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Só que não

André Padrão

Já dei aqui várias dicas relacionadas ao ato mais básico e primordial de toda e qualquer viagem: o ato de voar. De estar em um avião, para ser mais preciso. As regras de convivência para estes delicados períodos de convivência quando mais de uma centena de seres humanos de diferentes origens e estilos precisam ir além do mero bom senso. Enlatados em um pássaro metálico de algumas toneladas a mais de 10 mil metros de altitude há de se convir que algumas regras extras são necessárias para manter a paz, a ordem e, em muitos casos, a segurança (física e mental) de todos. É por isso que todas as companhias aéreas tem um regulamento interno descriminando como proceder nas mais básicas às mais improváveis situações.

Comandante e tripulação são autorizados a, em alguns casos, solicitar segurança, polícia, médicos, conter algum passageiro, negar algum serviço ou, em situações realmente extremas, expulsar o passageiro do voo. Ok, aposto que como eu você imaginou um baderneiro sendo retirado da poltrona A23, algemado, amarrado em um paraquedas e lançado para fora da aeronave em movimento sem a menor cerimônia. Claro que não é assim que ocorre. Mas, “a título de pesquisa” , analisemos as situações absurdas que podem levar a um cartão vermelho aéreo. (*esses procedimentos variam de companhia para companhia, peguei os mais inusitados e corriqueiros)

 

Cinto muito- É lei afivelar os cintos quando solicitado durante um voo. Parece básico, né? Mas tem gente que, por ignorância, loucura ou motivos desconhecidos se recusa a faze-lo. Esse aí nem chega a deixar o solo, é convidado a desembarcar ali mesmo.

 

Piri, Piri, Piri… Piriguete– Essa fica a cargo do senso estético e fashion das comissárias (e comissários. Por que, não?). Mas, se alguém decide usar roupas “inapropriadas”, com dizeres ofensivos (racistas, nazistas, sexistas…), ou vulgares… Pode ser solicitado a deixar o avião.

 

Lado A, Lado B-  Pode ser desnecessário dizer, mas não é tão infrequente assim. Cair na pancada nos espremidos corredores de um avião lhe garantirão uma passagem só de ida para fora do mesmo. Já tive o desprazer de presenciar um UFC aéreo. Na verdade, o avião ainda não tinha decolado. Um patético misto de boxe com salto com barreiras e dança moderna. Obstruídos pelas poltronas que os separavam, os dois valentões pareciam dois cangurus bêbados no cio. Triste…

 

Off- Ignorar o pedido para desligar aparelhos eletrônicos já provocou a expulsão até do famoso ator hollywoodiano, Alec Baldwin. Teve que jogar Candy Crush, Draw Something, Farm Ville, sei lá, na sala de embarque, mesmo.

 

Bebê Chorão- Sim, o tradicional neném fazendo escândalo pode ser expulso (devidamente acompanhado da mãe ou babá, obviamente) do avião. Eu mesmo já tive vontade de ejetar alguns de uns voos que encarei. Pobrezinhos… Mas passar um voo intercontinental com os berros de um recém nascido é provação para o mais sereno dos monges.

 

André Fran é um dos criadores/apresentadores da série de TV “Não Conta lá em Casa” (Multishow), onde quatro amigos encaram os roteiros mais polêmicos do planeta e semanalmente escreve aqui no nosso blog!