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Como identificar, ou não, um farsante musical

9 de setembro de 2015 0 comentário

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Nos anos 90, os jornalistas Jimmy Gutterman e Owen O´Donnel escreveram o livro “Os piores discos de rock de todos os tempos”, um verdadeiro exercício de ironia. Na verdade, os discos listados não importavam tanto, mas algo que merece destaque, pelo seu sarcasmo e exatidão atemporal, é a lista de trinta e três regras de como ser original no rock’n’roll e não ter um disco seu inserido em uma lista dos piores de todos os tempos.

Vivemos e um época de muita informação e pouca sabedoria, na qual artistas são formados em “reality shows”, portanto, seguindo essas regras não haverá jurado que não se encante pela banda:

1) Não continue com o nome da banda se um de seus membros fundamentais sair do grupo.

2) Nunca cante uma música sobre Elvis Presley.

3) Nunca grave pela gravadora ARISTA. Ela foi responsável pelos maiores nomes do rock farofa dos anos 80.

4) Rock e coral são detestáveis. Nunca grave um som que tenha um arranjo com um grande coral, a única exceção é “You can´t always get what you want”, dos Rolling Stones, e acabou por aí!

5) Letras de rock não são poesias.

6) A qualidade de um rock é inversamente proporcional ao número de instrumentos utilizados na sua gravação, a menos que você seja Van Morrison!

7) Nunca existirão super grupos (aqueles conjuntos formados por famosos de várias bandas, não adianta, não dá certo nunca!).

8) Rock stars não são atores.

10) Roqueiros brancos que falam de suas raízes negras estão mentindo, assim como quem tenha gravado no Sun Studio depois de 1956. E na maioria das vezes, “revisitar” raízes é um desastre.

11) Não cante uma música falando do seu falecido pai, principalmente se ele foi um grande ídolo.

12) Elvis está morto!

13) Não faça uma escola de arte.

14) Não abrace causas óbvias. Quanto mais controversa for sua bandeira, mais atitude você terá. Você já viu alguém ser contrário a salvar os famintos ou apoiar uma guerra?

15) Qualquer coisa que você pense em fazer para chocar, Jerry Lee Lewis já fez, e certamente de uma forma melhor!

16) Uma lista não é uma canção.

17) Artistas de verdade não podem permitir parentes na banda.

18) Não é admissível ser patrocinado por uma marca ou griffe!

19) Um disco ao vivo deve ser gravado ao vivo (sacou?).

20) Videoclipes são como comerciais, não é cinema de arte.

21) A boa política não se transforma em uma boa letra.

22) Técnica de tocar formidável não quer dizer nada, senão o rock progressivo seria eternamente imbatível.

23) Não existe um cabelo maravilhoso para sempre. A moda passa!

24) Cuidado com quem usa botas de cowboy ou colete.

25) Artistas chamados “cult” acabam sendo tão ou mais previsíveis do que os astros pop!

26) Um heavy metal sempre pode ser tocado com mais velocidade; não há limite!

27) O punk aconteceu (note o tempo do verbo).

28) Se você conseguir gravar mais de três discos, parabéns! Vai merecer uma compilação e possivelmente sobreviver de música.

29) Museu do rock é coisa de xarope. Se você quiser ser eternizado num lugar assim, aprenda a pintar.

30) Admita quando ficar careca, ou barrigudo; nunca tente disfarçar; e pelo amor de Deus: esqueça que já usou roupas justas!

31) O amor não é tudo que precisamos. Veja como soam estúpidas certas letras quando estamos putos da vida.

32) Nunca regrave clássicos da soul music. o resultado é patético!

33) O rock é uma pequena parcela da música mundial. Se você acredita que vai mudar o mundo tocando rock, caia na real!

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Voltando as origens: Música virou Música

2 de julho de 2015 0 comentário

Numa determinada época de minha vida, como todo bom cultuador dos anos 60, flertei com o orientalismo e acabei mergulhando fundo na filosofia ZEN.

Em uma das primeiras lições comentava-se que: ”… quando você não entende o ZEN, as árvores são árvores e as montanhas são montanhas, quando você começa a entender e estudar o ZEN as árvores são montanhas e montanhas são árvores, quando você compreende o ZEN as árvores novamente são árvores e as montanhas são também, novamente, montanhas… ”.
Transportando este ensinamento para a atual situação da música, que passou por um momento de tanta divagação sobre o seu futuro, a conclusão é bem simples, ou zen: a música voltou a ser música, ou seja, a dúvida deve ser transportada para a questão: o que sobrou do disco no formato que ficou conhecido convencionalmente?
Sou da era do vinil, ou pior, do compacto, quando uma música era uma entidade única e independente e quando vários singles ou compactos se juntavam , resultando em um disco de sucesso. Todos já devem ter visto nos porões de suas casas ou dos seus avós aqueles pesados discos de 78 rpm, que só continham uma música e sua vida útil dependia de quantas vezes fosse executado no toca discos, portanto, voltamos ao passado e a música virou música novamente, sem disco de longa duração, ou um suporte material definido.
O disco agora, em sua maioria, é virtual; a democracia digital permite a cada um criar seu próprio disco, sua própria rádio, sua seleção que pode durar os muitos giga do mais sofisticado player. A indústria do disco se matou com a ganância que ela própria inventou, sobrou o indomável, o resultado final do sonho do artista, sua pequena partícula abstrata de se expressar, uma música que de nada mais depende, ou seja, só depende do ar para existir!

Mas o que isto te a ver com o nosso assunto?

Tudo, pois muitas bandas me procuram perguntado sobre os caminhos do sucesso, ou de um lugar ao sol dentro do mundo musical, mas como tudo, a reposta está dentro do próprio artista.

Estamos começando do zero, um artista poderá ser aquele do single digital, do LP conceitual, do novo CD, ou exótico ao ponto de lançar um Cassete. A chamada “Cauda Longa”, já é uma realidade da Internet; vamos celebrar e alimentar isso. Só não podemos ter medo do agora, nem cultuar a nostalgia, nem esperar que o futuro nos redima!

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Petiscos Musicais

20 de abril de 2015 0 comentário

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Há tempos venho falando sobre a necessidade de ritualização em relação a musica, não bem a musica em si, mas o seu suporte, ou seja, aquilo onde ela esta gravada! Do acetato ao cd e hoje um mero arquivo digital. Apocalípticos confundiram o fim do suporte “físico” com o fim da musica, mas todas estas discussões são intensas e não dá para si falar nisso em poucas palavras. Na verdade quero dizer que a indústria do disco (em alguns países) vem se esforçando em resgatar estas que chama ritualizações de alguns grandes discos que continham grandes musicas do mundo pop.

Por aqui a gravadora “Music Brokers”  é um exemplo disto, lançando vários petiscos para atrair, primeiro, os antigos adoradores e também  as novas gerações que costumam ler a história com a atenção necessária.

Veja o exemplo do  grupo The Doors que  é uma das bandas mais complexas e indispensáveis da historia do rock; e tornou-se não só uma banda seminal do gênero, mas também uma fonte de inspiração para inúmeros artistas. No entanto, apesar de sempre envolta em uma mítica reforçada pela imagem icônica de seu vocalista Jim Morrison que tinha toneladas de carisma, é, sem duvida, um grupo muito mais falado do que ouvido nas últimas décadas. Apesar de alguns hits musicais mundiais, a obra densa e extensa da banda é pouco conhecida e principalmente entendida.

Por isso mesmo a coletânea THE MANY FACES OF THE DOORS é uma oportunidade única de destrinchar a complexa filosofia do The Doors. Dividida em três CDs, esta compilação traz as chaves para abrir as portas da percepção criadas por esta banda incrível; entramos no mundo secreto da banda, com faixas raras, projetos paralelos de seus membros, remakes e também, algo interessantíssimo e raro neste tipo de coletânea: as raízes musicais do grupo. É um álbum único, que já está sendo elogiado pelos exigentes fãs do grupo em todo o mundo.

A coletânea traz uma arte de capa belíssima e que sintetiza o espírito do disco; uma seleção de músicas que levou alguns anos de trabalho para ser reunida com o objetivo de garantir a coerência da obra e um trabalho de remasterizarão para garantir um som de qualidade.

O primeiro CD contém projetos dos membros da banda: Ray Manzarek (um dos mais complexos tecladistas do rock), Robbie Krieger (o guitarrista virtuoso e de estilo único que compôs o maior hit da banda “Light My Fire”), o baterista John Densmore que mostra seu lado jazzístico e a melhor surpresa que é a presença do filho de Jim Morrison, Cliff, que sem dúvida herdou a voz do pai; é ouvir para crer!

O segundo CD é de covers e vai se tornando um álbum divertido e fácil ouvir, trazendo uma série de surpresas maravilhosas. Como exemplo, a dupla Raveonettes, transforma “The End” em algo curto e radiofônico sem mutilar a densidade original, além das contribuições de mitos do rock como Ian Gillan (vocalista do Deep Purple) e Rick Wakeman fazendo juntos “Light My Fire”, ou Edgar Winter com a belíssima “Crystal Ship”.

No CD 3, as raízes da banda; um álbum de originais de blues e R&B que fizeram a formação dos membros do The Doors; algo belo e temporal para reforçar que o blues é origem de tudo que ouvimos na música pop contemporânea. Os nomes presentes neste terceiro disco dispensam apresentações: Howlin Wolf, Muddy Waters, Robert Johnson, Billie Holiday e John Lee Hooker que ultrapassam a definição de músicos; são pilares que fazem parte de qualquer construção musical de qualidade.

THE MANY FACES OF THE DOORS não é só um disco, é um caminho de aprendizado e surpresa, uma descoberta ou um dicionário para entender a complexa música do grupo The Doors.

Foto Maia

Quando o personagem Rob Flemming, do livro Alta Fidelidade de Nick Hornby, mostrava-se um viciado em contar fatos através de listas de “TOP 5”, foi criada uma das melhores metáforas do mundo pop,pois a mídia e o ser humano adoram listas! Todos fogem, todos discordam, todos fingem não ver, mas ninguém resiste a uma lista; no mínimo, para discordar de seu conteúdo.

Isso posto, neste meu espaço no Blog da Avianca, vou provocar e inquietar a todos despertando tal assunto.

E para refletir sobre isso, trago uma lista misturando várias outras e apontando 75 canções que definiram o “Rock ‘n’ Roll”. Tenho que confessar que esta lista me deixa totalmente reflexivo, pois até eu, que aprendi nos meus mais de trinta e cinco anos de atividade no meio cultural a respeitar opiniões diversas, sinto-me com vontade de fazer várias modificações, e justamente por isso, fico feliz, pois esta é uma boa oportunidade para refletir qual seria a nossa lista. Então, mãos à obra!

Aqui, a lista completa, dividida em três categorias, que defini com “licença poética” em cima de todas as outras listas que compilei

a) “As básicas”

  1. Bob Dylan – Like A Rolling Stone
  2. Elvis Presley – Heartbreak Hotel
  3. James Brown – Papa’s Got A Brand New Bag
  4. Joy Division – Love Will Tear Us Apart
  5. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
  6. Oasis – Live Forever
  7. Otis Redding – I’ve Been Loving You Too Long (To Stop Now)
  8. Peggy Lee – Fever
  9. Pink Floyd – Arnold Layne
  10. Pixies – Debaser
  11. Radiohead – Creep
  12. Sex Pistols – Anarchy In The Uk
  13. The Beatles – A Day In The Life
  14. The Beatles – A Hard Day’s Night
  15. The Clash – London Calling
  16. The Kingsmen – Louie Louie
  17. The Rolling Stones – (I Can’t Get No) Satisfaction
  18. The Shangri-Las – The Leader Of The Pack
  19. The Smiths – How Soon Is Now
  20. The Stone Roses – Love Spreads
  21. The Strokes – Last Night
  22. The Velvet Underground – I’m Waiting For The Man
  23. The White Stripes – Seven Nation Army
  24. The Who – My Generation
  25. U2 – New Year’s Day

 

b) “As que deram os passos para outras tendências”

  1. Blondie – One Way Or Another
  2. Bob Marley – I Shot THe Sheriff
  3. Coldplay – Yellow
  4. Cornershop – Brimful Of Asha
  5. David Bowie – Changes
  6. Happy Mondays – Step On
  7. Jimi Hendrix – Hey Joe
  8. Kaiser Chiefs – I Predict A Riot
  9. Kraftwerk – Autobahn
  10. Marvin Gaye – I Heard It Through The Grapevine
  11. Primal Scream – Loaded
  12. Public Enemy – Fight The Power
  13. Pulp – Common People
  14. Ramones – Sheena Is A Punk Rocker
  15. Roxy Music – Do The Strand
  16. Rex – Jeepster
  17. The Beach Boys – Good Vibrations
  18. The Birds – Turn Turn Turn
  19. The Cure – In Between Days
  20. The Jesus And Mary Chain – April Skies
  21. The Kinks – Waterloo Sunset
  22. The La’s – There She Goes
  23. The Prodigy – Firestarter
  24. The Verve – Bitter Sweet Symphony
  25. Yeah Yeah Yeahs – Maps

 

c) “As que flertaram com outras possibilidades”

  1. ABC – The Look Of Love
  2. Aphex Twin – Come To Daddy
  3. Arcade Fire – Power Out
  4. Buzzcocks – Ever Fallen In Love…
  5. Chuck Berry – Johnny B Goode
  6. Dexy’s Midnight Runners – Geno
  7. Eminem – My Name Is
  8. Grandmaster Flash – White Lines (Don’t Do It)
  9. LCD Soundsystem – Losing My Edge
  10. Madonna – Into The Groove
  11. Michael Jackson – Don’t Stop ‘Till You Get Enough
  12. Missy Elliott – Get Ur Freak On
  13. Morrissey – Suedehead
  14. Prince – When Doves Cry
  15. Queens Of The Stone Age – The Lost Art Of Keeping A Secret
  16. Talking Heads – Once In A Lifetime
  17. The Beat – Mirror In The Bathroom
  18. The Breeders – Cannonball
  19. The Doors – People Are Strange
  20. The Flaming Lips – Race For The Prize
  21. The Human League – Love Action
  22. The Jam – Going Underground
  23. The Rapture – House Of Jealous Lovers
  24. Thin Lizzy – The Boys Are Back In Town
  25. Underworld – Born Slippy

 

Gostou? Concordou? Discordou?
Então, agora é a sua vez: monte sua lista!

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Viagem ao centro do rock

12 de agosto de 2014 0 comentário

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Este magistral sonho, o “Rock and Roll Hall of Fame and Museum”, abriu as suas portas em 1995, às margens do Lago Erie, no centro de Cleveland, Ohio. É uma organização sem fins lucrativos, que coleta dados em todo o mundo, conserva, faz exposições e a sua missão é preservar e apresentar de forma didática para os visitantes, fãs e estudiosos, de todo o mundo, a história e a importância do rock and roll.

Sinceramente, como um turista normal, não existe nada de especial na cidade americana de Cleveland que pudesse me atrair, porém, como um amante da música existe por lá algo que é único em todo o mundo: o sensacional Rock and Roll Hall of Fame and Museum!

Todo velho roqueiro, como eu, sonha com uma utópica viagem a um lugar onde se possa encontrar a verdadeira história de um gênero tão controverso e cheio de lendas, mas nem de longe pensaria que este lugar é Cleveland, mesmo sabendo que o rock nasceu nos Estados Unidos e tem influentes filhos revolucionários na Grã Bretanha e vários parentes ao redor do mundo. No entanto, foi lá, que o radialista Alan Freed batizou, em seu programa de rádio, de “Rock and Roll” esse estilo musical tão diversificado.

Há 28 anos, os líderes da indústria da música se uniram para criar a “Rock and Roll Hall of Fame Foundation” em Nova York, uma instituição para celebrar a música e os músicos do rock. Com isso, uma das muitas funções dessa Fundação é reconhecer as contribuições de pessoas que tiveram um impacto significativo sobre a evolução, desenvolvimento e perpetuação do rock and roll e nomeá-los para um “Hall da Fama”.

O primeiro jantar de nomeação para o Hall of Fame foi realizado no famoso Waldorf-Astoria, Hotel de Nova York, em janeiro de 1986. Os primeiros nomeados foram: Chuck Berry, James Brown, Ray Charles, Sam Cooke, Fats Domino, The Everly Brothers, Buddy Holly, Jerry Lee Lewis, Elvis Presley e Little Richard . Robert Johnson, Jimmie Rodgers e Jimmy Yancey foram homenageados como as grandes bases e influências do gênero. Os primeiros “não artistas” homenageados foram o produtor Sam Phillips, o radialista Alan Freed e o produtor John Hammond, todos reconhecidos com o prêmio “Lifetime Achievement”.

Membros da comunidade de Cleveland, em 1985, sugeriram à Fundação a construção de um grande museu. A ideia era originalmente comprar um triplex em Nova York para abrigar o Hall of Fame, assim como um arquivo, biblioteca e museu. Em novembro daquele ano, os entusiastas de Clevaland enviaram uma delegação à Nova York, levaram algumas plantas e diagramas maravilhosos para um museu que seria muito maior do que qualquer casa que os membros do Hall of Fame inicialmente tivessem pensado.

Além disso, em uma pesquisa pública realizada em todos os Estados Unidos, perguntando onde o Hall da Fama deveria ser localizado, Cleveland ficou em primeiro lugar e, finalmente, depois de muita competição e muitas visitas a locais potenciais por membros da Fundação, Cleveland foi realmente escolhido como o lar permanente para o Hall da Fama e Museu do Rock and Roll, em maio de 1986.

Após uma extensa pesquisa ao longo de 1987, o arquiteto de renome mundial I.M. Pei foi escolhido para projetar o Museu. Pei tinha muito a aprender para incorporar ao projeto e chegou até a declarar: “Eu não sabia nada sobre o rock and roll”. Membros da Fundação levaram Pei em viagens para Memphis e New Orleans e para concertos em Nova York. “Nós ouvimos um monte de música e vimos muita coisa e eu finalmente consegui entender o espírito: o rock and roll é energia”, disse Pei. Ele, então, aceitou o desafio de projetar o primeiro museu do mundo dedicado ao rock and roll.

Em setembro de 1995, após 12 anos de construção, o “Rock and Roll of Fame and Museum” abriu com uma agenda cheia de eventos. No dia primeiro de setembro, a festa começou com uma parada pelas ruas de Cleveland, seguida de uma cerimônia de inauguração em frente ao Museu.  O Museu abriu oficialmente ao público no sábado, 2 de setembro e começou com uma cerimônia homenageando a história de Ahmet Ertegun, o fundador do Hall da Fama do Rock and Roll. A noite culminou com um concerto beneficente no Cleveland Municipal Stadium, com grandes nomes do rock and roll como Chuck Berry, Bob Dylan, Al Green, Jerry Lee Lewis, Aretha Franklin, Johnny Cash, The Pretenders, John Fogerty, Lou Reed, Iggy Pop, George Clinton, The Kinks, John Mellencamp , Bruce Springsteen, Booker T. and The MGs, Eric Burdon e Martha Reeves.

Desde a sua abertura, o Rock and Roll Hall of Fame and Museum já fez centenas de exposições temáticas, recebeu cerca de dez milhões de visitantes de todo o mundo, além de receber mais de 50.000 estudantes e educadores por ano através de seus programas de pesquisas e educação.

Um belo exemplo para qualquer país e qualquer gênero musical!