Relatos

We Love – Dona Maria

25 de setembro de 2013 3 Comentários

we love 6

Desde criança, e olha que minha infância já vai longe, lá em Agudos do Sul (interior do Paraná), eu olhava para o céu, via aquele enorme risco branco nas nuvens e meu avô dizia; olha o avião!!!!!!!!!!  Corríamos todas as crianças para ver o avião. Mesmo que fosse só risco no céu, era um avião.

Minha filha mais nova, Maria Carolina, hoje com 20 anos deu nome para esse risco branco deixado no céu pelo avião, quando tinha 3 anos mais ou menos, isso em 1996, olhou para o céu e gritou: – Mãe,olha o lapizão!!!!!! E de lá para cá, cada vez que vejo um avião deixando seu rastro já grito, mesmo que para mim mesma “olha o lapizão!”. Diga-se lá de passagem, sou apaixonada por voar, ainda mais quando descobri a Avianca.

Mas voltando à minha infância, ver um avião no céu era muito raro acontecer e só fui entender depois de grande que ali não era rota de aviões e se passassem, era muito alto, além dos nossos pequeninos olhos.

Mas como o tempo passa e ainda bem que passa, porque assim como as coisas boas ficam para trás assim as ruins também, as fases passam, cresci, mudei pra cidade grande, estudei muito, aprendi pouco, porque, por mais que se passe uma vida inteira estudando ainda assim, se sabe muito pouco.

Mas, graças ao bom DEUS consegui embarcar num avião… E que avião!

O tempo passou, foram muitas idas e vindas e meu desejo mesmo, era levar minha mãe pra voar junto. Esse assunto era divertido quando eu contava das minhas viagens, e só isso bastava para vir aquele “DEUS me livre”. Este ano dona Maria Leocádia fez 78 anos.

Foi muito difícil conseguir convencê-la, pois o medo do desconhecido e o medo das alturas eram maiores. Mas de tanto eu falar de avião, falar de Salvador (adoro Salvador), ela tomou coragem e em julho de 2012 quando eu voltei de férias com minha filha Maria Carolina ela falou: Bem que eu poderia ter ido junto! E de imediato já respondi: Não seja esse o problema mãe. Vou de novo a Salvador! Finalmente ela decidiu e mesmo sem dinheiro, consegui marcar as passagens porque a AVIANCA opera com cartões a perder de vista, é uma maravilha. Marquei para setembro. E lá fomos nós.

Começaram os preparativos e ela preocupada com a viagem. De julho a setembro todas as vezes que eu ligava pra ela o assunto era a viagem e ela me dizia: – Tenho perdido o sono por causa disso, pensando nessa viagem!

Eu sabia que esse pensar na viagem não era imaginando os passeios, os lugares diferentes, as novidades, mas sim o medo do avião.

Os dias se aproximando e a ansiedade aumentando. Confesso que algumas vezes fiquei preocupada, achando que ela poderia passar mal ou algo assim… Bobagem se saiu melhor do que eu.

Na semana anterior à partida, desci a serra e fui busca-la no litoral onde ela mora, a 100 km de Curitiba.

O horário do voo era 08:30 e o aeroporto fica a 15 minutos da minha casa mas, 5 horas da manhã eu já podia ouvir o caminhar dela dentro de casa. Levantei às 6 horas e ela já estava no banheiro, arrumada.

Não quis nem tomar café antes de ir para o aeroporto. Disse que comeria no avião aquele sanduíche gostoso que eu falava tanto.

Fomos então para o aeroporto. Fiquei admirada com a confiança que ela estava, afinal, esteve tão ansiosa por quase dois meses.

Fizemos o check-in, despachamos as bolsas, nos despedimos da Marina, Artur e Maria Carolina que foram nos levar e adentramos o corredor de embarque.

As crianças ficaram longe olhando para a avó e ansiosos também.

Dona Maria parecia muito íntima daqueles corredores do aeroporto, caminhava rápido, desembaraçada pelo tubo que leva ao avião, como diz ela.

Ela subiu antes as escadas com todo o carinho e atenção dispensado pelos colaboradores da Avianca.

Nos instalamos na nossa poltrona do MK 28, no fundo da aeronave porque eu gosto de viajar na traseira. Ela estava atenta a tudo, mas não deixava transparecer a ansiedade. De imediato procurou o cinto de segurança, a ajudei a colocar e observava tudo como criança.

As pessoas foram subindo e se acomodando em seus lugares e finalmente estava pronta a partida. No momento da decolagem ela ficou apreensiva com os ruídos os movimentos, mas aos poucos fui explicando e ficou tudo bem.

Após atingir altura, o som da campainha tocou e uma moça da poltrona da frente levantou.

Mãe então falou alto, e todos que estavam próximos puderam ouvir: – Mas nem bem embarcou e já vai descer? E virou tudo risada. No momento que a campainha da aeronave soou, que alguém solicitou a comissária, minha mãe achou que era como no ônibus circular, onde os passageiros que querem descer acionam uma campainha e o coletivo para no ponto. Depois mais tarde ela me disse que estava tão ansiosa que nem tinha se dado conta que estava nas alturas.

Tomou o lanche, comeu o sanduíche dela e o meu também, tomou suco, café, tudo que tinha, ela experimentou. Depois perguntou: – Onde que paga isso, é lá quando descer? E eu respondi: Não mãe, na Avianca a gente não paga o lanche, é cortesia.

E ela achou tudo muito chique.

Viajamos em torno de 1h40 minutos até Brasília e desembarcamos para troca de aeronave. Mais uma vez fiquei agradecida ao pessoal da Avianca que foram muito atenciosos com ela em especial, porque são sempre atenciosos com todos, mas aquele dia era um dia diferente, pois era a primeira viagem de minha mãe.

Em Brasília saímos do aeroporto, respirar um pouco o ar de Brasília como disse ela.

Já logo voltamos e embarcamos na aeronave maior. A318 se não me engano. Que AVIÃO!!

Em pouco tempo estávamos desembarcando em Salvador.

Passeamos no Bonfim, no Pelourinho, aliás eu gosto de ficar hospedada no Pelourinho quando vou a Salvador. As praias maravilhosas, Elevador Lacerda, tantas maravilhas e o povo é muito acolhedor.

Mamãe adorou tudo, mas tínhamos que voltar porque eu tinha que trabalhar. Assim voltamos para ao aeroporto depois de 4 dias. Embarcando no A318 ela me disse que preferia o pequeno porque o grande era muito grande. Nos acomodamos na penúltima poltrona e ela já parecia familiarizada com tudo. Depois da decolagem ele começou a comentar que meu Irmão tinha que fazer uma viagem e parece que ia de carro, só de medo de voar. Dai eu falei para ela; “AH mãe, vamos fazer um vídeo então daqui de dentro do avião e a senhora conta pra ele como é gostoso voar”. E assim, depois de tantas fotos fizemos um videozinho dentro da aeronave onde ela conta como gostou de voar pela AVIANCA.

Graças a esse vídeo meu irmão finalmente decidiu voar também.

Em Brasília embarcamos no MK 28 e como eu não tinha marcado as poltronas foi nos dado a poltrona que tem a saída de emergência. Maior espaço e tudo mais, mas eu já imaginei que iriam nos trocar os assentos devido a idade dela e a impossibilidade de operar a saída de emergência caso necessário.

Novamente virou em risadas quando, a comissária solicitou que trocássemos de lugar com o casal do assento da frente e ela agarrou à porta e disse que estava tão bom ali e brincando disse que não iria sair. Tirei até foto desse momento. Aliás, a viagem toda foi motivo de tantas fotos e satisfação.

Hoje, aquele termo “Deus me livre” transformou-se em “Vamos com Deus” e “obrigada meu Deus por mais essa viagem maravilhosa”.

Fizemos uma ótima viagem tanto de ida como de volta e de lá pra cá Dona Maria não parou mais de voar. Fomos para outros lugares maravilhosos, mas essa viagem ficou marcada como a Especial. Agradeço a Avianca e todos os colaboradores, pelo respeito com os usuários e em especial com os idosos como a minha mãe e pela atenção dispensada.

 

Maria do Rocio de Cristo

 

Nós que agradecemos “Marias”!! Estamos muito felizes em fazer parte desse momento tão especial.

Veja Também

3 Comentários

Gustavo Da Silva Moraes 26 de outubro de 2013 at 14:14

Como é bom ver a felicidade de uma pessoa,ao mesmo tempo que estava lendo este documentário,fui imaginando a minha mãe voando também pela primeira vez,um voo para o Rio de Janeiro,duas coisas pela primeira vez,uma viagem de avião e a segunda conheceu o mar de COPACABANA.
Dona Maria,sua alegria me contagiou!

Responder
Bruno Silva 27 de outubro de 2013 at 11:11

Acabei me divertindo com a história de Dona Maria, e que bela história.
Parabéns aos profissionais Avianca, belos profissionais que fazem parte da vida da gente.

Responder
Johnatan 27 de dezembro de 2013 at 18:45

Fiquei bem feliz com a historia da Dona Maria,pois sempre que viajo (sempre com avianca),acabo vendo em todos os voos a satisfação e carinho dos clientes por essa companhia maravilhosa.
Tenho algumas experiencias com minha família ,principalmente minha mãe ,que e cadeirante, e sempre fui muito bem atendido ,tanto eu quanto minha mãe,e minha mãe já me disse que não quer outra companhia senão a avianca,rsrsr.
PARABÉNS AVIANCA,espero que continue crescendo e fazendo a felicidade de todos os seus clientes, e OBRIGADO POR EXISTIR,e oferecer um atendimento que já fazia tempo que não víamos.

Responder