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As Grandes Viagens e Os Viajantes da História

6 de março de 2014 0 comentário

Andre capa

Acredita-se que o primeiro Guia de Viagem foi escrito pelo soberano grego Pausanias, em 160AD. Mas, é claro: viagens, expedições, missões, excursões, campanhas militares… existem desde sabe lá quando. Foi através de viagens que se romperam barreiras culturais, que se descobriu adventos que impulsionaram a evolução da humanidade, que se percebeu a variedade e a diversidade tão rica e útil de nosso planeta. Podemos dizer que o ser humano é compelido a viajar, e que os viajantes foram alguns dos principais agentes de mudanças e evolução desde tempos imemoriais. A curiosidade e o desejo de explorar faz parte de nossa natureza. Isso não há como negar.

 

Alguns viajantes lendários marcaram grandes momentos de nossa história e mudaram para sempre a forma que encaramos as viagens em si e até o mundo a nossa volta.

 

HomeroSuas grandes obras Ilíada e Odisseia, marcam grandes viagens. Livros eternizados que colocaram Tróia (hoje, na Turquia) como um dos grandes destinos a serem conhecidos e desbravados desde o tempo do Império Romano.

 

Thomas Jefferson– Um dos primeiros presidentes americanos, talvez tenha sido até hoje o que mais gostava de terras estrangeiras, viajar e conhecer outras culturas. Amante confesso de vinho, fez de suas excursões pela Europa um motivo nobre e útil para buscar referencias de cultura, saúde, poesia, política, literatura e ciências em países como Inglaterra, Portugal, Espanha, França e Itália.

 

Charles Darwin- o pai da teoria da evolução foi um renomado viajante. Inclusive, algumas de suas mais clássicas teorias foram desenvolvidas em expedições a desconhecida e selvagem (mais ainda em sua época) Ilhas Galápagos.

 

Cristovão Colombo– Ficou conhecido como o descobridor das Américas. Foi um explorador de Gênova que partiu em busca das Índias e acabou fazendo uma das maiores expedições pelo Atlântico.

 

James Cook- cartógrafo, cientista e explorador. Talvez tenha sido o homem que descobriu a maior parte de território do nosso planeta. Circunavegou o globo duas vezes! Percorreu os sete continentes e cruzou os círculos polares ártico e antártico.

 

Marco Polo– Simplesmente ajudou a estabelecer a Rota da Seda ligando a Europa a Ásia. Isso no século XV! Com isso, mudou a face da história.

 

Os caras pavimentaram o caminho. Agora, você não tem desculpa. Com o mundo todo a um voo de distância, totalmente (ou grande parte dele) conectado a internet e com um hostel a disposição dos orçamentos mais modestos, o mundo está em suas mãos. É só querer e escolher onde e como você vai deixar aflorar a sua veia de explorador!

Culturais

Histórias do Mundo da Bola

18 de dezembro de 2013 6 Comentários

O nosso blog tem a honra de apresentar mais um parceiro para engrandecer a ampliar o time da Avianca: Paulo Jamelli!

Jamelli jogou em grandes times do futebol brasileiro como: São Paulo, Santos, Corinthians e Atlético – MG. Além disso passou pelo futebol espanhol (Zaragoza) e chegou à Seleção Brasileira. Depois de pendurar as chuteiras foi gerente de futebol do Santos, e hoje, tem uma empresa de marketing esportivo. É com toda essa bagagem que ele desembarca aqui, onde vai escrever mensalmente sobre histórias, dicas e curiosidades do mundo da bola!

Estão curiosos para o primeiro texto? Confiram a seguir!

Seja bem-vindo Jamelli!

 

Foto Jamelli

 

Fiquei muito contente quando recebi o convite para ser novo blogger da Avianca. Gosto de falar, de contar histórias e compartilhar minhas experiências na vida. Através do futebol conheci o mundo todo, estive nos melhores hotéis, conheci reis, políticos, personalidades do cinema, da música e da televisão. No meio do futebol fiz quase tudo, fui jogador, gerente, supervisor, treinador, auxiliar técnico, comentarista, repórter e até roupeiro. E é com toda essa bagagem, e muita historia para contar, que desembarco aqui para dividir tudo isso com vocês.
Quando me lembro da minha infância, lá pelos 4 anos, não lembro de ter brincado de carrinho, empinado pipa, rodado peão, pulado corda e demais brincadeiras que os meninos da minha geração brincavam. Só me lembro da minha bicicleta porque ela me levava até os campinhos para jogar bola.
Sou um apaixonado por esporte e o futebol é o meu predileto, agradeço ao Charles Miller por ele ter trazido da Inglaterra aqueles uniformes, aquela bola e aquele livros de regras no final do século XIX. Desde essa época até hoje muita coisa aconteceu e o mundo mudou, mas o que nunca muda é a paixão do brasileiro pelo futebol, suas histórias e seus personagens.
Um dos meus passatempos favoritos é convidar amigos, ex jogadores, para bater um papo e contar histórias sobre futebol. Eu mesmo vivi alguns fatos hilários, acontecimentos que se eu não tivesse presenciado não acreditaria. Vou relatar alguns, mas para não ser indelicado não vou falar os nomes desses personagens.
Quando jogava no Santos, tinha um companheiro que na hora de tomar banho nunca voltava do chuveiro com o cabelo molhado e nós, demais jogadores, começamos a reparar que sempre acontecia isso.  Um dia lhe perguntamos por que quando ela tomava banho nunca molhava a cabeça. A resposta foi clara e direta “Pô você não sabe ler? Na embalagem está escrito Shampoo para cabelos SECOS!”

Outro dia estávamos na concentração do São Paulo depois de um treino, em uma  partida de sinuca, até que alguém teve a ideia de comprar algumas pizzas. Pedimos para um jogador que estava ao lado do telefone ligar e fazer o pedido. Ele ligou e ficamos escutando a conversa. “Boa noite, quero duas pizzas, uma meia mussarela e meia calabresa e a outra meia calabresa e meia mussarela” .
Tem também aquela de um jogador que estava viajando com seu carro logo que lançaram o serviço do Sem Para nas estradas. Ele não tinha instalado o dispositivo no carro. Quando chegou no posto de pedágio e viu escrito na placa ” Sem Parar “, não teve dúvidas, acelerou o carro e entrou com tudo. Conclusão: destruiu a cancela! A Polícia logo em seguida parou seu carro e quando o policial perguntou por que ele tinha passado direto no pedágio ele disse: “Só segui a placa, estava escrito Sem Parar, eu não parei!”.
Por essas e outras que sou um apaixonado por futebol e adoro estas figuras que só fazem com que esse esporte seja cada dia mais apaixonante.

Até a próxima coluna.

 

Jamelli

Relatos

Viajar é uma Aula

4 de julho de 2013 1 Comentário
Andre capa

Cuba

 

Uma vez, durante uma expedição de ajuda humanitária às áreas mais atingidas pelo tsunami do Japão, ouvi do líder de nossa missão: “O ato de doar é uma via de mão dupla. A pessoa que está doando faz o bem ao próximo tanto quanto a si mesmo.” Sim, é gratificante e recomendo. O projeto “Não Conta lá em Casa” surgiu de um binômio bastante oportuno: viajar pelos destinos mais inóspitos do planeta e fazer o bem. É triste constatar que, quase sempre, fazer o bem durante uma passagem de 10 dias por um país arrasado por um terremoto (Haiti), ou em meio a um conflito sanguinário (Iraque) ou ocupado por uma ditadura opressora (Mianmar), não é tarefa das mais fáceis. Fazemos o que dá, mas acaba que grande parte dessa segunda metade da dobradinha viagem/ ajuda tem que ser feita a distância. E foi pensando nisso que criamos o projeto “Não Conta na Aula”.

 

O “Não Conta na Aula” é o circuito de palestras que criamos para prolongar nossas viagens de caráter humanitário. Uma maneira de continuar doando e, se possível, de gerar uma reação em cadeia transformadora. Uma corrente do bem, onde as causas que conhecemos, os valores que percebemos e as lições que aprendemos em nossas viagens sejam compartilhadas e disseminadas indefinidamente. Desde que o projeto foi criado, já foram dezenas de universidades, empresas e escolas visitadas. O foco da palestra pode variar um pouco: às vezes fala-se mais do Oriente Médio, em outras acabamos dedicando mais tempo às zonas de conflito, a questão da sustentabilidade também aparece… E é muito interessante perceber que muito mais eficiente do que enumerar fatos, dados e ensinamentos é exemplificá-los com passagens de nossas viagens. O guia norte-coreano que não conhecia a expressão “rock and roll” ilustra o quão fechado ao mundo exterior é seu país. As ilhas paradisíacas de Tuvalu, onde árvores debaixo d`água mostram o avanço da subida das marés e do aquecimento global. A tensão dos check-points iraquianos mostrando que a “guerra” por lá está longe de terminar. A disciplina japonesa na fila de mantimentos provando que com ordem e respeito é possível se recuperar das maiores tragédias.

André 2

Egito

Foi viajando que nos deparamos com inúmeros outros ensinamentos como esses. Histórias de vida que ilustram e pontuam valores e conceitos que podem (e devem) servir de exemplo para as mais diversas situações. Foi percorrendo destinos à primeira vista nada convidativos onde aprendi as maiores lições que carrego hoje em minha vida. Por isso, recomendo e comprovo: viajar é uma aula!

 

André 4

Bali

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!

André Fran Capa 08-05-2013

 

Como vimos no último texto, sigo em minhas colunas fazendo um passo a passo (errático, porém divertido como o caminhar de um bebê) de uma viagem. “Fizemos as malas”, descobrimos “insuspeitas diversões para as horas de espera nos aeroportos”, vimos “como montar um roteiro baseado em filmes, “dicas de leitura para o vôo” e até um manual de boas maneiras para passageiros de avião.

Está na hora de aterrissar em seu destino favorito e partir para dias de alegria e diversão em… Não. Ainda não. Essa é apenas uma escala, ainda faltam alguns vôos até que você se encontre esparramado numa cadeira de praia torrando ao sol do pacífico com um drink de guarda-chuvinha na mão. Mas calma, há como tornar estes momentos um pouco menos desesperadores. Especialmente se você for um frequent flyer (voador frequente e uma tradução péssima, né?) de posse de um cartão de fidelidade abarrotado de milhas!

Lounges de companhias Aéreas! Os oásis dos aeródromos modernos! Salas com comida de graça, entretenimento acessível, poltronas reclináveis, banheiros vazios, chuveiro, massagem, salão de jogos, cinema… E o mais importante: WiFi liberado e de qualidade! Ok, alguns lounges, ou salas VIP como também são elitizadamente conhecidos, não tem tantas regalias assim.

André Fran - 09-05-2013 Mas pelo menos uma TV, um sofazinho gostoso e a indefectível internet está lá! Horas de alívio e descanso longe do fuzuê dos corredores do aeroporto, das filas para comida, das crianças berrando e do desespero para encontrar uma entrada de tomada que seja. “Nossa, mas que elitismo VIP!” Não é o caso. Raciocine comigo: se você tem acesso a um lounge é porque tem muita milhagem no seu cartão e se tem muita milhagem no cartão é porque viaja muito. Nada mais justo para quem passa horas sem fim espremido em um assento apertado do que ter a recompensa de uma sala VIP por alguns momentos. Não se chega ao paraíso sem passar pelo purgatório, certo?

 

Mas não é qualquer um que atinge o nirvana dos lounges. É preciso atender a alguns critérios:

 

– Você precisa viajar muito e ter um cartão de milhagem dos bons! E digo muito ao ponto de encarar essas salas não como uma benesse, mas como um alívio.

– Você precisa estar viajando de 1ª Classe ou Executiva. Ou seja: tem que ter gasto uma baba aí. E, nesse caso, se já está relaxado e tranqüilo no vôo, pra que lounge?

– Você pode gastar suas milhas e reservar o lounge. Pese cuidadosamente os prós e contras ou arrependa-se para sempre quando faltarem aquelas milhazinhas extras para voar de graça pro Caribe.

– Você pode comprar o acesso (em alguns lounges). Simples assim.

– E o melhor jeito de todos: sendo convidado. Se seu coleguinha tem acesso ao lounge, ele também tem o direito de levar um convidado. E lá vai você usufruir dos benefícios sem ter que lidar com ônus nenhum.

Para você avaliar com mais propriedade se vale a pena isso tudo por uma Sala VIP, prometo para a Coluna da semana que vem uma lista de Lounges e suas atrações.

Boa viagem e até lá!

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!

Relatos

Entrevista com Martha Medeiros

23 de abril de 2013 0 comentário

Martha Medeiros

 

“É importante que eu me sinta uma pessoa melhor depois que eu fecho o livro”. Com essa expressão, a escritora porto-alegrense Martha Medeiros resume o sentimento que o leitor procura ao ler uma obra.

Muitos dos seus textos foram adaptados para o teatro e cinema e estrelados por renomados artistas.

Confira agora trechos da entrevista que a escritora deu para o jornalista Vitor Cardoso, e que você encontra na integra em nossa revista de bordo.

Você gosta de viajar? Influencia de alguma forma o seu trabalho?

Sou louca por viajar, é minha paixão. Inclusive acabo de lançar um livro só com relatos de viagens em que compartilho algumas experiências. Não é um guia, e sim impressões da vida. Viajar me torna uma pessoa mais aberta, mais impetuosa, mais curiosa, e tudo isso, claro, acaba se refletindo no meu trabalho.

Falar sobre o universo feminino hoje é mais fácil do que ha 20 anos atrás?

Nunca foi difícil falar sobre o universo feminino, que é muito rico e cheio de nuances. O problema é que tendemos a generalizar, a acreditar que todas as mulheres são iguais, que possuem as mesmas necessidades e dificuldades, e isso é limitador. Cada uma de nós – e cada homem – possui uma história própria , particular, mas ao escrever sobre gêneros, a tendência é dar uma voz única a uma multidão que na verdade é multifacetada.

Qual será o seu próximo projeto? Quando será lançado?

O próximo lançamento provavelmente será uma coletânea de crônicas, para o inicio do segundo semestre. Será a reunião dos textos publicados em jornais do país de 2011 até os mais recentes.