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Terremoto no Nepal: O que fazer? Como ajudar?

7 de maio de 2015 0 comentário

NEPAL

Grande parte do desenvolvimento do Nepal depende do turismo. Para se ter uma ideia, turistas foram importante parte das primeiras forças de resgate quando o terremoto de 7.9 na escala Richter devastou enorme área em uma das partes mais populosas da região. Alguns deles foram vistos até mesmo desenterrando vítimas e prestando primeiros socorros improvisado em meio ao caos que havia se instalado. A situação do país já não era das melhores e, agora, esses mesmos turistas se pergunta: o que será do futuro do Nepal?

 

Uma das grandes atrações do país é o Himalaia, onde está localizado o Monte Everest.  O Everest, também afetado pelo terremoto e onde morreram pelo menos 18 alpinistas, atrai milhares de turistas todo ano que pagam uma pequena fortuna ao governo nepalês para realizar uma das escaladas mais famosas e perigosas do mundo. O famoso “base camp”, primeira parada para o início da escalada, foi totalmente destruído. A temporada de escaladas desse ano estava apenas começando. Além do lendário Everest, os sítios históricos do famoso Vale de Kathmandu são o que mais atrai visitantes para o país. Alguns dos templos e casas nesse local foram construídos com uma arquitetura típica e datam dos séculos 17 e 18. A torre Bimhsen, de 61 metros e maior atrativo da cidade, foi derrubada pelos tremores e hoje se resume a uma triste lápide de escombros amontoados no centro da cidade. O maior templo hindu do Nepal, Pashupatinath, também foi parcialmente destruído. As pequenas cidades históricas e suas construções de tijolos vermelho são hoje pilhas de destroços com vítimas enterradas as dezenas.

 

Como se não bastasse, a temporada das monções está para começar, o que afetará diretamente os esforços de resgate e também de reconstrução.

 

O Nepal depende imensamente de seu turismo. Tentando se recuperar de uma guerra civil de uma década, com uma infraestrutura muito precária, problemas sociais e corrupção generalizada que impede de chegar a quem precisa toda a grana proveniente de doações (problema que deve se repetir agora), o dinheiro que o turismo levava para a região era fundamental.

 

Por todos esses motivos, a ajuda física e presencial agora é extremamente necessária. Claro que, por mais nobre que seja, não é tão simples abandonar a rotina e buscar um dos meios oficiais para ajudar diretamente na emergência e reconstrução do país. Mas, caso alguém esteja interessado, a agência de experiências voluntárias “Volunteer Vacations” está ajudando sem objetivos financeiros alguns potenciais voluntários a chegarem ao Nepal. Para aqueles que não tem condição de partir para a Ásia nesse momento, algumas iniciativas bem interessantes surgiram através das Mídias Sociais.

 

O Facebook criou uma ferramenta para alertar e auxiliar quem quiser encontrar um contato na área afetada pelos tremores. Além disso, desenvolveu uma página para doações e se comprometeu a dobrar o valor de cada depósito feito para o povo nepalês. O Google também criou o Person Finder para ajudar quem estiver procurando por vítimas ou pessoas desaparecidas. Além desses mega sites da internet, vários outros apareceram oferecendo ajuda através de doações. Pelos motivos apresentados nesse texto, sua doação é extremamente útil e necessária. Mas, também por razões explicadas aqui e que pude testemunhar me primeira mão em diversos países e cenários de desastre natural, pesquise bem a empresa que se encarregará de sua doação para ter a certeza de que ele chegará a quem realmente está precisando.

 

E, como sempre… #PrayForNepal!

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