DestinosGastronomiaNacionais

Tem Frio em Pernambuco!

10 de julho de 2013 1 Comentário

Balão

O balão sobrevoa a cidade de Gravatá a uma altura de quase 1,2 mil metros! Após acompanhar calmamente a rota do vento sudeste, o pouso é feito na zona rural. Mesmo em terra. o clima é frio. Por mais surpreendente que possa parecer – para aqueles que acreditam que nordeste é sinônimo de calor o ano inteiro – a temperatura é amena no agreste pernambucano. A 500 metros de altitude, Gravatá tem cerca de 40 restaurantes de fondue, atraindo milhares de turistas que curtem um final de semana na serra.

 Centro 2

 

O nascer do sol visto do alto do balão tem outro ângulo. Assim como Gravatá, localizada no agreste de Pernambuco, a 85 km de Recife. Os dois passageiros e o piloto cruzam o céu dentro da cesta, até pousar em uma área rural, atraindo a atenção dos agricultores que correm para ver o balão colorido. A atração, que desde março deste ano decola do Vila Hípica Resort aos finais de semana, já rendeu à cidade o título de “Capadócia do Agreste”. Esse não é o primeiro apelido de Gravatá. Também conhecida com “Suíça nordestina”, a cidade contraria o sendo comum com sua temperatura média anual de 21ºC. Tem frio em Pernambuco – e fondue, vinho e chocolate.

No topo da Serra das Russas, o frio é uma questão geográfica. Mas a tradição de fondue tem história. Em 1964, o suíço José Luis Truan viajava de Recife a Garanhuns, quando parou em Gravatá, até então mais uma cidade no meio do caminho. O clima seco, diferente do frio úmido de Garanhuns, agradou Truan, que decidiu construir sua vida por ali. O empresário assentou o tijolo do primeiro hotel com estrutura para receber turistas e abriu o restaurante Taverna Suíça, com a tradicional receita de fondue de seu país de origem. A casa ainda está aberta, mas atualmente há pelo menos outros 40 restaurantes concorrentes.

O Secretário de Turismo de Gravatá, Fernando Resende, explica que a cidade é o segundo pólo gastronômico de Pernambuco. Para consolidar essa posição e oferecer mais atrativos àqueles que sobem a serra, o centenário mercado público passou por uma reforma, reabrindo as portas no final de 2010 com bares, restaurantes e artesanato. A chef Neli Araújo, que durante 15 anos manteve o elegante restaurante 4 Estações, agora concentra-se apenas em seu box no mercado. A gaúcha de coração pernambucano afirma dar pitadas de requinte à culinária regional. “Não consigo fazer pratos rústicos. Sofistico o charque, o bode, a farofa”, diz Neli.

 

O mercado da uma prévia dos melhores sabores da cidade. O Rei da Coxinha, empreendimento 100% gravataense, é parada obrigatória na BR 232. O negócio expandiu, já estava presente em outras cidades do Estado e na Paraíba, somando 45 mil salgados vendidos por mês. O sucesso não é a toa: massa fina e crocante, com recheio farto. A famosa coxinha também pode ser degustada no mercado. O mesmo vale para a chocolateria Faultless, idealizada pelo recifense Jorge Vasconcelos na cozinha do pai em 1966. A fábrica cresceu e há 11 anos chegou no interior. Sorte de todos que agora se deliciam com a torta alemã de café, o brownie e o shake de chocolate fino

A 18 km de Gravatá, a pequena Bezerros abriga o povoado de Serra Negra, que registra temperaturas ainda mais baixas. O guia de turismo Irandir Laurentino explica que se trata de um “brejo de altitude”. Isso significa que a região está situada no perímetro das secas, comum no interior do nordeste, mas tem clima tropical úmido, devido à elevada altitude. Do alto do Mirante de Serra Negra, a 1.090 metros acima do mar, um anfiteatro a céu aberto revela uma vista para oito municípios vizinhos. “O nordeste é mais do que açude rachado e lata na cabeça”, analisa Laurentino, que organiza passeios para quem tiver interesse  em conhecer grutas e trilhas da região. Até o mês de setembro. a paisagem no Agreste pernambucano é verde. Mesmo com o clima diferente do litoral e do sertão, as comidas típicas destacam-se no cardápio, recheado de carne de sol charque, queijo de manteiga e cartola para a sobremesa – banana frita com queijo de manteiga frita, canela e açúcar. Essa culinária sempre chega em boa hora, e mantém a referência de que ainda estamos em Pernambuco. Mas a verdade é que o forró que toca no fundo e o sotaque gostoso não deixa ninguém esquecer.

Se você quer saber mais sobre o charme e a riqueza de Pernambuco, não perca a matéria que a jornalista Camila Balthazar e o fotógrafo Marcos Trinca fizeram para a Revista da Avianca. Você pode encontrá-la a bordo das nossas aeronaves ou pelo site: www.aviancaemrevista.com.br

Garanta já a sua passagem, aqui ao lado, e descubra de perto as maravilhas do agreste pernambucano!

Veja Também

1 Comentário

Júnior 21 de maio de 2016 at 01:19

Esqueceram de citar Camocim de São Félix,ela fica perto de Gravatá também,mais precisamente ao lado de Bezerros. Camocim tem uma altitude de 723 m. 22.2 °C é a temperatura média do mês de Janeiro, o mês mais quente do ano. A temperatura mais baixa de todo o ano é em Julho, a temperatura média é 18.6 °C.
Houve anos em que à tarde mesmo era bem fria e enevoada,com a temperatura em torno de 15° durante o dia,e à noite em torno de 10°.
Mas ultimamente não tem ficado assim,não sei a causa mas,de uns anos pra cá o clima não está tão frio como era.

Gravatá tem mais destaque de que Camocim por ser uma cidade mais bonita,mais charmosa,maior,então por isso é mais conhecida.

Responder