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A terapia de riso de Paulo Gustavo

1 de dezembro de 2015 0 comentário

Em cartaz há quase dois anos com “220 Volts”, Paulo Gustavo diz que seu maior desafio é “parecer que se está fazendo a peça pela primeira vez”.

 

Paulo Gustavo é dono de um humor eletrizante. Na TV, no cinema ou nos palcos, ele canta, dança, interpreta, imita, debocha e arranca gargalhadas por onde quer que passe.

Nem a rainha do POP escapa de suas paródias hilárias:

 

Depois de rodar o Brasil de Norte a Sul, o espetáculo 220 Volts, entra em sua reta final. “Já estou com saudade antes de acabar”, desabafa o ator.

Há quase dois anos em cartaz, Paulo Gustavo relembra em bate-papo com a equipe do Blog da Avianca alguns dos principais momentos do espetáculo. Confira.

Quais foram os principais desafios ao adaptar esquetes do programa de televisão para o teatro?

Quando a gente faz TV, a gente interpreta pra câmera; quando a gente faz teatro a gente interpreta para o público. São duas linguagens diferentes: quando é do teatro pra TV, acho mais complicado do que da TV para o teatro, por que é só a gente subir um tom. Por exemplo, foi um mega desafio transformar a Dona Ermínia [do espetáculo Minha Mãe é uma Peça] do teatro pra TV e depois para o cinema. Eu acho que o caminho inverso é sempre mais difícil. Para aproveitar que a gente está falando de desafio, o maior deles no teatro é ficar tanto tempo em cartaz, como eu que estou há quase dois anos com o 220V e manter o frescor de todos os dias, parecer que se está fazendo a peça pela primeira vez. É sempre um salto no escuro: o que vai acontecer quando abrir a cortina? Como vai estar o público? Como é que a gente vai falar o texto? A gente tem que estar presente no palco, enxergar o colega de cena, estar com uma escuta boa.

 

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Foto: Paprica Fotografia

“220 volts” é praticamente uma metáfora da sua personalidade eletrizante. De onde você tira fôlego para manter um espetáculo de 75 minutos assim ligado no 220V?

Eu não preciso de muitos artifícios para deixar “o meu 220” ligado na peça, não! Eu sou ligado 24h por dia assim. Eu não consigo dormir direito, eu estou sempre agitado, sempre pensado em alguma coisa. Quando eu chego no palco é só diversão. A minha maior dificuldade nem é estar “no 220” dentro palco, é desfazer na hora de dormir. Meu problema é o contrário.

 

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Foto: Dado Marietti

Você é um artista multifacetado: interpreta, faz stand –up comedy, escreve e, mais recentemente, tem surpreendido o público como dançarino também. Como é trabalhar com o coreógrafo Dudu Pacheco?

Trabalhar com o Dudu Pacheco é o máximo, eu o conheço há muitos anos. Eu já era fã dele porque ele é um excelente bailarino, ele já viajou o mundo inteiro dançando e quando ele fez escola do Wolf Maia, eu estava em cartaz em São Paulo [com o espetáculo Hiperativo]. Ele queria morar no Rio de Janeiro e dar uma pausa do balé contemporâneo. Aí eu falei que eu ia fazer um espetáculo musical e que teriam bailarinos e eu adoraria que ele não só coreografasse como também ficasse em cartaz comigo. O Dudu é uma pessoa mega divertida, é meu amigo, eu morro de rir com ele, a gente se diverte sempre que está junto, e pra mim é um prazer estar em cena com ele sempre e ele tá sempre junto como não só em cena como fora  e como bailarino, como amigo, como ator, como tudo. Uma pena que vai acabar em janeiro agora, até falei com ele na coxia esses dias: “Poxa, vai acabar!” e ele falou “Ai, Paulo, vou sentir tanta saudade dessa peça!”. E eu, gente?!?

 

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Por que você escolheu interpretar apenas personagens femininas nesse espetáculo?

Foi através de uma pesquisa mesmo. Eu pensei com o [Sandro] Chaim [produtor do espetáculo] “Será que eu faço todos os masculinos? São vários, temos que escolher quem são os mais queridos. Ou será que eu faço as femininas?”. A gente começou a pesquisar na internet quais eram os vídeos que bombavam mais, que eram o do “Sem Noção”, o do “Playboy”, e outros como “a Senhora dos Absurdos”, “a mulher feia”, “Ivonete”, “a famosa”… eu vi que elas viravam “viralzinho” na internet. Hoje eu to afim de exageraaar!” virou uma coisa meio que do Carnaval desse ano, todo mundo mandava por Whatsapp. Da “Senhora dos Absurdos” também, todos os vídeos são muito bem assistidos. Com essa mini pesquisa que a gente fez, vimos logo de cara mais personagens femininas fazendo sucesso que os masculinos. Os femininos eram sete – e ainda ficou a “Periquita” de fora, aquela romântica apaixonada que gruda nos caras que nem ventosa, que gente não colocou pra não ficar muito longa a peça.

 

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Qual delas é a sua preferida? Por quê?

Eu não consigo dizer qual eu prefiro. Eu me divirto fazendo todos. Se eu tiver que escolher um personagem pra fazer vai ser, claro, a Dona Ermínia do “Minha Mãe é uma Peça”, que foi o personagem que mudou a minha vida pra sempre, mas todos os outros personagens eu amo fazer. Eu acho até que por eu me divertir tanto fazendo que o público se diverte tanto assistindo. Eu trabalho muito, mas também me divirto muito no meu trabalho.

Sucesso de público e crítica por sua interpretação como o “Velho Guerreiro”, o ator fala com exclusividade sobre a nova turnê de “Chacrinha, o musical”

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Um dos atores de maior sucesso da televisão brasileira, Stepan Nercessian manteve-se, por opção própria, longe dos palcos por mais de dez anos. À época de sua decisão radical, ele declarou: “só volto para um projeto especial”.

Dito e feito: a oportunidade de trabalhar no teatro com o diretor – e seu amigo pessoal – Andrucha Waddington marcou não só a volta de Stepan aos palcos, mas também uma interpretação que foi chamada de a “reencarnação de Chacrinha”, considerado um dos maiores ícones da história da comunicação brasileira.

O sucesso foi tanto que ele topou dar continuidade ao projeto. A segunda turnê de “Chacrinha, o Musical” já passou por cidades como Belo Horizonte, Recife e Brasília e, ainda esse mês, chega a Porto Alegre e Curitiba.

Com exclusividade ao Blog da Avianca, o ator fala sobre a experiência de voltar aos palcos – mais uma vez – para dar vida à Chacrinha.

 


 

Blog Avianca: Em 2014, na ocasião das primeiras apresentações de “Chacrinha, o musical”, o senhor disse que “só voltaria [aos palcos, depois de 10 anos] se fosse para participar de um projeto muito especial”. O que há de tão singular nesse espetáculo que fez com que o senhor retornasse até para uma segunda temporada?

Stepan Nercessian: O mais especial é o próprio Chacrinha. O maior comunicador de todos os tempos do rádio e da TV brasileira. Morto há vinte e sete anos, continua insubstituível. Poder trazer a memória desse gênio para os dias de hoje é muito especial. Apresentá-lo às novas gerações, mais especial ainda.

Blog Avianca: Em entrevista ao jornal O Globo, o senhor comparou interpretar Chacrinha com “fazer Hamlet” [famoso personagem de Willian Shakespeare]. Como é o seu processo criativo para compor um personagem dessa complexidade?

Stepan Nercessian: Procurei não imitar o Chacrinha e sim compreender o Abelardo Barbosa com toda sua complexidade. Além do “palhaço” Chacrinha existia o pai de família, o profissional exigente, o artista revolucionário e temperamental. Foi isso que fiz: um Chacrinha de dentro para fora.


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“O mais especial é o próprio Chacrinha. Apresentá-lo às novas gerações, mais especial ainda”

Blog Avianca: Como é trabalhar com o diretor Andrucha Waddington?

Stepan Nercessian: Já éramos parceiros no cinema: Os PenetrasRio Eu Te Amo. No teatro a parceria continuou. O Andrucha é um talento raro. Um jovem com a sabedoria de um veterano. Nosso espetáculo é teatro audiovisual. E isso ele sabe fazer melhor que ninguém. O Andrucha não prende, ele liberta.  Sou muito grato a ele.

Blog Avianca: O que o público das cinco capitais pelas quais passa o espetáculo pode esperar dessa nova turnê? Que surpresas vem por aí?

Stepan Nercessian: O que foi mostrado no Rio e SP será mostrado pelo Brasil. O que temos é um dos mais belos espetáculos musicais de todos os tempos. Elenco primoroso, produção esmerada. Quem for ver, vai viajar, curtir, ser feliz e voar. Como temos viajado com a AVIANCA. E olha que o Chacrinha odiava avião. Mas agora: roda, roda, roda e avisa!

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CHRISTIANE TORLONI EM: MASTER CLASS

3 de setembro de 2015 0 comentário

Estreia hoje, dia 04 de Setembro no Teatro das Artes

Um dos mais premiados e aclamados espetáculos da Broadway chega

ao Brasil numa grandiosa produção estrelada por uma das

maiores atrizes do teatro, cinema e televisão brasileira. Mais um sucesso patrocinado pelo projeto Avianca Cultural

FOTO MARCOS MESQUITA

FOTO MARCOS MESQUITA

Master Class é uma maravilhosa Comédia-Dramática escrita pelo premiado autor norte americano Terrence McNally que chega ao Brasil através da Maestro Entretenimento (nova identidade da empresa maestrobrazil), com patrocínio do Grupo Bradesco Seguros e conta com a direção do encenador brasileiro José Possi Neto, sob a direção musical do Maestro Fábio G. Oliveira, ambos a frente de um elenco formado por consagrados atores/cantores do atual cenário teatral brasileiro: as sopranos líricas Julianne Daud (Master Class ,Beijo da Mulher Aranha, Opera Joanna de Flandres, A Flauta Mágica, New York, New York o musical) e Bianca Tadini (Evita, O Rei e Eu, West Side Story, New York New York o musical, O Fantasma da Opera), o tenor Leandro Lacava (Avenida Q, Meu Amigo Charlie Brown, Il Barbiere di Siviglia, La Cenerentola, Les Troyens,), o ator e pianista Thiago Rodrigues (A Madrinha Embriagada, O Mágico de Oz, A Família Addams, Mamma Mia), além dos cantores líricos Thiago Soares (Operas LElisir dAmore, Madama Butterfly, Don Giovanni), Jayana Gomes Paiva (O Barbeiro de Sevilha, La Bohème ,Carmen de G. Bizet).

Master Class é um dos poucos espetáculos produzidos na Broadway a alcançar enorme sucesso internacional tendo sido realizadas nada menos do que 598 apresentações apenas em sua temporada de estreia em 1995 quando então recebeu o prêmio Desk Drama Award de “Melhor Espetáculo da Broadway”, além de três prêmios Tony Award (o Oscar do teatro americano):   “Melhor Atriz” (para Zoe Caldwel), “Melhor Atriz Coadjuvante” (para Audra MacDonald) e o cobiçado prêmio de “Melhor Espetáculo da Broadway”

Após a sua estrondosa temporada de estreia,  percorreu o mundo tendo sido apresentado em quase uma centena de países tão diferentes como Japão, Polônia, Alemanha, Coréia, Itália, Espanha, Portugal, Filipinas, Grécia, Brasil, além dos principais centros teatrais do mundo como o West End em Londres e Paris, onde o papel de Maria Callas foi interpretado pela grande atriz francesa Fanny Ardant sob a direção de Roman Polansky.

Em 2011 uma nova produção de  foi realizada na Broadway alcançando um sucesso não menos estrondoso, desta vez tendo como protagonista a atriz americana Tyne Daly e, exatamente como já havia acontecido em 1995, além do grande sucesso o espetáculo também tem recebido ”revivals” em várias partes do mundo incluindo esta nossa produção Brasileira, protagonizada por Christiane Torloni.

Atualmente, está em andamento em Hollywood a adaptação de  para as telas do cinema tendo como protagonista a grande atriz Meryl Streep.

Terrence McNally baseou o enredo de  nas lendárias séries de aulas magnas (master classes) proferidas pela diva maior da ópera mundial a greco-americana Maria Callas no início dos anos 70 na Julliard School famosa escola de música de Nova York. Na peça, Callas repreende os alunos, da mesma maneira enérgica com que os encoraja a seguir e perseguir seus sonhos. Durante esses encontros, também confronta os desapontamentos e dissabores de sua própria vida e de seu relacionamento com o célebre bilionário, o armador grego Aristóteles Onassis. De forma genial e habilidosa, o espetáculo faz o público rir e se emocionar com este que é considerado um dos mais belos textos da literatura teatral de todos os tempos e que, desde a sua estreia- há vinte anos – tem angariado legiões de fãs, envolvendo plateias de todo o mundo!

A Produção e Os Produtores

A produção de  conta com o talento de alguns dos melhores profissionais da área artística de nosso país:

Os cenários foram criados e executados por Renato Theobaldo; experiente cenógrafo que tem contribuído enormemente não só para o teatro quanto para o universo da ópera além dos principais espetáculos musicais. Seu projeto para a cenografia de  procurou trazer para o palco o clima das grandes casas de ópera do mundo através de estruturas criadas em tecido especialmente tratado para receber luz e projeções. O design de luz foi criado pelo veterano iluminador Wagner Freire.

Os figurinos são assinados pelo renomado figurinista Fabio Namatame sendo que os modelos femininos (incluindo os da própria Maria Callas) foram confeccionados pela renomada boutique paulistana Claudeteedeca o que garantiu a eles a alta qualidade, autenticidade e elegância.

A trilha sonora do espetáculo não poderia ser mais apropriada para um espetáculo de tão alta qualidade artística: trechos famosos de obras de três dos maiores compositores da história da música: Bellini, Puccini e Verdi executados ao vivo pelos atores/cantores e acompanhados pelo ator/pianista.

A produção e realização de  está inteiramente a cargo da Maestro Entretenimento: empresa brasileira que desde a sua fundação em 1996 apresenta intensa atividade nas mais variadas vertentes artísticas.

 

 

MARIA CALLAS:

Foi uma cantora lírica norte-americana de ascendência grega, considerada a mais renomada e influente cantora de ópera do século XX e a maior Soprano de todos os tempos. Apesar de também muito famosa pela sua conturbada vida pessoal, principalmente devido ao seu relacionamento com o bilionário grego Aristóteles Onassis, o seu legado mais duradouro deve-se ao impulso a um novo estilo de atuação nas produções operísticas, à raridade e distintividade de seu tipo de voz e ao resgate de óperas há muito esquecidas do bel canto, estreladas por ela.

 

Serviço:

Teatro das Artes (769 lugares)

Avenida Rebouças, 3970 – Shopping Eldorado – 3º Piso

Informações: 3034-0075

Quinta e Sábado às 21h | Sexta às 21h30 | Domingo às 19h

 

Duração: 90 minutos

Recomendação: 12 anos

 

Temporada: até 22 de Novembro

 

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.

Foto: Leo Aversa – Crédito obrigatório.

Talvez a obra mais emblemática da carreira de Chico Buarque, a ‘Ópera do Malandro’ já pode ser considerada um clássico do teatro musical brasileiro. Quase quatro décadas após a estreia original (1978), o malandro – como diz uma das célebres canções – surgiu na praça outra vez em uma nova montagem, com direção de João Falcão.
Esta atual versão, que estreou em julho de 2014 no Rio de Janeiro em uma bem-sucedida temporada, tem elenco basicamente masculino, com uma única atriz, Larissa Luz. O cantor Moyseis Marques interpreta Max Overseas e o grupo de atores que se formou em ‘Gonzagão – A Lenda’ se reencontrou em cena para dar continuidade à pesquisa sobre musicais brasileiros e à parceria com João Falcão. Não à toa, ‘Gonzagão – A Lenda’ estará em cartaz no mesmo Teatro João Caetano, às quintas e em matinês aos sábados e domingos.
Sobre a ‘Ópera do Malandro’
Inspirado em ‘A Ópera do Mendigo’ (1728), de John Gay, e em ‘A Ópera dos Três Vinténs’ (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a ‘Ópera do Malandro’ conta a história do contrabandista Max Overseas, que casa em segredo com Teresinha, filha de Duran, poderoso dono de bordéis e cabarés da Lapa dos anos 40. Com produção da Sarau Agência, o musical estreia dia 7 de agosto e fica em cartaz no Rio de Janeiro até 27 de setembro.
‘Chico Buarque foi a figura artística que mais me influenciou. A ‘Ópera’ é um mito, um desafio imenso para o diretor, ao lidar com canções eternas da música popular brasileira e com um texto que marcou época’, conta João Falcão, que já assinou a dramaturgia – com Adriana Falcão – e a direção de ‘Cambaio’, cuja trilha foi especialmente composta por Chico e Edu Lobo em 2001.
Para esta nova montagem, João pinçou músicas do espetáculo original e também do álbum ‘Malandro’, de Chico, e do filme homônimo, dirigido por Ruy Guerra em 1985. No roteiro, as clássicas ‘Folhetim’, ‘Teresinha’, ‘O Meu Amor’, ‘Geni e o Zepelim’ e ‘Pedaço de Mim’ se misturam a canções menos conhecidas do cancioneiro buarqueano, como ‘Sentimental’, ‘Hino da Repressão’ e ‘Uma Canção Desnaturada’.
‘É incrível perceber a qualidade da produção de um compositor para um mesmo projeto, é um momento muito inspirado e consagrador para o Chico. As canções da ‘Ópera’ ganharam fôlego fora do teatro, se tornaram tão conhecidas que muitos nem sabem que foram feitas para o palco’, admira João.
 
De Luiz Gonzaga a Chico Buarque
Ainda que bastante fiel ao texto, a concepção de João para o musical é original, ao convocar homens para todas as personagens femininas da peça. Já Larissa Luz, única mulher do elenco, viverá João Alegre, uma espécie de narrador e comentarista da trama.
‘Colocar atores para interpretar mulheres vem ao encontro de uma tradição teatral secular e também com uma antiga pesquisa minha’, explica João, responsável por ‘inverter os gêneros’ em outros trabalhos, como a série ‘Sexo Frágil’ (TV Globo) e em peças como ‘Mamãe Não Pode Saber’ e ‘Gonzagão – A Lenda’’.
Foi justamente o elenco deste musical inspirado na trajetória de Luiz Gonzaga que motivou João a trabalhar com a ‘Ópera’. Depois de uma extensa turnê nacional e com mais de cem mil espectadores, o grupo que se formou – elenco, produção e direção – quis dar continuidade com o trabalho e agora repete a parceria.
Integrantes do elenco de ‘Gonzagão’, Adren Alves, Alfredo Del Penho, Eduardo Rios, Fabio Enriquez, Larissa Luz, Renato Luciano e Ricca Barros estão novamente em cena, ao lado de atores aprovados em uma concorrida audição (Bruce de Araújo, Eduardo Landim, Rafael Cavalcanti e Thomas Aquino).
Já Max Overseas encontrou um intérprete bastante familiarizado com o seu habitat: a Lapa carioca. Moyseis Marques, experiente sambista e cantor de shows nos bares da região, fez seu primeiro trabalho como ator neste musical. João assistiu a uma apresentação de Moyseis e encontrou a essência do célebre malandro da peça. Passado no teste de atuação, o cantor – e agora também ator – embarcou de cabeça no desafio.
A Sarau Agência, produtora de Gonzagão, assina novamente a empreitada, assim como a figurinista Kika Lopes e o iluminador Cesar de Ramires. Aurora dos Campos se junta à equipe criativa e fica responsável pela cenografia, que – dentro de toda a proposta da direção – fugirá do realismo, enquanto os figurinos vão brincar com a mistura de épocas e estilos. ‘É um espetáculo de época (se passa nos anos 40) e teve uma primeira e mítica montagem nos anos 70, que hoje já é de época. Os figurinos vão brincar com isso também’, conta João.
 
Esta nova versão forma mais um capítulo deste clássico sui generis que estreou em junho de 1978 no Teatro Ginástico (RJ) e seguiu com sessões lotadas por mais de um ano, em apresentações de terça a domingo. Baseado em ‘A Ópera do Mendigo’ (1728), de John Gay, e em ‘A Ópera dos Três Vinténs’ (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, o texto da ‘Ópera do Malandro’ teve direção original de Luís Antonio Martinez Correa, que conduziu meses de estudo sobre o tema e as tramas das peças.
No elenco original constavam nomes como Ary Fontoura (Duran), Claudia Jimenez (Mimi Bibelô), Elba Ramalho (Lucia), Emiliano Queiroz (Geni), Maria Alice Vergueiro (Vitória), Marieta Severo (Teresinha). A direção musical ficou a cargo do maestro John Neshling, que também assinou os arranjos. A cenografia e os figurinos eram de Maurício Sette e a iluminação de Jorginho de Carvalho.
Nos últimos 15 anos, o musical ganhou montagens de Gabriel Villela (em 2000) e da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho (2003).

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Considerada a comédia de maior sucesso de 2013 na Broadway, “Vanya e Sonia e Masha e Spike” chega ao Rio na montagem dirigida por Jorge Takla, que celebra os 40 anos de trajetória artística com sua estreia nesse gênero. Com texto de Christopher Durang, o espetáculo tem tradução de Bianca Tadini e Luciano Andrey, realização da Takla Produções e um elenco formado por Marília Gabriela – que há 20 anos iniciou sua carreira como atriz no filme Jenipapo e agora completa 15 anos de teatro -, Elias Andreato, Patrícia Gasppar, Bruno Narchi, Juliana Boller e Teca Pereira. A peça faz referências aos personagens do escritor russo Tchekhov e mostra os acontecimentos inesperados e confusões de uma família a partir da visita de uma das irmãs, uma estrela de Hollywood. “Em 40 anos fiz todos os gêneros de teatro. Dirigi óperas, musicais e dramas. Eu gosto muito de comédia, mas nunca tinha encontrado nenhuma que me tocasse ao coração, além de rir, naturalmente”, diz o diretor sobre a peça que estreia dia 30 de julho no Teatro dos Quatro.

Marília Gabriela, que estava fora dos palcos desde 2008, interpreta Masha, uma artista rica e famosa que namora um rapaz 30 anos mais jovem. “Sou a irmã que foi embora e virou atriz de cinema, e volta para uma visita trazendo o namorado. Quando Jorge Takla me convidou tive um momento de hesitação, pois estava envolvida em outro projeto. Ele elegantemente disse que não era para logo e sugeriu que eu lesse a peça, o danado. Me mandou o texto por e-mail rapidinho, e eu, enxugando as lágrimas das gargalhadas que soltei desde o primeiro parágrafo até o final, liguei e disse para ele: sou sua! “.

                A comédia transcorre nos tempos atuais em uma tranquila cidadezinha, no verão da Pensilvânia. Até quando a irmã famosa Masha (Marília Gabriela), grande estrela de cinema de Hollywood, com cinco casamentos no currículo, decide visitar seus irmãos acompanhada do namorado, o jovem sensual Spike (Bruno Narchi), ator iniciante, que ambiciona a fama.

Os irmãos solteirões de Masha são Vanya (Elias Andreato), um cinquentão resignado com sua vida, desde a infância na casa de campo dos pais com sua irmã adotada, e Sonia (Patrícia Gasppar), melancólica, que sonha com o impossível, e nunca teve um namorado. A trama também conta com a inocente e sincera Nina (Juliana Boller), jovem aspirante à atriz, deslumbrada com o teatro e cheia de energia, e com a faxineira Cassandra (Teca Pereira), inteligente e ardilosa, que acredita ter poderes de vidência e profetiza todo o fim de semana memorável, cheio de rivalidade e arrependimento da família explosivamente engraçada.

“Vanya e Sonia e Masha e Spike” traz através do humor de seu texto e personagens, uma reflexão sobre a busca por identidade e sentido na vida no mundo contemporâneo. “A força desta deliciosa comédia se deve aos seus personagens loucamente humanos, a esta família adoravelmente maluca, a esta “fatia de vida” situada num momento em que um mundo está acabando e outro começando. Seres humanos se adequando (ou não) a novos valores, esperneando, mas descobrindo, com leveza e humor, que apesar de tudo, o nosso único porto-seguro ainda é a família”, opina Takla.

Dramaturgo americano, Christopher Durang é conhecido por suas obras de humor negro e por tratar de questões polêmicas como dogmas religiosos, abuso infantil e homossexualidade. Com seu trabalho reconhecido nos EUA, Durang teve diversos espetáculos montados no circuito Broadway e Off-Broadway, entre eles Miss Witherspoon e Beyond Therapy. Contando com nomes como David Hyde Pierce, Kristine Nielsen, Sigourney Weaver e Billy Magnussen no elenco, “Vanya and Sonia and Masha and Spike” teve grande receptividade do público e da crítica em sua montagem americana, sendo considerada pelo The New York Times como “delirantemente engraçada”.

Jorge Takla é formado pelo Conservatório de Artes Dramáticas de Paris. Trabalhou como assistente de direção de Bob Wilson. Atuou e dirigiu La Mamma, em Nova York e  tem no currículo mais de 100 espetáculos entre teatro, musicais e ópera. “Nada na montagem brasileira é réplica da encenação americana. Quis um espetáculo bem realista. O cenário é uma casa na Pensilvânia com 14 metros de comprimento e 3,5 de altura. Estilo casa de campo americano, mas bem específica, com grama, árvores, flores, panelas, móveis de vime, etc”, detalha Takla sobre a sua encenação de “Vanya e Sonia e Masha e Spike”.

Assinado por Attilio Baschera e Gregorio Kramer o cenário reproduz a casa dos irmãos Sonia e Vanya. Theodoro Cochrane é responsável pelos figurinos, entre eles uma fantasia de Branca de Neve usada por Marília Gabriela. Completam a ficha técnica Feliciano San Roman e Duda Molinos com as perucas e o visagismo, e Ney Bonfante na iluminação.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO- Vanya e Sonia e Masha e Spike

 

Direção: Jorge Takla

Texto: Christopher Durang

Tradução: Bianca Tadini e Luciano Andrey

Elenco: Marilia Gabriela, Elias Andreato, Patrícia Gasppar, Bruno Narchi, Teca Pereira e Juliana Boller

Cenário: Attilio Baschera e Gregorio Kramer

Figurinos: Theodoro Cochrane

Iluminação: Ney Bonfante

Sonoplastia: Fernando Fortes

Maquiagem: Duda Molinos

Perucas: Feliciano San Roman

Realização: Takla Produções

 

SERVIÇO

Temporada: de 30 de Julho a 27 de setembro

Local: Teatro dos Quatro – Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52 , Gávea

Horários: Quinta a sábado às 21h;  domingo às 20h

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Marcelo Serrado, Mariana Rios e Leonardo Miggiorin em  “Memórias de um Gigolô”

Uma superprodução brasileira baseada na obra de Marcos Rey, com adaptação e direção de Miguel Falabella, músicas e letras de Josimar Carneiro e Miguel Falabella.

A história de um triângulo amoroso irreverente na próspera e efervescente São Paulo das décadas de 20 e 30, apogeu do ciclo do café e do progresso trazido pela industrialização da cidade. As lembranças de Mariano (Leonardo Miggiorin), um dos protagonistas da superprodução musical totalmente brasileira “Memórias de um Gigolô”, conduzem a narrativa desse romance cheio de reviravoltas, boemia e humor.

Durante o espetáculo, o público acompanha os principais acontecimentos da vida do órfão Mariano. Criado no meio dos trambiques da cartomante Madame Antonieta (Mariana Baltar) – a famosa “La Buena Dicha” – ele aprende, ainda na infância, a se livrar de enrascadas. Com o falecimento da cartomante, é adotado por Madame Iara (Alessandra Verney), a dona de bordel a quem passa a tratar como madrinha, e que o insere em um mundo cercado de volúpia, jogo de interesses e também muita diversão.

Lu, Valete e Tumache

É por lá que Mariano conhece as duas pessoas que mudam completamente sua vida: a charmosa e encantadora Guadalupe (Mariana Rios), que pouco a pouco o transforma num gigolô de uma mulher só, e Esmeraldo (Marcelo Serrado), mais um gigolô e amante da boa vida – o valete de espadas que “La Buena Dicha” previu que apareceria em seu caminho. Lu passa a chamar Mariano carinhosamente de Tumache depois que ele se declara em inglês para a moça: “I love you too much”.

Entre os três surge um jogo de sedução vivido sem pudores ou repressão, em meio ao luxo, ao brilho e ao requinte que envolvem os magnatas da indústria cafeeira. Para levar esse universo para o palco do Teatro Procópio Ferreira, um cenário deslumbrante conta com os principais itens do bom gosto paulistano e remonta quadro a quadro a época retratada.

“Memórias de um Gigolô” é originalmente um romance do autor Marcos Rey e já foi adaptado para a TV em uma minissérie exibida pela TV Globo em 1986, com roteiro de Walter AvanciniWalter George Durst e Marcos Rey.

Uma homenagem à terra da garoa

Além de contar a história deste triângulo amoroso, “Memórias de um Gigolô” é também uma grande homenagem à cidade de São Paulo. A Esmeraldo cabe a missão de convidar o público a se transportar para atmosfera da terra da garoa: “Tente imaginar uma São Paulo que desapareceu aos poucos, mas da qual ainda se pode encontrar vestígios, aqui e ali, como fragmentos de um mundo que se foi. Muito diferente da cidade que conhecemos hoje. Ah! Os anos trinta! Se a revolução constitucionalista deixara um travo amargo na boca, o progresso da cidade nos apontava irremediavelmente para o futuro”, anuncia no início desta viagem no tempo.

“Chegou progresso

São Paulo partiu!

Vamos em frente

Que atrás vem gente

De todo canto desse meu Brasil!”

Com 461 anos de existência, a terra da garoa tem atributos suficientes para justificar a escolha do escritor Marcos Rey – também presente nesta adaptação teatral da obra –, especialmente em se tratando de suas características nos anos 30, 40 e 50, época em que se passa a narrativa.

Uma das cidades mais populosas do planeta, São Paulo abriga importantes monumentos, parques e museus, além de ser um dos principais polos econômicos brasileiros. Na década de 30, a cidade viu o fim da longeva política do “café com leite” que mantinha com o estado de Minas Gerais para o posto de presidente da república e, na mesma época, foi palco da revolução constitucionalista, que trouxe grande crescimento industrial e urbano, fazendo de São Paulo o berço da prosperidade no Brasil.

As mudanças na cidade entre as décadas de 30 e 50 foram percebidas tanto política quanto econômica e culturalmente. A paisagem urbana foi alterada, a indústria se tornou o principal motor econômico e a população viveu a efervescência do nascimento de uma grande metrópole – característica que São Paulo mantém até hoje, dentre as cidades do Brasil e do mundo.

Preparação e bastidores

Para atuar em “Memórias de um Gigolô”, os atores se dedicaram durante dois meses a ensaios de voz e texto com duração de oito horas por dia, quatro vezes por semana. Sob a direção de Miguel Falabella, eles buscaram as principais características de seus personagens e trabalharam em cima dos “tipões” da década de 30.

No papel do protagonista que conduz a narrativa do espetáculo, Leonardo Miggiorin conta que o trabalho é uma realização pessoal e profissional. Para viver Mariano, o ator fez aulas de canto e também musculação – para ganhar resistência física –, além de pilates e quiropraxia para aliviar a tensão do ritmo acelerado dos ensaios. “Tenho facilidade com a construção do personagem, é um processo que flui naturalmente para mim. Já em relação à música precisei me fortalecer psicologicamente porque muitas vezes o nervosismo me atrapalha. Mas com os ensaios e as aulas estou muito mais seguro para cantar em cena”, comemora. Miggiorin realizou também um trabalho de pesquisa e imersão em que leu o livro de Marcos Rey que deu origem ao espetáculo, assistiu filmes das décadas de 30, 40 e 50 e ouviu artistas da Era do Rádio, como Orlando Silva, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran e Nelson Gonçalves.

Para o ator, Mariano é um homem doce, apaixonado, vívido e destemido. “Ele é órfão desde pequeno e foi criado num ambiente festivo, noturno, onde precisou lidar com todo tipo de gente. Com isso, adquiriu habilidade e tornou-se um gigolô das palavras. O que ele mais sabia fazer era usar sua lábia para conseguir o que queria. Mas no meio do caminho ele acaba se apaixonando pela única mulher que não poderia: Guadalupe (Mariana Rios), a amada de Esmeraldo (Serrado), que se torna seu rival para a vida toda. É uma responsabilidade grande, pois meu personagem é o fio condutor da trama”, declara.

Mariana Rios, que vive a prostituta Guadalupe, exercita o lado musical profissionalmente e conta que a maior dificuldade com sua personagem foi a adaptação dos primeiros dias de ensaio: “As dificuldades são as de qualquer trabalho em que você se entrega: quer que seja perfeito, incrível. No começo, enquanto estamos aprendendo as músicas, ajustando os tons e outros detalhes, dá um pouco de medo. Mas depois da segunda semana você se apropria das músicas e do texto e fica tudo tão incrível que é gostoso, não tem mais dificuldade. O resto é só alegria”, conta a atriz, que fez aulas de dança, canto e preparação com uma fonoaudióloga para o musical.

Como resultado do trabalho de composição de personagem, uma Guadalupe encantadora é apresentada por Mariana ao público: “Ela não sabe quem escolher, para onde ela vai, e ao mesmo tempo tem um olhar perdido de uma pessoa sofrida, que passou por muita coisa. A história de Guadalupe é linda e a história do musical todo é muito bonita, contada de uma forma lúdica e com músicas maravilhosas”, elogia a atriz.

Já Marcelo Serrado precisou de mais dedicação à voz para aprimorar a parte musical. Para atuar em “Memórias de um Gigolô”, ele fez aulas de canto durante mais de seis meses com professores no Rio de Janeiro e em São Paulo. Dando vida a um personagem ao mesmo tempo muito chique e bastante violento, Marcelo revela os pontos fortes de Esmeraldo: “É um personagem muito rico, cheio de nuances, e ao mesmo tempo bem divertido”.

O diretor, Miguel Falabella, além de acompanhar toda a parte cênica é responsável também pelas letras das 20 canções do espetáculo. Josimar Carneiro assina a direção musical e as músicas. Com um trabalho primoroso nas mãos, Miguel revela que adora trabalhar com musicais: “Descanso trabalhando. Meu emprego é uma farra! Gosto de musicais e principalmente de entregar ao público uma coisa brasileira. Sempre fui apaixonado por esse romance”, conta, declarando-se à obra de Marcos Rey.

O trabalho de Miguel Falabella foi muito elogiado por toda a equipe e elenco, dentre eles Marcelo Serrado, que revela sua admiração: “Trabalhar com o Miguel é um prazer. Ele é um grande diretor, roteirista, sempre o admirei. Para mim é uma honra estar em um projeto com ele, o Miguel é um geniozinho”, vibra o ator.

Também sobram elogios ao diretor vindos de Leonardo Miggiorin: “Aos doze anos de idade, no Rio de Janeiro, eu pedi um autógrafo para o Miguel Falabella. Vinte anos depois, estou sendo dirigido por este grande homem do teatro que tanto respeita a arte e seus artistas. Estou muito feliz em trabalhar com ele e com toda a equipe que tanto admiro”.

Números e curiosidades de uma grande produção

“Memórias de um Gigolô” conta com 21 atores em cena e soma 130 pessoas envolvidas em toda a equipe do espetáculo, entre produção, elenco e pessoal técnico. Para dar vida e embalar esse grande musical, 14 canções foram compostas por Miguel Falabella em parceria com Josimar Carneiro.

A cenografia foi construída com elementos que remetem à cidade de São Paulo, não de forma literal ou realista, mas na sua essência. No total foram utilizados mais de 2 mil metros de tecido e mais de 8 toneladas de ferragem e madeira no suporte do cenário, que cria um jogo de cenas ágil e delicado para abrigar uma história tipicamente paulistana.

O visagismo é temporal e retoma as décadas de 30, 40 e 50, tanto na maquiagem dos personagens quanto nos elementos de postiçaria. Ao todo, o elenco usa 23 perucas e 10 bigodes, além de 125 figurinos completos.

 

SERVIÇO

 

Período: até 30 de agosto de 2015

Local: Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823)

Horários: Quinta 21h; Sexta 21h30; Sábado 18h e 21h30; Domingo 18h

Preços dos ingressos: de R$ 50,00 a R$ 180,00

Classificação etária: 14 anos

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Foto: Leo Aversa.

Mais um patrocínio do projeto Avianca Cultural, chega a São Paulo amanhã, 11 de junho, para curta temporada no teatro CETIP.

Dono de uma das mais controversas histórias da música brasileira, Wilson Simonal está tendo a oportunidade de se reencontrar com seu público. Após morrer em uma espécie de exílio artístico, o astro tem sua trajetória contada em ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’, um dos grandes sucessos da temporada teatral carioca de 2015, sendo visto por mais de 30 mil pessoas, com todas as sessões esgotadas.

Apesar de sua vida polêmica, Simonal tem uma obra atemporal, como comprova o sucesso do musical, que tem texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade e direção de Pedro Brício.

Nelson Motta, Patrícia Andrade e Pedro Brício fizeram uma série de reuniões e trocaram muitas ideias até chegarem ao formato final do musical. “Queríamos descobrir que espetáculo queríamos fazer, o que focar na história do Simonal. Tem muitas atmosferas dramáticas, porque a vida dele foi assim. Fazemos um resgate do riquíssimo repertório dele, mostrando essa figura improvável, pobre, negro, que se tornou o maior astro popular do país, fazendo música de altíssima qualidade. Ele é um personagem único”, exalta Pedro.

O musical, contudo, não se furta a falar sobre a decadência de Simonal, condenado a um “exílio” involuntário, e toca nos temas polêmicos que cercaram a carreira do artista, sem tomar partido. “Ele é um mistério, não é um herói romântico, pelo contrário. É uma figura contraditória, com múltiplas facetas, mas a peça não faz um julgamento. O espetáculo tem essa riqueza, essa multiplicidade: vai da ascensão absoluta do primeiro artista negro pop à sua total decadência”, define o diretor.

O roteiro final foi sendo formatado no decorrer dos ensaios. Os autores fizeram toda a seleção do repertório, mas Pedro Brício fez sugestões, juntamente com o diretor musical, Alexandre Elias. Algumas cenas de dramaturgia foram surgindo no ensaio, já que a música está diretamente ligada à encenação.

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.

Foto: Leo Aversa.

Ascensão e queda de um astro

A trajetória de Simonal não encontra paralelos na história da música brasileira. O prólogo parecia ser comum: garoto pobre tem que batalhar muito para conseguir mostrar o seu talento. Mas, no momento em que foi descoberto por Carlos Imperial – personagem fundamental na história do futuro astro e narrador da peça -, ele explodiu. O Brasil inteiro cantou ‘Balanço Zona Sul’ (seu primeiro sucesso), ‘Sá Marina’, ‘País Tropical’, ‘Meu limão, meu limoeiro’, ‘Lobo bobo’, ‘Mamãe passou açúcar em mim’, todas presentes no roteiro do espetáculo.

Na década de 60, Simonal era um astro da televisão e do rádio e apontado por muitos como o maior cantor brasileiro, com público e crítica a seus pés. “Ele era um grande entertainer, contava piadas, dançava e dominava a plateia como nenhum artista do seu tempo, fazendo o Maracanãzinho lotado cantar como um coral em que ele era o maestro”, exalta Nelson.

Já no início da década de 70, sua carreira começou a se desestruturar: Simonal encerrou um contrato com a TV Globo, brigou com o Som Três, que o acompanhava desde o início, e desfez o escritório da Simonal Produções. A gota d´água aconteceu quando ele, desconfiado do seu contador, pediu ajuda a amigos policiais (agentes do DOPS), que o sequestraram para que denunciasse quem o estava roubando na sua produtora. O episódio culminou na prisão do cantor, que, posteriormente, em uma cadeia de equívocos, foi acusado de delator a serviço da ditadura militar. Embora nada nunca tenha sido provado, Simonal dizia que até torturadores e terroristas foram anistiados, menos ele, que se transformou em um morto-vivo e foi condenado a um ostracismo artístico até sua morte, em 2000.

A peça é também um importante panorama da política e sociedade brasileira da época. “Ela não apenas fala da história de um homem, mas sobre nosso país, como era nossa sociedade, não só em termos de preconceitos, mas de conflitos políticos. O que aconteceu com ele tem a ver com o período, talvez não tivesse acontecido em outro contexto histórico”, explica Pedro.

A cenografia é de Hélio Eichbauer, que assinou o cenário de montagens históricas, como ‘O rei da Vela’, de José Celso Martinez Corrêa, além de ter profunda ligação com a música brasileira, já tendo dirigido shows de Gal Costa (‘Mina d´agua do meu canto’) e  assinado a cenografia de inúmeros shows de Caetano Veloso, como ‘O Estrangeiro’ e ‘Cê’, entre outros. “É muito importante termos o Hélio na equipe. O cenário será muito especial, não fica buscando o espetacular pelo espetacular. É uma estética intrinsicamente brasileira, que tem muito a ver com a época, mas não é alegórico. É teatral, musical, mais minimalista. Tem um impacto pela beleza estética. Nada é decorativo, ele tem uma síntese que está em sintonia o pensamento arquitetônico do Hélio”, define Pedro.

Marília Carneiro concebeu mais de 250 figurinos para o espetáculo, em uma média de 17 por personagem, com exceção do próprio Simonal (que terá 12) e de Carlos Imperial, com três figurinos, além de uma dezena de perucas, usadas por todo o elenco.

A direção musical de Alexandre Elias e os arranjos de Max de Castro, filho de Simonal, são fieis à obra do Simonal, mas trazem um olhar criativo, contemporâneo. “O importante é resgatar e sublinhar a obra dele. Independente do que aconteceu, ele deixou um legado para a black music brasileira”, afirma Pedro.

Nos últimos anos, foram lançadas biografias e documentários sobre sua trágica história, reconhecendo seus erros, mas o reabilitando como um dos maiores cantores do país. Os discos também foram relançados; suas músicas, redescobertas pelos DJs; vários projetos criados, como O baile do Simonal, organizado pelos filhos dele, Max de Castro e Simoninha.

Essa retomada da importância histórica do artista ganha nova página com a estreia de ‘S’imbora, o musical’. Simonal passeou por todos os gêneros: cantou rock, calipso, bossa nova e samba, ajudou a criar a pilantragem e ainda inaugurou uma escola de canto no Brasil, reunindo, ao mesmo tempo, o cool da bossa nova, o suingue da música negra e uma notável potência vocal.

‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’ segue para São Paulo em junho, no Teatro Cetip, para curtíssima temporada até o final de julho. A montagem ainda traz na ficha técnica nomes como Renato Vieira (coreografia) e Rico Vilarouca (projeções), em uma realização da Planmusic.

 

SERVIÇO

‘S´IMBORA, O MUSICAL  – A HISTÓRIA DE WILSON SIMONAL’

Estreia: 11 de Junho (quinta-feira)

Temporada: até 26 de Julho

Teatro Cetip

Rua Coropés, 88 – Pinheiros. Tel.: (11) 4003-5588

Horários

Quinta a sábado – 21h

A partir da 3 semana sáb às 17h e 21h

Domingo – 19h

Classificação etária: não recomendado para menores de 12 anos

 

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Jarbas Homem de Mello e Marcello Antony em ‘Chaplin, O Musical’

Superprodução baseada na história do gênio da sétima arte chega a São Paulo. O grande espetáculo da Broadway, produzido por Claudia Raia e Sandro Chaim, traz cinco músicas inéditas e características de estreia mundial.

Das ruas de Londres aos estúdios de Hollywood, o nascimento de um gênio do cinema. ‘Chaplin, O Musical’ refaz os passos que levaram sir Charles Spencer Chaplin ao estrelato e transporta a plateia ao universo do eterno Carlitos, o Vagabundo.

O espetáculo é estrelado por Jarbas Homem de Mello que, no papel de Chaplin, divide com o irmão mais velho, Sydney (Marcello Antony), o sonho de uma realidade melhor do que a que lhes é oferecida. Desde muito novo, Chaplin observou e admirou o talento de sua mãe, Hannah (Naíma), que brilhava como cantora de teatro. Herdeiro de sua desenvoltura sob os refletores, não demorou para que tudo que ele aprendeu da coxia despertasse a atenção dos produtores de teatro e, mais tarde, dos donos de estúdios de cinema.

Durante o musical, o público acompanha os detalhes que fizeram nascer, ao mesmo tempo, um grande personagem e seu empenhado mestre criador. O cenário dessa história é um grande estúdio, onde tudo está em mutação o tempo todo, com a intenção de trazer o público para dentro do backstage.

Para contar essa trajetória, que inclui uma agitada vida amorosa, a relação de cumplicidade com Sydney e escolhas políticas e profissionais, estão também no palco: Oona O’Neill (Giulia Nadruz), sua quarta e última esposa; a colunista e crítica ferrenha Hedda Hooper (Paula Capovilla); o grande empresário do Music Hall londrino Fred Karno (Leandro Luna); e Mack Sennett (Paulo Goulart Filho), fundador dos estúdios Keystone, responsável pela estreia de Chaplin no cinema.

Produzido por Claudia Raia- dessa vez atuando apenas nos bastidores- e Sandro Chaim, ‘Chaplin, O Musical’ estreou originalmente no New York Musical Theatre Festival (2006) e passou pelo La Jolla Playhouse (2010) antes de chegar à Broadway, em 2012. Nos palcos do Theatro NET SP, o espetáculo traz interpretações musicais grandiosas que incluem canções originais adaptadas e também cinco músicas inéditas, compostas especialmente para a montagem brasileira.

A narrativa ainda é enriquecida com projeções de trechos dos principais filmes dirigidos e encenados por Chaplin. Com classificação livre, o espetáculo é familiar como define Claudia Raia. “As crianças têm de ver porque é tudo muito encantador e emocionante. Meninos e meninas vão se identificar e curtir O Vagabundo”, afirma a produtora.

A dedicação da equipe e do elenco ao espetáculo foi enorme, tudo em prol de um resultado grandioso como a figura de Chaplin merece, é o que conta Jarbas Homem de Mello: “É uma responsabilidade imensa, não só porque o seu grande personagem, Carlitos, está no inconsciente de todos, mas principalmente por revelar ao público a história e aspectos da personalidade de Charles Chaplin que são completamente desconhecidos”.

Protagonizando o musical ao lado de Jarbas, Marcello Antony destaca o papel de Sydney na vida do irmão: “Pouca gente sabe da importância do Sydney na vida do Chaplin. Eles começaram atuando em comédia juntos, como uma dupla. Ele era uma espécie de chefe da família e abdicou da carreira para cuidar da mãe deles, que ficou muito doente, dando tranquilidade para o irmão brilhar. Mais tarde, se tornou o empresário do irmão talentoso” conta.

O espetáculo brasileiro traz a história de Chaplin em uma montagem precedida de grande expectativa, com características de premiére mundial. “O público vai conhecer a vida do homem por trás do gênio. Nós contamos sua infância em um bairro pobre de Londres. Foi o talento de Chaplin para fazer rir que o levou a Hollywood. A peça tem cenas muito engraçadas, mas também muito emocionantes. Durante os ensaios é comum ver alguém chorando no final. O público vai rir e vai se emocionar”, garante o diretor, Mariano Detry.

 

Números e curiosidades de uma megaprodução

– 21 atores envolvidos (19 adultos, 2 crianças)

– 34 técnicos

– 65 pessoas empregadas

– 300 horas de ensaio

– 120 figurinos

– 5 músicas extras compostas especialmente para a versão brasileira

– 32 perucas (2 só para o Chaplin)

– 25 itens de postiçaria (bigodes, sobrancelhas e barbas) + 20 bigodes só para o Chaplin

– 1 hora de caracterização para Jarbas Homem de Mello virar Chaplin

– 9 décadas é o tempo que o espetáculo atravessa e o visagismo foi feito dentro delas

– 3 bengalas vindas de Londres, do mesmo tipo das que o Chaplin usava estão em cena

– O musical tem uma parte circense que traz elementos de visagismo como perucas volumosas e outros adereços

– Réplicas de objetos e peças de antiquários de São Paulo são utilizadas no espetáculo

– O projeto do cenário é inglês

– O diretor do espetáculo é argentino e mora em Londres há 15 anos

 

Serviço: 

Período: 14 de maio a 12 de Julho de 2015

Local: Theatro NET SP | Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas 360 – Itaim Bibi) | 5º piso

Horários: Quinta, 21h; Sexta, 21h; Sábado, 18h e 21h30; Domingo, 18h.

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Acontece amanhã, no TUCA em São Paulo, a pré-estreia de “Galileu” com Denise Fraga e texto de Bertolt Brecht. Na peça, Galileu consegue construir um telescópio melhor que os existentes e explorar os céus como nunca antes haviam conseguido.  Com os satélites de Júpiter, ele finalmente comprovaria a doutrina de Copérnico de que o Sol é o centro do Universo e de que a Terra se move e gira em torno dele. Galileu passa a defender e a propagar esta ideia, apesar de saber que ela era contrária ao dogma da Igreja.  Entretanto, este homem apaixonado, o cientista genial movido por uma nova verdade, vê os senhores do poder estabelecido se negarem à obviedade dos fatos.

A ideia da Terra não ser o centro do Universo ameaçava convenientes estruturas de poder.  Estávamos em 1609, em pleno movimento da Contra Reforma.  Galileu tinha muito prestígio e amizades dentro do próprio clero e acreditou que, com este escudo, poderia seguir em frente para instalar seu novo esquema de mundo.  Ledo engano.  Foi perseguido pela Santa Inquisição, processado duas vezes, e, ameaçado de tortura, foi obrigado a negar, abjurar, suas ideias publicamente. Somente em 1992, mais de três séculos após a sua morte, a Igreja reviu o processo da Inquisição e decidiu pela sua absolvição.

Mas não é só da biografia de Galileu que Brecht quer falar.

Brecht coloca em xeque o herói, seu significado social, a discutível necessidade de sua existência numa sociedade que compromete sua liberdade em seus inevitáveis jogos de poder.  Com isso, chama toda a plateia para compartilhar de sua questão

O espetáculo da diretora Cibele Forjaz desvenda o fazer teatral diante do público, com atores que manipulam o cenário e fazem a contraregragem, totalmente disponíveis artisticamente para contar a história que Brecht reinventou, trazendo à cena uma profusão de formas, conceitos, parodias grotescas, cenas pungentes, emoção e muito riso, um estranhamento carnavalizado com a intenção de, talvez, criar um espetáculo genuinamente épico brasileiro.

Galileu Galilei é uma profunda e divertida reflexão sobre o que somos, o que viramos, o quanto abandonamos de nós, a luta de classes, o “ser mandado” e “ser patrão”, a tirania do poder econômico, as liberdades de escolha e o preço a pagar por elas.

A quantos absurdos conseguiremos nos submeter com cara de paisagem?

A peça cumpre temporada no TUCA, de sexta a domingo.

Sextas e sábados: 21:00hs

Domingos: 19:00hs

 

Culturais

Bem-vindo ao Circo!

29 de abril de 2014 0 comentário

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O projeto Avianca Cultural acaba de estrear mais um sucesso!

Aconteceu ontem, no Rio de Janeiro a pré estreia do musical “O Grande Circo Místico” e claro que nós do blog fomos prestigiar.

O musical que conta com canções de Edu Lobo e Chico Buarque, é dirigido por João Fonseca e conta com grande elenco como Letícia Colin, Reiner Tenente, Isabel Lobo entre outros.

O Grande Circo Místico conta a história de amor de Frederico (Gabriel Stauffer), um médico de família respeitada e tradicional, e Beatriz (Letícia Colin), bailarina de um circo. Na trama, Frederico é convocado pelo exército brasileiro a servir na guerra como médico, sendo obrigado a deixar para traz um iminente casamento com Charlote (Isabel Lobo) e uma arrebatadora paixão por Beatriz. Durante os tempos de batalha o circo enfrente grande resistência dos militares e luta para continuar existindo.

O Musical conta com um elenco de 17 atores que cantam, dançam, tocam e interpretam. É uma excelente pedida para os cariocas e para os turistas, que podem conferi-lo no Theatro Net Rio de quinta a domingo de 01 de maio a 27 de julho.

Ficou curioso para saber como foi a pré-estreia? Da uma olhada nas fotos:

Horários:

Quintas – 21:00hs

Sextas – 21:00hs

Sábados – 21:30hs

Domingos – 20:00hs