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Não Conta Lá em Casa

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Irã

21 de agosto de 2014 0 comentário

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Depois de fazer roteiros sobre o Campeão da Copa do Mundo de Futebol (Munique, na Alemanha), de listra meus programas alternativos favoritos de nossa vizinha Argentina (Buenos Aires) e de voltar ao meu país realizando um outro sobre a cidade de Salvador, Bahia, percebi que era hora de radicalizar. Ninguém espera de um “viajante radical” roteiros tradicionais ou caretas, e acho que quanto a isso eu estava cumprindo bem meu papel. Apesar dos destinos não serem assustadores ou impressionantes, fiz questão de manter a originalidade nas sugestões . Pontos turísticos e atrações manjadas não entram nas minhas colunas. Mas estava sentindo falta de apresentar um roteiro totalmente inovador ao meu querido leitor. Então, se você também estava esperando por isso prepare-se, vem aí: um roteiro para o Irã.

 

Confesso que antes de conhecer o lugar a minha imaginação flertava com termos como terroristas, fundamentalistas, extremistas… Mas, depois de conhecer a fundo a capital e rodar bastante pelo país, me sinto totalmente a vontade para inclui-lo entre meus roteiros recomendados. A pérsia (eles fazem questão de frisar que não são árabes e que inclusive sua língua principal é o farsi) tem uma variedade intensa de atrações e é um oásis no deserto para quem curte culturas diferentes e história. E o povo iraniano talvez seja um dos mais hospitaleiros que já conheci! Um passeio incrível e porta de entrada perfeita para um delicioso, diferente e encantador mundo.

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Teerã– ponto inicial de sua viagem. O trânsito é intenso e a cidade é meio caótica, mas é o ponto de partida ideal para se acostumar com as diferenças culturais. Sobretudo para as mulheres. Para os homens, não é legal andar de bermuda ou camisa de manga curta. Mulheres: roupas compridas também e um lenço cobrindo a cabeça (não é necessária a burka, como muitas podem pensar). O grande bazar é um mercado oriental incrível com tapetes persas clássicos a preço de banana! A simpatia dos vendedores um caso a parte (você vai ser convidados para vários tchais). Outro ponto de interesse é a antiga embaixada americana protagonista do sequestro aos embaixadores, hoje cheia de pichações anti-EUA.  A Azadi Tower, ou Torre da Liberdade, é um dos marcos principais do inicio da cidade. Muito interessante!

 

Persepolis– era a capital do império Persa. Hoje, um amontoado de ruínas muito bem conservadas dá a dimensão do tamanho do lugar! Patrimonio da Humanidade dos mais fantásticos que já conheci. É de encher os olhos de quem ama história. Imperdível!

 

Shiraz– a cidade dos poetas tem como destaque justamente o túmulo de Hafez.

 

Isfahan- uma viagem no tempo. A praça grandiosa Imã Khomeini com seus jardins vastos situados entre mesquitas e palácios é arrebatadora!

 

Yazd- é a cidade oásis. Toda cor de barro no meio do deserto. O lema é: “se perca em Yazd”. O que não é difícil de acontecer passeando por suas pequenas ruas e vielas.

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Um sonho realizado

23 de maio de 2013 1 Comentário

Eu gosto muito de escrever. Foi assim que cheguei a esta coluna. Foi assim que contei minhas histórias em vários meios e para várias pessoas. Escrever é parte de todos os meus principais projetos de vida e de trabalho. Foi a profissão que escolhi. E, mesmo em outras atividades, a escrita está sempre lá presente. Mas, com diz a célebre frase de um dos mais nobres autores de todos os tempos, Thomas Mann: “O autor é alguém para quem o ato de escrever é muito mais difícil do que para uma pessoa normal.”. Sendo assim, nunca me achei bom o bastante para publicar algo. Para mim, livros sempre foram objetos sagrados.

 

Passados alguns anos, e algumas dezenas de viagens com o projeto “Não Conta lá em Casa”, comecei a perceber que, se escrever um livro permanecia intimidador o bastante, pelo menos agora eu tinha uma pá de histórias bem interessantes para contar.  Foi assim que depois de criar um filho (de 4 patas) e plantar uma árvore, decidi que era hora de me tornar um homem completo na mais romântica acepção da palavra. Dois anos mais tarde, realizei este que sempre foi um de meus grandes sonhos. Essa semana foi lançado pela Editora Record, “Não Conta lá em Casa- uma viagem pelos destinos mais polêmicos do mundo”, de André Fran.

 

O livro é um projeto pessoal e revela as minhas visões de alguns dos destinos mais incríveis e experiências mais transformadoras que vivi nesses anos rodando pelos recantos mais inusitados do planeta. Mianmar, de monges rebeldes e templos infindos, a impenetrável Coréia do Norte, o Japão pós-tsunami, o Iraque praticamente em guerra, gatas persas no Irã… Além de histórias de bastidores, dessas que só acontecem em viagens entre amigos, e dicas para o viajante moderno e aventureiro. Está tudo lá!

 

Nada mais estimulante para um viajante do que ouvir (ou ler) os relatos de outro viajante. E um livro tem uma capacidade única, e muito superior às modernosas tecnologias virtuais e produções high-tech, de transportar o imaginário do leitor para outras realidades. Espero que a leitura instigue, provoque e incentive o leitor a desbravar e (por que não?) mudar o mundo!

Ah, editei um Trailer do Livro (original, né?) para dar um gostinho: http://youtu.be/yUc0bhOhnNM

Vocês podem encontrar o livro nas principais livrarias de todo o Brasil.

 

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!