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Aeroporto

André Fran Capa 08-05-2013

 

Como vimos no último texto, sigo em minhas colunas fazendo um passo a passo (errático, porém divertido como o caminhar de um bebê) de uma viagem. “Fizemos as malas”, descobrimos “insuspeitas diversões para as horas de espera nos aeroportos”, vimos “como montar um roteiro baseado em filmes, “dicas de leitura para o vôo” e até um manual de boas maneiras para passageiros de avião.

Está na hora de aterrissar em seu destino favorito e partir para dias de alegria e diversão em… Não. Ainda não. Essa é apenas uma escala, ainda faltam alguns vôos até que você se encontre esparramado numa cadeira de praia torrando ao sol do pacífico com um drink de guarda-chuvinha na mão. Mas calma, há como tornar estes momentos um pouco menos desesperadores. Especialmente se você for um frequent flyer (voador frequente e uma tradução péssima, né?) de posse de um cartão de fidelidade abarrotado de milhas!

Lounges de companhias Aéreas! Os oásis dos aeródromos modernos! Salas com comida de graça, entretenimento acessível, poltronas reclináveis, banheiros vazios, chuveiro, massagem, salão de jogos, cinema… E o mais importante: WiFi liberado e de qualidade! Ok, alguns lounges, ou salas VIP como também são elitizadamente conhecidos, não tem tantas regalias assim.

André Fran - 09-05-2013 Mas pelo menos uma TV, um sofazinho gostoso e a indefectível internet está lá! Horas de alívio e descanso longe do fuzuê dos corredores do aeroporto, das filas para comida, das crianças berrando e do desespero para encontrar uma entrada de tomada que seja. “Nossa, mas que elitismo VIP!” Não é o caso. Raciocine comigo: se você tem acesso a um lounge é porque tem muita milhagem no seu cartão e se tem muita milhagem no cartão é porque viaja muito. Nada mais justo para quem passa horas sem fim espremido em um assento apertado do que ter a recompensa de uma sala VIP por alguns momentos. Não se chega ao paraíso sem passar pelo purgatório, certo?

 

Mas não é qualquer um que atinge o nirvana dos lounges. É preciso atender a alguns critérios:

 

– Você precisa viajar muito e ter um cartão de milhagem dos bons! E digo muito ao ponto de encarar essas salas não como uma benesse, mas como um alívio.

– Você precisa estar viajando de 1ª Classe ou Executiva. Ou seja: tem que ter gasto uma baba aí. E, nesse caso, se já está relaxado e tranqüilo no vôo, pra que lounge?

– Você pode gastar suas milhas e reservar o lounge. Pese cuidadosamente os prós e contras ou arrependa-se para sempre quando faltarem aquelas milhazinhas extras para voar de graça pro Caribe.

– Você pode comprar o acesso (em alguns lounges). Simples assim.

– E o melhor jeito de todos: sendo convidado. Se seu coleguinha tem acesso ao lounge, ele também tem o direito de levar um convidado. E lá vai você usufruir dos benefícios sem ter que lidar com ônus nenhum.

Para você avaliar com mais propriedade se vale a pena isso tudo por uma Sala VIP, prometo para a Coluna da semana que vem uma lista de Lounges e suas atrações.

Boa viagem e até lá!

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!

GastronomiaRelatos

A Melhor Lista de Viagem

25 de abril de 2013 1 Comentário

Comida vegetariana mais deliciosa que comi na vida!

 

(as escolhas revelam as minhas opiniões pessoais e não necessariamente as preferências de meus companheiros de viagem e programa)

Nada melhor para gerar material para uma lista (ou várias) do que viajar com o “Não Conta lá em Casa”. Sempre adorei fazer listas. Dessas de Top 10, tipo do David Letterman. Na adolescência, brincava de fazer Top 10 desde os melhores cafés da manhã da semana até das meninas mais gatinhas da sala. Já listei os tops filmes que já vi na vida, as tops músicas, os tops gols do Botafogo… Com o NCLC, percebi que tinha material não só para uma lista gigante (Top 100), mas para várias! Os melhores países, os piores, melhores hotéis, perrengues… mas preferi juntar tudo e criar o Top do Top (claro que com uma pitada de nonsense).

1. Melhor Hotel

Nunca nos hospedamos em hotéis cinco estrelas. O orçamento e os destinos em questão não permitem. Por isso, o Hotel Konak, em Sarajevo, capital da Bósnia, se destaca entre as opções de baixo custo com qualidade! O destaque pra mim no hotel era a internet projetada na televisão que você controlava da cama através de um teclado sem fio. Obviamente botei um vídeo de pornografia gay para rolar na TV do quarto de meus colegas de viagem e escondi o teclado. J

2. Melhor Refeição

Almoço vegetariano em Berat, na Albânia. O restaurante nem tinha nome. Era a sala da casa do dono, onde ele colocou umas três mesas e deu uma decorada bem charmosa até. Apresentação impecável e sabor delicioso em um cenário de castelo medieval no interior de um dos países mais pobres da Europa. Surreal!

3. Melhor Aeroporto

Não podia ser outro. O Melhor Aeroporto do Mundo, é o de Kuala Lumpur. Principalmente por sua internet WiFi grátis que permitiu navegar no iPhone até mesmo durante as longas viagens em um trenzinho automático que interligava as plataformas. O lugar tem cinema de graça, massagem, lounges, e até showzinhos ao vivo para que estiver esperando longas conexões.

4. Maior Perrengue

Sem dinheiro por três dias na Etiópia. Spray de pimenta na cara durante um treinamento na Itália. 12 horas no aeroporto do Chile pós-terremoto. Ilhado na Nova Zelândia por conta de um tornado. Nada disso chega perto do terror e pânico vivido na Chechênia, quando resolvi encarar o Barco Viking de um amistoso Parque de Diversão. Link para video desse episódio: https://vimeo.com/31937147 – at=0

5. Maior Fome

Ramadã no Iraque. Se não bastasse o Ramadã (só pode comer à noite) ainda rolava a escassez de alimentos pelo estado de guerra em que se encontrava o país ainda em 2009. Teve um jantar que comemos pão com tomate e cebola.

BONUS: Melhor Viagem!

Impossível eleger. Porque aí entram fatores por demais subjetivos. Do ponto de vista da hospitalidade (Irã, Japão, Cáucaso…), beleza natural (Tuvalu, Mianmar…), história (Etiópia, Bálcãs…), comida (Japão, Ossétia do Sul…), diversão (Indonésia, Coréia do Norte…). É legal fazer essas listas até para perceber que nesses anos foram muitas as histórias e momentos inesquecíveis com o “Não Conta lá em Casa”.

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!

No Aeroporto

Diversão no Aeroporto

19 de março de 2013 2 Comentários

Inaugurei minha coluna aqui dizendo de cara que não haveria tema fixo. Seria sobre nada! Ou tudo. Mas o foco não seriam destinos, mas a própria arte de “viajar”. Para garantir uma narrativa interessante fui meio que definindo meus temas como o passo a passo de uma viagem. Dos preparativos (bagagem) à chegada. Após o intervalo não-comercial do último texto, voltemos a nossa programação normal.

Quando você olha pela janelinha nessa situação, por mais bonito que seja você quer mais é chegar logo no aeroporto!

Aeroportos não são conhecidos como o lugar mais agradável do mundo. Até certo tempo, eram motivo inclusive de deboche em função daquele povo que encarava esses estacionamentos de avião como lazer. Homens e mulheres debruçados em um terraço impessoal assistindo aviões pousando e decolando por horas a fio. Provavelmente sonhando estar embarcando em um deles, e de preferência com passagem só de ida, diziam os mais maldosos. Felizmente, marketeiros de todo o mundo passaram a perceber que quem mais passava tempo nesse local transitório era justamente aqueles que mais viajavam. Voar é apenas metade da viagem. Ou menos!

 

Pouco a pouco, aeroportos de todo o mundo começaram a se desdobrar em atrações e atrativos para agradar os frequent flyers. Hoje, essas atrações vão desde Playground para crianças (Chicago O`Hare), museus particulares (Washington Dulles), livrarias (Amsterdam Schiphol) e até um tour do próprio aeroporto (San Diego). Mas, como bom nerd que sou, vou focar nas atrações tecnológicas.

 

 

1-      Nada barra o aeroporto de Changi, em Singapura. Além de ter internet WiFi velocíssima em toda a sua extensão, você ainda encontra quiosques com laptops à disposição, rolam pelo menos duas salas de cinema grátis (exibindo sempre os mais recentes lançamentos) e, em um dos portões, tem várias estações de vídeo-game (Xbox e PS3, para agradar aos fãs de ambos).

 

2-      O aeroporto de Tallin possui terminais que permitem as pessoas realizarem chamadas de Skype grátis para parente e amigos. Idéias que unam viagem + comunicação + tecnologia são sempre grandes sacadas. Ponto também para os executivos do Skype que levaram adiante a iniciativa! http://www.tallinn-airport.ee/eng/services/wifi/?articleID=3525

 

3-      Os aeroportos JFK e La Guardiã, em Nova Iorque, são alguns dos piores dos Estados Unidos (segundo a própria Delta), mas a ideia de instalar ipads nas mesas da área comum próxima aos portões de entrada foi bem interessante. Seguindo na onda do cliente querer acesso ao seu próprio conteúdo.

 

4-      Essa pode não ser tão diretamente interessante ao viajante enfastiado em uma escala longa, mas não deixa de ser uma iniciativa das mais brilhantes e antenadas com o planeta: o painel solar gigante do aeroporto de Dusseldorf. O tamanho equivale a 6 campos de futebol e garante o fornecimento de uma parte significativa da energia do lugar. E ainda rola um painel eletrônico interativo que mostra aos viajantes o quanto de carbono o painel economiza desde sua instalação.

Tecnologia à parte, no aeroporto de Narita, no Japão, o que vale é que tem sushi no lounge!

 

5-      Agora, o terminal que promete mesmo ser o creme-de-la-creme dos aeroportos mundiais está ainda para ser inaugurado. Em 2016, o Kuwait promete lançar aquele que será a referência internacional na categoria. Autêntico oásis no deserto que transformará a cidade em hub mundial da noite para o dia. Entre centenas de inovações hi-tech, a mais impressionante são os painéis que receberão luz natural da região garantindo iluminação natural ao mesmo tempo em que filtra os raios UVA e UVB.  Simples, né?

 

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!