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Dan Stulbach na Avianca em Revista

14 de novembro de 2016 0 comentário

Dan Stulbach é capa da Avianca em Revista de novembro. Confira fotos inéditas do making-of desta edição.

As obras de arte e as linhas geométricas do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, inspiraram a composição das fotos de capa desta edição. Depois de um bate-papo com o jornalista Gustavo Ranieri, Dan Stulbach seguiu as orientações da fotógrafa Priscila Prade. Interagiu com as peças do local, incluindo uma mesa de sinuca com 22 bolas feitas de pedras semipreciosas. O stylist Arno Jr. produziu os looks, enquanto Wilson Eliodório cuidou da leveza da maquiagem.

Dan Stulbach - making of

Dan Stubalch - making of

(José Damasceno Integrated Circuit. 2010 Mesa de snooker com 22 pedras semipreciosas 121,5x385x205 cm. Coleção Andrea e José Olympio Pereira)

Ao mesmo tempo em que continua a temporada do espetáculo teatral “Morte Acidental de um Anarquista”, no Teatro Folha, em São Paulo (até 18 de dezembro), seu rosto poderá ser visto nas telas de cinema, também em dezembro, no filme “O Vendedor de Sonhos”, adaptado do livro homônimo do psicoterapeuta e escritor Augusto Cury. Dan Stulbach - making ofAlém disso, toda sexta-feira, comanda, junto com os amigos José Godoy, cirurgião-dentista, e Luiz Gustavo Medina, economista, o programa “Fim de Expediente”, no ar há dez anos pela rádio CBN, e apresenta o programa “Bola da Vez”, na ESPN Brasil, nas noites de terça. Além de novelas, o ator, diretor e apresentador também participava, em 2014, do programa “Encontro”, de Fátima Bernardes, na Globo. Em 2015, assumiu a bancada do extinto “CQC”, na Band.

Dan Stulbach - making of

(Carmela Gross Knives, 1994 Peças de cerâmica Ceramic pieces Dimensões variáveis Dimensions variable Coleção Andrea e José Olympio Pereira)

Para ler a matéria completa com o Dan Stulbach, acesse o link ou o site da Avianca em Revista para conferir a revista deste mês de novembro online na íntegra.

Relatos

Mi Fin de Año. Ou melhor, MEU REVEIÃO.

19 de agosto de 2014 0 comentário

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Estima-se que 2 milhões de brasileiros vão passar o Réveillon em Copacabana. Os outros 198 milhões com certeza estarão em Buenos Aires.

Eu já fui um desses.

Sem querer pagar de chato, mas é estranho fazer uma viagem internacional e ver as mesmas pessoas que você está acostumado a ver todos os dias. É que nem ir a uma casa de strip-tease pra ver um, digamos, pessoal diferente e encontrar a sua própria esposa.

Tinha horas que eu pensava.

– Poxa, eu queria só ver uma argentininha. Acho que vou pra Floripa.

Dica: se você quer viajar com sua amante ou fazer alguma coisa errada no final de ano, não vá para Buenos Aires. Você não está se escondendo de ninguém. Fica em São Paulo que tem menos gente.

Agora eu entendo porque acham que Buenos Aires é a capital do Brasil. O americano chega lá e só encontra brasileiro.

Nem castelhano mais o pessoal fala. Você entra numa loja e a galera se comunica em português com as atendentes. Dá muita dó.

-Aí ó, essa parada aqui ó,….tem essa bagacinha muito louca na cor vermelha???

– Como??? No compreendo!!!!

-Veeeeeeeerrrrrrrrr meeeeeeeeeee lhaaaaaaaaaa….po, num fala minnha lingua???

Pior que na maioria dos casos, os argentinos é que têm que se adaptar. Juro que uma vez vi um argentino mandando um “ És Nosotros”. Juro.

Quem nunca foi em Buenos Aires no final do ano nem tem ideia. Tem tanto brasileiro que uma hora eu jurava que o funcionário da loja ia perguntar:

-Nota fiscal paulista, senhor?

Me dá a impressão que os argentinos ficam em Buenos Aires no fim de ano só para aprender português. Eles pensam:

– Carnaval tá chegando e eu preciso aprender português? Vou trabalhar na loja da Nike então. Pra aprender português. És nosotro.

Mas enfim, tirando isso meu réveillon foi bem legal. Peguei 9 suecas durante os fogos de artifício e no fim subi num palco e toquei Sweet Child O Mine para 55 mil pessoas. Tá bom vai, não vou mentir. Com certeza você tava por lá e viu que não foi assim.

Saco, viu? Que vantagem tem você viajar para um lugar e quando voltar não poder mentir? Eu hein, que falta de graça.

Fotos Meirelles

É com muita honra que estreio minha coluna por aqui. Para quem não sabe, eu sou o Maurício Meirelles, comediante e repórter do CQC. Na minha vida o que eu mais fiz foi viajar. Seja a turismo ou a trabalho, eu tive algumas experiências que gostaria de dividir com vocês. No caso, não as boas. Isso você encontra em qualquer INSTAGRAM.  Meu objetivo aqui é mostrar coisas bizarras pela qual já passei.

 

Dedico este primeiro texto ao lugar que mais gostei de ter conhecido: Tailândia.

Lugar de praias maravilhosas, baladas exóticas e preços muito baratos. Até demais.

 

Assim que cheguei em Phuket, meu primeiro destino, resolvi guardar as minhas bagagens e ir direto com a minha esposa para o centro da cidade. Num inglês sofrível perguntei para a recepcionista do hotel:

 

-Quanto fica daqui do hotel para o centro da cidade.

 

Ela responde:

 

-70 dólares.

 

Eu na hora achei meio caro e, inocentemente, perguntei:

-Caramba, achei que ia ser uns 20.

 

Ela ouviu e respondeu:

 

-Okay, pode ser.

 

E foi isso. Mudou a tarifa. Muito fácil. De 70 pra 20. Acho que se eu falasse “nossa, achei que vocês iam dar dinheiro pra gente”, eles iriam dar.

 

Na hora já pensei estar no melhor lugar do mundo. Já pensei em mais tarde comprar um apartamento e falar: “então, só to com 160 dólares na carteira, acha que rola?”.

 

To ali matutando até que chega nosso carro. Não, não era um taxi. Era uma Hilux prata, linda. E aí eu entendi tudo.

 

É comum na Tailândia as pessoas ligarem para seus amigos darem carona para turistas. A recepcionista fez mais ou menos isso. Deve ter ligado para um amigo dela e ofereceu 20 dólares pra eles nos levarem até o centro. E eu ali pensando: com 20 dólares veio uma Hilux. Se eu topasse os 70 dólares ia chegar o quê? Um jato? Enfim.

 

Só que ao mesmo tempo, bate uma insegurança. Porque você não está num táxi. Você está no carro de um desconhecido. Se ele me levar para o mato e me violentar, são os piores 20 dólares que já investi.

 

E daí acontece algo bem bizarro. Estou com a minha esposa escutando um barulho horrível. Um chiado como se o cara estivesse ouvindo uma rádio AM direto do Brasil. Som chato, incomodando. Perguntei, obviamente com receio, se ele poderia desligar o rádio. E ele me responde que não tem um.

 

Quando olhamos para trás, vimos que o chiado vinha de um bebê, de 2 anos, que estava dormindo no PORTA-MALAS.  Sim, com o pior ronco do mundo. Ou o moleque tinha a pior asma do planeta ou fumava o dia todo. Era insuportável.

E ali eu entendi a Tailândia.  O cara devia estar levando o filho para o hospital, quando recebeu uma ligação para levar dois estranhos, em seu carro, pra ganhar 20 dólares. Ele então não pensou duas vezes: conforto pros passageiros? Então bora tirar a criança do banco e coloca-lo no porta-malas.

 

Acho que tinha a ver com o preço que pagamos. Se a gente oferecesse 30 dólares, ele facilmente já teria jogado o bebê pra fora do carro. Se fossem 10 dólares, minha mulher estaria amamentando a criança.

 

Só sei que assim que chegamos no destino, ele olhou pra mim e disse:

– Ficou 50 dólares.

 

E eu paguei sem questionar.  Minha mulher pergunta:

 

-Mau, não era 20 dólares o combinado?

 

E eu na hora não pensei duas vezes:

– Amor, se por 20 dólares ele tá quase matando o próprio filho, o que ele seria capaz de fazer por mais 30?  E a gente nem é da família dele.

 

E ali eu entendi o espírito tailandês. Se ele me falasse:

– Ficou 870 dólares.

 

Eu iria falar:

-Okay, pode ser.

 

Gostei muito da Tailândia.