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Um dia de Rei

8 de julho de 2015 0 comentário

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Viajar não é só uma realocação física. Viajar muitas vezes é como se transportar para um outro tempo. É incrível passear por entre resquícios de monumentos históricos, ruínas de templos espetaculares ou galerias com artefatos milenares, é como ter uma amostra do que nossos antepassados vivenciaram séculos atrás. Mas nada pode ser mais decepcionante do que após um dia inteiro passeando pelas raízes históricas de nosso mundo, ser trazido de volta a realidade ao voltar para um hotel . Quartos funcionais com decoração asséptica, lobbys moderninhos deslocados de seu cenário, tentativas de luxo que resultam na tradução mais perfeita da cafonice… são um choque para o imaginário de qualquer viajante. Mas há um lugar onde esse drama não só é evitado como a experiência lúdica de sua viagem ainda é elevada a décima potencia: o Four Seasons Hotel emFlorença, na Itália.

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Poucos países do mundo permitem ao turista ter a sensação de atravessar uma fenda temporal como na Itália. E, entre tantas cidades e regiões italianas belíssimas e ricas em história, Florença consegue ter um lugar especial. O charme de uma das mais bonitas e antigas cidades do mundo, capital da bela região da Toscana.  Um dia passeando pela histórica Ponte Vecchio ou degustando um Gelattoapreciando a inigualável fachada da Catedral Duomo só poderia ficar ainda mais especial quando seu porto seguro é uma das luxuosas suítes do Four Seasons local.

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Você se sente como um Rei medieval adentrando seu palácio do momento que pisa no lobby do hotel. Até porque o hotel fica de fato em um palácio Renascentista com mais de quinhentos anos totalmente reformado.  O luxo característico da rede de Four Seasons ganha aqui uma decoração de época que parece um passaporte para um dos quadros de Michelangelo pendurado nas paredes da Galeria Uffizi. Você sente um membro da nobreza real italiana adentrando seus aposentos alguns séculos atrás. Mas tudo com os serviços e amenidades dos reis modernos: wifi, spa, restaurante quatro estrelas Michelin e etc.

A cada manhã era difícil acordar naquele quarto de delicada opulência digna de Luís XIV e deixar a cama que parecia um ninho gigantesco de edredons brancos. O esforço era recompensado quando você chegava no banheiro e se deparava com uma banheira branca daquelas que Maria Antonieta devia tomar seus banhos de leite. O café da manhã era outra dificuldade, dessa vez para escolher entre as opções dos melhores queijos, prosciutos locais, bolos, paninis e sucos feitos na hora. Se você preferisse não deixar o hotel, poderia aproveitar para percorrer um dos maiores jardins particulares de Florença, decorado com obras de arte modernas e uma vista privilegiada da cúpula do Duomo ao entardecer. As diversas opções de massagem no SPA só reforçam seu imaginário de sultão renascentista, enquanto cada nó de seu corpo é desfeito por uma profissional massoterapeuta em um ambiente decorado com esculturas e afrescos que remetem a Itália de reis e rainhas.

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Mais do que todo esse luxo e cuidado arquitetônico, o que encanta no Four Seasons de Firenze é a forma como ele se insere no imaginário de uma Florença antiga, uma das cidades mais ricas da Europa medieval e berço da Renassença. Não que Florença hoje esteja em decadência, pelo contrário. A cidade permanece uma das grandes atrações da Europa para quem procura história, cultura, beleza clássica, boa cozinha e ambientes cosmopolitas. Mas nada como, mesmo que por uma dia, poder viajar no tempo para um ambiente de luxo e nobreza. Nada como morar em um castelo medieval, mesmo que n centro da moderna Florença. E nada como se sentir como um Rei, mesmo sendo… bom, sendo você! 😉

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Curitiba dos Curitibanos

21 de Maio de 2015 0 comentário

Curitiba

Aqui no Blog nós sempre contamos um pouco da história e de curiosidades da cidade, e depois listamos algumas dicas para você curtir ainda mais a sua viagem. Hoje vamos fazer um pouco diferente.

Separamos algumas dicas fora dos guias de viagem, aquelas lugares que são frequentados muito mais pelos curitibanos do que por turistas, e que você não pode deixar de conhecer. Vamos lá?
Praça do Japão: Localizada no bairro da Água Verde, a Praça do Japão é pequena, mas muito charmosa. Remonta os tradicionais jardins japoneses, com lagos com carpas, museu, cerejeiras e até cerimônia do chá (todas ás quintas feiras).

Bar do Torto: Típico Boteco Brasileiro: Mesa de sinuca, petiscos consagrados como empadas de frango, de palmito, bolinho de carne, bolinho de arroz etc. Suas paredes são tomadas por fotos e recordes de boleiros das antigas. Destaque para Garrincha! Como não podia deixar de ser, a Cerveja aqui é o “prato principal” e sai estupidamente gelada da geladeira do “Magrão”. :

Caminhar e se perder pelas ruas do Juvevê até chegar a pé no Museu do Olho: Famoso pela sua generosa oferta de bons restaurantes, o bairro do Juvevê agrada a todos os paladares. A dica aqui é caminhar pelas ruas do bairro, escolher um bom restaurante e depois ir ao Museu do Olho. Mais uma impressionante obra de Oscar Niemeyer, o Museu do Olho surpreende pela arquitetura e pelo rico acervo. Em seus 2 prédios, um deles em formato de olho, o Museu tem como foco as artes visuais, a arquitetura e o design.

Caminho do vinho: O ponto de partida é em São José dos Pinhais, cidade vizinha de Curitiba. São aproximadamente 5 horas de passeio onde o visitante aprende os costumes dos imigrantes italianos, o processo produtivo do vinho, e passa por lugares muito interessantes como o tanques de vinho, adegas, cafés coloniais e restaurantes. Para saber mais acesse: http://www.caminhodovinho.tur.br/

– Bar Baran: Bar tipicamente Ucraniano, o Baran fica quase escondido em uma entrada lateral do prédio da Sociedade Ucraniana do Brasil. Por lá você saboreia os petiscos clássicos de um bar, mas também as receitas típicas ucranianas. Destaque para Varenique e Holoptchi. Ficou curioso? Visite o Bar Baran e depois nos conte se valeu a pena!

– Comer um Carne de Onça no Fantinato: Sem dúvida a melhor Carne de onça do Brasil! Mas você sabe o que é Carne de Onça? Ela é feita de carne bovina mesmo, moída muitas vezes. O prato tem ainda alho, cebola, azeite, cebolinha, conhaque, páprica, sal e pimenta. Tudo é bem misturado para que você coloque sobre o pão como se fosse uma pasta! Sabe aquela frase de que se você foi à Bahia e não comeu Acarajé, você não foi à Bahia? O mesmo vale para a Carne de Onça no Fantinato!

Terrazza 40: Sua localização não poderia ser melhor! Está na cobertura do prédio mais alto da cidade. Só pela vista já vale a visita, mas o Terraza reserva ainda ótimas opções no seu cardápio.

 

E ai, você conhece algum desses lugares? Na sua próxima visita à Curitiba, não deixe de visita-los!

Temos diários para Curitiba partindo de Brasilia e Campo Grande, que ligam a cidade a todos os cantos do Brasil!

Sociais

Terremoto no Nepal: O que fazer? Como ajudar?

7 de Maio de 2015 0 comentário

NEPAL

Grande parte do desenvolvimento do Nepal depende do turismo. Para se ter uma ideia, turistas foram importante parte das primeiras forças de resgate quando o terremoto de 7.9 na escala Richter devastou enorme área em uma das partes mais populosas da região. Alguns deles foram vistos até mesmo desenterrando vítimas e prestando primeiros socorros improvisado em meio ao caos que havia se instalado. A situação do país já não era das melhores e, agora, esses mesmos turistas se pergunta: o que será do futuro do Nepal?

 

Uma das grandes atrações do país é o Himalaia, onde está localizado o Monte Everest.  O Everest, também afetado pelo terremoto e onde morreram pelo menos 18 alpinistas, atrai milhares de turistas todo ano que pagam uma pequena fortuna ao governo nepalês para realizar uma das escaladas mais famosas e perigosas do mundo. O famoso “base camp”, primeira parada para o início da escalada, foi totalmente destruído. A temporada de escaladas desse ano estava apenas começando. Além do lendário Everest, os sítios históricos do famoso Vale de Kathmandu são o que mais atrai visitantes para o país. Alguns dos templos e casas nesse local foram construídos com uma arquitetura típica e datam dos séculos 17 e 18. A torre Bimhsen, de 61 metros e maior atrativo da cidade, foi derrubada pelos tremores e hoje se resume a uma triste lápide de escombros amontoados no centro da cidade. O maior templo hindu do Nepal, Pashupatinath, também foi parcialmente destruído. As pequenas cidades históricas e suas construções de tijolos vermelho são hoje pilhas de destroços com vítimas enterradas as dezenas.

 

Como se não bastasse, a temporada das monções está para começar, o que afetará diretamente os esforços de resgate e também de reconstrução.

 

O Nepal depende imensamente de seu turismo. Tentando se recuperar de uma guerra civil de uma década, com uma infraestrutura muito precária, problemas sociais e corrupção generalizada que impede de chegar a quem precisa toda a grana proveniente de doações (problema que deve se repetir agora), o dinheiro que o turismo levava para a região era fundamental.

 

Por todos esses motivos, a ajuda física e presencial agora é extremamente necessária. Claro que, por mais nobre que seja, não é tão simples abandonar a rotina e buscar um dos meios oficiais para ajudar diretamente na emergência e reconstrução do país. Mas, caso alguém esteja interessado, a agência de experiências voluntárias “Volunteer Vacations” está ajudando sem objetivos financeiros alguns potenciais voluntários a chegarem ao Nepal. Para aqueles que não tem condição de partir para a Ásia nesse momento, algumas iniciativas bem interessantes surgiram através das Mídias Sociais.

 

O Facebook criou uma ferramenta para alertar e auxiliar quem quiser encontrar um contato na área afetada pelos tremores. Além disso, desenvolveu uma página para doações e se comprometeu a dobrar o valor de cada depósito feito para o povo nepalês. O Google também criou o Person Finder para ajudar quem estiver procurando por vítimas ou pessoas desaparecidas. Além desses mega sites da internet, vários outros apareceram oferecendo ajuda através de doações. Pelos motivos apresentados nesse texto, sua doação é extremamente útil e necessária. Mas, também por razões explicadas aqui e que pude testemunhar me primeira mão em diversos países e cenários de desastre natural, pesquise bem a empresa que se encarregará de sua doação para ter a certeza de que ele chegará a quem realmente está precisando.

 

E, como sempre… #PrayForNepal!

Nacionais

Você sabia tudo isso sobre Passo Fundo?

8 de Abril de 2015 0 comentário

Passo Fundo

Localizada no norte do Rio Grande do Sul, Passo fundo ostenta com muito orgulho o título de “Capital Nacional da Literatura”. Acontece por lá, a cada 2 anos, a Jornada Nacional da Literatura, que em sua última edição reuniu mais de 30 mil pessoas! Em suas 3 décadas de existência, a Jornada já atingiu mais de 130 mil pessoas, números impressionantes para uma cidade de aproximadamente 200 mil habitantes né?

Se engana quem pensa que a cidade não tem um grande evento nos anos em que não acontece a Jornada. Nos anos pares, Passo Fundo organiza o Festival Internacional do Folclore que recebe artistas de todos os cantos do Brasil e do mundo. É uma oportunidade única para os moradores da cidade interagirem e conhecerem as diferenças culturais dos povos que desembarcam por lá. Somente em sua última edição, reuniu mais de 150 mil pessoas!

A cidade ainda oferece muitas opções culturais, esportivas e sociais para quem a visita, e nós do Blog separamos os pontos mais procurados:

Complexo Turístico da Roselândia: Com mais de 200 hectares, o local oferece inúmeras opções de lazer. Destaque para o Kartódromo, a escola de equitação um parque para rodeios e o Centro de Tradições Gaúchas!

Igreja Matriz: Um dos símbolos da cidade, a Igreja datada de 1893 é um dos pontos turísticos mais visitados. Além disso, foi eleita Patrimônio Histórico-cultural o que atraiu ainda mais turistas para visita-la!

Museu Histórico Regional: Criado em 1977, o museu divulga e difunde o patrimônio cultural da região. Suas exposições temáticas contam com documentos, fotografias e objetos que remontam o passado e resgatam a história de seu povo.

Parque da Gare: Excelente pedida para comprar uma lembrança ou levar uma recordação da cidade. Por aqui acontece a feira de artesanato com ótimas opções de lembranças. O Parque ainda oferece opções de lazer para adultos e crianças, além de espaços para a prática de esportes.

– La Cantina Galeteria: ótima pedida para quem gosta da culinária italiana, a Cantina conta com uma bela loja de vinhos, anexa ao restaurante, que promete agradar a todos os gostos e bolsos!

– PUB 540: Se você está procurando um lugar para curtir com os amigos e conhecer gente nova, venha para cá! O Pub oferece ótimas opções de bebidas e música para todos os ouvidos. Tem dias que a casa foca em algum estilo musical, já em outros toca de tudo um pouco.

 

Nós temos voos para Passo Fundo todos os dias partindo de São Paulo.

Confira aqui ao lado!

Petrolina

Do Bode ao Vinho, Petrolina está pronta para te receber!

Banhada pelo famoso rio São Francisco, Petrolina consegue produzir vinhos que estão sendo considerados tão bons quanto os do sul do país. Quem diria que por lá, um dos roteiros mais procurados pelos turistas são as visitas às vinícolas com direito a caminhada entre os parreirais e tudo?

Mas se você é “cabra arretado”, e gosta mesmo de comer um bom bode, está no lugar certo! Com fama nacional na iguaria, Petrolina montou um Bodódromo na cidade para satisfazer a grande demanda. Lá existem vários restaurantes especializados no prato, mas que também servem carneiro, peixes e carne de sol. É um verdadeiro paraíso da culinária regional.

As carrancas, caras normalmente assustadoras feitas de madeira, podem ser facilmente encontradas por lá. Isso se deve ao grande trabalho da artesã Ana das Carrancas, que embora tenha falecido há 7 anos, ainda tem muitas obras expostas e vendidas. Outros artesãos também produzem as famosas Carrancas de Petrolina e montaram uma oficina para exporem e comercializarem suas obras.

Petrolina, não tem mar, mas faz do Velho Chico um excelente ponto de diversão, gastronomia e saúde. Isso porque em suas margens, existem ótimos restaurantes, bares, além de pista s de caminhada e corrida. Contemplar o pôr-do-sol às margens do São Francisco é sem dúvida um dos pontos altos da cidade.

Separamos ainda, mais 2 dicas de como aproveitar ao máximo, tudo que Petrolina tem para oferecer:

– Museu do Sertão: Ótimo lugar para conhecer um pouco mais sobre a cultural e a história do povo Sertanejo. Nas 5 galerias do museu, existe um rico acervo de móveis, fotos e documentos que ilustram bem como foi a vida no sertão.

Ilha do Rodeadouro: Localizada há 12 km do centro da cidade, a ilha com suas areais brancas, águas doces e calmas é muito procurada pelos turistas e o povo local. A ilha oferece inúmeras barracas com comidas regionais, é claro. Para chegar lá, os moradores da ilha oferecem o “transfer” em barcos que na alta temporada são responsáveis pelo sustento das famílias ribeirinhas.

 

E ai, ficou com vontade de conhecer Petrolina? Temos voos diários partindo de Brasília, Salvador e Recife que ligam a cidade ao resto do Brasil!

Culturais

A arte foi sempre uma ameaça!

20 de Janeiro de 2015 0 comentário

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Em janeiro de 1963, uma versão da música “Louie Louie” feita pelo grupo americano The Kingsmen chegava ao primeiro lugar das paradas e, ao mesmo tempo, virava foco de uma investigação da polícia.

Antes de qualquer teoria conspiratória, é necessário lembrar que a música é um “rhythm and blues” escrito por Richard Berry em 1955. Originalmente foi arranjada em estilo de uma balada jamaicana, ou Calipso, e contava em uma forma de verso-refrão a história em primeira pessoa de um marinheiro jamaicano que voltava à ilha para rever sua amada. Sua primeira edição saiu em um compacto da gravadora Flip com o titulo de “Richard Berry & The Pharaohs”, no ano de 1957. No entanto, a versão que ganhou a fama e as paradas foi a do grupo de Portland, The Kingsmen e, como já dito antes, tornou-se também alvo de uma investigação da polícia sobre o suposto, mas inexistente conteúdo de obscenidade da letra. Devido a palavras quase impossíveis de se entender e um precário esquema de marketing do grupo e sua gravadora, que ventilou o boato, a “confusão” estava armada. Uma vez que o rock já tinha uma má fama vinda dos anos 50 e uma banda de garotos brancos gravando música negra sempre soava suspeito para o “stabilishment” americano da época.

Se hoje a historia da intolerância artística se repete como farsa, naquela época, esta passagem foi tão surreal que poderia parecer mentira, mas não foi!

 

No final de 1965, a carreira e a fama do Kingsmen foi desaparecendo rapidamente, nenhum outro  single conseguiu emplacar nas paradas. Tentaram novamente a fórmula de lançar uma canção “nonsense”, You Got The Gamma Goochee, mas foi um fracasso retumbante. Não se sabe se por falta de assunto ou excesso de neurose, na verdade, quem nunca havia esquecido a banda foi a polícia que chegou a interrogar um dos músicos. Na ocasião ele informou ao Bureau que não era – como tinha sido alegado por políticos e pais indignados – intenção da música da banda ser algo subversivo para com isso corromper a juventude do país.  Finalmente, Depois deste interrogatório cujo conteúdo é considerado uma comédia, a polícia reconheceu sua atitude “curiosa” de passar dois anos tentando decifrar “Louie Louie” e observou no relatório oficial que não existia nenhuma prova de obscenidades e mensagem subliminar na obra.

Por outro lado, “Louie Louie” acabou se tornando uma das músicas mais importantes da história do rock, ganhou prêmios, teve vários livros dedicados a ela e se tornou um ícone do rock de garagem. Houve tantas regravações deste hit, que nos anos 90, uma pesquisa indicou mais de 1200 versões diferentes.

 

A intolerância e a ignorância ainda vão passar muitos apuros tentando entender ou apagar a força de uma canção, de um desenho, de uma poesia ou de qualquer manifestação artística, um desperdício, pois bastaria tentar apreciá-la!

DestinosInternacionaisRelatos

Roteiros do Fran

16 de Janeiro de 2015 1 Comentário

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Escrevo aqui na coluna sempre com o intuito de apresentar algo diferente dos demais sites e blogs de viagem. Nada contra ambos, mas é porque quero colaborar e minhas experiências acabam sendo um pouco diferentes das viagens mais tradicionais. Acabo falando sobre pensadores de viagem, dicas de filmes, como fazer a mala, características de outras culturas, etc. Mas tenho percebido que os leitores acabam curtindo e se beneficiando muito com roteiros daqueles bem explicadinhos e destrinchados. E porque não unir o útil ao agradável: roteiro de destinos pouco usuais, mas que ao mesmo tempo sejam tranquilos de realizar.

 

E o primeiro destino dos Roteiros do Fran é….

 

Japão!

Não pense que dá para se virar fácil no inglês. Então, nada melhor que dicas mastigadinhas. Começando já pelo aeroporto. Você vai chegar no aeroporto de Narita. Leve dólar. Chegando lá, após a imigração (que já é um caso a parte e super tecnológica), assim que você sair a sua direita tem uma casa de “Currency Exchange” a uns 3 metros. Pode trocar grana ali que o câmbio é bom. Depois, siga em frente que tem um balcão de “information” e ao lado esquerdo dele uma escadinha pro metro-trem. Você vai comprar passagem pro Narita Express. É o trem expresso que te deixa em Shinjuku, onde é o hotel e a principal estação de trem (JR, guarda esse nome porque você vai usar o tempo todo).

Hotel: sugestão Best Western Shinjuku Astina – http://eng.bw-shinjuku.com/

Em Shinjuku a estação JR te liga a todos os lugares com poucas trocas de trem. O mapa é mole de se guiar. Procure o seu destino, em cima dele tem o valor da passagem e vc compra na maquininha automática. Assusta, mas no segundo dia você já está em casa. Easy!

Dicas de coisas pra fazer:

– Shinjuku: Shinjuku Goyen, parque grandão que é abrigo de terremotos, tem um lago de carpas gigantes e árvores de cerejeira (as famosas Sakuras – Cherry Blossom-). Vale a pena ir no Park Hyatt Hotel (uns 10 minutos andando), hotel chique onde foi filmado o filme Lost in translation. Lá no fundo tem uma delicatessen, sobe a escada e pega o elevador até o New York Bar, onde tem uma vista incrível da cidade e dá para tomar uns drinks românticos (e caros)! Chegando antes das 19h30 não paga couvert, e em um dia claro dá pra ver o Monte Fuji.

– Harajuku: pertinho de Shinjuku. Takeshita street, a rua da moda com várias lojinhas transadas. Se for domingo ou sábado você esbarra com o pessoal fantasiado de cosplay, hentai, sei lá. No final dela você chega em Omotesando.

– Yoyogi Park: do lado de Harajuku. Parque para um piquinique descolado.

– Omotesando: bairro com as lojas mais chiques, onde tem a Prada côncava (famosa). E não deixe de ir de jeito nenhum a loja de brinquedos Kiddy Land!

– Akihabara: bairro de eletrônicos e muitas lojas de mangás (revistas e bonequinhas).

– Roppongi: bairro cool, high class. Tem umas boites e tem o restaurante onde foi inspirado o kill Bill, nem e tão caro. Vale jantar lá um dia que tem um visual lindo. Se chama Gonpachi.

– Shibuya: um dos bairros mais famosos e movimentados do mundo. Tem o maior cruzamento do mundo e a estátua do lendário cãozinho Hachiko logo na saída da estação do metro.

– Shimokitazawa: bairro vintage, com lojinhas cool, meio hipster, flea market, brechó.

Museu da GuerraYushukan Museum, fica no templo Yasukuni Jinja. É um museu espetacular para quem curte história, com artefatos de todas as guerras do Japão. E o parque em volta vale a pena conhecer! Fica próximo a praça onde tá o palácio imperial.

– Tsukiji Fish Market: maior mercado de peixe do mundo! Tem que chegar tipo 6AM e tem os atuns gigantes pra leiloar. E ali mesmo uns restaurantes rústicos que dizem ter o melhor sushi do mundo.

– Tokyo Disney! Imagine o Mickey falando japonês.

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Dicas Extras:

– Você tem que comer em um sushi kaiten. A esteirinha vai passando com os pratos pela sua mesa, você escolhe o que quer em um monitor, sai pegando o que quer comer e paga pela quantidade e cor dos pratos no final.

– Dependendo do tempo no país, você pode pegar um Shinkansen (trêm-bala) e em 4 horas estar em Kyoto (cidade mais pacata e cheia de templos)

– O Simulador de Terremoto é meio longe e fora de mão. Mas é de graça e parece uma atração de parque de diversão. http://www.ktr.mlit.go.jp/showa/tokyorinkai/english/72h/1f.htm