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Como identificar, ou não, um farsante musical

9 de setembro de 2015 0 comentário

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Nos anos 90, os jornalistas Jimmy Gutterman e Owen O´Donnel escreveram o livro “Os piores discos de rock de todos os tempos”, um verdadeiro exercício de ironia. Na verdade, os discos listados não importavam tanto, mas algo que merece destaque, pelo seu sarcasmo e exatidão atemporal, é a lista de trinta e três regras de como ser original no rock’n’roll e não ter um disco seu inserido em uma lista dos piores de todos os tempos.

Vivemos e um época de muita informação e pouca sabedoria, na qual artistas são formados em “reality shows”, portanto, seguindo essas regras não haverá jurado que não se encante pela banda:

1) Não continue com o nome da banda se um de seus membros fundamentais sair do grupo.

2) Nunca cante uma música sobre Elvis Presley.

3) Nunca grave pela gravadora ARISTA. Ela foi responsável pelos maiores nomes do rock farofa dos anos 80.

4) Rock e coral são detestáveis. Nunca grave um som que tenha um arranjo com um grande coral, a única exceção é “You can´t always get what you want”, dos Rolling Stones, e acabou por aí!

5) Letras de rock não são poesias.

6) A qualidade de um rock é inversamente proporcional ao número de instrumentos utilizados na sua gravação, a menos que você seja Van Morrison!

7) Nunca existirão super grupos (aqueles conjuntos formados por famosos de várias bandas, não adianta, não dá certo nunca!).

8) Rock stars não são atores.

10) Roqueiros brancos que falam de suas raízes negras estão mentindo, assim como quem tenha gravado no Sun Studio depois de 1956. E na maioria das vezes, “revisitar” raízes é um desastre.

11) Não cante uma música falando do seu falecido pai, principalmente se ele foi um grande ídolo.

12) Elvis está morto!

13) Não faça uma escola de arte.

14) Não abrace causas óbvias. Quanto mais controversa for sua bandeira, mais atitude você terá. Você já viu alguém ser contrário a salvar os famintos ou apoiar uma guerra?

15) Qualquer coisa que você pense em fazer para chocar, Jerry Lee Lewis já fez, e certamente de uma forma melhor!

16) Uma lista não é uma canção.

17) Artistas de verdade não podem permitir parentes na banda.

18) Não é admissível ser patrocinado por uma marca ou griffe!

19) Um disco ao vivo deve ser gravado ao vivo (sacou?).

20) Videoclipes são como comerciais, não é cinema de arte.

21) A boa política não se transforma em uma boa letra.

22) Técnica de tocar formidável não quer dizer nada, senão o rock progressivo seria eternamente imbatível.

23) Não existe um cabelo maravilhoso para sempre. A moda passa!

24) Cuidado com quem usa botas de cowboy ou colete.

25) Artistas chamados “cult” acabam sendo tão ou mais previsíveis do que os astros pop!

26) Um heavy metal sempre pode ser tocado com mais velocidade; não há limite!

27) O punk aconteceu (note o tempo do verbo).

28) Se você conseguir gravar mais de três discos, parabéns! Vai merecer uma compilação e possivelmente sobreviver de música.

29) Museu do rock é coisa de xarope. Se você quiser ser eternizado num lugar assim, aprenda a pintar.

30) Admita quando ficar careca, ou barrigudo; nunca tente disfarçar; e pelo amor de Deus: esqueça que já usou roupas justas!

31) O amor não é tudo que precisamos. Veja como soam estúpidas certas letras quando estamos putos da vida.

32) Nunca regrave clássicos da soul music. o resultado é patético!

33) O rock é uma pequena parcela da música mundial. Se você acredita que vai mudar o mundo tocando rock, caia na real!

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Voltando as origens: Música virou Música

2 de julho de 2015 0 comentário

Numa determinada época de minha vida, como todo bom cultuador dos anos 60, flertei com o orientalismo e acabei mergulhando fundo na filosofia ZEN.

Em uma das primeiras lições comentava-se que: ”… quando você não entende o ZEN, as árvores são árvores e as montanhas são montanhas, quando você começa a entender e estudar o ZEN as árvores são montanhas e montanhas são árvores, quando você compreende o ZEN as árvores novamente são árvores e as montanhas são também, novamente, montanhas… ”.
Transportando este ensinamento para a atual situação da música, que passou por um momento de tanta divagação sobre o seu futuro, a conclusão é bem simples, ou zen: a música voltou a ser música, ou seja, a dúvida deve ser transportada para a questão: o que sobrou do disco no formato que ficou conhecido convencionalmente?
Sou da era do vinil, ou pior, do compacto, quando uma música era uma entidade única e independente e quando vários singles ou compactos se juntavam , resultando em um disco de sucesso. Todos já devem ter visto nos porões de suas casas ou dos seus avós aqueles pesados discos de 78 rpm, que só continham uma música e sua vida útil dependia de quantas vezes fosse executado no toca discos, portanto, voltamos ao passado e a música virou música novamente, sem disco de longa duração, ou um suporte material definido.
O disco agora, em sua maioria, é virtual; a democracia digital permite a cada um criar seu próprio disco, sua própria rádio, sua seleção que pode durar os muitos giga do mais sofisticado player. A indústria do disco se matou com a ganância que ela própria inventou, sobrou o indomável, o resultado final do sonho do artista, sua pequena partícula abstrata de se expressar, uma música que de nada mais depende, ou seja, só depende do ar para existir!

Mas o que isto te a ver com o nosso assunto?

Tudo, pois muitas bandas me procuram perguntado sobre os caminhos do sucesso, ou de um lugar ao sol dentro do mundo musical, mas como tudo, a reposta está dentro do próprio artista.

Estamos começando do zero, um artista poderá ser aquele do single digital, do LP conceitual, do novo CD, ou exótico ao ponto de lançar um Cassete. A chamada “Cauda Longa”, já é uma realidade da Internet; vamos celebrar e alimentar isso. Só não podemos ter medo do agora, nem cultuar a nostalgia, nem esperar que o futuro nos redima!

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Petiscos Musicais

20 de Abril de 2015 0 comentário

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Há tempos venho falando sobre a necessidade de ritualização em relação a musica, não bem a musica em si, mas o seu suporte, ou seja, aquilo onde ela esta gravada! Do acetato ao cd e hoje um mero arquivo digital. Apocalípticos confundiram o fim do suporte “físico” com o fim da musica, mas todas estas discussões são intensas e não dá para si falar nisso em poucas palavras. Na verdade quero dizer que a indústria do disco (em alguns países) vem se esforçando em resgatar estas que chama ritualizações de alguns grandes discos que continham grandes musicas do mundo pop.

Por aqui a gravadora “Music Brokers”  é um exemplo disto, lançando vários petiscos para atrair, primeiro, os antigos adoradores e também  as novas gerações que costumam ler a história com a atenção necessária.

Veja o exemplo do  grupo The Doors que  é uma das bandas mais complexas e indispensáveis da historia do rock; e tornou-se não só uma banda seminal do gênero, mas também uma fonte de inspiração para inúmeros artistas. No entanto, apesar de sempre envolta em uma mítica reforçada pela imagem icônica de seu vocalista Jim Morrison que tinha toneladas de carisma, é, sem duvida, um grupo muito mais falado do que ouvido nas últimas décadas. Apesar de alguns hits musicais mundiais, a obra densa e extensa da banda é pouco conhecida e principalmente entendida.

Por isso mesmo a coletânea THE MANY FACES OF THE DOORS é uma oportunidade única de destrinchar a complexa filosofia do The Doors. Dividida em três CDs, esta compilação traz as chaves para abrir as portas da percepção criadas por esta banda incrível; entramos no mundo secreto da banda, com faixas raras, projetos paralelos de seus membros, remakes e também, algo interessantíssimo e raro neste tipo de coletânea: as raízes musicais do grupo. É um álbum único, que já está sendo elogiado pelos exigentes fãs do grupo em todo o mundo.

A coletânea traz uma arte de capa belíssima e que sintetiza o espírito do disco; uma seleção de músicas que levou alguns anos de trabalho para ser reunida com o objetivo de garantir a coerência da obra e um trabalho de remasterizarão para garantir um som de qualidade.

O primeiro CD contém projetos dos membros da banda: Ray Manzarek (um dos mais complexos tecladistas do rock), Robbie Krieger (o guitarrista virtuoso e de estilo único que compôs o maior hit da banda “Light My Fire”), o baterista John Densmore que mostra seu lado jazzístico e a melhor surpresa que é a presença do filho de Jim Morrison, Cliff, que sem dúvida herdou a voz do pai; é ouvir para crer!

O segundo CD é de covers e vai se tornando um álbum divertido e fácil ouvir, trazendo uma série de surpresas maravilhosas. Como exemplo, a dupla Raveonettes, transforma “The End” em algo curto e radiofônico sem mutilar a densidade original, além das contribuições de mitos do rock como Ian Gillan (vocalista do Deep Purple) e Rick Wakeman fazendo juntos “Light My Fire”, ou Edgar Winter com a belíssima “Crystal Ship”.

No CD 3, as raízes da banda; um álbum de originais de blues e R&B que fizeram a formação dos membros do The Doors; algo belo e temporal para reforçar que o blues é origem de tudo que ouvimos na música pop contemporânea. Os nomes presentes neste terceiro disco dispensam apresentações: Howlin Wolf, Muddy Waters, Robert Johnson, Billie Holiday e John Lee Hooker que ultrapassam a definição de músicos; são pilares que fazem parte de qualquer construção musical de qualidade.

THE MANY FACES OF THE DOORS não é só um disco, é um caminho de aprendizado e surpresa, uma descoberta ou um dicionário para entender a complexa música do grupo The Doors.

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A música virou artesanato; ainda bem!

17 de Março de 2015 0 comentário

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Passei grande parte da minha vida dedicando-me à música em todas as suas formas: da criação à expressão; com uma dose de empirismo e outra grande dose de academicismo, o que me deixa a vontade para não merecer o título de um músico frustrado que divaga ressentimentos sobre música dos outros. De produtor a divulgador, ouvi toda sorte de absurdos e coerências que a minha formação de comunicador pôde apreciar com a distância semiótica necessária. Se esta introdução parece hermética ou fugaz, o sentido é só resumir que sob minha ótica, vivemos no melhor de todos os mundos da realidade musical. Nunca foi tão fácil produzir, gravar e distribuir música; some a isto, ainda, a facilidade de ter um instrumento e um lugar para ensaiar.

Mas o fato dessas facilidades criar a imobilidade é outro problema; sempre afirmei que não há nada mais apavorante em escrever uma redação quando o título é “Tema Livre”. O que acontece hoje é simplesmente isso: ter “meio”, e não ter “mensagem”. Procurado por centenas de bandas, raramente fui surpreendido e mais raramente ainda respondido quando fazia a simples questão: “Qual sua intenção?”.

Impossível começar algo sem atitude ou coragem; na minha adolescência, fiquei na dúvida entre o visual e o sonoro, ou seja, amava fotografia e fui estudar muito sobre o assunto, até que um dia um professor definiu: “Fotografar é ter coragem!”. Isso me fez ver que não há nada mais direto do que você “roubar” a imagem de algo de uma forma tão explícita e no mundo onde praticamente todo mundo tem uma câmera na mão, quantos têm ideias na cabeça? Será que temos a noção do nosso poder atual de produção?

Voltando à música, que acabou sendo meu caminho, ainda que tortuoso, durante os últimos 40 anos, tenho visto surgir selos cada vez mais interessantes e com produções que beiram o artesanal, tudo emocionante e maravilhoso; surgem sites musicais interessantíssimos, surgem lugares para tocar, inúmeras bandas, rádios online, enfim toda sorte de meios, com um único defeito: pouca interação entre si; não digo algo do tipo “brodagem” (abominável palavra), que no Brasil é um sinônimo para definir a subserviência entre os membros do mesmo “clubinho”; discordar é preciso, assim como criticar, portanto, o que falta aqui é a chamada ”cena”. O segredo da Internet foi criar um protocolo que permitiu os mais diversos tipos de computadores falarem entre si, mas aqui os pares não falam entre si, competem migalhas; triste realidade, enquanto os estabelecidos propagam sua estética pobre e vazia.

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Esta busca por uma “cena”, essa valorização do esforço individual para que ele se torne um caminho de um coletivo é o que devemos buscar na cultura brasileira. É preciso incorporar um novo herói que venha repleto com a palavra que falta na maioria do meio musical atual: “atitude”; algo que se tem ou não, que não se compra, não se finge, não está nos adereços, está na alma…

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Com certeza no idiossincrático mundo das listas de melhores discos do ano, um fato devera ser unanime, cinco mulheres deverão aparecer na maioria destas listas. E com certeza vale muito a pena ouvir o que estas meninas estão dizendo em suas composições…

Mas que são elas?

Brody Dalle – ‘Diploid Love’

A australiana Brody Dalle ficou famosa por liderar a competente banda The Distillers, e mais tarde, outra banda de destaque no cenário  alternativo, Spinnerette. Pode ser um detalhe, mas ela é casada com um dos nomes mais influentes e criativo do rock atual, Josh Homme, líder do grupo Queens Of  Stone Age, e critico feroz da musica contemporânea  descartável, se ela convenceu Homme já um bom caminho andado no cenário do rock. Brincadeiras sexistas a parte, Brody estreou em carreira solo este ano com álbum, Diploid Love , produzido por Alain Johannes, lançado em  de fevereiro de 2014, teve como  primeiro single a impactante, “Meet the Foetus / Oh the Joy”, com participação especial de Shirley Manson, vocalista da banda Garbage. O disco traz as nove faixas que podem representar um kit de sobrevivência da musica pop do século 21, surpreendendo com um “hardcore  fluente”, futurista e com pitadas retrô ao mesmo tempo; uma delicia para noites de balada.

Tune-Yards – ‘Nikki Nack’

Tune-Yards é um projeto musical da multi-instrumentista e compositora americana,  Merrill Garbus.  Seu primeiro disco Bird Brains, em 2009,  teve sua primeira tiragem lançada em Fitas Cassete recicladas e depois uma versão em Vinil, o que já chamou a atenção do antenados; o segundo disco, “Whokill” lançado em abril de 2011, consagrou Garbus em termos críticos. Neste ano, ‘Nikki Nack’ sela definitivamente o talento desta banda projeto.  No seu terceiro trabalho,  definido como uma música bem humorada, aparece um  ativismo sonoro são incorporados elementos de jazz  e blues, mas sua criatividade é explicita um álbum para se ouvir de tarde, ou em um fim de semana!

Sharon Van Etten – ‘Are We There’

Esta cantora e compositora americana, nascida em New Jersey,  nasceu em uma família que valoriza as artes, teve a sorte de crescer rodeado por uma enorme coleção de disso de vinil, e junto de seus quatro irmãos cresceu em um ambiente musical onde a brincadeira predileta era todos os irmãos fingirem que eram membros de uma banda de sucesso. Depois de tantas brincadeiras, Sharon aprendeu sozinha a tocar violão e  começou a escrever músicas. Na época do colégio, ela ainda da os créditos de ter aprendido sofisticadas harmonias vocais no coro da escola, pois na 6ª série, fez parte de um coral chamado “The Mini Singers”. Seu primeiro disco oficial, “Because I Was in Love” saiu em 2009, e dois outros álbuns solidificaram sua carreira: Epic (2010) e Tramp (2012). Neste ano com o lançamento de “Are We There”, ele muda o rumo de sua carreira, mais crua, revela  sua realidade  de uma forma do que vive no presente ao contrario de suas outras narrativas que falavam de experiências passadas, um disco atual que pode ser um ótimo companheiro para uma noite de insônia!

St. Vincent  – St. Vincent

Erin “Annie” Clark é mais conhecida pelo seu nome artístico de St. Vincent, cantora, compositora e multi-instrumentista e. Ela começou sua carreira musical como membro dos grupos The Polyphonic Spree e Sufjan Stevens, antes de criar est seu  próprio projeto  em 2006. Sua discografia é composta por, seu álbum de estreia, Marry Me (2007), seguido por Actor (2009) e Strange Mercy (2011). Ela ainda lançou um álbum junto de David Byrne (Talking Heads) em 2012 intitulado  ”Love This Giant”.  Neste ano se consagra com Seu quarto álbum solo, autointitulado St. Vincent, para muitos críticos já foi considerado o disco do ano. Sua presença no placo é hipnótica e sua musica rejeita rótulos; music a para ouvir a qualquer hora do dia ou de noite, mas sempre com muita atenção e de preferência com fones de ouvido de alta definição.

EMA – ‘The Future’s Void’

Erika M. Anderson, mais conhecida pelo seu nome artístico de “EMA”, é outra cantora e compositora americana que vem de South Dakota. Originalmente, foi a vocalista da cultuada banda “Gowns” que pertencia ao movimento do chamado  “Drone-Folk” um estilo que usa estrutura repetitiva e mínima do estilo Drone, com elementos e instrumentação Folk. Sua discografia solo é composta por Little Sketches on Tape (2010)m Past Life Martyred Saints (2011) e The Future’s Void lançado este ano. The Future’s Void é um disco que discute o papel da tecnologia atual em nossas vidas, um mix de “noisy- pop” com psicodelia, pilotado por um artista charmosíssima, para ser ouvido a partir do cair da tarde e sem hora para parar de ouvir.

E para dizer que não falei das flores… Aqui estão as brasileiras

No Brasil as mulheres também tem feito a grande diferença, infelizmente os reality-calouros, os programas “caça talentos” e os, viciados, prêmios da “nova” musica brasileira, que provocam uma emoção tão artificial como uma comercial do “american way of life” dos anos 50, passam ao largo das meninas que poderiam injetar mais energia por aqui. Elas estão no underground emocionam muita gente, mas mereciam muito mais!

Vou começar por Érika Martins , apesar de uma longa carreira, não tem ainda o reconhecimento merecido, lançou este ano um dos melhores discos brasileiros dos últimos tempos “Modinhas” um conceito seríssimo que precisava  ser no mínimo tocado nas rádios. Fernanda Takai nos brindou com disco, “Na Medida do Impossível” que concilia o inconciliável, incrível! No quesito bandas, não deixe de experimentar o “garagem iê iê iê” das Radioativas, o “pop metal” da Constantine e o “hard cabeça” da Mafalda  Morfina! Muita coisa boa, só falta aparecer mais na midia!

Feliz 2015!

Descubra mais aqui:

http://modinhasdaerika.wordpress.com/

http://fernandatakai.com.br/

https://www.facebook.com/asradioativas

http://www.constantinerock.com.br/

http://mafaldamorfina.com.br/

Foto Maia

Quando o personagem Rob Flemming, do livro Alta Fidelidade de Nick Hornby, mostrava-se um viciado em contar fatos através de listas de “TOP 5”, foi criada uma das melhores metáforas do mundo pop,pois a mídia e o ser humano adoram listas! Todos fogem, todos discordam, todos fingem não ver, mas ninguém resiste a uma lista; no mínimo, para discordar de seu conteúdo.

Isso posto, neste meu espaço no Blog da Avianca, vou provocar e inquietar a todos despertando tal assunto.

E para refletir sobre isso, trago uma lista misturando várias outras e apontando 75 canções que definiram o “Rock ‘n’ Roll”. Tenho que confessar que esta lista me deixa totalmente reflexivo, pois até eu, que aprendi nos meus mais de trinta e cinco anos de atividade no meio cultural a respeitar opiniões diversas, sinto-me com vontade de fazer várias modificações, e justamente por isso, fico feliz, pois esta é uma boa oportunidade para refletir qual seria a nossa lista. Então, mãos à obra!

Aqui, a lista completa, dividida em três categorias, que defini com “licença poética” em cima de todas as outras listas que compilei

a) “As básicas”

  1. Bob Dylan – Like A Rolling Stone
  2. Elvis Presley – Heartbreak Hotel
  3. James Brown – Papa’s Got A Brand New Bag
  4. Joy Division – Love Will Tear Us Apart
  5. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
  6. Oasis – Live Forever
  7. Otis Redding – I’ve Been Loving You Too Long (To Stop Now)
  8. Peggy Lee – Fever
  9. Pink Floyd – Arnold Layne
  10. Pixies – Debaser
  11. Radiohead – Creep
  12. Sex Pistols – Anarchy In The Uk
  13. The Beatles – A Day In The Life
  14. The Beatles – A Hard Day’s Night
  15. The Clash – London Calling
  16. The Kingsmen – Louie Louie
  17. The Rolling Stones – (I Can’t Get No) Satisfaction
  18. The Shangri-Las – The Leader Of The Pack
  19. The Smiths – How Soon Is Now
  20. The Stone Roses – Love Spreads
  21. The Strokes – Last Night
  22. The Velvet Underground – I’m Waiting For The Man
  23. The White Stripes – Seven Nation Army
  24. The Who – My Generation
  25. U2 – New Year’s Day

 

b) “As que deram os passos para outras tendências”

  1. Blondie – One Way Or Another
  2. Bob Marley – I Shot THe Sheriff
  3. Coldplay – Yellow
  4. Cornershop – Brimful Of Asha
  5. David Bowie – Changes
  6. Happy Mondays – Step On
  7. Jimi Hendrix – Hey Joe
  8. Kaiser Chiefs – I Predict A Riot
  9. Kraftwerk – Autobahn
  10. Marvin Gaye – I Heard It Through The Grapevine
  11. Primal Scream – Loaded
  12. Public Enemy – Fight The Power
  13. Pulp – Common People
  14. Ramones – Sheena Is A Punk Rocker
  15. Roxy Music – Do The Strand
  16. Rex – Jeepster
  17. The Beach Boys – Good Vibrations
  18. The Birds – Turn Turn Turn
  19. The Cure – In Between Days
  20. The Jesus And Mary Chain – April Skies
  21. The Kinks – Waterloo Sunset
  22. The La’s – There She Goes
  23. The Prodigy – Firestarter
  24. The Verve – Bitter Sweet Symphony
  25. Yeah Yeah Yeahs – Maps

 

c) “As que flertaram com outras possibilidades”

  1. ABC – The Look Of Love
  2. Aphex Twin – Come To Daddy
  3. Arcade Fire – Power Out
  4. Buzzcocks – Ever Fallen In Love…
  5. Chuck Berry – Johnny B Goode
  6. Dexy’s Midnight Runners – Geno
  7. Eminem – My Name Is
  8. Grandmaster Flash – White Lines (Don’t Do It)
  9. LCD Soundsystem – Losing My Edge
  10. Madonna – Into The Groove
  11. Michael Jackson – Don’t Stop ‘Till You Get Enough
  12. Missy Elliott – Get Ur Freak On
  13. Morrissey – Suedehead
  14. Prince – When Doves Cry
  15. Queens Of The Stone Age – The Lost Art Of Keeping A Secret
  16. Talking Heads – Once In A Lifetime
  17. The Beat – Mirror In The Bathroom
  18. The Breeders – Cannonball
  19. The Doors – People Are Strange
  20. The Flaming Lips – Race For The Prize
  21. The Human League – Love Action
  22. The Jam – Going Underground
  23. The Rapture – House Of Jealous Lovers
  24. Thin Lizzy – The Boys Are Back In Town
  25. Underworld – Born Slippy

 

Gostou? Concordou? Discordou?
Então, agora é a sua vez: monte sua lista!

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Grandes e boas mentiras do mundo musical

12 de setembro de 2014 0 comentário

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O cineasta americano, John Ford, memorável pelos seus filmes de western, tem a seguinte citação: “Aqui é o Oeste, senhor. Quando a lenda é maior que o fato, publica-se a lenda”.

O mundo da música e da mídia, em geral, é muito parecido com o “velho oeste”, por isso já ouvimos lendas como a que Gene Simmons, do Kiss, implantou uma língua de um animal para ela parecer maior que o normal; Alice Cooper matava galinhas no palco; Elvis está vivo e mora em uma ilha, mas de vez em quando, só por diversão, vem trabalhar em uma loja de conveniência; Jim Morrison também estaria vivo na mesma ilha. Ou ainda, outras mentiras pontuais lançadas em datas especiais, como a do músico Kid Rock que anunciou ter adquirido os direitos e renomearia o estádio do “Detroit Tigers” para “KID ROCK STADIUM”, algo tão doido como o Morumbi virar “Estádio Luan Santana”, ou o grupo Coldplay que anunciou que estava gravando seu novo álbum em gravidade zero.

Certamente, todos já ouviram algumas destas mentiras, ou melhor, teorias da conspiração dentro mundo pop, que ganharam ainda mais amplitude com a era da internet; com sites, vídeos, fotos, spam,  factoides e muita imaginação que se espalham com a velocidade da luz.
O mundo pop não deve ser levado muito a sério, dizem críticos e músicos brilhantes; sua essência confusa e misteriosa faz o charme do meio musical.

Vamos, então, recordar cinco dos muitos casos que renderam lendas no mundo do rock.

KISS significa:”Knights in Satan’s Service

O verdadeiro significado do nome da banda Kiss seria: “Knights in Satan’s Service” (cavaleiros ao serviço de satã). Essa foi demais, pois quem conhece um pouco mais da história de Gene Simmons sabe que ele é um dos mais centrados, caretas e dedicados músicos do mundo, um mestre do entretenimento e dos negócios. E ainda o “SS” do final do nome seria uma alusão nazista; piada para um grupo liderado por judeus: Paul Stanley e Genne Simmons. Mas o que poderia fazer surgir boatos desses achando que um nome tão simples e bem bolado fosse um acrônimo de tanto mau gosto? Só mesmo a imaginação fertil do ser humano!

 

O sério Phil Collins teria escrito In the Air Tonight” depois de testemunhar uma mulher se afogando

O álbum solo de estréia de Phil Collins, “Face Value”, de 1981, foi escrito na sequência de um divórcio doloroso, por isso mesmo, seria um disco cheio de terrores e mágoas. Canções como “If Leaving Me Is Easy” e “You Know What I Mean” explicitavam isso, mas surgiram de imediato inúmeras lendas urbanas sobre a canção mais popular do álbum: In the Air Tonight”. Todas diziam sobre Collins assistir a uma mulher se afogando. Em algumas versões, Collins estaria bêbado demais para ajudá-la. Em outras versões, Collins teria conversado com o assassino para compor a canção.

 

Charles Manson teria feito o teste para ser um dos membros do The Monkees!
O psicopata Charles Manson, conhecido como o fundador, mentor intelectual e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos, entre eles o da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski, teria feito o teste para ser um dos membros do grupo “The Monkees”, série de televisão que virou fenômeno musical nos anos 60; apesar de ser um fato que muitos fizeram o teste, o tipo de Mason estava longe de combinar com o estilo da proposta dos produtores do seriado.

 

O dicionário do Grunge!

Publicado no New York Times em 1992, falava sobre a então famosa cena do surgimento do grunge de Seattle; o artigo pretendia oferecer ao leitor um guia de gírias sendo usadas por roqueiros daquela cena; surgiram termos absurdos como: “swingin’ on the flippity-flop”, “cob nobbler”e “lamestain”entre outras. Na verdade, a lista era uma farsa, criada por um representante da parte de vendas da famosa gravadora Sub Pop, o primeiro selo do Niravna, criada por Megan Jasper, que, após ser importunado por um repórter do jornal Times, inventou tudo na hora.

 

Os Beatles se reuniram com o nome Klaatu

Em 1976, começaram os boatos de que os Beatles tinham se reunido e gravado um novo álbum sob o nome de “Klaatu” (o nome do protagonista do clássico filme de fição científica de 1951: “O Dia que a Terra Parou”, que teve um remake em 2008 com Keanu Reeves no papel de Klaatu) Alguns jornalistas e disc jockeys foram  responsáveis pelo início da coisa toda, e a Capitol Records – que lançou o álbum – não desmentiu os boatos ao perceber a boa vendagem. Na verdade, Klaatu era uma banda de rock-prog do Canadá, que gravou até 1981 e em seguida, se reuniu em 2005.