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Viajando pelas Redes Sociais

27 de novembro de 2014 1 Comentário

 

As Mídias Sociais sempre foram um de meus temas favoritos. Ok, não exatamente um tema, como se eu estudasse (apesar de que sim, eu estudo mesmo essas coisas). Sou early adopter e hard user, esses termos em inglês que indicam o fulano que assim que surge uma nova rede social ele já se inscreve para ver como é que depois de inserido na mesma, está sempre por lá comentando, divulgando seus negócios, interagindo com os outros e fuxicando a vida alheia eventualmente que ninguém é de ferro. No quesito viagem, destaco o Instagram e suas fotos que resumem e sintetizam as vezes todo o prazer e encanto de um destino ou de um roteiro especifico.

Acontece que usa-se as Mídias Sociais de diferentes maneiras. E alguns se destacam justamente pela especialização, foco e pela popularidade que conseguem na internet. E o segmento de viagens é especialmente farto nesse ramo. São centenas de milhares de viajantes, fotógrafos, jornalistas e aventureiros que acumulam centenas de milhares de seguidores. Estes acabam se tornando autênticos (e legítimos) formadores de opinião de turismo. E conseguem de modo bastante natural influenciar uma galera que tem a viagem como prioridade ou parte bem presente em seu cotidiano.

O Mercado, que não é bobo nem nada, esta de olho e já percebeu esses influenciadores. E começa a descobrir as maneiras mais legais para incentive-los e usar de seu poder em favor de seus negócios. As associações, campanhas, ações e promoções são das mais divertidas e eficientes.

A interação do público/consumidor com estes “ viajantes referência” é muito natural e espontânea, coisa que os planos de marketing buscam em campanhas de cifras milionárias e muitas vezes (quase sempre) acabam morrendo na praia. A distância entre os profissionais e esses geradores de conteúdo relevante na internet esta cada vez menor. Na internet, é impossível prever o que vai vingar (ou viralizar). Muitas vezes uma GoPro presa nas costas de uma águia sobrevoando os Alpes Franceses faz mais pelo turismo da região do que uma campanha multimilionária envolvendo uma equipe gigantesca e dias de filmagem.

Tentativa, feeling, erro e experimentação. O caminho do sucesso para quem quer (tentar…) fazer sucesso divulgando turismo nas redes sociais.

 

Relatos

“PODE BATER UMA FOTINHO PRA MIM?”

15 de julho de 2014 4 Comentários

Foto Meirelles

Tem viajante que se incomoda com o ato de arrumar e desarrumar as malas. Outros com a logística.  Muitos com a língua. E eu juro pra você que isso tudo pra mim é algo trivial. O que me incomoda de verdade numa viagem é quando alguém pede para eu tirar uma foto.

Não, não sou daqueles artistas presunçosos e cansados do assédio, que, por sinal, nem tenho. Quando eu digo que não gosto de tirar fotos, me refiro literalmente ao ato de eu ser responsável por uma foto. O fotógrafo.  O que fala “vem mais pro lado, isso, junta”. Aquele que tem a missão de eternizar aquele momento especial para alguém. Muitas vezes um desconhecido que te para na frente de um ponto-turístico e fala:

“-Com licença, pode bater uma fotinho pra mim?”

Alguém já negou esse pedido? Alguém bem mala já falou:

“-Não, não sei mirar e apertar um botão. Passar bem.”

O problema é que não é apenas apertar um botão. É uma responsabilidade absurda.  Há 12 segundos atrás você era um turista distraído, agora é um diretor fotográfico sem um briefing. A foto não é sua, mas está nas suas mãos. Tudo depende de você, um anônimo que ele confiou.

Será que fica melhor horizontal? Será que fica melhor vertical? Mostro os pés? Coloco aquela árvore ali no plano? Faço algo mais conceitual? Coloco elementos nas fotos? Contrato pessoas para fazer figuração e deixar o ambiente mais “cool”?

Dependendo de sua dedicação essa foto pode ir direto pro Instagram da pessoa. Ainda ganhar o mérito da #semfilto, de tão perfeita que saiu. Vários likes, compartilhamentos…

Ou, pensando grande, entrar num porta-retrato, daqueles que ficam em cima de um piano sem uso. Já pensou? A sua foto sendo vista por várias gerações? Amigos, filhos, netos. Todos perguntando sobre aquele momento que você criou.

Mas também pode ser uma simples fotinho clichê de viagem ,  sem título, jogada ali num álbum DISPOSITIVO MOVÉIS do Facebook, no meio de tantas outras.

Ou pior: aquela foto que nem baixada foi. Aquela que a pessoa agradece a sua boa vontade, fala “ficou ótima”, aguarda 3 minutinhos e pede para outro fotografo ocasional bater.

Muitas decisões, muita pressão. E você só tem 10 segundos pra ser um gênio ou um vilão.  Acho que esse critério deveria ser melhor avaliado para não se perder boas oportunidades confiando em qualquer um.

Deveria ter uma espécie de teste.

“-Amigo, você pode bater uma foto pra mim?”

“ –Claro”

-“ Mas antes tira foto daquela árvore ali. Vai….CLICK……Humm, ficou boa. Agora tira foto desse cata-vento aqui?….CLICK….Excelente. Ultima perguntinha: o que um ser humano tem em cima do ombro?’

-“cabeça”

-“Perfeito, significa que você não vai cortar a minha. Tá prontíssimo. Pode bater a minha foto com a Torre Eiffel ao fundo.?“

Mas enquanto isso não ocorre, continuo com a minha resposta padrão:

“-Com licença, pode bater uma fotinho pra mim?”

“Não, não sei mirar e apertar um botão. Passar bem. “

Dicas de ViagemNo Destino

Dicas para viajar sem stress

10 de julho de 2014 0 comentário

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Escrevo essa coluna alguns dias após a derrota do Brasil para a Alemanha. A ficha infelizmente já caiu, a dor amenizou, mas a cabeça não consegue sair do jogo. Fico conjecturando, traçando planejamentos como se fosse um diretor da CBF e lamentando a cada minuto o fato de nossos queridos hermanos (que odeio no campo futebolístico!!!) estarem com passaporte carimbado para jogar uma final no Maraca.

 

Minha vontade é de sumir, tomar doril, escafedecer… Quem sabe ir para a Alemanha, onde Oktoberfests fora de época prometem inebriar os mais belos sonhos do povo alemão. Ou para a Argentina, engrossar a massa de milhares que já ocupa as redondezas da 9 de Julho em uma festa que não se via há décadas. Mas, nesse momento doloroso, qualquer um dos mini entraves e aporrinhações que surgem naturalmente em uma viagem se tornariam uma provação hedionda que tornaria minha experiência mais desagradável do que uma fuga dessa trágica realidade.

 

Foi pensando nisso que resolvi listar algumas dicas oportunas que pode minimizar a pentelhação daqueles pequenos detalhes que podem nos irritar em qualquer viagem.

 

1-    Logo de cara: faça sua mala de forma eficiente. Muita gente não leva em consideração isso e depois se irrita na volta quando os souvenirs, compras e presentes não cabem na bagagem.

 

 

2-    Chegando ao seu destino, nada de trocar dinheiro no aeroporto. O câmbio é muito pior e você vai querer se esmurrar quando estiver rodando pelo centro e ver uma taxa bem menor da que você pagou ao desembarcar.

 

3-    Ainda sobre sua bagagem: coloque sua identificação em tudo. Caso algum contratempo aconteça, ficará mais fácil a identificação da sua bagagem.

 

4-    Nada pior do que estar passeando no meio do dia e começar a chover. Roupas molhadas, material encharcado, perda de tempo secando, equipamento estragado. Como se prevenir? Simples: forre o interior de sua mochila com uma saco plástico. Pode ser até de lixo. De nada. 😉

 

5-    Sim, use seu celular. Sabiamente, é claro. De mapas a tradutores, de roteiros a localizador de hospitais… Há sempre um app que pode facilitar sua vida. É só saber quais baixar e quando usar.

Relatos

O Que eu Conheci com a Bola

20 de junho de 2014 0 comentário

Foto Jamelli

Comecei minha carreira como jogador de futsal no Juventus, com 5 anos de idade. Desde esta época me lembro de falar que meu sonho era ser jogador futebol, jogar na seleção, ser contratado por um time europeu e fazer o gol na final da Olimpíada, trazendo a primeira medalha de Ouro no futebol para o Brasil.
Consegui realizar parte deste sonho, joguei na seleção, no Japão, na Espanha e na França, além de participar do time da Olimpíada de Atlanta. Hoje, depois de me aposentar, vejo que o futebol me deu muito mais do que isso, ele me deu a oportunidade de conhecer outras culturas, pessoas, lugares e países.

Joguei profissionalmente 17 anos, dos 16 aos 33 e tive a oportunidade de conhecer os cinco continentes. Minha primeira viagem internacional foi como jogador do Corinthians. Com 13 anos, fui para o Perú e fiquei impressionado. Lá, experimentei o ceviche – prato típico peruano feito a base de peixe – conheci a cultura Inca, vários sítios arqueológicos, com destaque para o Huaca Puclana que esta localizada na parte nobre da cidade em Miraflores. Outro ponto imperdível são as catacumbas que estão localizadas no subsolo da Basílica e Convento de São Francisco no centro da cidade.·.

Depois, já jogando pelo São Paulo fizemos uma excursão para a China ,em 1994, quando a China ainda era um país muito fechado. Adorei Hong Kong e fiquei impressionado com seu comércio, modernidade e movimentação de pessoas. Um passeio que não se pode deixar de fazer é a visita ao ponto mais alto da cidade “O Pico” ou para eles “The Peak”. Jogamos contra a seleção do Sul da China no moderno estádio de Hong Kong e para nossa surpresa a seleção era muito boa! Mas sem dúvida, o que mais tivemos dificuldade foi com o idioma e com a gastronomia. Era difícil falar inglês com os chineses e alguns deles ficavam até com medo de se aproximar.  Tivemos passagens curiosas nesta viagem, em Hong Kong a culinária era muito parecida com a nossa aqui no ocidente, comida italiana, fast food, chocolate e etc… Mas quando você começa a ir um pouco mais para o interior a situação  é outra.
Uma ocasião que me lembro bem foi quando estávamos em um banquete de lançamento e promoção do jogo em um salão luxuoso, e começaram a nos servir vários pratos em bandejas tampadas. Quando eles levantavam as tampas destes pratos, era sempre uma surpresa. Eram vários pratos exóticos, tinha cérebro de macaco, gafanhoto, uma sopa que tinha alguma coisa viva dentro (até hoje não sei o que era) e a maioria de nós rejeitava e não comia. Foi ai que o intérprete se aproximou e comentou que era uma ofensa para eles não comermos o que eles estavam oferecendo e que nós teríamos que nos esforçar e comer o que estava sendo servido. Foi difícil, mas no final conseguimos agrada-los.

Um pouco depois dessa conversa com o tradutor veio um prato que estava com um aspecto muito bom, ficamos empolgados, era uma carne com um molho marrom bem saboroso parecido com o nosso molho madeira e tinha realmente um sabor muito gostoso, comemos tudo e pedimos para repetir, nos fartamos de comer aquela carne e quando já estávamos indo embora resolvemos perguntar ao garçom que carne era aquela no nosso “chinês”. Falamos Muuuuuu e o garçom balançou a cabeça negativamente, depois fizemos Méééééé e o garçom novamente balançou a cabeça dizendo que não, foi quando o garçom que estava ao lado disse: AuAuAuAu todos nós ficamos com um nó no estômago e fomos embora pensando nos nossos bichinhos de estimação que tinham ficado no Brasil.

Gastronomia

Uma Receita de Sucesso

11 de maio de 2014 0 comentário

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As vezes o que te inspira a viajar surge nos mais insuspeitos lugares. Como trabalho com audiovisual e apresento um programa na TV, sempre estou ligado nas inovações do mercado. Isso inclui tendências do mercado, seminários, inovações tecnológicas e, por que não? Novas séries. Assistindo novas séries eu posso acompanhar sempre estilos diferentes de edição, narrativa, temática e ainda me divertir com conteúdo variado e original sobre meus temas favoritos. Aqui no Brasil, acabamos ficando presos às velhas fórmulas arcaicas e manjadas de se fazer TV e caímos numa premissa enganosa de que gerar programação para a massa é abaixar o nível de qualidade do conteúdo. Eu discordo, e acho que por isso o NCLC tem se destacado ao longo desses anos. Mesmo falando de história, cultura e política e sem gatinhas de biquíni ou comediantes fazendo graça pra dar uma amenizada.

 

Pois foi pesquisando um programa da rede CNN (sim, a de notícias) que me deparei com uma série muito original: “Parts Unknown”. O nome é sugestivo, mas a sinopse, apesar de criativa, me deixou mais confuso do que interessado. Um renomado chef de cozinha que se propõe conhecer através da culinária algumas das mais exóticas culturas de nosso planeta. Comida, viagem, diário de bordo, cozinhando a estrada…? Resolvi dar PLAY e conferir.

 

Fui surpreendido pelo carismático apresentador, pelo texto profundo sobre culturas, países, diferenças e o atual momento de nosso mundo, a edição ágil e a história (sempre ela) bem contada. O chef Bourdain, reverenciado por todos por onde passa, é super acessível, o que o leva às situações mais diferentes e inusitadas. Seu interesse legitimo pelos países que conhece e sua culinária contagia o espectador. E a produção consegue combinar passeios por México, Japão, Colômbia, Peru e Palestina entre outros dosando sabiamente visuais, comida, informações, aventura e humor na medida certa. Uma receita muito bem feita.

 

No fim das contas, virei a noite vendo todos os episódios (já foram produzidas duas temporadas) e fiquei com água na boca. Para comer e para viajar, também!

Dicas de Viagem

O Manual do Nerd na Estrada

24 de abril de 2014 0 comentário

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Para efeito de pesquisa e autoajuda, eu e meus companheiros de viagem compilamos metodicamente (como bons nerds) um conjunto de dicas, explicações e alertas vitais para o companheiro nerd viajando por este mundão. Pequenas pílulas de sabedoria internética, aprendidas à custa de muito sofrimento no duro mundo desconectado. Assim nasceu “O manual do nerd na estrada”.

 

Seguem alguns exemplos pinçados aleatoriamente deste guia:

 

– “Wi-Fi grátis: quem procura, acha!” Esteja onde estiver, tente sempre catar um sinal de Wi-Fi com seu gadget favorito. Já encontramos sinal gratuito de internet nos locais mais improváveis, como: aeroporto da Albânia, sala de embarque em Banda Aceh, restaurante em Pequim, e por aí vai. Não custa nada tentar.

 

– “Leitura de sinais.” O Lonely Planet é um guia e tanto para qualquer tipo de situação com que um viajante possa vir a se deparar. Mas, no quesito hospedagem, siga o nosso conselho que até um analfabeto se dá bem. Localização, preço, segurança… Esqueça toda essa baboseira que consta do guia! Verifique apenas se embaixo do nome do hotel há um iconezinho com o desenho de um computador. Ele representa que a hospedaria em questão possui internet. Pode desfazer as malas feliz!

 

– “iPhone: o analisador de qualidade de hotel.” Ao adentrar pela primeira vez o lobby de qualquer hotel em qualquer parte do mundo, não pergunte pela limpeza dos quartos ou se o café da manhã está incluído na diária. Saque de imediato seu iPhone e com ele verifique a qualidade do sinal de Wi-Fi. No resto você se vira.

 

– “Onde há fumaça, há fogo.” Cruzando o lobby do hotel de um país sem a menor infraestrutura ou passeando pelo salão de embarque de uma cidadezinha perdida no mapa, se você perceber alguém com um laptop aberto no colo: faça o mesmo! São grandes as chances de haver uma conexão Wi-Fi na área. Quem se dá o trabalho de abrir o laptop se não há internet disponível? Um laptop sem internet é como um corpo sem alma.

 

– “Sempre carregado!” Ande sempre com uma nécessaire, essas bolsas para itens de higiene pessoal. Xampu, sabonete, escova de dente? Pra quê? Jogue tudo fora! A real serventia dessas malinhas é carregar todo e qualquer tipo de plugue de tomada. Três pinos na Ásia, pino invertido na Oceania… Ou seria o contrário? Enfim, tenha sempre todos os tipos de adaptador à mão, de modo a manter seus gadgets sempre carregados! Pois, como vimos anteriormente, você nunca sabe quando vai encontrar um sinal de internet.

 

Este texto é parte do livro “Não Conta lá em Casa- Uma viagem pelos destinos mais polêmicos do mundo” (Editora Record), de André Fran que está em sua segunda edição e pode ser encontrado nas melhores livrarias do país e no formato e-book para Kindle e iTunes.

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Tecnologia a serviço da PROMOÇÃO de viagens. A serviço de promover o nobre e engrandecedor ato de VIAJAR que tanto valorizo aqui nessa coluna a cada semana. Todos sabemos, e também já destaquei nos meus textos, as inúmeras maneiras que o combo internet + celular + criatividade trouxeram em termos de ajudas fundamentais (e outras nem tanto) aos viajantes de todo o planeta, mas a revolução digital e tecnológica não tem seu foco específico no turismo, né? Acontece que viajar faz parte da alma humana (como já abordei por aqui), e o resultado é o homem botando a criatividade para funcionar a serviço dessa sua veia exploradora.

 

É aí que entram os dois destaques da vez. Poucas coisas estão chamando mais a atenção da comunicação audiovisual recentemente do que as câmeras Go Pro. Pequenas, portáteis, resistentes, fáceis de manusear e produzem imagens lindíssimas. Perfeito para qualquer viajante, né? A publicidade e o consumidor final perceberam isso rápido e trataram de usar essas pequenas maravilhas posicionadas em lugares estratégicos onde só ela podia chegar: embaixo de carros, na trave dos gols no futebol, pranchas de surfe, topo de balões… Nos permitindo olhar por ângulos nunca antes imaginados. O “GoPro marketing” tomou de assalto agencias e secretarias de turismo em todo o mundo.

 

A outra novidade são os drones. O que começou com um projeto militar que permitia alcançar com um olhar espião ou bombas fatais territórios ermos e perigosos, acabou sendo adaptado para o cidadão comum. Pequenos helicópteros guiados por controle remoto se tornaram brinquedos sérios para aficionados mundo a fora. E juntando um drone teleguiado com uma câmera portátil: voilá! Cenas inacreditáveis de cenários deslumbrantes registradas de uma perspectiva única e nunca antes explorada.

 

Claro que esses registros incríveis uns mais profissionais, outros mais amadores, todos espetaculares, acabaram favorecendo o turismo, as agências de turismo e impulsionando viagens em todo o mundo. Afinal, se alguns lugares são irresistíveis em fotos e em filmagens, imagina quando vistos por ângulos incríveis e em momentos surreais!

 

 

Agora, se você for fera mesmo, consegue unir os tais ângulos incríveis e imagens surreais que resultam em vídeos que parecem saídos diretamente de um filme de ficção cientifica! Como nesse registro de Singapura feito pelo brasileiro Rodrigo Cebrian.  Enjoy! https://vimeo.com/90975668

Em qualquer lugar, em qualquer cultura, em qualquer situação, um sorriso pode fazer uma grande diferença. Seja na imigração do aeroporto de Estocolmo, no Coffee shop de Amsterdam ou tomando uma dura no trânsito de Bali, um simples sorriso pode ser determinante para o sucesso (ou fracasso) do restante de sua viagem. E isso é meramente o indicativo de uma postura que só pode trazer benefícios. Alguns pequenos detalhes que emanam boas energias e positividade são vitais para qualquer aventura em terras estrangeiras. Seguem então algumas dicas acumuladas ao longo das muitas e diferentes viagens que tive a oportunidade de realizar.

 

 

Sorria, você está viajando- Como disse no início, se você está viajando, de ferias, explorando, aberto a novas experiências e amizades, não é de cara amarrada que você vai conseguir extrair o melhor que o momento pode lhe oferecer. Estar de bem com a vida e com uma atitude positiva em relação a sua viagem como um todo é o primeiro passo para ser abraçado de volta pela vida!

 

Thank You! Merci! Arigato!- Se você tem dificuldades em falar outras línguas e só quiser aprender (ou se você só consegue aprender) uma única palavra em um idioma estrangeiro, que essa palavra seja “obrigado”. Um simples obrigado mostra consideração em um nível que, dependendo do lugar onde você esteja, pode ser algo extremamente simpático. E, vamos combinar, nada mais arrogante que o gringo que manda um “thank you” em inglês independente de onde esteja e como se o mundo fosse obrigado a entender a sua língua natal.

 

Quanto mais, melhor- Quanto mais palavras, expressões e frases decoradas/ aprendidas no idioma do país que você está visitando, melhor. Obrigado, Olá, Tudo bem, Adeus… Você vai ver que essa simples atitude geralmente desperta uma expressão acolhedora no seu interlocutor. Na maioria das vezes é um misto de surpresa, admiração e gratidão.

 

Silêncio com simpatia- Essa eu aprendi no livro “O Poder dos Quietos”, de Susan Cain. O fato de você ser tímido ou introvertido não quer dizer que você seja antipático ou antissocial. Falar muito não é de grande utilidade em território estrangeiro, então é só saber manifestar com gestos e atitudes a sua alegria e respeito por seus hóspedes.

 

Curiosidade NÃO matou o gato- Mostrar interesse pela história, pela cultura e pelas pessoas que você conhece em suas andanças talvez seja o maior sinal de respeito que alguém pode manifestar. E é o que mais vai te acrescentar enquanto viajante. Essa é a regra de ouro!

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Frases de Viagem

20 de março de 2014 0 comentário

André 2

São vários os mecanismos de influencia para alguém fazer uma viagem. Ou simplesmente viajar. E aqui já consegui fazer uma boa seleção deles. Falei sobre filmes com temática de viagem, sobre livros passados em terras estrangeiras, listei grandes navegadores e exploradores ancestrais, comentei sobre expedições a roteiros distantes, cenários paradisíacos e culturas distantes… Mas quando uma viagem é realmente transformadora, e o agente dessa viagem é algum gênio filósofo ou grande pensador, essa experiência pode ser traduzida em uma única frase inspiradora. Pequenas falas capazes de calar fundo na alma de qualquer um. Especialmente se este qualquer um for um viajante em busca apenas de um sopro de incentivo para desbravar as estradas do mundo mais uma vez.

 

Podemos começar remontando a tempos imemoriais, e as palavras simples porém valiosas de Confúcio: “Onde quer que você vá, vá com o coração!” Lição básica para qualquer viajante encarando qualquer tipo de viagem. Ainda ouvindo grandes nomes eternos, temos a frase de Buda: “Viajar bem é melhor do que chegar!”  Uma forma de valorizar o ato de viajar por si só, independente do destino.  Santo Agostinho também falou sobre o valor de explorar nosso planeta: “O mundo é um livro, e aqueles que não viajam conhecem apenas uma página.”

 

Grandes nomes da literatura também se debruçaram sobre esse tema. “Não gosto de me sentir em casa quando estou viajando.”, disse George Bernard Shaw, talvez querendo explicar o quão importante é descobrir novos lugares, pessoas, culturas… “Viajar é descobrir que todos estão errados sobre outros países.”, Aldous Huxley deixa claro a importância de ver com os próprios olhos e estar aberto a conhecer de verdade uma outra realidade. Gilbert K. Chesterton apontou para uma fundamental diferença de postura: “O viajante viaja para ver, o turista viaja para ver o que ele foi ver.”

 

Mais recentemente, com as facilidades de viajar pelos mais distantes e para os mais desconhecidos e inóspitos recantos do mundo, alguns exploradores modernos surgiram e colaboraram com dizeres importantes. “Viajar ensina.”, disse a modelo e cantora Solange Knowles. O auto-entitulado “vagabundo profissional”, Rolf Potts, diz que “Viajar é uma metáfora para as opções da vida, e se limitar a um único destino é se limitar a uma única visão de mundo.” Um dos mais interessantes aspectos de viajar foi destacado na frase do jogador australiano de futebol, Tim Cahill: “Uma viagem deveria ser medida em amigos feitos e não em milhas percorridas.”

 

Tentar encontrar o que mais toca a sua alma e conseguir identificar e traduzir o que mais que tocou nessa experiência, é guardar para sempre a sua viagem. Valorizar, disseminar e eternizar a sua viagem. É se tornar uma pessoa melhor

 

Como teria dito Maomé: “Não me diga o quanto você sabe, me diga o quanto você viajou.”.

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Animais na Pista

13 de março de 2014 0 comentário

pinguins

Turismo de aventura, turismo exótico, turismo radical, esportivo, extremo… Todas essas searas já foram exploradas e comercializadas à exaustão e diferentes áreas dos mais variados continentes e países. Você pode ir à Nova Zelândia praticar esportes radicais, pode desafiar a radiação para visitar a cidade fantasma de Chernobyl, conhecer cenários de outro mundo no Djibuti, passar alguns dias no deserto no Egito… O que não falta é um farto leque de opções para quem acha que passar perrengue (de algum jeito, tipo ou forma) não só faz parte da experiência como é a grande graça da experiência. Mas tem um tipo de turismo que eu acho extremamente menosprezado e mal explorado: o turismo de animais. Não, não estou falando de madames levarem seus chihuahuas para passear em outro país em uma bolsa Louis Vuitton. Estou falando de você, caro leitor, sair do sofá para ver de perto jacarés, pandas, tubarões ou gorilas em seus habitats naturais.

 

Geralmente quando se fala em Turismo na natureza, animal, selvagem… a primeira imagem que vem na mentes é um turista de meia-idade e acima do peso travestido de caçador atravessando as savanas africana para ver uns leões tirando um cochilo. Mas existem inúmeras outras opções diferentes, originais e que farão sua pulsação acelerar de ver de perto algumas das mais belas criaturas do nosso planeta.

 

Ursos Polares- no norte do Canadá tem uma expedição onde você pode pegar um buggy e atravessar as estepes de Manitoba para ver a migração desses gigantes brancos de outubro a novembro!

 

Crocodilos- em qualquer época do ano você pode marcar uma viagem de barco ou uma viagem de 4 x 4 para ver alguns dos maiores, mais ferozes e perigosos animais do mundo: os crocodilos de água salgada australianos! Quando adultos esses bichões podem chegar até 12 metros de tamanho! E, sim: alguns deles já devoraram humanos.

 

Dragões de Komodo- na Indonésia eles são bem fáceis de encontrar. Guias te conduzem em trilhas no meio da floresta equipados com umas bengalas de madeira para afastar um ou outro dragão mais empolgado. Nada como um encontro face a face com o lagarto carnívoro mais perigoso do mundo!

 

Tubarão-Baleia- o maior peixe do mundo, apesar do nome assustador, é extremamente dócil. De agosto a outubro na Baía de Los Angeles, no México, você pode marcar excursões que te levam a nadar lado a lado dessas imensas criaturas.

 

Pinguins- alguns vôos até as Ilhas Malvinas (Falklands) e mais um vôo de bimotor (medo!) até Sea Lion Island e você pode ficar hospedado por alguns dias em meio à fauna variada da gelada patagônia. É estilo café da manhã vendo pinguins da varanda.

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As Grandes Viagens e Os Viajantes da História

6 de março de 2014 0 comentário

Andre capa

Acredita-se que o primeiro Guia de Viagem foi escrito pelo soberano grego Pausanias, em 160AD. Mas, é claro: viagens, expedições, missões, excursões, campanhas militares… existem desde sabe lá quando. Foi através de viagens que se romperam barreiras culturais, que se descobriu adventos que impulsionaram a evolução da humanidade, que se percebeu a variedade e a diversidade tão rica e útil de nosso planeta. Podemos dizer que o ser humano é compelido a viajar, e que os viajantes foram alguns dos principais agentes de mudanças e evolução desde tempos imemoriais. A curiosidade e o desejo de explorar faz parte de nossa natureza. Isso não há como negar.

 

Alguns viajantes lendários marcaram grandes momentos de nossa história e mudaram para sempre a forma que encaramos as viagens em si e até o mundo a nossa volta.

 

HomeroSuas grandes obras Ilíada e Odisseia, marcam grandes viagens. Livros eternizados que colocaram Tróia (hoje, na Turquia) como um dos grandes destinos a serem conhecidos e desbravados desde o tempo do Império Romano.

 

Thomas Jefferson– Um dos primeiros presidentes americanos, talvez tenha sido até hoje o que mais gostava de terras estrangeiras, viajar e conhecer outras culturas. Amante confesso de vinho, fez de suas excursões pela Europa um motivo nobre e útil para buscar referencias de cultura, saúde, poesia, política, literatura e ciências em países como Inglaterra, Portugal, Espanha, França e Itália.

 

Charles Darwin- o pai da teoria da evolução foi um renomado viajante. Inclusive, algumas de suas mais clássicas teorias foram desenvolvidas em expedições a desconhecida e selvagem (mais ainda em sua época) Ilhas Galápagos.

 

Cristovão Colombo– Ficou conhecido como o descobridor das Américas. Foi um explorador de Gênova que partiu em busca das Índias e acabou fazendo uma das maiores expedições pelo Atlântico.

 

James Cook- cartógrafo, cientista e explorador. Talvez tenha sido o homem que descobriu a maior parte de território do nosso planeta. Circunavegou o globo duas vezes! Percorreu os sete continentes e cruzou os círculos polares ártico e antártico.

 

Marco Polo– Simplesmente ajudou a estabelecer a Rota da Seda ligando a Europa a Ásia. Isso no século XV! Com isso, mudou a face da história.

 

Os caras pavimentaram o caminho. Agora, você não tem desculpa. Com o mundo todo a um voo de distância, totalmente (ou grande parte dele) conectado a internet e com um hostel a disposição dos orçamentos mais modestos, o mundo está em suas mãos. É só querer e escolher onde e como você vai deixar aflorar a sua veia de explorador!

DestinosNacionaisRio de Janeiro

Parabéns Rio!

1 de março de 2014 1 Comentário

AAAAAAAAAAA

Se existe um lugar no mundo que sempre surpreende, não importa quantas vezes você visite, esse lugar é o Rio de Janeiro!

Hoje a cidade completa 449 anos e a melhor maneira de homenagea-la, é dando as dicas de como aproveitar tudo que ela tem para oferecer. Opções para todos os gostos e bolsos não vão faltar, afinal não é qualquer cidade que é mundialmente conhecida como “Cidade Maravilhosa”!

Pra começar muito bem o dia, experimente tomar café da manhã no Parque Lage. Difícil definir o que encanta mais, se são as opções do D.R.I bar, ou se é a experiência de tomar café contemplando os jardins do Parque, o Corcovado e o Cristo Redentor. Nada mal começar a dia assim né?

Se você é fã de praia, não precisa nem se preocupar para onde ir depois do café, a cidade tem praias maravilhosas de ponta a ponta, de norte a sul, do Leme ao Pontal (Obrigado Tim). Mas se você procura um programa diferente, que tal um passeio pelo centro da cidade? Não importa a sua religião, a Igreja de São Francisco da Penitência é parada obrigatória. Com arquitetura barroca e toda revestida em ouro, é considerada uma das igrejas mais bonitas do Brasil!

Ainda pelo centro, outro ponto imperdível é o Theatro Municipal. Eleito uma das 7 maravilhas do Rio de Janeiro, é a principal casa de espetáculos do Brasil. Mas fique atento, as visitas são guiadas, por isso é importante agendar com antecedência para não perder a viagem.

A pouco mais de 1 km do Municipal, você vai encontrar uma das regiões mais boemias e “cariocas” da cidade: o bairro da Lapa. Lá você vai encontrar diversas opções de bares e restaurantes, e ainda vai conhecer um dos cartões postais carioca, os Arcos da Lapa.

Se a sua é esporte, o Rio de Janeiro é a cidade ideal. Com opções no mar, na terra e no ar, a cidade oferece desde a adrenalina de um voo de asa delta, até uma divertida e surpreendente pedalada pela orla carioca.

Com o final do dia se aproximando, a melhor pedida é ir admirar o por do sol da Mureta da Urca. De lá, você vê o sol se despedindo da Baía da Guanabara, proporcionando uma das mais belas vistas da cidade.

Pra fechar o dia com chave de ouro, você tem que conhecer um dos botequins mais tradicionais do Rio, o Jobi. Fundado em 1956, ele é uma das opções mais procuradas pelos turistas e moradores da cidade em busca de uns bons petiscos e claro, um chope gelado.

É por essas e por muitas outras opções que o Rio continua surpreendendo quem o visita.

Parabéns Rio de Janeiro!

 

 

Parque Lage: Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico

Igreja de São Francisco da Penitência: Largo da Carioca, 5 – Centro

Theatro Municipal: Praça Marechal Floriano, s/n – Centro

Arcos da Lapa: Praça Cardeal Câmara, s/n – Largo da Lapa

Mureta da Urca: Rua Cândido Mendes – Urca

Jobi: Av. Ataulfo de Paiva, 1.166 – Leblon

DestinosInternacionais

Paraísos escondidos

27 de fevereiro de 2014 0 comentário

Eu fico aqui dando dicas de como organizar sua bagagem da maneira mais eficiente, como aproveitar a internet durante o vôo, como se alimentar em um destino inusitado… Dicas muito úteis por sinal! Mas acaba que o filé mignon, a cereja do sundae, o crème de la creme (porque todas essas analogias fazem referência à comida? Ou sou eu que estou com fome ao redigir esse texto? Enfim…) fica de fora. São as dicas de viagem. Destinos, roteiros, passeios… O foco principal de todo e qualquer viajante ou turista.

 

Essa coluna de hoje serve para tentar equilibrar esse saldo. Mas claro que não vou listar aqui evidentes rotas turísticas que você encontra em qualquer revista de viagem com Orlando ou Buenos Aires na capa. Vou tentar cavar fundo na memória (do iPhone) e falar sobre três destinos mais incríveis e ao mesmo tempo inusitados que já conheci.

 

1-    Sidi Bou Said, Tunísia

Quem se encanta com Mykonos, Ibiza ou outras cidades mediterrâneas com certeza não inclui Sidi Bou Said no mapa. Essa cidade toda branca e azul banhada pelo mar no norte da África tem todos os encantos e charme de suas co-irmãs européias, mas sem a badalação. Em 2011, a Primavera Árabe derrubou o presidente e estabeleceu as primeiras eleições democráticas no país. Lugar calmo, tranqüilo e inspirador.

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2-    Abkhazia, Rússia (foto da capa)

A Abkhazia se auto-proclamou independente, mas ainda hoje é palco da disputa de influências entre Geórgia e Rússia. O balneário é banhado pelo Mar Negro e tem águas claras, praias de pedrinha, já foi o local preferido de veraneio da elite soviética. Hoje está meio abandonado, mas ainda conserva o glamour e a beleza natural de outros tempos. Vale muito o passeio e ainda é muito freqüentada pelo povo da região curtindo as férias.

3-    Stanley, Ilhas Malvinas (Falklands)

A pacata cidade de pouco mais de 2 mil habitantes e foco da polêmica disputa entre Inglaterra e Argentina é um das mais isoladas, pacatas e geladas cidadezinhas da América do Sul. A influência britânica a torna única e particularmente charmosa. O contato com a natureza é direto e o feeling de estar em um vilarejo campestre inglês em plena Patagônia é especial. Ah, e ainda rolam pingüins, leões marinhos, focas…

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André Fran é um dos apresentadores do programa “Não Conta lá em Casa” cuja temporada em Israel e Palestina vai ao ar toda 5a feira às 21h30 no canal Multishow.

Esportivos

Taça Libertadores, o começo do sonho

25 de fevereiro de 2014 0 comentário

Foto Jamelli

O sonho de todo torcedor é ser campeão do Mundo. Para chegar lá é preciso percorrer um longo e difícil caminho que começa com a classificação para a Taça Libertadores da América. Mas se é complicado se classificar é ainda mais difícil superar todas as adversidades que a competições te impõe.
A Libertadores é um torneio diferente de tudo que eu já participei. As viagens são longas, os lugares são de difícil acesso, e ainda temos que enfrentar muitas barreiras culturais e sociais. Apesar de todas essas dificuldades, vivi momentos muito emocionantes e conheci lugares incríveis disputando essa competição. Joguei em grandes capitais como Buenos Aires, Montevidéu, Lima, Santiago, e também estive em cidades menores e exóticas como Mar del Plata, Medellin, Rosário e Santana do Livramento que também têm seus encantos e são destinos interessantes de conhecer. Em Medellin (Colômbia), por exemplo, você não pode deixar de conhecer o “Metrocable” – espécie de bondinho que atravessa a cidade e proporciona uma vista diferenciada e exclusiva. Inaugurado em 2004, foi uma ótima solução para melhorar o sistema de transporte, e hoje é uma dos pontos turísticos mais procurados. Já em Mar Del Plata, na Argentina, o que eu recomendo são as praias de Punta Magote ao sul da cidade. Lá você encontra uma estrutura com mais de 20 resorts prontos para te atender, além de praias maravilhosas.
Na Libertadores, um dos maiores desafios que as equipes brasileiras têm hoje em dia é o de jogar na atitude. Já joguei em La Paz, Ururo e Medelin e realmente não é fácil. A sensação de cansaço, de tentar respirar e parecer que não existe ar é muito incômoda dentro de campo. Além disso a bola fica mais rápida devido a resistência do ar, a pernas ficam pesadas e o cérebro parece que funciona em câmera lenta.

Falando de altitude me lembrei de uma história engraçada que aconteceu quando tivemos que jogar uma partida em um lugar muito alto. Os comentários da imprensa e da comissão técnica nos dias anteriores eram todos sobre altitude. O fato de jogar contra altitude era difícil, falavam até que o melhor jogador da equipe contrária era altitude. Que se não tivesse altitude a partida seria mais fácil e etc… E um jogador do nosso time em um determinado momento chamou o treinador e na frente de todos disse: “Podem ficar tranquilos, me fala o número da camisa desse tal Altitude que eu vou marcar ele,ele não vai pegar na bola, deixa comigo”.  Foi uma risada só no vestiário e até hoje quando nos encontramos lembramos deste fato.
Sorte aos times brasileiros na Libertadores, minha aposta é para uma final verde e amarela. Quem sabe uma final Cruzeiro x Flamengo ? Ou Botafogo  x Atlético Paranaense ? Ou ainda Grêmio x Atlético Mineiro ?

Qual a aposta de vocês?

Grande Abraço

Paulo Jamelli