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Futebol

Foto: Antônio Gaudério/Folhapress

Foto: Antônio Gaudério/Folhapress

Fala pessoal, seguidores e apaixonados por viagens!

 

Hoje eu resolvi contar para vocês um pouco do meu início de carreira, com algumas passagens engraçadas e vivências que tive no São Paulo. Cheguei na cidade grande em 1994, vindo emprestado do XV de Jaú, time do interior do estado, para um mundo totalmente diferente. Foi tudo muito bacana desde o começo, só de chegar nessa cidade e viver ali no Morumbi já era uma experiência fantástica (naquela época não existiam as instalações de Cotia, onde fica a base atualmente).

 

Foi no São Paulo que eu tive a minha primeira experiência internacional. Eu nunca havia saído do Brasil e logo que cheguei no clube, fomos para uma expedição em Dallas, nos Estados Unidos, onde disputamos a Dallas Cup. Foi muito legal, uma experiência única poder jogar e ainda ser campeão como melhor jogador, podendo participar e fazer um gol na vitória contra o Milan, quando ganhamos por 2 a 1.

 

Eu cheguei em Dallas uma semana antes do torneio. Era minha primeira viagem para o exterior e eu tinha de 17 para 18 anos, sempre tive aquela curiosidade, desde criança, de chegar em um país diferente e conhecer uma cultura nova… Então saí para conhecer os restaurantes dos Estados Unidos, os parques, e passeei bastante. Uma curiosidade bacana foram os rodeios, eu como um garoto do interior, sempre conheci bastante sobre o assunto, então pude visitar e aproveitei para conhecer os famosos rodeios de Dallas, que tem uma cultura totalmente diferente do Brasil. Eles são muito fanáticos por isto lá no Texas. Quem realmente gosta de um bom rodeio, de uma música country, não deixe de conhecer Dallas.

 

Depois dessa viagem, em 1995, fui convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 para disputar o Pan-Americano, que foi disputado em Mar Del Plata, na Argentina. Essa foi a minha primeira viagem sul-americana. Lá é uma cidade linda demais, que tem uma qualidade de vida e um clima maravilhosos. Infelizmente acabamos perdemos na final para a Argentina, mas mesmo assim ficou marcado para mim, por ser o meu primeiro destino na América do Sul e por me proporcionar conhecer uma cultura bem diferente da nossa. Depois disso fui para vários lugares, como Colômbia, Bolívia, Equador…

 

Bom, mas voltando ao assunto do início de carreira. Eu pude aprender muito no São Paulo, realmente foi um momento de fortalecimento de caráter e de profissionalismo. Com 18/19 anos eu já era titular do clube, onde fiquei durante cinco anos e meio. Foi muito importante o tempo em que morei nas instalações do São Paulo, pois tinha um convívio muito bom. O princípio de carreira foi com o grande Telê Santana, que me deu muitas dicas e muita disciplina, com os horários para chegar e sair, as regras que tinha dentro do clube, dentro da base, e isso foi muito bom para minha formação profissional. Lá fiquei muito amigo de atletas como o Fabiano, Dodô, Bordon, Sidney… E tinha o França, que é um dos maiores artilheiros da história do São Paulo. Morei dois anos no CT junto com ele e sempre demos muita risada.

 

Um dos episódios engraçados do França foi uma vez que ele foi a uma loja de um patrocinador de roupas, que ficava na Rua Clodomiro Amazonas, no Itaim. Só que não existia GPS e nem nada. Então o França saiu da Barra Funda (onde fica o CT do São Paulo) e foi sozinho para a loja. Só que no trajeto, ele fez um retorno errado e foi parar de volta lá na Barra Funda. Ele teve que fazer o caminho todo novamente, pois não sabia muito bem andar em São Paulo.

 

Da mesma forma que não tinha GPS, não existiam joguinhos, redes sociais, internet ou smarphones. Então nós tínhamos que nos virar nas concentrações para passar o tempo. Fazíamos brincadeiras mesmo. Naquela época tinha o Denilson e o Bordon, que eram caras muito engraçados. As vezes o Bordon comprava bichos empalhados para fazer pegadinhas com o pessoal. Uma vez nós fomos para Assunção, no Paraguai, e ele comprou uma aranha empalhada. O cara conseguiu assustar todo mundo do time.

 

As vezes ele se escondia dentro do armário com máscaras, com disfarce de monstro e essas coisas… Aí a gente pedia para algum novato no clube buscar uma chuteira ou algo e o Bordon já dava um baita susto, era uma espécie de batismo aos mais novos.

 

Foram momentos extraordinários com o França e todos os outros companheiros também, como o Marcelinho Paraíba, o Álvaro, Fábio Aurélio, Edu… Foi uma grande geração. O São Paulo não ganhou muitos títulos, apenas dois Paulistas, mas foi uma época de formação de grandes jogadores.

 

E em relação às viagens, realmente é muito diferente quando você está em início de carreira, pois tudo é muito novo, você não quer nem saber se vai ficar quatro ou cinco horas esperando uma conexão, ou quanto tempo vai durar o seu voo, se vai de classe econômica ou business. É sempre uma experiência diferente, em busca das novidades. Você acaba conhecendo uma nova realidade, novas culturas, novos povos, novas culinárias e bebidas, novos lugares… E isto trás uma experiência cultural fantástica para aqueles que levam o futebol a sério e procuram aprender e sugar o máximo de informações e coisas novas e boas para a vida. Então a dica que eu deixo é para aproveitar sempre, buscar conhecimento e não deixar passar este tipo de oportunidades, pois viajar é bom demais, mas aprender nestas viagens é melhor ainda!

Culturais

Futebol e Viagens

3 de fevereiro de 2015 0 comentário

 

Vista do Apartamento em Miami

Fala pessoal! Hoje inicio a minha parceria aqui no blog da Avianca e pra começar, nada melhor do que falar um pouco sobre essa reestruturação da Seleção Brasileira sob o comando do Dunga. Eu assisti aos dois primeiros jogos do Brasil dessa nova era, em Miami contra a Colômbia (1×0 com golaço de falta do Neymar) e em Nova York contra o Equador (1×0 com gol de Willian, após jogada ensaiada em cobrança de falta e passe do Neymar), e quero dividir com vocês as minhas impressões.

Eu acho que por ser início de trabalho, os dois resultados foram bons, apesar do nível de jogo ainda não ter melhorado muito. Acho que o Dunga vai ter muito trabalho, principalmente para encontrar um padrão de jogo, mas depois do grande desastre do Brasil em julho, acredito que ele começou com o pé direito.

Foi fantástico poder assistir aos jogos do Brasil na arquibancada. Eu tive pouquíssimas oportunidades de ver a Seleção no estádio como torcedor, só fui durante Copa e agora nesses dois jogos. É incrível a maneira como o americano e os latinos, de modo geral, tem encarado esta nova fase do futebol nos Estados Unidos. A liga americana está evoluindo muito rápido e está investindo pesado em contratações para tornar o “nosso” futebol mais atrativo por lá. Basta ver as últimas contratações: Kaká, Thierry Henry, Lampard, David Villa entre outros. É ou não é um time de peso?

Agora, não podia deixar de falar um pouco das cidades que fui assistir aos jogos do Brasil, né? Foi a primeira vez que eu fui para Miami e foi maravilhoso. Suas famosas praias fazem jus à fama, com águas quentes e tranquilas, são ótimas para relaxar com os amigos ou com a família. Onde fiquei, tinha vista para a Baía de Miami (foto) e era ao lado da praia. Outra dica de Miami é o Estádio do Miami Dolphins, que abrigou o jogo da seleção. É um estádio incrível, com capacidade para mais de 74 mil pessoas e que quebrou seu recorde de espectadores no jogo do Brasil. Ele tem fácil acesso e uma estrutura que não fica devendo nada para os estádios que joguei na Europa e também os novos estádios aqui no Brasil.

Já em Nova York, cidade que fui pela primeira vez como jogador do Barcelona, destaco seus principais cartões postais. E não importa se você está indo pela primeira vez ou se já conhece, todo mundo que visita NY tem que passear pela famosa Quinta Avenida, pela Brodway, e conhecer a estátua da Liberdade. Mas a “Big Apple” também tem várias outras atrações como bons restaurantes e lugares para fazer compras.  Um passeio que ainda não consegui fazer, mas que está na minha lista para a minha próxima visita, é dar uma volta na Balsa de Staten Island, que dizem ter uma vista única da cidade.

Quando fui pra NY pela primeira vez, com o Barcelona em 2006, ficamos na Quinta Avenida, no Hotel Continental, que é bem conhecido por lá. A gente teve um dia e meio de folga e nossa primeira parada foi no marco zero onde tinham as torres gêmeas. Uma história curiosa é que cada jogador ganhou um bônus de três mil dólares da nossa patrocinadora, e eu e o Sylvinho (lateral esquerdo) decidimos ir direto a uma loja que fica no centro de Nova York, para fazer compras. Acabamos saindo carregados com duas malas super grandes cada um. Estávamos tão empolgados, que mesmo depois de horas de compra e quase 2 horas para chegar ao hotel, decidimos sair para conhecer a cidade. Aproveitamos muito bem o nosso dia e meio de folga!

Você que ainda não conhece os Estados Unidos, vale realmente a pena tirar um tempo de férias, pegar um bom plano de viagem e aproveitar para conhecer Miami e Nova York, que são destinos fantásticos, com bons restaurantes, bons passeios e boas praias. Então fica a minha dica, um grande abraço para todos e até o próximo texto aqui no Blog da Avianca onde eu vou contar um pouco das histórias, bastidores e curiosidades do mundo da bola e dos lugares que eu conheci por ai.

CulturaisEsportivos

Uma aula de futebol (e de mundo)

3 de julho de 2014 0 comentário

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Um dos aspetos mais legais do futebol, para mim, é esse caráter multicultural. Saber quem são os craques, a formação tática, as chances de vitória de equipes como Camarões, Argélia, Austrália, Croácia, Honduras, Costa do Marfim… Mas o futebol e o lado esportivo acabam servindo como um interessante gancho, e me pego descobrindo algumas características históricas, culturais e geográficas de alguns locais que normalmente não entrariam na minha lista de roteiros a serem pesquisados ou desbravados.

 

Se eu achava que isso era uma curiosidade e interesse particular meu, percebi que, para minha felicidade, essa impressão estava redondamente errada. Adolescentes e crianças de várias nações aprenderam um pouco mais sobre os países que vieram para o Brasil, e sobre o maior evento de futebol do planeta.

 

Trocando figurinhas, pesquisando a origem de jogadores naturalizados por outras seleções, entendendo a rivalidade que as vezes ultrapassa o campo de jogo ou simplesmente engrossando a torcida tão plural de seu país, milhões de pequenos fãs de futebol aprenderam um pouquinho mais daquilo que são obrigados a decorar entre bocejos e resmungos na sala de aula (quando, muito provavelmente, preferiam estar na quadra da escola jogando futebol com os colegas).

 

Porque quando o bicho pega os argentinos implicam tão mais com os chilenos do que com a gente, os brasileiros? Porque os jogos da Alemanha com a Holanda (ou Polônia, que dessa vez não veio para a Copa) são tão polêmicos? EUA versus Irã sempre será uma peleja complicada? Porque o craque francês Benzema se recusa a cantar a Marseillese, o hino de seu país (lembrando que ele é de origem argelina)? E a rivalidade entre a Inglaterra e a Argentina (olha ela aí de novo) que acarreta em partidas lendárias ao longo da história das Copas?

 

Basta olhar com um pouco mais de curiosidade para perceber que além dos 22 caras correndo atrás de uma bola há um mundo de histórias pessoais e multiculturais a serem descobertas. E talvez seja esse o pano de fundo ou o chamariz disfarçado que faça esse evento esportivo ser algo tão grandioso. Todos os corações do mundo, como dizia o filme da Copa de 94 (aquela que o baixinho Romário trouxe pra nós) unidos, competindo entre si, chorando, celebrando e batendo juntos por um mês.

Gastronomia

As Cervejas e o futebol

26 de junho de 2014 1 Comentário

Não sou nenhum grande bebedor ou conesseur de cervejas. Mas sou um aficionado, tarado, viciado por outras culturas, suas características e as suas sutis (ou nem tanto) diferenças que dão toda a graça a esse vasto planeta onde vivemos. Uma de minhas grandes paixões está diretamente ligada a isso: o futebol (como deve ter ficado claro pelas últimas colunas). Meu foco e interesse durante os dias de jogos não consegue ser em nada que não seja esse adorável confronto desportivo entre nações. Cancelo compromisso, atraso a entrega de colunas e dou um jeitinho de acompanhar não só as partidas mas tudo que cerca esse grande evento: o dia-a-dia das delegações, os destaques das torcidas, o divertido intercâmbio de povos da Europa, África e Américas… enfim, tudo!

 

Recentemente, percebi alguns amigos atentando para um aspecto bem curioso e interessante que está diretamente ligado aos jogos (pelo menos do lado das torcidas): as cervejas prediletas de cada grupo de torcedores. Resolvi então pesquisar e listar algumas delas. Tentando, quando possível, dar o meu insight (menos etílico do que cultural) sobre algumas delas.

 

MÉXICOCorona é a tradicional cerveja da galera do surfe, mas dizem que a Tecate é a favorita entre os torcedores de futebol.

 

HOLANDA– Impossível não citar a tradicional Heineken, que também está diretamente ligada ao futebol.

 

EUA– Ruins de bola mas gênios do marketing, os americanos já colocaram a Budweiser como patrocinadora oficial do maior evento de futebol do mundo. Presença maciça nos jogos, anúncios e estádios.

 

CHILE- A Cristal é a mais popular e patrocina até time de futebol chileno.

 

AUSTRÁLIA- A Victoria Bitter é característica com sua garrafinha gorducha e simpática. Apesar de ter um gosto meio estranho pros padrões brasileiros.

 

ARGENTINA– A Quilmes é o grande nome. Patrocina times por lá e faz os anúncios mais emocionantes da seleção Argentina.

 

GRÉCIA- Mythos, nome perfeito para uma cerveja grega. Já tomei uma apreciando o por do sol da Acrópole. Momento inesquecível, apesar da cerva ser bem ruinzinha.

 

IRÃ- A grande favorita dos muçulmanos no Irã é a Behnoush! Cerveja não alcoólica, claro. 😉

 

JAPÃO- A clássica Asahi é o supra-sumo do experimentalismo japonês. E tem um dos rótulos mais legais.

 

ALEMANHA- Warsteiner, Pilsner, Paulaner, Lowenbrau… O país das cervejas tem muitas brigando pelo posto de melhor. Tem para todos os gostos. E uma Oktoberfest por lá é o evento especial para qualquer cervejeiro que se preze.

 

INGLATERRA- O pint é característico na terra da Rainha. Servido quente, é mole? A favorita é a Carlsberg, mas quando servida em latinha é meio renegada. O ideal é um pint em um pub.

 

BÉLGICA- Stella Artois é o nome da fera. As surpresas, nas cervejas e no futebol atual, vem da Bélgica.

Relatos

O Que eu Conheci com a Bola

20 de junho de 2014 0 comentário

Foto Jamelli

Comecei minha carreira como jogador de futsal no Juventus, com 5 anos de idade. Desde esta época me lembro de falar que meu sonho era ser jogador futebol, jogar na seleção, ser contratado por um time europeu e fazer o gol na final da Olimpíada, trazendo a primeira medalha de Ouro no futebol para o Brasil.
Consegui realizar parte deste sonho, joguei na seleção, no Japão, na Espanha e na França, além de participar do time da Olimpíada de Atlanta. Hoje, depois de me aposentar, vejo que o futebol me deu muito mais do que isso, ele me deu a oportunidade de conhecer outras culturas, pessoas, lugares e países.

Joguei profissionalmente 17 anos, dos 16 aos 33 e tive a oportunidade de conhecer os cinco continentes. Minha primeira viagem internacional foi como jogador do Corinthians. Com 13 anos, fui para o Perú e fiquei impressionado. Lá, experimentei o ceviche – prato típico peruano feito a base de peixe – conheci a cultura Inca, vários sítios arqueológicos, com destaque para o Huaca Puclana que esta localizada na parte nobre da cidade em Miraflores. Outro ponto imperdível são as catacumbas que estão localizadas no subsolo da Basílica e Convento de São Francisco no centro da cidade.·.

Depois, já jogando pelo São Paulo fizemos uma excursão para a China ,em 1994, quando a China ainda era um país muito fechado. Adorei Hong Kong e fiquei impressionado com seu comércio, modernidade e movimentação de pessoas. Um passeio que não se pode deixar de fazer é a visita ao ponto mais alto da cidade “O Pico” ou para eles “The Peak”. Jogamos contra a seleção do Sul da China no moderno estádio de Hong Kong e para nossa surpresa a seleção era muito boa! Mas sem dúvida, o que mais tivemos dificuldade foi com o idioma e com a gastronomia. Era difícil falar inglês com os chineses e alguns deles ficavam até com medo de se aproximar.  Tivemos passagens curiosas nesta viagem, em Hong Kong a culinária era muito parecida com a nossa aqui no ocidente, comida italiana, fast food, chocolate e etc… Mas quando você começa a ir um pouco mais para o interior a situação  é outra.
Uma ocasião que me lembro bem foi quando estávamos em um banquete de lançamento e promoção do jogo em um salão luxuoso, e começaram a nos servir vários pratos em bandejas tampadas. Quando eles levantavam as tampas destes pratos, era sempre uma surpresa. Eram vários pratos exóticos, tinha cérebro de macaco, gafanhoto, uma sopa que tinha alguma coisa viva dentro (até hoje não sei o que era) e a maioria de nós rejeitava e não comia. Foi ai que o intérprete se aproximou e comentou que era uma ofensa para eles não comermos o que eles estavam oferecendo e que nós teríamos que nos esforçar e comer o que estava sendo servido. Foi difícil, mas no final conseguimos agrada-los.

Um pouco depois dessa conversa com o tradutor veio um prato que estava com um aspecto muito bom, ficamos empolgados, era uma carne com um molho marrom bem saboroso parecido com o nosso molho madeira e tinha realmente um sabor muito gostoso, comemos tudo e pedimos para repetir, nos fartamos de comer aquela carne e quando já estávamos indo embora resolvemos perguntar ao garçom que carne era aquela no nosso “chinês”. Falamos Muuuuuu e o garçom balançou a cabeça negativamente, depois fizemos Méééééé e o garçom novamente balançou a cabeça dizendo que não, foi quando o garçom que estava ao lado disse: AuAuAuAu todos nós ficamos com um nó no estômago e fomos embora pensando nos nossos bichinhos de estimação que tinham ficado no Brasil.

Relatos

Os Melhores Vídeos de futebol

12 de junho de 2014 1 Comentário

futeboldaguestao

Vai chegando essa época e fica difícil de pensar em outro tema para a coluna que não Futebol. Depois de analisar o que eu conheço de alguns dos países que participarão dos jogos no Brasil, não consegui fugir do tema nesse novo texto. Estou com a febre pré-evento. Sim, admito. Enquanto a bola não rola, vou matando o vício e a ansiedade com os vídeos que começam a pipocar na TV e na internet sobre o maior evento esportivo do planeta. Vejam alguns de meus favoritos.

 

A NIKE largou na frente e lançou há um mês um divertido e empolgante vídeo com a participação de sua frota de jogadores estelares. Criativo, produção sensacional, mas nem tão empolgante assim.: 3,5 estrelas https://www.youtube.com/watch?v=3XviR7esUvo

 

A insuspeita Beats by Dr Dre estreou nessa área sem economizar um centavo de sua recente compra pela Apple. Uma produção cinematográfica com direito a artistas de rap (Lil Wayne), o maior astro da NBA (Lebron James), grande elenco de craques da bola (Schweisteiger, Chicharito, Suarez…) e que tem como protagonista o nosso menino Neymar. 5 estrelas https://www.youtube.com/watch?v=v_i3Lcjli84

 

É legal quando o foco dos vídeos não é um produto, mas a própria seleção. No caso, a seleção do Chile e esse vídeo motivacional para seu embate com a Espanha, onde será decidido o verdadeiro merecedor do apelido: “La Roja”! 4,5 estrelas https://www.youtube.com/watch?v=3FQk7CLz1RQ

 

Mas, em se tratando de vídeo de seleção, a Argentina segue imbatível há anos. Seja marca de cerveja, de banco ou de refrigerante, o aspecto grandioso e emocional faz até quem não entende nem a regra do impedimento se emocionar. 5 estrelas https://www.youtube.com/watch?v=sXgpHw-V3QM

 

Uma coisa que muito me incomoda são os gritos de torcida da seleção brasileira. Sempre aquela coisa meio mamão com açúcar, nada a ver com a realidade de nossas torcidas e estádios. Fica aquele tal de “Sou brasileirooo, com muito orgulho….”que mais lembra uma torcida patrocinada de vôlei de praia. Pois logo a seleção dos EUA criou um grito irado, mostrado nesse vídeo bem bacana. 4,5 estrelas https://www.youtube.com/watch?v=6pjliE37ENY

 

A rede de fast food Mc Donalds, focou no viral sem estrelas e efeitinhos que geralmente caem no gosto da galera. Sem grandes inovações mas divertido e simpático. 4 estrelas https://www.youtube.com/watch?v=-T7zyezBkuY

DestinosInternacionais

Está Chegando Parte 3 – Final

5 de junho de 2014 0 comentário

Foto AF copa

Continuando as duas últimas colunas, chego ao capítulo final desse passeio pelos países que conheci e que estão chegando ao Brasil. Uma análise totalmente pessoal e nada futebolistica. Um pouquinho do que vi de alguns cobiçados destinos turísticos e outros nem tanto.

 

GRUPO G

 

Alemanha- Berlim é a grande referência. Passa por ali a história da Segunda Guerra e algumas das principais referências do país. Mas a Alemanha que me encantou mesmo foi Munique. Com seus parques, rios, centrinho bem pacato e cervejarias a céu aberto. Bem menos urbana, industrial e bem mais agradável de visitar.

 

Portugal- Um país a parte na Europa. Bem diferente de seus co-irmãos e claramente visível a semelhança e ligação entre nossas raízes e povos. Pra quem gosta de história, um prato cheio.

 

EUA- Muita gente pensa que por ter visto em primeira mão algumas das atrocidades cometidas pelos EUA em nome de motivos pouco convincentes eu torceria contra sua seleção e odiaria o país como um todo. Ledo engano. Ser contra o “grande império capitalista” é tão infantil como temer a ameaça comunista em pleno 2014. É bem possível separar a política externa Americana de seu país e seu povo. Adoro o país e já viajei por grande parte de seu território. Beleza natural, inovações tecnológicas e mestres no entretenimento. É uma delícia e super agradável viajar de carro pelas suas estradas e cidades perfeitamente fabricadas.

 

GRUPO H

 

Bélgica- Tirando a Grand Place de Bruxelas, não vi grandes coisas na capital do país. Talvez a má impressão de uma cidade fria e pouco atraente seja em parte causada por um drama pessoal. Símbolo máximo do Botafogo, meu time do coração, o Manequinho é uma estátua de um menininho fazendo pipi e cuja original está justo em Bruxelas. Fui lá dar uma rezada pra que meu time fosse bem no Brasileirão: pois este foi justo o ano que meu alvinegro querido acabou rebaixado.

 

Russia- Em Moscou vi as mulheres mais lindas do mundo. Mas, pra compensar, as mais cafonas. Deve ser parte de alguma espécie de equilíbrio natural. Ou, mais provavelmente, consequência da abertura repentina ao capitalismo na maior nação comunista da história. Loiras monumentais de dois metros de altura, mas trajando agasalhos de marca esportiva em cores fosforescentes. Monumentos grandiosos e magníficos, ao lado de mercados populares coalhados de produtos falsificados e mais desorganizados que um camelódromo na Índia.

DestinosInternacionais

Está chegando – Parte 2

29 de maio de 2014 0 comentário

Estádio

Continuando a Coluna anterior, uma análise totalmente pessoal e nada futebolística do restante dos países que eu conheci e que estão chegando ao Brasil para o evento máximo do futebol.

 

GRUPO D

 

Uruguai- Um dos últimos países que conheci. Bem na época que o novo e já famoso presidente Jose Mujica move uma série de mudanças radicais e super elogiáveis no país. Montevideo me lembrou uma Buenos Aires menor e mais pacata. Mas o destaque foi a cidade histórica de Colônias del Sacramento a beira do Rio da prata que lembra uma viagem no tempo.

 

Inglaterra- Não curti. Talvez pelo clima quase sempre feio, chuvoso e fechado. E talvez por isso também eu sempre torça contra eles.

 

Itália- O mais brasileiro dos países europeus.Aquele povo expansivo, barulhento, afeito a uma confusão, mas que sabe receber com uma alegria contagiante. As belezas naturais também estão lá, talvez menos exuberantes mas compensadas por cenários rústicos e idílicos a beira do mediterrâneo, como Cinque Terre.

 

GRUPO E

 

Suíça- Lembro de saltar do trem em Genebra e me imaginar em um cartão-postal. Eram relógios suíços, chocolates suíços e aqueles montes nevados cercando a paisagem. A ONU tava por ai, a FIFA tava por ali… Se a tranquilidade não indicava ser a capital do mundo, a Suíça parecia o local onde “o mundo” escolheu para morar.

 

França- A grandiosidade histórica que está presente em cada monumento de Paris transmite um ar de imponência épica à Franca. Por isso, nas Copas, sempre espero deles performances magistrais. O problema é que, assim como seu campeonato nacional, a performance em campo é sempre pra lá de razoável.

 

GRUPO F

 

Argentina- Nossos queridos hermanos! Adoro o país e posso afirmar que nunca conheci um argentino que não fosse gente boa. Mas também posso afirmar que nunca deixei de sacanea-los por isso. Da capital Buenos Aires as estações de esqui em Bariloche, a Argentina, por mais que nos doa afirmar, é o que mais perto de Europa temos aqui na América do Sul.

 

Bósnia- Vi em vídeos do YouTube, em imagens coloridas, a guerra rolando nas ruas de Sarajevo. Anos depois vi uma cidade marcada pela guerra mas em franca recuperação. Marcas de tiros em todas as paredes, mas uma cidade limpa, organizada cheia de vida e historia. Um dos lugares mais legais de se visitar no leste europeu. Em sua primeira participação no campeonato, contam com minha torcida.

 

Irã- Talvez o povo mais hospitaleiro que já conheci. O que me fez quebrar paradigmas religiosos, culturais, históricos e alguns preconceitos que tinha sobre o país dos aiatolás. Foi uma experiência incrível, agradável, segura e pacifica conhecer o Irã. Só por pensar que o mundo os vê de uma maneira totalmente deturpada já me faz solidarizar com meus amigos muçulmanos e torcer sempre para que surpreendam na competição. Quem sabe aqui no Brasil!

DestinosInternacionais

Está Chegando

22 de maio de 2014 0 comentário

Torcida Capa AF

Guardadas de lado as polêmicas sobre futebol, o fato é que a maior competição de todas está chegando,  faltam só 27 dias! Sou torcedor fanático e amante do velho e duro esporte bretão, mas também me empolgo com a proximidade do evento pelo seu lado multicultural. São diversas e variadas nações unidas em uma disputa sadia pela taça maior do futebol. História, religião, conflitos imemoriais e recentes, desavenças, perseguições… Está tudo ali presente e ao mesmo tempo disfarçado em uma divertida brincadeira envolvendo 22 homens, uma bola e alguns bilhões de dinheiros. Colonizador perde para o colonizado, ex-repúblicas se unem de forma pacífica, inimigos seculares trocam abraços após a disputa de pênaltis. Xiitas, sunitas e republicanos xingam juntos o juiz, ateus agradecem aos céus e ditadores choram feito bebês. Oprimidos e opressores, visitantes e anfitriões, pessimistas e otimistas cantam o hino a plenos pulmões e gritam gol em uníssono.

 

Vivo para o evento e me acostumei ao longo da vida a contar o tempo em relação a todos que presenciei. Gosto de analisar técnica e taticamente os adversários e conferir escalações. Mas, agora, quero deixar de lado qualquer plano esportivo e relembrar o que vivi, o que me atrai e o que me lembro de alguns países que estarão no Brasil. e que já tive a oportunidade de conhecer em minhas viagens mundo a fora.

 

GRUPO A

Brasil- Sempre que me perguntam qual o melhor país que já conheci, a resposta é ele. Com todos os seus problemas e detalhes apaixonantes.

 

Croácia- Me lembro das praias e do mar azul de Hvar. E de como um país até então que não me dizia nada podia ser tão especial e belo. Quantos iguais a ele não devem existir pelo mundo?

 

GRUPO B

Espanha- Logo que saí da faculdade fiz um mochilão de alguns meses pela Europa. Gostei mais de Madri do que de Barcelona, para surpresa dos amigos.

 

Holanda- Esperava conhecer um reduto junkie com drogas liberadas e ruas sujas e cheias de punks. Fiquei encantado com os pequenos canais, a beleza idílica e as famílias passeando de bicicleta.

 

 

GRUPO C

Grécia- Muitos diziam “esqueça Atenas e siga para as praias!”, que realmente são das mais belas do mundo. Mas para quem gosta de história, Atenas é espetacular! Destaque para a Acrópole e seu museu super moderno. Ah, Santorini parece uma cidade cenográfica, de tão perfeita!

 

Japão- Impressiona a paz, calma e organização naquele caos de cores, luminosos e tecnologia asiática de Tóquio, a maior metrópole do mundo. Educação, respeito e disciplina fazem um dos povos mais agradáveis que já conheci. Eu moraria no Japão.

 

Na próxima coluna, o resto dos países. Fique ligado!

Esportivos

Ta chegando a hora!

19 de março de 2014 3 Comentários

Estádio

Estive este último fim de semana visitando a Praia do Forte, que fica na cidade de Mata de São João – BA, a convite da Avianca e do Tivoli Eco Resort. A visita teve um motivo especial, fui conhecer o centro de treinamento que será utilizado pela seleção da Croácia durante o mundial, o hotel em que eles vão ficar hospedados e o estádio da Fonte Nova.

Fui acompanhado por jornalistas da Globo, Record, ESPN, Terra, IG, Correio da Bahia, A Tarde, Lance! e Panrotas. No hotel fomos recebidos pelo prefeito da cidade, pelo arquiteto responsável pela obra, por um representante do governo e pelo Gerente Geral do Tivoli. Eles explicaram detalhes da obra, custos, cronograma, impacto ambiental e o mais importante, o que vai ficar para depois do torneio, o famoso legado, palavra tão na moda nos últimos tempos. A expectativa aqui, é que o CT seja utilizado por times do estado e até de estados do sudeste em suas pré-temporadas.

O lugar que a seleção da Croácia escolheu é fantástico. O Tivoli conta com toda a infraestrutura necessária, com uma paisagem paradisíaca e com uma excelente gastronomia. Eu espero que toda essa comodidade ajude a seleção croata a realizar um excelente torneio e também acredito que eles podem chegar longe. Mas como eles são o primeiro adversário do Brasil, que tenham muita sorte somente depois da primeira partida, pois nessa, nós brasileiros vamos arrebentar! Seremos 200 milhões jogando juntos com a seleção e vamos começar com o pé direito rumo ao hexa, não vai dar para a Croácia.

Depois de conhecer as instalações do hotel, fomos visitar o Centro de Treinamento que fica a menos de 5 minutos de carro. É um local simples como apenas um campo, uma pequena arquibancada para 400 pessoas e vestiários. O desafio aqui é o prazo, os croatas chegam no começo de junho e até lá tudo tem que estar pronto. Ponto positivo para a proximidade do hotel e para o seu entorno totalmente protegido por vegetação natural. Sem dúvida eles terão muito sossego para treinar e se preparar para os jogos.

A visita ao estádio da Fonte Nova surpreendeu a todos. O estádio com capacidade para 55 mil pessoas está impecável! Cadeiras confortáveis, vestiários espaçosos e camarotes exclusivos. O gramado é um show a parte, sorte das seleções que terão o privilégio de jogar por lá! E olha que teremos jogos incríveis como: Alemanha x Portugal, Espanha x Holanda (final de 2010) e França x Suíça. É impossível destacar um ou outro ponto do estádio, tudo aqui está pronto para o maior evento de futebol do planeta!

Que chegue logo o dia 12 de junho!

Hospedagem

Entrando no Clima

16 de março de 2014 0 comentário

Tivoli Ecoresort Praia do Forte

O nosso Blog está agora na Praia do Forte, onde organiza junto com o Tívoli Ecoresort a Press Trip Esportiva.

Para essa missão, foram escalados alguns  dos principais veículos esportivos do Brasil como: Rede Globo, Rede Record, SBT, Globo.com, ESPN Brasil, IG, Terra, Jornal A Tarde, LANCE!, Panrotas e claro o nosso Blogger Jamelli!

O objetivo é apresentar o hotel Tívoli Ecoresort Praia do Forte, que receberá a Seleção da Croácia durante o mundial (Primeira adversária do Brasil), o Centro de Treinamento que está sendo construído para a Seleção e o novo estádio da Fonte Nova.

Ficou curioso para saber como é o hotel, como está o CT e o estádio? Não perca essa semana o post do Jamelli contando a experiência.

Enquanto ele não chega, aqui vai um aperitivo

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Esportivos

Taça Libertadores, o começo do sonho

25 de fevereiro de 2014 0 comentário

Foto Jamelli

O sonho de todo torcedor é ser campeão do Mundo. Para chegar lá é preciso percorrer um longo e difícil caminho que começa com a classificação para a Taça Libertadores da América. Mas se é complicado se classificar é ainda mais difícil superar todas as adversidades que a competições te impõe.
A Libertadores é um torneio diferente de tudo que eu já participei. As viagens são longas, os lugares são de difícil acesso, e ainda temos que enfrentar muitas barreiras culturais e sociais. Apesar de todas essas dificuldades, vivi momentos muito emocionantes e conheci lugares incríveis disputando essa competição. Joguei em grandes capitais como Buenos Aires, Montevidéu, Lima, Santiago, e também estive em cidades menores e exóticas como Mar del Plata, Medellin, Rosário e Santana do Livramento que também têm seus encantos e são destinos interessantes de conhecer. Em Medellin (Colômbia), por exemplo, você não pode deixar de conhecer o “Metrocable” – espécie de bondinho que atravessa a cidade e proporciona uma vista diferenciada e exclusiva. Inaugurado em 2004, foi uma ótima solução para melhorar o sistema de transporte, e hoje é uma dos pontos turísticos mais procurados. Já em Mar Del Plata, na Argentina, o que eu recomendo são as praias de Punta Magote ao sul da cidade. Lá você encontra uma estrutura com mais de 20 resorts prontos para te atender, além de praias maravilhosas.
Na Libertadores, um dos maiores desafios que as equipes brasileiras têm hoje em dia é o de jogar na atitude. Já joguei em La Paz, Ururo e Medelin e realmente não é fácil. A sensação de cansaço, de tentar respirar e parecer que não existe ar é muito incômoda dentro de campo. Além disso a bola fica mais rápida devido a resistência do ar, a pernas ficam pesadas e o cérebro parece que funciona em câmera lenta.

Falando de altitude me lembrei de uma história engraçada que aconteceu quando tivemos que jogar uma partida em um lugar muito alto. Os comentários da imprensa e da comissão técnica nos dias anteriores eram todos sobre altitude. O fato de jogar contra altitude era difícil, falavam até que o melhor jogador da equipe contrária era altitude. Que se não tivesse altitude a partida seria mais fácil e etc… E um jogador do nosso time em um determinado momento chamou o treinador e na frente de todos disse: “Podem ficar tranquilos, me fala o número da camisa desse tal Altitude que eu vou marcar ele,ele não vai pegar na bola, deixa comigo”.  Foi uma risada só no vestiário e até hoje quando nos encontramos lembramos deste fato.
Sorte aos times brasileiros na Libertadores, minha aposta é para uma final verde e amarela. Quem sabe uma final Cruzeiro x Flamengo ? Ou Botafogo  x Atlético Paranaense ? Ou ainda Grêmio x Atlético Mineiro ?

Qual a aposta de vocês?

Grande Abraço

Paulo Jamelli

Culturais

Histórias do Mundo da Bola

18 de dezembro de 2013 6 Comentários

O nosso blog tem a honra de apresentar mais um parceiro para engrandecer a ampliar o time da Avianca: Paulo Jamelli!

Jamelli jogou em grandes times do futebol brasileiro como: São Paulo, Santos, Corinthians e Atlético – MG. Além disso passou pelo futebol espanhol (Zaragoza) e chegou à Seleção Brasileira. Depois de pendurar as chuteiras foi gerente de futebol do Santos, e hoje, tem uma empresa de marketing esportivo. É com toda essa bagagem que ele desembarca aqui, onde vai escrever mensalmente sobre histórias, dicas e curiosidades do mundo da bola!

Estão curiosos para o primeiro texto? Confiram a seguir!

Seja bem-vindo Jamelli!

 

Foto Jamelli

 

Fiquei muito contente quando recebi o convite para ser novo blogger da Avianca. Gosto de falar, de contar histórias e compartilhar minhas experiências na vida. Através do futebol conheci o mundo todo, estive nos melhores hotéis, conheci reis, políticos, personalidades do cinema, da música e da televisão. No meio do futebol fiz quase tudo, fui jogador, gerente, supervisor, treinador, auxiliar técnico, comentarista, repórter e até roupeiro. E é com toda essa bagagem, e muita historia para contar, que desembarco aqui para dividir tudo isso com vocês.
Quando me lembro da minha infância, lá pelos 4 anos, não lembro de ter brincado de carrinho, empinado pipa, rodado peão, pulado corda e demais brincadeiras que os meninos da minha geração brincavam. Só me lembro da minha bicicleta porque ela me levava até os campinhos para jogar bola.
Sou um apaixonado por esporte e o futebol é o meu predileto, agradeço ao Charles Miller por ele ter trazido da Inglaterra aqueles uniformes, aquela bola e aquele livros de regras no final do século XIX. Desde essa época até hoje muita coisa aconteceu e o mundo mudou, mas o que nunca muda é a paixão do brasileiro pelo futebol, suas histórias e seus personagens.
Um dos meus passatempos favoritos é convidar amigos, ex jogadores, para bater um papo e contar histórias sobre futebol. Eu mesmo vivi alguns fatos hilários, acontecimentos que se eu não tivesse presenciado não acreditaria. Vou relatar alguns, mas para não ser indelicado não vou falar os nomes desses personagens.
Quando jogava no Santos, tinha um companheiro que na hora de tomar banho nunca voltava do chuveiro com o cabelo molhado e nós, demais jogadores, começamos a reparar que sempre acontecia isso.  Um dia lhe perguntamos por que quando ela tomava banho nunca molhava a cabeça. A resposta foi clara e direta “Pô você não sabe ler? Na embalagem está escrito Shampoo para cabelos SECOS!”

Outro dia estávamos na concentração do São Paulo depois de um treino, em uma  partida de sinuca, até que alguém teve a ideia de comprar algumas pizzas. Pedimos para um jogador que estava ao lado do telefone ligar e fazer o pedido. Ele ligou e ficamos escutando a conversa. “Boa noite, quero duas pizzas, uma meia mussarela e meia calabresa e a outra meia calabresa e meia mussarela” .
Tem também aquela de um jogador que estava viajando com seu carro logo que lançaram o serviço do Sem Para nas estradas. Ele não tinha instalado o dispositivo no carro. Quando chegou no posto de pedágio e viu escrito na placa ” Sem Parar “, não teve dúvidas, acelerou o carro e entrou com tudo. Conclusão: destruiu a cancela! A Polícia logo em seguida parou seu carro e quando o policial perguntou por que ele tinha passado direto no pedágio ele disse: “Só segui a placa, estava escrito Sem Parar, eu não parei!”.
Por essas e outras que sou um apaixonado por futebol e adoro estas figuras que só fazem com que esse esporte seja cada dia mais apaixonante.

Até a próxima coluna.

 

Jamelli