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As Cervejas e o futebol

26 de junho de 2014 1 Comentário

Não sou nenhum grande bebedor ou conesseur de cervejas. Mas sou um aficionado, tarado, viciado por outras culturas, suas características e as suas sutis (ou nem tanto) diferenças que dão toda a graça a esse vasto planeta onde vivemos. Uma de minhas grandes paixões está diretamente ligada a isso: o futebol (como deve ter ficado claro pelas últimas colunas). Meu foco e interesse durante os dias de jogos não consegue ser em nada que não seja esse adorável confronto desportivo entre nações. Cancelo compromisso, atraso a entrega de colunas e dou um jeitinho de acompanhar não só as partidas mas tudo que cerca esse grande evento: o dia-a-dia das delegações, os destaques das torcidas, o divertido intercâmbio de povos da Europa, África e Américas… enfim, tudo!

 

Recentemente, percebi alguns amigos atentando para um aspecto bem curioso e interessante que está diretamente ligado aos jogos (pelo menos do lado das torcidas): as cervejas prediletas de cada grupo de torcedores. Resolvi então pesquisar e listar algumas delas. Tentando, quando possível, dar o meu insight (menos etílico do que cultural) sobre algumas delas.

 

MÉXICOCorona é a tradicional cerveja da galera do surfe, mas dizem que a Tecate é a favorita entre os torcedores de futebol.

 

HOLANDA– Impossível não citar a tradicional Heineken, que também está diretamente ligada ao futebol.

 

EUA– Ruins de bola mas gênios do marketing, os americanos já colocaram a Budweiser como patrocinadora oficial do maior evento de futebol do mundo. Presença maciça nos jogos, anúncios e estádios.

 

CHILE- A Cristal é a mais popular e patrocina até time de futebol chileno.

 

AUSTRÁLIA- A Victoria Bitter é característica com sua garrafinha gorducha e simpática. Apesar de ter um gosto meio estranho pros padrões brasileiros.

 

ARGENTINA– A Quilmes é o grande nome. Patrocina times por lá e faz os anúncios mais emocionantes da seleção Argentina.

 

GRÉCIA- Mythos, nome perfeito para uma cerveja grega. Já tomei uma apreciando o por do sol da Acrópole. Momento inesquecível, apesar da cerva ser bem ruinzinha.

 

IRÃ- A grande favorita dos muçulmanos no Irã é a Behnoush! Cerveja não alcoólica, claro. 😉

 

JAPÃO- A clássica Asahi é o supra-sumo do experimentalismo japonês. E tem um dos rótulos mais legais.

 

ALEMANHA- Warsteiner, Pilsner, Paulaner, Lowenbrau… O país das cervejas tem muitas brigando pelo posto de melhor. Tem para todos os gostos. E uma Oktoberfest por lá é o evento especial para qualquer cervejeiro que se preze.

 

INGLATERRA- O pint é característico na terra da Rainha. Servido quente, é mole? A favorita é a Carlsberg, mas quando servida em latinha é meio renegada. O ideal é um pint em um pub.

 

BÉLGICA- Stella Artois é o nome da fera. As surpresas, nas cervejas e no futebol atual, vem da Bélgica.

DestinosInternacionais

Está Chegando

22 de maio de 2014 0 comentário

Torcida Capa AF

Guardadas de lado as polêmicas sobre futebol, o fato é que a maior competição de todas está chegando,  faltam só 27 dias! Sou torcedor fanático e amante do velho e duro esporte bretão, mas também me empolgo com a proximidade do evento pelo seu lado multicultural. São diversas e variadas nações unidas em uma disputa sadia pela taça maior do futebol. História, religião, conflitos imemoriais e recentes, desavenças, perseguições… Está tudo ali presente e ao mesmo tempo disfarçado em uma divertida brincadeira envolvendo 22 homens, uma bola e alguns bilhões de dinheiros. Colonizador perde para o colonizado, ex-repúblicas se unem de forma pacífica, inimigos seculares trocam abraços após a disputa de pênaltis. Xiitas, sunitas e republicanos xingam juntos o juiz, ateus agradecem aos céus e ditadores choram feito bebês. Oprimidos e opressores, visitantes e anfitriões, pessimistas e otimistas cantam o hino a plenos pulmões e gritam gol em uníssono.

 

Vivo para o evento e me acostumei ao longo da vida a contar o tempo em relação a todos que presenciei. Gosto de analisar técnica e taticamente os adversários e conferir escalações. Mas, agora, quero deixar de lado qualquer plano esportivo e relembrar o que vivi, o que me atrai e o que me lembro de alguns países que estarão no Brasil. e que já tive a oportunidade de conhecer em minhas viagens mundo a fora.

 

GRUPO A

Brasil- Sempre que me perguntam qual o melhor país que já conheci, a resposta é ele. Com todos os seus problemas e detalhes apaixonantes.

 

Croácia- Me lembro das praias e do mar azul de Hvar. E de como um país até então que não me dizia nada podia ser tão especial e belo. Quantos iguais a ele não devem existir pelo mundo?

 

GRUPO B

Espanha- Logo que saí da faculdade fiz um mochilão de alguns meses pela Europa. Gostei mais de Madri do que de Barcelona, para surpresa dos amigos.

 

Holanda- Esperava conhecer um reduto junkie com drogas liberadas e ruas sujas e cheias de punks. Fiquei encantado com os pequenos canais, a beleza idílica e as famílias passeando de bicicleta.

 

 

GRUPO C

Grécia- Muitos diziam “esqueça Atenas e siga para as praias!”, que realmente são das mais belas do mundo. Mas para quem gosta de história, Atenas é espetacular! Destaque para a Acrópole e seu museu super moderno. Ah, Santorini parece uma cidade cenográfica, de tão perfeita!

 

Japão- Impressiona a paz, calma e organização naquele caos de cores, luminosos e tecnologia asiática de Tóquio, a maior metrópole do mundo. Educação, respeito e disciplina fazem um dos povos mais agradáveis que já conheci. Eu moraria no Japão.

 

Na próxima coluna, o resto dos países. Fique ligado!

Esportivos

Taça Libertadores, o começo do sonho

25 de fevereiro de 2014 0 comentário

Foto Jamelli

O sonho de todo torcedor é ser campeão do Mundo. Para chegar lá é preciso percorrer um longo e difícil caminho que começa com a classificação para a Taça Libertadores da América. Mas se é complicado se classificar é ainda mais difícil superar todas as adversidades que a competições te impõe.
A Libertadores é um torneio diferente de tudo que eu já participei. As viagens são longas, os lugares são de difícil acesso, e ainda temos que enfrentar muitas barreiras culturais e sociais. Apesar de todas essas dificuldades, vivi momentos muito emocionantes e conheci lugares incríveis disputando essa competição. Joguei em grandes capitais como Buenos Aires, Montevidéu, Lima, Santiago, e também estive em cidades menores e exóticas como Mar del Plata, Medellin, Rosário e Santana do Livramento que também têm seus encantos e são destinos interessantes de conhecer. Em Medellin (Colômbia), por exemplo, você não pode deixar de conhecer o “Metrocable” – espécie de bondinho que atravessa a cidade e proporciona uma vista diferenciada e exclusiva. Inaugurado em 2004, foi uma ótima solução para melhorar o sistema de transporte, e hoje é uma dos pontos turísticos mais procurados. Já em Mar Del Plata, na Argentina, o que eu recomendo são as praias de Punta Magote ao sul da cidade. Lá você encontra uma estrutura com mais de 20 resorts prontos para te atender, além de praias maravilhosas.
Na Libertadores, um dos maiores desafios que as equipes brasileiras têm hoje em dia é o de jogar na atitude. Já joguei em La Paz, Ururo e Medelin e realmente não é fácil. A sensação de cansaço, de tentar respirar e parecer que não existe ar é muito incômoda dentro de campo. Além disso a bola fica mais rápida devido a resistência do ar, a pernas ficam pesadas e o cérebro parece que funciona em câmera lenta.

Falando de altitude me lembrei de uma história engraçada que aconteceu quando tivemos que jogar uma partida em um lugar muito alto. Os comentários da imprensa e da comissão técnica nos dias anteriores eram todos sobre altitude. O fato de jogar contra altitude era difícil, falavam até que o melhor jogador da equipe contrária era altitude. Que se não tivesse altitude a partida seria mais fácil e etc… E um jogador do nosso time em um determinado momento chamou o treinador e na frente de todos disse: “Podem ficar tranquilos, me fala o número da camisa desse tal Altitude que eu vou marcar ele,ele não vai pegar na bola, deixa comigo”.  Foi uma risada só no vestiário e até hoje quando nos encontramos lembramos deste fato.
Sorte aos times brasileiros na Libertadores, minha aposta é para uma final verde e amarela. Quem sabe uma final Cruzeiro x Flamengo ? Ou Botafogo  x Atlético Paranaense ? Ou ainda Grêmio x Atlético Mineiro ?

Qual a aposta de vocês?

Grande Abraço

Paulo Jamelli

Destinos

Vídeos Turísticos

25 de julho de 2013 0 comentário

Puerto Vallarta capa

Sempre fui um cara meio descrente do poder efetivo da publicidade. Sobretudo no mundo cínico de hoje e com essa juventude já acostumada a filtrar anúncios pop-up e merchandisings cafonas da novela das oito. Acredito que as redes sociais criaram um novo rumo para o marketing, criando uma maneira bem mais orgânica e confiável de indicações através de redes de contatos. E vejo empresas e marcas ainda engatinhando (embora muitas vezes na direção certa) em busca da melhor sintonia e etiqueta mercadológica dentro desse novo mundo de múltiplas telas e interação virtual constante.

 

Mas confesso que ainda há um tipo de publicidade explicita, evidente, direta e extremamente tradicional capaz de despertar em mim o desejo consumista de viajante inveterado: os vídeos de turismo. São aquelas peças publicitárias criadas com o objetivo direto e bem definido de retratar as melhores atrações de um país ou cidade determinada.  Pequenos filminhos de poucos minutos veiculados em canais de notícias, circuito interno de aviões ou na própria internet.

 

Para apresentar minha teoria, clique nas fotos abaixo e assista aos vídeos.

 

1- Puerto Vallarta, México. Esse vídeo tem imagens oníricas e uma narrativa de cinema. Recurso bem comum nas bem produzidas chamadas turísticas geralmente narradas por representantes de seu público-alvo. No caso: um jovem e abastado jovem casal de férias.

Puerto Vallarta

 

 

2- Índia. Talvez um pouco longo, mas a produção digna de uma superprodução cinematográfica compensa e prende até o fim. A maneira criativa de retratar os cenários maravilhosos da Índia é o destaque.

India

 

 

3- Austrália. Esse comercial da Austrália opta por uma música que pega (nada melhor para espalhar o boca-a-boca). Mas abusa, com toda a razão, das imagens incríveis, tomadas aéreas, cenários surreais do país.

Austrália

 

 

4- Egito. Apresentar as maravilhas do Egito de maneira moderna e ao mesmo tempo em sintonia com sua aura fantástica de tempos imemoriais era o briefing desse anúncio. Perfeito!

Egito 3

 

 

5- Brasil! Começa criativo mas depois passeia por imagens clichês do nosso país. Podia ser melhor, mas como o Brasil é lindo, o resultado fica em alto nível. 😉

Brasil

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!