabe aquela frase de que se você foi à Bahia e não comeu Acarajé, você não foi à Bahia? O mesmo vale para a Carne de Onça no Fantinato!

Terrazza 40: Sua localização não poderia ser melhor! Está na cobertura do prédio mais alto da cidade. Só pela vista já vale a visita, mas o Terraza reserva ainda ótimas opções no seu cardápio.

 

E ai, você conhece algum desses lugares? Na sua próxima visita à Curitiba, não deixe de visita-los!

Temos diários para Curitiba partindo de Brasilia e Campo Grande, que ligam a cidade a todos os cantos do Brasil!

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Acontece amanhã, no TUCA em São Paulo, a pré-estreia de “Galileu” com Denise Fraga e texto de Bertolt Brecht. Na peça, Galileu consegue construir um telescópio melhor que os existentes e explorar os céus como nunca antes haviam conseguido.  Com os satélites de Júpiter, ele finalmente comprovaria a doutrina de Copérnico de que o Sol é o centro do Universo e de que a Terra se move e gira em torno dele. Galileu passa a defender e a propagar esta ideia, apesar de saber que ela era contrária ao dogma da Igreja.  Entretanto, este homem apaixonado, o cientista genial movido por uma nova verdade, vê os senhores do poder estabelecido se negarem à obviedade dos fatos.

A ideia da Terra não ser o centro do Universo ameaçava convenientes estruturas de poder.  Estávamos em 1609, em pleno movimento da Contra Reforma.  Galileu tinha muito prestígio e amizades dentro do próprio clero e acreditou que, com este escudo, poderia seguir em frente para instalar seu novo esquema de mundo.  Ledo engano.  Foi perseguido pela Santa Inquisição, processado duas vezes, e, ameaçado de tortura, foi obrigado a negar, abjurar, suas ideias publicamente. Somente em 1992, mais de três séculos após a sua morte, a Igreja reviu o processo da Inquisição e decidiu pela sua absolvição.

Mas não é só da biografia de Galileu que Brecht quer falar.

Brecht coloca em xeque o herói, seu significado social, a discutível necessidade de sua existência numa sociedade que compromete sua liberdade em seus inevitáveis jogos de poder.  Com isso, chama toda a plateia para compartilhar de sua questão

O espetáculo da diretora Cibele Forjaz desvenda o fazer teatral diante do público, com atores que manipulam o cenário e fazem a contraregragem, totalmente disponíveis artisticamente para contar a história que Brecht reinventou, trazendo à cena uma profusão de formas, conceitos, parodias grotescas, cenas pungentes, emoção e muito riso, um estranhamento carnavalizado com a intenção de, talvez, criar um espetáculo genuinamente épico brasileiro.

Galileu Galilei é uma profunda e divertida reflexão sobre o que somos, o que viramos, o quanto abandonamos de nós, a luta de classes, o “ser mandado” e “ser patrão”, a tirania do poder econômico, as liberdades de escolha e o preço a pagar por elas.

A quantos absurdos conseguiremos nos submeter com cara de paisagem?

A peça cumpre temporada no TUCA, de sexta a domingo.

Sextas e sábados: 21:00hs

Domingos: 19:00hs

 

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O novo disco do Alabama Shakes já nasceu como um dos álbuns mais aguardados de 2015, por isso, expectativas não faltaram para “Sound & Color”. Depois de três anos de sua estreia com “Boys & Girls” (um disco que, apesar de brilhante, não foi unânime em arrancar paixões e elogios, mas que, sem dúvida, era impossível passar despercebido; pois qualquer um com, no mínimo, trezentos discos de bom rock na orelha, viria ali tudo de melhor que poderia estar acontecendo no rock contemporâneo). O primeiro single, Don’t Wanna Fight (Não quero lutar) já foi um alerta metafórico para um grupo que dispensa bobagens; eles vão na veia!

Nascido no meio do furacão, garotos simples, mas rodeados de excelentes sons de raízes e de princípios inalterados, apesar do lixo “internético” atual, deixaram os velhos e os novos de olhos brilhantes e de queixos caídos, citando grooves históricos de uma maneira inédita; nos primeiros 25 segundos da música, que incluiu o fantástico grito solto pela vocalista Brittany Howard que invocava James Brown (nada seria mais óbvio para este novo disco). Se David Ghrol se tornou o mais impressionante arqueólogo e pesquisador da música americana, o Alabama Shakes é renascentista nato; é preciso saber o que significa o “Fame Studio” e o “Muscle Shoals Sound Studio” se quiser entender o som da banda e qual a importância de tudo isto na música contemporânea, mas como sempre digo: “música não vem com bula”; então, deixe para os chatos as definições e caia na gandaia deste som maravilhoso!

Por outro lado, como sou o chato de plantão, farei um pequeno parêntese para contar um pouco desta história maravilhosa.   O “FAME (Florença Alabama Music Enterprises) Studios” está localizado em Muscle Shoals, uma área ao norte do Alabama conhecida como “The Shoals”. Fora do caminho dos principais locais de gravação da indústria da música americana, FAME produziu um grande número de discos de sucesso e foi fundamental para o que veio a ser conhecido como o “Muscle Shoals Sound”. Fundado por Rick Hall, Billy Sherrill e Tom Stafford no final de 1950, o estúdio gravou o primeiro disco de sucesso da área de Muscle Shoals: “You Better Move On”, de Arthur Alexander. Com isso, a fama sobre a sonoridade de Muscle Shoals começou a se espalhar e outros tipos de músicos começaram a vir até o local para gravar. Felton Jarvis, produtor de Nashville, trouxe Tommy Roe e gravou o hit  “Everybody”; Bill Lowery, da Atlanta Music Publisher, também começou a trazer vários nomes e passaram pelo estúdio Aretha Franklin e Wilson Pickett .Os músicos que trabalharam no estúdio ficaram  conhecidos como o “Muscle Shoals Horns” e o “Muscle Shoals Rhythm Section” (The Swampers). Em 1969, logo após o estúdio assinar um contrato com a CBS Records, os “Swampers” deixaram o estúdio para fundar um rival, a “Muscle Shoals Sound Studio”. Esta disputa só melhorou a qualidade de ambos e ajudou para mitificar ainda mais a região. Nomes que vão de Bob Dylan a Paul Simon passaram por lá, só para citar alguns; existem coletâneas e um documentário sobre o local; vale a pesquisa, portanto: fica a dica!

Sound and Color

Alabama Shakes é uma banda inclassificável; formada em Athens, Alabama em 2009. O grupo é composto pela vocalista e guitarrista Brittany Howard, pelo guitarrista Heath Fogg, o baixista Zac Cockrell e o baterista Steve Johnson.  A banda recebeu três indicações para o Grammy Awards 2013, de “Melhor Performance de Rock” para o single “Hold On” e do prêmio de “Melhor Gravação” do seu primeiro álbum, Boys & Girls. Chegou ao desafio do segundo disco e tirou de letra, como fica provado em uma audição atenta.

Agora, vamos sentir Sound And Color, faixa a faixa:

  1. Sound and Color – A faixa-título que abre o álbum, facilita o ouvinte para os caminhos da “soul music” que o grupo irá percorrer; o inusitado vibrafone em contraponto com notáveis sessões sutis de cordas é genial.
  2. Don’t Wanna Fight- O primeiro single com sucesso instantâneo, empatia imediata com os velhos adoradores e veículo para angariar novos fãs. Uma introdução ao funk, soul e groove. Dispensa maiores comentários.
  3. Dunes – Traz guitarras pesadas e retoma a visão que os britânicos tinham do R&B, com sutis toques psicodélicos.
  4. Future People, os silêncios criados pelos arranjos da música soul de Memphis, são outra referência notável por aqui em Future People, o órgão Hammond dispara gotas de emoção.
  5. Gimme All Your Love – se uma banda de “Southern Rock” futurista fosse tocar no “Filmore” teria que soar assim em uma cena de um “cult movie”.
  6. This Feeling – Britany é a melhor cantora da atualidade; isto está consagrado e atestado neste disco; haverá controvérsias, mas a história vai provar a verdade!
  7. Guess Who – a importância da música negra nos anos 60 foi abafada por inúmeros fatores, mas o preconceito foi o pior deles; visionários foram incorporaram à sonoridade de Beatles a Lady Gaga. Hoje o que o mundo ouve é a música negra americana; Guess Who mosta as lições desta cartilha: “Vovó viu a uva”.
  8. The Greatest – o minimalismo que surgiu a partir do resgate feito por Jack White é atestado e reverenciado aqui; economia com grandeza e o domínio da modernidade. A prova definitiva do porque do Alabama ser tão genial!
  9. Shoegaze – Sutilezas do “Swamp Rock” presentes aqui; o espírito roqueiro sobressai e era a hora em que o Creedence entrava na seleção do bailinho!
  10. Miss You – O blues balada que poucos conhecem no terceiro milênio; um lamento digno de um Otis Redding, com direitos as explosões emocionais, que proporcionam um orgasmo catártico; biscoito finíssimo!
  11. Gemini – Para quem acha que o “trip hop” foi algo moderno, um exemplo de que o soul psicodélico foi uma das coisas mais belas criadas na música; hora de saber quem foram The Chambers Brothers, Sly & the Family Stone, Curtis Mayfield ou mesmo Jimi Hendrix.
  12. Over My Head – Um resumo desta viagem; a ousadia de criar um disco conceitual (mesmo sem ser) na era do single; essa é para deixar sem fôlego; os músicos visionários do céu que nos deixaram cedo, devem ter mandado seus arranjos não terminados aqui para os caipiras do Alabama; bem-vindos a uma nova era da música.

http://www.alabamashakes.com/

Foto: Antônio Gaudério/Folhapress

Foto: Antônio Gaudério/Folhapress

Fala pessoal, seguidores e apaixonados por viagens!

 

Hoje eu resolvi contar para vocês um pouco do meu início de carreira, com algumas passagens engraçadas e vivências que tive no São Paulo. Cheguei na cidade grande em 1994, vindo emprestado do XV de Jaú, time do interior do estado, para um mundo totalmente diferente. Foi tudo muito bacana desde o começo, só de chegar nessa cidade e viver ali no Morumbi já era uma experiência fantástica (naquela época não existiam as instalações de Cotia, onde fica a base atualmente).

 

Foi no São Paulo que eu tive a minha primeira experiência internacional. Eu nunca havia saído do Brasil e logo que cheguei no clube, fomos para uma expedição em Dallas, nos Estados Unidos, onde disputamos a Dallas Cup. Foi muito legal, uma experiência única poder jogar e ainda ser campeão como melhor jogador, podendo participar e fazer um gol na vitória contra o Milan, quando ganhamos por 2 a 1.

 

Eu cheguei em Dallas uma semana antes do torneio. Era minha primeira viagem para o exterior e eu tinha de 17 para 18 anos, sempre tive aquela curiosidade, desde criança, de chegar em um país diferente e conhecer uma cultura nova… Então saí para conhecer os restaurantes dos Estados Unidos, os parques, e passeei bastante. Uma curiosidade bacana foram os rodeios, eu como um garoto do interior, sempre conheci bastante sobre o assunto, então pude visitar e aproveitei para conhecer os famosos rodeios de Dallas, que tem uma cultura totalmente diferente do Brasil. Eles são muito fanáticos por isto lá no Texas. Quem realmente gosta de um bom rodeio, de uma música country, não deixe de conhecer Dallas.

 

Depois dessa viagem, em 1995, fui convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 para disputar o Pan-Americano, que foi disputado em Mar Del Plata, na Argentina. Essa foi a minha primeira viagem sul-americana. Lá é uma cidade linda demais, que tem uma qualidade de vida e um clima maravilhosos. Infelizmente acabamos perdemos na final para a Argentina, mas mesmo assim ficou marcado para mim, por ser o meu primeiro destino na América do Sul e por me proporcionar conhecer uma cultura bem diferente da nossa. Depois disso fui para vários lugares, como Colômbia, Bolívia, Equador…

 

Bom, mas voltando ao assunto do início de carreira. Eu pude aprender muito no São Paulo, realmente foi um momento de fortalecimento de caráter e de profissionalismo. Com 18/19 anos eu já era titular do clube, onde fiquei durante cinco anos e meio. Foi muito importante o tempo em que morei nas instalações do São Paulo, pois tinha um convívio muito bom. O princípio de carreira foi com o grande Telê Santana, que me deu muitas dicas e muita disciplina, com os horários para chegar e sair, as regras que tinha dentro do clube, dentro da base, e isso foi muito bom para minha formação profissional. Lá fiquei muito amigo de atletas como o Fabiano, Dodô, Bordon, Sidney… E tinha o França, que é um dos maiores artilheiros da história do São Paulo. Morei dois anos no CT junto com ele e sempre demos muita risada.

 

Um dos episódios engraçados do França foi uma vez que ele foi a uma loja de um patrocinador de roupas, que ficava na Rua Clodomiro Amazonas, no Itaim. Só que não existia GPS e nem nada. Então o França saiu da Barra Funda (onde fica o CT do São Paulo) e foi sozinho para a loja. Só que no trajeto, ele fez um retorno errado e foi parar de volta lá na Barra Funda. Ele teve que fazer o caminho todo novamente, pois não sabia muito bem andar em São Paulo.

 

Da mesma forma que não tinha GPS, não existiam joguinhos, redes sociais, internet ou smarphones. Então nós tínhamos que nos virar nas concentrações para passar o tempo. Fazíamos brincadeiras mesmo. Naquela época tinha o Denilson e o Bordon, que eram caras muito engraçados. As vezes o Bordon comprava bichos empalhados para fazer pegadinhas com o pessoal. Uma vez nós fomos para Assunção, no Paraguai, e ele comprou uma aranha empalhada. O cara conseguiu assustar todo mundo do time.

 

As vezes ele se escondia dentro do armário com máscaras, com disfarce de monstro e essas coisas… Aí a gente pedia para algum novato no clube buscar uma chuteira ou algo e o Bordon já dava um baita susto, era uma espécie de batismo aos mais novos.

 

Foram momentos extraordinários com o França e todos os outros companheiros também, como o Marcelinho Paraíba, o Álvaro, Fábio Aurélio, Edu… Foi uma grande geração. O São Paulo não ganhou muitos títulos, apenas dois Paulistas, mas foi uma época de formação de grandes jogadores.

 

E em relação às viagens, realmente é muito diferente quando você está em início de carreira, pois tudo é muito novo, você não quer nem saber se vai ficar quatro ou cinco horas esperando uma conexão, ou quanto tempo vai durar o seu voo, se vai de classe econômica ou business. É sempre uma experiência diferente, em busca das novidades. Você acaba conhecendo uma nova realidade, novas culturas, novos povos, novas culinárias e bebidas, novos lugares… E isto trás uma experiência cultural fantástica para aqueles que levam o futebol a sério e procuram aprender e sugar o máximo de informações e coisas novas e boas para a vida. Então a dica que eu deixo é para aproveitar sempre, buscar conhecimento e não deixar passar este tipo de oportunidades, pois viajar é bom demais, mas aprender nestas viagens é melhor ainda!

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Descubra João Pessoa

28 de abril de 2015 0 comentário

FOTO JPA

Conhecida como “Porta do Sol” a capital paraibana João Pessoa está pronta para te receber, e encantar!

Mas antes de dar as nossas dicas para aproveitar ao máximo a sua visita, você sabe por que ela é conhecida assim? Ela fica no ponto mais oriental das Américas, é lá que o sol nasce primeiro em nosso continente, e daí vem o seu famoso apelido.

Agora vamos às dicas do blog para você que nunca foi a João Pessoa, ou ainda para você que está de volta a cidade.

– Farol do Cabo Branco: É o ponto turístico mais famoso de João Pessoa, e não é por acaso. Inaugurado em 1972, ele está localizado no topo de uma falésia de mais de 40 metros de altura. Tem um mirante com vista para o mar que é parada obrigatória para todos os que passam pela cidade.

– Centro Cultural São Francisco: Localizado no Centro Histórico da cidade, é formado por igrejas, capelas, convento e fonte que juntos representam uma das mais importantes e imponentes obras barrocas do Brasil. Suas construções começaram em 1589, e para aproveitar ao máximo a visita, recomendamos que ela seja guiada (duração de aproximadamente 40 minutos).

– Praia do Jacaré: Aqui você pode aproveitar as varias opções de bares, restaurantes, lojas e hotéis que a região te oferece. Mas se você não tiver muito tempo para curtir tudo isso, recomendamos que você vá pelo menos contemplar o famoso Por-do-sol, o único do Brasil que tem trilha sonora. Toda vez que o sol vai se por, um famoso saxofonista da região acompanha o momento com o “Bolero de Ravel”, nada mal né?

– Mercado de Artesanato Paraibano: É o melhor lugar para você conhecer a cultura popular do estado e ainda encontrar aquele presente bacana para sua família ou amigos. São mais de 120 lojas que vendem desde redes estampadas até objetos em argila, conchas, rendas e bordados.

– Ponta do Seixas: Uma das melhores praias para curtir com a família. Mar azul e calmo, bares e restaurantes, além de uma estreita faixa de areia fazem você não querer sair de lá. É para passar pelo menos um dia inteiro curtindo o visual do lugar.

– Theatro Santa Roza: Inaugurado em 1889, o teatro já passou por diversas reformas ao longo de mais de 100 anos, sem nunca perder o seu estilo Greco-romano dos tempos de construção. É um dos pontos mais procurados da cidade e fica aberto para visitação de segunda a sexta-feira. Aos sábados e domingos ele só abre quando tem alguma apresentação.

 

É por você que selecionamos essas dicas dessa cidade maravilhosa. Venha conhece esse paraíso!

 

Como chegar:

Temos voos diretos e diários partindo de Brasília, e que ligam João Pessoa a outras 12 cidades do Brasil.

Confira aqui ao lado.

 

Avianca. É por você

 

Culturais

A música virou artesanato; ainda bem!

17 de março de 2015 0 comentário

Foto Maia

Passei grande parte da minha vida dedicando-me à música em todas as suas formas: da criação à expressão; com uma dose de empirismo e outra grande dose de academicismo, o que me deixa a vontade para não merecer o título de um músico frustrado que divaga ressentimentos sobre música dos outros. De produtor a divulgador, ouvi toda sorte de absurdos e coerências que a minha formação de comunicador pôde apreciar com a distância semiótica necessária. Se esta introdução parece hermética ou fugaz, o sentido é só resumir que sob minha ótica, vivemos no melhor de todos os mundos da realidade musical. Nunca foi tão fácil produzir, gravar e distribuir música; some a isto, ainda, a facilidade de ter um instrumento e um lugar para ensaiar.

Mas o fato dessas facilidades criar a imobilidade é outro problema; sempre afirmei que não há nada mais apavorante em escrever uma redação quando o título é “Tema Livre”. O que acontece hoje é simplesmente isso: ter “meio”, e não ter “mensagem”. Procurado por centenas de bandas, raramente fui surpreendido e mais raramente ainda respondido quando fazia a simples questão: “Qual sua intenção?”.

Impossível começar algo sem atitude ou coragem; na minha adolescência, fiquei na dúvida entre o visual e o sonoro, ou seja, amava fotografia e fui estudar muito sobre o assunto, até que um dia um professor definiu: “Fotografar é ter coragem!”. Isso me fez ver que não há nada mais direto do que você “roubar” a imagem de algo de uma forma tão explícita e no mundo onde praticamente todo mundo tem uma câmera na mão, quantos têm ideias na cabeça? Será que temos a noção do nosso poder atual de produção?

Voltando à música, que acabou sendo meu caminho, ainda que tortuoso, durante os últimos 40 anos, tenho visto surgir selos cada vez mais interessantes e com produções que beiram o artesanal, tudo emocionante e maravilhoso; surgem sites musicais interessantíssimos, surgem lugares para tocar, inúmeras bandas, rádios online, enfim toda sorte de meios, com um único defeito: pouca interação entre si; não digo algo do tipo “brodagem” (abominável palavra), que no Brasil é um sinônimo para definir a subserviência entre os membros do mesmo “clubinho”; discordar é preciso, assim como criticar, portanto, o que falta aqui é a chamada ”cena”. O segredo da Internet foi criar um protocolo que permitiu os mais diversos tipos de computadores falarem entre si, mas aqui os pares não falam entre si, competem migalhas; triste realidade, enquanto os estabelecidos propagam sua estética pobre e vazia.

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Esta busca por uma “cena”, essa valorização do esforço individual para que ele se torne um caminho de um coletivo é o que devemos buscar na cultura brasileira. É preciso incorporar um novo herói que venha repleto com a palavra que falta na maioria do meio musical atual: “atitude”; algo que se tem ou não, que não se compra, não se finge, não está nos adereços, está na alma…

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Uma das partes mais legais de uma viagem de férias é traçar o roteiro. Mas, ao mesmo tempo, é uma das partes mais complicadas. Ainda mais quando você tem poucos dias para ver muita coisa. E esse é justamente o caso de minhas férias pela região da Toscana, na Itália. São dezenas de cidadezinhas, atrações, restaurantes, gelaterias (hmmmm…) e aí aparecem as questões: Que cidades conhecer? Onde ficar? Que roteiros fazer? Onde comer?

 

Nada melhor para responder todas essas questões e ajudar o viajante do que narrar aqui o meu roteiro. Ou pelo menos parte dele, a parte mais importante e imprescindível. Porque, na verdade, dá para passar mais de um mês na região e explorar cada esquina, colina e cidadezinha murada medieval.

 

Roma- Em primeiro lugar, se você não conhece Roma, não passe batido. Pode parecer óbvio, mas muita gente reserva poucos dias para essa que é uma das cidades mais lindas, ricas em história do mundo na ânsia de ir logo para a Toscana. Independente do seu roteio, Roma merece no mínimo uns 5 dias (que você vai gastar a sola do sapato de tanto andar). Vale cada minuto!

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Siena- Essa pode ser a sua cidade base. Florença, a lendária rival de Siena, é igualmente interessante a seu próprio modo, mas Siena é ideal por estar localizada bem próximo a trechos que você vai conseguir explorar duas a três cidades por dia. Se você conseguir ficar na cidade na época do Il Palio, a tradicional corrida de cavalos entre bairros locais, é uma experiência memorável! Uma tradição medieval que parece uma viagem no tempo.

 

Florença-  Depois de Roma, Florença é a cidade mais charmosa do país. Menorzinha, com referencias artísticas que passam por Michelangelo, Dante Alighieri, Rafael, Boticelli… e uma aura de cidade pequena, aconchegante, histórica e ao mesmo tempo com gente jovem, moderna e atrações gastronômicas e culturais das melhores.

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Lucignano, Volterra, Arezzo- partindo de Siena, esse pode ser seu primeiro roteiro pela Toscana. Em ordem de tamanho você vai conhecer uma mini-cidade linda (Lucignano), uma outra um pouco maior mas com uma estrutura legal para você fazer compras de souvenir, ir a um restaurante  comer um gelato de sobremesa (Volterra) e fechar com uma cidade “grande” para os padrões da Toscana (na verdade, se tiver pouco tempo, Arezzo é uma boa cidade para ser cortada do roteiro. Só vale por ter sido cenário do clássico “A Vida é Bela”, do Roberto Benini).

 

As cidades M e Pienza– Também partindo de Siena, no segundo dia na Toscana vale conhecer Monteriggioni, praticamente uma cidade-castelo que foi a inspiração do castelo do game “Assassins Creed”, Montalcino, onde você vai saborear o espetacular vinho Brunello di Montalcinno (cate uma safra pré-2008) e Pienza, que parece um souvenir de cidade, e onde você tem que comer o tradicional queijo pecorino.